21.12.12

Natalis Solis Invictus



«O Natal é a velha festa do Solstício de inverno. Na noite mais longa do ano, igual ao inverno, ao frio, à neve, ao gelo, que parecem não ter fim, nessa noite única e terrífica, os nossos antepassados recusaram acreditar na morte do sol. Traziam no coração a certeza da primavera. Sabiam que a vida continuava, que as flores iriam furar a neve, que as sementes germinariam debaixo do gelo, que as crianças iriam tomar a sua parte na herança e que os seus clãs e as suas tribos iam conquistar todas as terras de que tinham necessidade para viver, todos os mares onde iam estabelecer um domínio sem limites.
(...) O nosso mundo está prestes a nascer. Invisível como as flores e as sementes de amanhã, faz o seu caminho debaixo da terra. Temos já as nossas raízes solidamente enterradas na noite das idades, ancoradas no solo dos nossos povos, alimentadas com o sangue dos nossos antecessores, ricas de tantos séculos de certeza e de coragem que somos os únicos a não renegar. Entrámos no inverno integral, onde se obrigam os filhos a terem vergonha dos altos feitos de seus pais, onde se prefere o estrangeiro ao irmão, o vagabundo ao camponês, o renegado ao guerreiro. Entrámos num inverno onde se constroem casas sem chaminés, aldeias sem jardins, nações sem passado.
(...) Somos só alguns que trabalham para o regresso da primavera.»


Jean Mabire, "Os Solstícios - história e realidade", Hugin Editores, 1995, pp. 89 e 91.

28.11.12

Brindemos...

Aos senhores democratas do Instituto da Propriedade Industrial.
Escusam de pôr o avental...

Vinho entornado... no Instituto da Propriedade Industrial

Um qualquer fantoche democrata, como não poderia deixar de ser, tolerante, um muito provável boy for the job do Instituto da Propriedade Industrial vetou a comercialização da marca "Memória de Salazar" pelo motivo que só a micro-inteligência do democratóide conseguira concluir.
A (sem-)razão é que "poderá encerrar um teor marcadamente político perante a generalidade do público e, dessa forma, ser susceptível de ferir a consciência colectiva da nossa sociedade".
Conclusão que apenas e só um "democrata de boa cepa", talvez melhor que o vinho, poderia tirar prejudicando assim a parca economia de Santa Comba Dão e aumentando o desemprego na zona.
Não sabem estes supremos conscientes da moral democrata que até em Itália, na vila natal de Mussolini, em Pedrappio existe o mausoléu ao Duce, duas lojas comerciais onde se vende tudo e mais alguma coisa com o nome, a marca Mussolini, e que esse comércio reverte para a câmara que é... comunista!
Aprendam, ignorantes!

Novembro, um romance de culto. António Leite da Costa

As Artes entre as Letras, n.º 87, 28.11.2012, p. 4.

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17.11.12

Vale uma aposta?

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A religião do "holocausto".

A religião do “holocausto”

Sobre as infelizes e recentes declarações do Senhor Gol, representante diplomático de Israel em Lisboa, muito foi já escrito e, em muitos casos, muito bem!

Declarações mentirosas, proferidas durante a Conferência “Portugal e o Holocausto, aprender com o passado, ensinar para o futuro”,- ofensivas para Portugal e para os Portugueses - e que faltaram, desde logo, às mais elementares regras da urbanidade, razão pela qual tal “nódoa” me leva a não o tratar por embaixador que, por bem menos, em tempos de decência deixaria de o ser, de imediato.

Poucos abordaram, porém, a insistência no “holocausto” (por falta de espaço veja-se, por favor, a definição deste termo em qualquer bom dicionário) e seu ensino entre nós, criticando Portugal por ser apenas observador na Task Force Internacional para a Educação, Memória e Investigação do Holocausto, organização intergovernamental criada em 1998 e da qual são membros 31 países (e faltam tantos nesta organização de cariz religioso pois trata de algo que, como dogma, na perspectiva judaica não pode, nem deve, se r discutido). Acrescentou vociferante: "Já chega de ser apenas um observador. Portugal tem obrigação de ser um membro de parte inteira da Task Force", informando que já disse ao Ministro da Educação, para assinar um acordo com o Governo de Israel para que "os professores portugueses aprendam a ensinar o Holocausto" para que haja uma formação mais institucionalizada.

Na realidade, a soberba desta gente não conhece limites e ao Senhor Gol gostaria de dizer que, como historiador, enquanto o “holocausto”, seu estudo e conclusões, não forem tratados como um qualquer facto histórico - logo passível de ser estudado, livremente investigado e consequentemente discutido - sendo ao invés um dogma unilateral imposto por limitações à liberdade de investigadores não precisamos dessa aprendizagem que vem colocando nas prisões vozes dissonantes por toda a Europa, situação que, estamos certos, o Senhor Gol tanto gostaria de ver implementada na legislação portuguesa e seguramente na europeia.

É que para dogma já temos o da religião que nos legaram os nossos antepassados cristãos e não carecemos de mais em pleno século XXI.

