17.7.08

A ler: Eleições Viciadas?

As Publicações Dom Quixote deram à estampa o livro "Eleições Viciadas?" baseado na investigação da vigarice eleitoral das eleições autárquicas de 2001 e demonstra como se fabrica um vencedor e um vencido. Para ler com toda a atenção as 264 páginas o que vem comprovar a minha teoria que não vale a pena ir a votos a não ser que seja para chatear os demo(nio)cáticos.

"Por um voto se ganha, por um voto se perde. As eleições autárquicas de 2001 representaram o fim de um ciclo político. Por uma vantagem de 856 votos na noite eleitoral, o PSD foi a principal força política na capital e Pedro Santana Lopes tornou-se presidente da Câmara Municipal, no lugar do socialista João Soares, contribuindo para a demissão do primeiro-ministro António Guterres. As suspeitas de fraude eleitoral levaram o Ministério Público a investigar e, por fim, a encontrar indícios, «se não de uma conduta intencionalmente falseadora da verdade eleitoral, pelo menos grosseiramente negligente do desempenho das funções de membro da assembleia de apuramento geral».
Este livro é o resultado de uma análise exaustiva dos documentos eleitorais dessa votação e da recolha de depoimentos de autarcas e pessoas ligadas à campanha de Lisboa. Da sua leitura, sobressairão numerosas discrepâncias reveladoras de um processo de escrutínio eleitoral – desde o recenseamento até à publicação dos resultados em Diário da República – significativamente permeável a erros, à adulteração, intrusão ou intenção dolosa de alterar o sentido de voto dos eleitores, eventuais actos que tornam impossível afirmar com segurança quem, efectivamente, ganhou as eleições de 2001 em Lisboa."

3 comentários:

José Carlos disse...

As eleições não foram contestadas porque a "panelinha" é de todos. Pena foi este livro não ter saído em vida do autor. Ele - e alguns dos seus maiores Amigos - bem se esforçaram.
Ainda bem que trazes esta notícia. Pensava que o livro já nunca mais sairia. Mas atenção, onde se lê Lisboa, leia-se todo o país
Um abraço

Atrida disse...

E quando passarmos ao voto electrónico mais fáceis serão as manipulações.

Anónimo disse...

Isso sucede deste as primeiras eleições "livres", como eles eufemìsticamente gostam de as apelidar, o que de resto foi acontecendo em todas as seguintes e até hoje, todas elas sàbiamente engendradas e cirùrgicamente aplicadas no terreno, para que assim parecessem aos olhos dos eleitores, inocentes e crentes que são, circunstância singular, esta, da qual se têm valido. Todas elas têm sido manipuladas desde o primeiro minuto - cá como em qualquer outra parte do mundo onde 'democràticamente' se realizem - das autárquicas às nacionais, passando pelas presidênciais. Se observarmos com atenção quem tem estado no poder sucessivamente desde 76 e o modo como lá chegou, fàcilmente chegaremos a esta triste conclusão. É por isso e para isso que eles se têm socorrido - além doutras manigâncias mais subtís - das agências de sondagens, mais conhecidas por agências do embuste eleiçoeiro nacional ao serviço dos embusteiros que controlam o poder e aparentemente desligadas dele, mas criadas justamente para o servir e mentirem despudoradamente às populações. Com a única finalidade de nele se perpetuarem à margem da vontade do povo, dando azo à ganância de poder, dinheiro e maldade de que estão possuídos. Nem poderia ser d'outro modo, ou eles nunca teriam tido assento, nem sequer temporário, nos lugares que ocupam de pedra e cal desde sempre, mesmo na altura em que o povo ainda acreditava nas suas discursatas e probidade pessoal e política. Os eleitores teriam escolhido outros governantes logo d'início. Mas é claro que isto nunca teria sido permitido ou estragar-se-lhes-iam as pulhices e arranjinhos laboriosamente construídos. E tanto assim é que o não foi. Eles, os que actuam a mando de quem controla de facto o mundo e dita as leis que o regem, sabem muito bem como endrominar os povos. Por isso, ao instituirem o sistema democrático nos países, mais não fazem do que iludir os povos, defraudando-os, mais neste do que em qualquer outro sistema, ainda que o não pareça. Deste modo é decretado pelos mandantes-mundialistas que a violência, a fome e a guerra se perpetuem nas 'democracias' mundiais, nas populares e nas outras - só nas ditaduras é que eles não entram e não mandam... por enquanto - sendo tal d'imediato acatado e posto em prática pelos governantes-paus-mandados de todas elas. E todos estes alegam e advogam cìnicamente, até à saturação, que aquelas só podem ser combatidas e irradicadas da face da Terra através das virtualidades e meios de que só os sistemas 'democráticos' beneficiam e dispõem e no entanto é precisamente o seu contrário que eles vêem perseguindo, alimentando e desejando que prevaleça no mundo, nuns casos fornecendo aos povos armamento de guerra, noutros subtraíndo-lhes alimentos e medicamentos, na maioria das vezes ambos em conjunto, para se auto-destruírem e/ou morrerem à fome. E os processos adoptados são muitos e variados, para cada 'democracia' há um esquema específico elaborado, quando não vários em simultâneo, porém todos eles vão dar ao mesmo. A destruição dos povos e das Nações. E tudo feito por meio de sucessivas embustices políticas e sociológicas e lavagens cerebrais de todos os matizes e feitios (incluíndo as consabidas sondagens propositadamente periódicas e vergonhosamente aldrabadas) a todas as horas do dia e da noite em doses industriais, através das rádios, imprensa e televisões que controlam na quase totalidade. Esta demência só terminará quando e se os povos acordarem da letargia em que se encontram submergidos. Ou, melhor dito, recuperem da anestesia em que se encontram mergulhados há décadas, consequência directa d'algum poderoso narcótico, ou qualquer outro método induzido por processos sofisticados (parece ficção científica mas não, é a realidade pura) em doses infinitesimais, quase imperceptíveis, portanto - nos alimentos, por exemplo - mas d'efeito conseguido a muito curto prazo. E contudo existem sinais ténues mas animadores que vão chegando de muito longe. Parece que já faltou muito mais tempo para que o bem sobreleve o mal. Em todo o mundo.
Maria