Mais uma achega para a farsa do Sousa Mendes

Aristides de Sousa Mendes: as origens do mito

Publiquei os dois artigos seguintes, em Fevereiro de 2007, na sequência do concurso televisivo, meio idiota, para apurar quem seria o melhor português de sempre.
Aristides Sousa Mendes ficou em terceiro lugar...
A propósito das recentes declarações do Embaixador de Israel e do filme sobre a figura do antigo cônsul português em Bordéus, estreado no passado dia 8/11/12, aqui se republicam sem alterações.
Reedição 10/11/12
Há muito tempo que pensava escrever sobre Aristides de Sousa Mendes (ASM). Ou melhor sobre o que alguns escribas da nossa praça têm escrito sobre ele e a propósito dele. A gota de água chegou agora com a inclusão do seu nome na lista dos 10 portugueses (nesse incrível concurso), de que sairá o mais “insigne” de todos nós (!) e da que, a propósito, escreveu o Dr. José Miguel Júdice (JMJ) (Público 19/1/07). Antes de entrar na matéria de facto convém colocar as seguintes questões: como é que alguém que até há meia dúzia de anos era desconhecido de 99,9% dos nacionais, aparece entre os supostamente 10 melhores portugueses de sempre? A quem é que isso, eventualmente, serve? É o que vamos tentar dilucidar.
ASM tem origem numa família portuguesa, cristã nova, do distrito de Viseu (Cabanas de Viriato), nobilitada no século XVIII.
A família de ASM estava perfeitamente inserida no regime do “Estado Novo”. ASM era casado e tinha numerosa prole (12 filhos). Dotado de alguma instabilidade de temperamento tinha dificuldade na gestão das suas finanças a que não seria alheia a sua tendência para o jogo. Daqui resultaram vários problemas e dificuldades.
ASM tinha um irmão gémeo, César de Sousa Mendes do Amaral e Abranches, que foi um embaixador respeitado, inclusive, por Salazar, de quem tinha sido companheiro no CADC [1], em Coimbra. Foi Ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), entre 5/7/32 e 11/4/33. Este irmão, que era embaixador em Varsóvia, quando a Segunda Guerra começou, e teve que se vir embora a muito custo era quem, normalmente valia a ASM nas suas aflições.
ASM, que também tinha seguido a carreira diplomática, era Cônsul de Portugal em Bordéus, em 1940, ano em que a França foi vencida militarmente pela Alemanha, em apenas 30 dias.
A perseguição que os regimes nacional - socialista, alemão e fascista, italiano (e seus satélites) passaram a fazer aos judeus (e não só a estes, convém lembrar) levou a que muitos refugiados fossem bater à porta dos países neutrais – que era o caso de Portugal - na esperança de obterem protecção e daí procurarem meios de atingir a Inglaterra e os EUA, países que a maioria pretendia alcançar.
O governo português anuiu tacitamente na concessão de vistos, por razões humanitárias, desde que os refugiados alegassem terem ascendência portuguesa (lembra-se que Salazar era MNE no período da II GM).
Ora esta condição afigura-se-me apenas como mera justificação formal, que prevenisse eventuais problemas internacionais, do que medida a ser levada à risca, já que nem parece que alguma vez fosse escrita. Isto porque a maioria dos eventuais descendentes de judeus portugueses seriam do ramo Sefardita o que não era o caso dos judeus do centro e norte da Europa, na maioria Askenazin.
Conhece-se o nome de vários diplomatas portugueses que passaram vistos: o Embaixador Sampaio Garrido (pai) ministro em Budapeste a partir de 27/7/39 e do Embaixador Teixeira Branquinho, que esteve à frente da mesma Legação, a partir de 25/4/44; o Cônsul em Berlim, de 17/9/41 a 13/4/45, Mário de Faria e Melo Duarte (tio do poeta/deputado Manuel Alegre – regista-se como curiosidade); o Ministro em Berna, de Jan/35 a 1945, Embaixador José Jorge Rodrigues dos Santos (genro de Carmona); e ao que parece, é muito possível que o nosso Ministro em Ancara, entre Fev. de 41 e 1944, Calheiros e Menezes, também o tivesse feito.
Não se sabe ao certo quantos vistos foram concedidos, mas calcula-se que, no cômputo geral, tenham atingido vários centenas de milhares.
Como se pode constatar não foi só ASM que passou vistos a refugiados judeus e outros, nem tal era proibido nem sequer contrariado pelo governo português de então.
O problema surgiu quando os governos de Berlim e Londres se aperceberam da enorme quantidade de refugiados que chegavam. Na sequência, o embaixador alemão em Lisboa, reportou preocupação pelos problemas que tal estaria a causar, com implícitas ameaças de retaliação. E o embaixador inglês alertou, também, para a questão (tinham inclusive receio de que entre os refugiados se infiltrassem agentes alemães).
Foi então que Salazar revê o assunto e mandou instruir todas as legações portuguesas aconselhando prudência e rigor na avaliação dos pedidos de vistos.
ASM não observou as instruções, foi chamado a Lisboa e alvo de um processo disciplinar, por desobediência.
Depois foi suspenso (mas nunca demitido), aguardando aposentação. ASM casou segunda vez mas nunca mais conseguiu refazer profissionalmente a sua vida, vivendo com dificuldades financeiras, até ao fim dos seus dias. O caso caiu, naturalmente, no esquecimento.
Até que durante o primeiro consulado do Dr. Jaime Gama como MNE, a jornalista Diana Andringa (e depois dela, outros), tentou consultar o processo de ASM. Como o processo era confidencial, a autorização foi negada. Envidaram-se então esforços para que o processo fosse desclassificado. Correram os trâmites e já no tempo de Durão Barroso como MNE, foi autorizada a desclassificação da documentação referente a ASM. A partir daqui não mais deixaram de aparecer artigos, documentários e parafernália vária, relativa à figura e acção de ASM.
Sempre se destacando a humanidade da sua acção em contraponto à violência do regime, o enaltecimento da sua desobediência versus a perfídia da postura do governo português da altura, a justiça das suas ideias e acção, em contraste com a dureza e violência do seu tratamento posterior.
Ou seja, está encontrado o primeiro objectivo do ressuscitamento de ASM: atacar e denegrir a figura e obra do Professor António de Oliveira Salazar.
E tudo isto tem sido feito com uma grande desonestidade intelectual, para ficarmos só por aqui.
Em primeiro lugar porque se manipulou dados, se recorre a inverdades e se torcem intenções.
Tenta-se julgar os personagens e os eventos, segundo os ditames morais e intelectuais de agora e não pelos da época;
Tão pouco se tenta enquadrar a actuação dos intervenientes na conjuntura muito delicada e perigosa em que se encontrava Portugal e os portugueses.
Ora a nós parece-nos que a actuação do governo português de então foi corajosa, humana, ponderada e inteligente. E que a sanção que foi atribuída a ASM parece equilibrada e justa. E estamos em crer que, se hoje em dia, um diplomata fizesse o que ASM fez, o procedimento do Estado Português para com ele, seria idêntico.
No meio de tudo isto parece-nos que JMJ – para além da falta de informação que já começa a caracterizá-lo – é utilizado em toda esta trama como um ingénuo útil.
Em conclusão, podemos convir em que parece fora de dúvida que o enaltecimento de ASM, serve a causa de quem quer atacar Salazar. Em próximo escrito daremos pistas para outros interesses.
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[1] Centro Académico da Democracia Cristã.

ARISTIDES DE SOUSA MENDES: AS ORIGENS DO MITO. PARTE II
A “ressurreição” da figura de Aristides de Sousa Mendes (ASM), do modo como tem sido feita parece indiciar servir os propósitos dos interesses judaicos no mundo, quiçá, também dos ideais sionistas. Convém alertar os leitores para isto pois uns e outros não são a mesma coisa.
Seria interessante conhecer melhor, eventuais ligações destes interesses com quem tem escrito sobre este assunto.
A elevação da acção de ASM, permite contribuir para a imagem do povo judaico no mundo – vitimizando - o - garantindo em simultâneo uma condenação de quem os perseguiu ao longo dos tempos. ASM encaixa bem nisto: tem origem numa zona do país com elevada percentagem de sangue judaico, quando a Inquisição espanhola a mando dos Reis Católicos expulsou os Judeus, cerca de 50.000 fixaram-se na faixa de cerca de 80 Km do território português entre Bragança e Castelo de Vide (tendo sido bem recebidos por D. João II); ASM tinha ascendência judaica e apesar de ser católico e conservador tal não apagava os seus ascendentes “Cristãos Novos”.
Mais, a sua protecção aos refugiados judeus, provava até que estas reminiscências estavam bem vivas; a quadratura do círculo fechava-se, então, no auxílio que a comunidade israelita em Portugal prestou a ASM, nas vicissitudes por que passou desde que deixou a diplomacia; a sua acção, por ser à revelia do Estado Português, era a cereja em cima do bolo, já que este mesmo Estado foi sagrado inimigo da “nação” judaica desde o século XVI, por via da expulsão decretada por D. Manuel I a quem não se quisesse converter e subsequente perseguição pelo Tribunal do Santo Ofício, instaurado por D. João III.
Finalmente, ASM pode ser elevado a “wallenstein” [1] português, contribuindo para alimentar a “indústria do Holocausto” que tem o seu expoente maior nas bandas de Hollywood.
A criação de uma eventual cabala contra Portugal (como se tentou a propósito do ouro nazi) devia ser objecto de preocupação dos serviços de informação, sempre pressurosos, aliás, na vigilância de patriotas e nacionalistas…
Os descendentes familiares de ASM têm mantido uma postura prudente sobre tudo o que tem sido agitado a propósito do seu antepassado. Existem apenas eventuais interesses em restaurar o antigo palácio/residência familiar de antanho (há quem queira lá fazer um museu) e apenas existe conhecimento de deslocações de um dos filhos a Israel, o que à partida nada de conclusivo significa.
Sabe-se que muitos vistos para judeus foram obtidos em vários países, a troco de valores. Nenhuma suspeita de caso semelhante existe sobre a figura de ASM. Por isso, se ele passou vistos por dever de consciência, assumindo as consequências do acto, merece o nosso respeito, devendo-lhe ser reconhecido esse mérito. Mas tal não deve implicar nenhum ónus para as autoridades de então que se limitaram ao exercício das competências consignadas na lei, a fim de garantir o normal funcionamento dos serviços.
Promover ASM a um dos 10 melhores portugueses da nossa História é que me parece, digamos, curto e insensato.
Com pessoas destas eu vivo “com gosto num Portugal independente”, como aduz JMJ [2]. Já não vivo tão bem é com figuras que se aproveitam de casos destes para torcerem o fio da História e servirem interesses ínvios.
E se considera tanto o valor humanitário de passar vistos a refugiados lembra-se que na altura (1940-41), raras eram as pessoas no mundo que tinham conhecimento dos campos de extermínio nazis (e já há muito que havia os “goulags” na URSS!),é surpreendente que se tenha endeusado ASM e ignorado os restantes colegas diplomatas que também passaram vistos!
Percebe-se que Álvaro Cunhal – que sempre se comportou como um agente de uma potência estrangeira - apareça entre os 10 portugueses mais votados: é, porventura, a máquina do PC a funcionar – o que, a ser assim, não abona muito à isenção intelectual e moral dos militantes.
Agora, como ASM consegue um número de votos que o põem a par de Afonso Henriques, Vasco da Gama e Camões é que permanece área de investigação para sociólogos e politólogos...
O objectivo está no entanto alcançado. E o Dr. JMJ, dado ultimamente a originalidades frustes, nem se terá apercebido de nada.
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[1] Diplomata sueco que salvou milhares de judeus durante a II GM e que acabou desaparecido em mãos soviéticas.

[2] José Miguel Júdice, artigo “o voto num justo”, Público de 19/1/07.

12.11.12

Para os infiéis da nova religião


Ora, cá está. Quem é infiel e não acredita na nova religião... prisão e extradição.
Tudo em nome da liberdade, em nome da liberdade de expressão, em nome da tolerância e outras taras p(r)egadas!

Debater é coisa que nem querem pensar senão não criminalizavam

Com que então "Na melhor das hipóteses, sentir-se-à ameaçado de de dizer publicamente o que realmente pensa"?
Há centenas de pessoas que não se sentem ameaçados por negar o holoconto, uma delas, François Duprat pagou com a sua vida.
Isto para já não falar nos vários autores revisionistas, como Prof. Faurisson (vítima de bárbara agressão judaico/sionista), David Irving, Arthur Butz, Carlo Mattogno, Cole Porter, Enrique Aynat, Ernst Zundel, Henri Roques,  James Bacque Joaquin Bochaca, Jurgen Graf, Mark Weber, Paul Rassinier, S.E. Castan, Sérgio Oliveira,     Thies Christopersen  e... António José de Brito.
Não esquececendo as publicações "Annales d`Histoire Revisioniste", "Études d`Histoire Revisioniste", "Études Revisioniste", "Révision", "IHR"...


Ehud Gol e a instrumentalização da culpa europeia.


Arrancou em Lisboa o ciclo de conferências “Portugal e o Holocausto” na Fundação Calouste Gulbenkian, com o intuito de reacender a discussão de um dos capítulos mais bárbaros da nossa História com vista a apurar as linhas que explicam tamanha selvajaria, o que é sempre um importante exercício para o nosso futuro.


Porém, a indignação que nos acomete e a vigília que suscita tal ocorrência não deve nunca ficar refém de um episódio contingente, de um totalitarismo de feições bem delineadas e familiares, mas sim, em função da sua substância, da sua natureza. Na verdade incorre-se sistematicamente neste erro, observa-se, por assim dizer, uma repulsa circunscrita, cativa, com um raio de denúncia propositadamente limitado, pensa-se o totalitarismo segundo uma receita – nazis - e são os mesmos, mediante apontamentos sugestivos, convocados a títulos de vilões, quem insufla os imaginários distópicos hollywoodescos. Com efeito passou a ver-se, sem critério algum, resquícios dele em grupos ou fracções políticas de arraigo nacionalista, como se tratassem de uma autêntica reedição do nazismo, como se os nacionalistas fossem os únicos a ficarem cristalizados no tempo, quando a social-democracia, o socialismo, o comunismo e demais ideários conheceram uma evolução. Este tipo de diabolização, têm o intuito de moldar a sociedade a uma ideia irreal, que tudo se modernizou, menos os nacionalistas, no intuito de favorecer as politicas sociais e económicas em que os vencedores da II Grande Guerra programaram e vão tecendo. Seria salutar que se avaliasse os diversos nacionalismos sem as amálgamas de sentido, estas, que em muito se ficam a dever às imensas campanhas de desinformação da responsabilidade das mais variadas entidades. Observa-se um número crescente de indivíduos afectos ao anacronismo não estando muito aquém da moda retro que se tem vindo a instalar, seria conveniente que canalizassem um pouco da sua indignação todo-o-terreno, coisa reivindicada pelos mesmos, para os perigos que eclodem no seio da Europa ao abrigo do pluralismo, ao invés de se deterem nos totalitarismos temporais como se os quisessem eliminar retrospectivamente.


O caso de Mohamed Merah é um exemplo elucidativo, enquanto ainda não era possível apurar a identidade do atirador, a especulação aflorava: não se equacionava outra possibilidade senão a de que tão grande terror ser obra de um nacionalista demente. Imputando a culpa a Marine le Pen, culpada a seus olhos de ter propiciado um clima de xenofobia. Porém como todo o prognóstico pode encerrar o seu desdito, veio a comprovar-se que se tratava de um muçulmano. Marine Le Pen já havera por diversas vezes alertado para o fundamentalismo islâmico que comodamente se instalava em França, ora os mesmos que a satanizavam, é dizer os supostos paladinos da tolerância, são precisamente quem patrocina uma emigração desregrada oriunda de países árabes, fenómeno que está na base desta calamidade. Não admira que os nacionalismos surjam quando o contexto é tão favorável ao atentado à identidade.


Digno de menção é também o recente caso na Bélgica, de um partido muçulmano que quer instaurar um estado islâmico inteiramente regido pela “sharia” e que consegue agora, em eleições municipais, assentos parlamentares, algo já previsto e não raras vezes denunciado pelas hostes nacionalistas.


Salientemos ainda que, corroborando, a tese de que se trataria de apenas uma mera fracção de fanáticos, e que como tal era um cenário inconcretizável, prova-se agora que afinal essa “minoria” é suficientemente poderosa para instrumentalizar comunidades e levar os seus objectivos a bom porto.


Na verdade, tanto a denúncia coagulada como a inacção diante do perigo islâmico, com os seus (des)valores liberticidas, é devedora do embargo ao pensamento independente imposto pelo politicamente correcto, e este, tributário das dores da história, atitude esta que sob o pretexto da análise apurada e virtudes da tolerância (ou será permissividade?), dissipa a racionalidade por via do totalitarismo de opinião. A partir daí, consagrado como um atractivo elemento, o dos bem-pensantes, cada indivíduo na procura de dar graças disso mesmo, ao operar nestes moldes é não mais do que um porta - voz da má consciência europeia – não somente se vasculham os seus capítulos da História na ânsia de encontrar as suas faltas e para desse modo alimentar a fogueira, como também com uma precisão milimétrica as buscam no presente.


Um bom exemplo de totalitarismo de opinião são as infelizes declarações do embaixador israelita Ehud Gol afirmando que Portugal têm uma "nódoa" que os judeus não se esquecem, pois “foi o único país que colocou a bandeira em meia haste durante três dias, aquando a morte de Adolfo Hitler", pois bem, para além de ser falso, uma vez que houve outros países que também colocaram a bandeira a meia haste aquando a morte do mesmo, - Espanha, Irlanda, Suécia - é de tremenda má-fé que se queira incutir ao povo uma acção que não diz respeito às novas gerações, mostrando aqui que existe um aproveitamento do sentimento de culpa da Europa, de sequestro moral às novas gerações para que Portugal e os portugueses cedam às pretensões israelitas a serem por cá colocadas, e possam dessa forma favorecer os lóbis desses últimos. Portugal era nessa altura um país neutral, se o fez foi apenas por uma medida protocolar, uma vez que, quando morreu Roosevelt, Salazar, foi à embaixada dos Estados Unidos da América, dar o seu pesar pela morte do presidente americano. O embaixador israelita, mostra desrespeito à soberania nacional tanto como a esse mesmo passado como ao presente, não devemos esquecer que Portugal era um estado nacionalista, e um estado nacionalista coloca os seus interesses primeiro, foi ao colocar os seus interesses em primeiro lugar que fez com que Portugal não entrasse na II Grande Guerra, independentemente dos negócios que fossem feitos com a Alemanha de então e ou os mais diversos países aliados, um pais neutral, soberano e dono de si mesmo, deve respeitar a sua neutralidade e utilizar os códigos da mesma, seja a que nação for. Posso salientar ainda que, Portugal, era um país que tinha a tendência em apoiar as forças anglofilas, mas nunca descuidando as relações com a Alemanha de então, Salazar, sabiamente soube gerir problemas como a possível invasão das forças aliadas a Portugal, o que veio a acontecer na Islândia, assim como, a possível invasão germânica a Espanha, negociando com o regime franquista, pois os Portugueses estavam conscientes que se invadissem Espanha, Portugal era assimilado em mesma altura.
Ehud Gol, já que se lembra de um pormenor tão meticuloso, devia ter-se lembrado de um homem de grande importância para os judeus, Aristides de Sousa Mendes, cônsul de Bordéus, que contra a ordem de Salazar, ordem essa no sentido de não comprometer a neutralidade portuguesa, salvou milhares de judeus, mas é então que aparece uma outra frase infeliz do embaixador israelita em Portugal, Aristides de Sousa Mendes é um dos "justos" dizia, mas na frase expressa pelo mesmo pareceu ficar vincado que os "justos" só seriam aqueles que ajudavam os judeus, se esta interpretação for correcta, pior fica na fotografia.


Em suma são bem evidentes os riscos de aderir ao um pensamento essencialmente “correcto”, totalitário e contingente e dessa forma negligenciar outros tantos casos de totalitarismo que alastram a um ritmo preocupante.


Ao caso será necessário que se proporcione um revés da democracia para que o possamos notar e para que se deem conta do terrível erro que cometeram enquanto doentiamente se deleitavam na execração da Europa?



MPV - RC / NF

10.11.12

Ad interim I: a maldição jota. Por L. C.

A MALDIÇÃO JOTA


A execração ou maldição Jota refere-se, evidentemente, á oligarquia de medíocres que se assenhoreou deste país, uma espécie de danação perigosíssima que corta transversalmente o universo político. E já outra geração se perfila para lhes suceder.


São indivíduos que não têm, nunca tiveram, uma carreira profissional consistente e meritória. Nunca um deles ergueu um edifício, tratou de um doente, defendeu a lei, escreveu um tratado, combateu uma batalha, ou criou uma indústria.


Nas raras vezes em que se aproximaram do Povo, em vésperas de eleições, tudo prometeram desatinadamente e foram a correr lavar as mãos e passar desodorizante.


O sofrimento dos pais que não têm com que criar os filhos, dos velhos que não podem pagar os medicamentos ou talvez nem sequer comer, dos que esperam por Justiça, dos que perderam a casa no vórtice dum súbito desemprego, dos que partiram chorando, dos que vêm a morte chegar por falta de um tratamento, de todo, não lhes respeita.


Por que não concebem nem compreendem. Nos casos mais graves de autismo social, nem sequer acreditam que tais situações sejam possíveis. Subsistindo numa torre dourada de tecnocracia (que mal entendem), de carros de luxo com motorista, de restaurantes caros, de reforma aos cinco anos de trabalho(?), de lugares chorudos à espera nas empresas públicas, de imunidades e mordomias na mais total irresponsabilidade, porventura de um exílio dourado, a vida corre-lhes de feição.


Parafraseando (é, aliás, uma falsidade histórica) Maria Antonieta, qualquer um deles poderia alvitrar. “Não têm dinheiro? Paguem com o cartão…”


Estes JOTAS – todos eles – foram criados no nepotismo, no compadrio e na corrupção. A sua carreira foi-lhes programada pela máquina do partido.


A sua escolaridade foi obtida a colar cartazes, a bramir slogans nos comícios, a lamber as botas da hierarquia partidária.


Daí o seu à-vontade a lamber o traseiro da Merkelina ou dos Lehman Brothers.


Quosque tandem…?

L.C.

8.11.12

A nódoa do Embaixador de Israel vista pelo Ten. Coronel Brandão Ferreira


O Embaixador de Israel em Lisboa foi à Fundação Gulbenkian ofender Portugal e os portugueses, gratuitamente.
Estamos seguros que a generalidade da comunidade judaica não se revê nas suas declarações.

Tal aconteceu, no passado dia 30 de Outubro, no âmbito da Conferência “Portugal e o Holocausto, aprender com o passado, ensinar para o futuro”, patrocinada pela embaixada dos EUA e pelas Fundação Luso-Americana e Gulbenkian.

Que disse então, S. Exª, que noutras épocas o teria colocado a uma ténue distância de ser considerada “persona non grata”?

Pois que:

Portugal foi o único país que colocou a bandeira a meia haste durante três dias, quando soube da morte de Adolf Hitler”, coisa que o Sr. Ehud Gol considera uma “nódoa”; criticou o facto da casa de Aristides Sousa Mendes – que considera um “justo” – em Cabanas de Viriato, não estar recuperada, dizendo para o portugueses não irem pedir “aos EUA ou a Israel para tratarem da casa”, “façam vocês algo para promoverem a imagem dos vossos justos” (e tece mais considerações sobre o antigo cônsul português em Bordéus; não entende o facto de Portugal ter apenas um observador na “Task Force internacional para a Educação, Memória e Investigação do Holocausto”,[1] afirmando que já deveríamos ser membro de parte inteira; quer que professores portugueses aprendam a ensinar o Holocausto, dando conta que pressionou o Ministro da Educação nesse sentido.

E confessou, no fim, que o culto da memória do Holocausto começou em Israel, porque os sobreviventes do mesmo, vestiam sempre de mangas compridas por “terem vergonha do número inscrito na pele”, e que eles – judeus da altura – “não tinham lutado o suficiente.[2]

Afirmo não ter em mim qualquer réstia de “anti-semitismo”, mas em atenção à verdade e tendo em mente a dignidade do Estado Português – que espero venha a ter uma reacção adequada – e dos portugueses, não posso deixar de dizer o que abaixo se transcreve.

Comecemos pelo fim das palavras do embaixador: pois lamento que tal se tenha passado da maneira que descreve mas, nós portugueses, não temos responsabilidade alguma em nada do que o senhor aponta.

E gostava de lembrar ao Sr. Embaixador que os judeus não foram os únicos povos perseguidos, ou maltratados no mundo. Creio, até, que não haja algum, que não tenha uma razão de queixa qualquer.

Já reparou, e por ex., nas vítimas de Tamerlão? Lembra-se das centenas de milhões de trucidados pelo comunismo? E quem defende os “Peles-Vermelhas”, praticamente extintos no século XIX, sendo os sobreviventes colocados em reservas?

Que dizer, enfim, das perseguições feitas no Império Romano aos cristãos, durante os primeiros três séculos do Cristianismo; será que devemos exigir aos actuais inquilinos do Quirinal, que peçam desculpa por isso?
Como vê pode considerar-se privilegiado por haver uma “organização intergovernamental” que trata do Holocausto!

Eu se estivesse no papel do Sr. Embaixador, estaria mais preocupado em perceber porque é que, dos 200 países existentes no mundo, só 31 façam parte de tão filantrópica organização, em vez de tentar morder a mão a quem, pela sua presença, dá lustre à iniciativa.

A arrogância com que se exprime assemelha-se a uma tentativa de apanhar moscas com… vinagre. Muito pouco diplomático, nada profissional.

Não consta, por outro lado, que tenham sido os alemães, os únicos a perseguirem os judeus (ou Sionistas?), ao longo da História. E resta ainda perceber porque tal aconteceu num país de gente evoluída, Pátria da Reforma e de grandes Filósofos e impulsionadora do racionalismo e da ciência.

Nada justifica a matança indiscriminada de pessoas, sejam eles quem forem, e seja por que for, mas convém ter uma visão global das coisas para se ajuizar os eventos na sua plenitude.

Lamentavelmente, os judeus foram perseguidos e expulsos de quase todos os lugares da Europa, alguma vez, nos últimos 1000 anos, E tal está longe de ter sido apenas por acção da Inquisição. Seguramente que houve muitas injustiças, mas estará o povo judaico isento de culpas?

Durante séculos houve o primado da questão religiosa, hoje confinada à teologia entre os cristãos – mas não entre os muçulmanos – mas tal tem que ser visto (como tudo o resto) à luz dos conceitos das diferentes épocas.

Também podemos concordar que os principais problemas dos Judeus derivam do facto da sua terra original ter começado a ser ocupada há 2500 anos, obrigando à sua diáspora. Mas nisso, também concordará, que ninguém hoje no mundo tem qualquer responsabilidade.

Os sucessivos ocupantes da “Terra Santa”, outrossim, passaram a ter direitos na sua ocupação, sem embargo de todos devermos reconhecer ao “Povo do Livro” serem o caso único na Humanidade, de se ter conseguido manter como Nação, durante dois milénios, sem governo nem território.

E deles temos a admirar a sua inteligência e empreendedorismo – não é por acaso que são judeus a maioria dos detentores do Prémio Nobel.

Todavia, meta a mão na consciência: não se isolaram? Não especularam? Não açambarcaram? Não se tornaram mestres na “arte” da usura?

Já reparou, o Sr. Gol, agora que vive em Lisboa que, na linguagem popular portuguesa, quando quer designar algo de mal se usa, por vezes, o termo “judiarias”? E que dizer do uso, por vezes racista, que representa o tratamento de “Goyim” para todos os que não pertencem à “tribo”? (Convém lembrar que só o filho de uma judia, independentemente do pai, é considerado judeu).

Será que é por se considerarem o “povo eleito” apesar de Javé os ter, aparentemente, condenado às mais duras penas – observe-se o termo “judeu-errante”, também da linguagem popular? Possuem ou perseguem algum desígnio de vingança permanente? Terá isso a ver com um hipotético domínio do mundo pela via financeira?

Insiste o Sr. Embaixador em que os professores portugueses ensinem o que foi o Holocausto – presume-se que por uma formula pré-estabelecida. Mas que despautério vem a ser este?

Será que teve, ao menos, a amabilidade de oferecer alguma contrapartida? Entenderá que o MNE inaugure um “guichet” onde os embaixadores, por cá acreditados, possam ir fazer as sugestões (ou será imposições?) que entendam que a escola lusa passe a ensinar sobre os respectivos países?

Será que o embaixador português em Jerusalém pode ir ao “Knesset” propôr que faça parte dos compêndios escolares, como o rei D. João II aceitou receber os Judeus expulsos de Espanha, em 1492?

Podemos exigir uma quota de exportação para alheiras, a fim de exemplificar como os seus hipotéticos antepassados que aqui viveram, tentavam passar por cristãos?

E que tal umas lições de História sobre o ramo Sefardita de modo a que os Ashkenazy se pudessem dar melhor com eles?

Ora, por favor!...

Cita o Sousa Mendes que a propaganda de alguns dos seus, de mãos dadas com os inimigos políticos do Professor Salazar, tentaram transformar num mito, que não tem nada a ver com a realidade. E chama-lhe “justo”, quando “justíssimo” foi o processo disciplinar que lhe foi instaurado (fora aqueles que já acumulara desde 1917) e, para a gravidade dos quesitos a que respondeu resultou, até, bastante benévolo!

Informe-se da verdadeira história e de tudo o que lhe está associado e depois falamos.

E, que se saiba, ninguém em Portugal, lhe pediu ajuda para reparar a casa do antigo cônsul que, se morreu na miséria, foi porque nunca soube administrar os seus bens, face à vida que levava.

Diz que em Israel só existem dois portugueses como “justos” entre os 25.000 nomes que lá figuram. Pois talvez devessem ponderar colocarem mais uns quantos, já que durante a II Guerra Mundial passaram por Portugal cerca de 70.000 refugiados judeus, que foram bem tratados e hospedados, facilitando-se o trânsito para os destinos que entendessem, ou a ficarem por cá, como muitos fizeram.

Resta a questão da bandeira a meia haste, aquando da morte de Hitler – a que um professor presente na sala lhe respondeu de forma infeliz, alegando viver-se, na altura, em ditadura, o que é irrelevante para o caso.

O que não é irrelevante é o facto do governo português – que era neutro, apesar da tardia “neutralidade colaborante”, com ingleses e americanos – ter cumprido, apenas, as normas protocolares em vigor quando morria um chefe de estado. Do mesmo modo que outros países neutrais também o fizeram, ao contrário do que afirmou. E nunca se apresentaram condolências.

Condolências que foram apresentadas, pessoalmente, pelo Presidente do Conselho à frente de todo o governo, na embaixada dos EUA, duas semanas antes, aquando do falecimento do Presidente Roosevelt.

Já agora recorda-se, não ter sido apenas Hitler a perseguir os judeus, mas todos os países ocupados ou aliados da Alemanha, em maior ou menor grau. Como, por ex., a França de Vichy.

Por tudo isto a “nódoa” de que nos acusa só existe na sua mente.

Se precisar de benzina, também se arranja.

Shalom."

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[1] Organização Internacional, criada em 1998 e de que são membros 31 países.
[2] Retirado de Artigo publicado no “Público Digital”, de 31/10/12, da autoria de Clara Viana.

6.11.12

Onore, Pino Rauti!


Funeral do camarada italiano Pino Rauti, onde é notada a presença desenvergonhada de Fini, traidor do neofascismo italiano e traidor a Rauti!




4.11.12

Um texto magnífico do meu amigo e camarada Humberto Nuno de Oliveira.


Esta semana, na Fundação Calouste Gulbenkian, por ocasião da conferência, Portugal e o Holocausto, aprender com o passado, ensinar para o futuro, o Senhor Embaixador de Israel em Portugal, Ehud Gol, com a ousadia e ausência de diplomacia que é sempre admitida aos embaixadores daquela estado, lembrou (a sobranceria desta gente é espantosa) que o nosso país "foi o único país que colocou a sua bandeira a meia haste durante três dias" por ocasião da morte do então chefe de Estado alemão, Adolf Hitler, e que tal é "uma nódoa que para nós, judeus, vai aparecer sempre associada a Portugal", que os judeus jamais esquecerão... É decididamente uma mania este monopólio de coisas a não esquecer desta gente...
E de nada valeram as desculpas de alguns arrependidos de circunstância de que o país de então não é o mesmo de hoje, a ditadura, Salazar, etc... Draconiano afirmou "os países têm de assumir responsabilidades pelo seu passado".
E continuou a zurzir no país que o acolhe (é de questionar se a expressão de diplomatas se lhes adequa...) lançando mais críticas. O segundo tema o incontornável para os "eleitos" de Sousa Mendes (declarado, naquela modéstia que os levou a classificarem-no como um dos "justos das nações do mundo" [apenas 25.000 no mundo inteiro], título dados aos "goim" que algo de relevante por eles fizeram. Ou seja não há justos nas nações do mundo se nada tiverem a ver com os judeus e sua saga...) e da sua casa, agora em ruínas.
Por fim toca de criticar Portugal por ser apenas observador na Task Force Internacional para a Educação, Memória e Investigação do Holocausto, organização intergovernamental criada em 1998 e da qual são membros 31 países. "Já chega de ser apenas um observador. Portugal tem obrigação de ser um membro de parte inteira da Task Force", criticou um vociferante Gol que já disse ao ministro da Educação, para assinar um acordo com o Governo de Israel para que "os professores portugueses aprendam a ensinar o Holocausto" para que haja uma formação mais institucionalizada.
Na realidade, a soberba desta gente não conhece limites e ao Senhor Embaixador gostaria de dizer que enquanto o holocausto, seu estudo e conclusões, não forem um facto histórico - logo passível de ser estudado, livremente investigado e consequentemente discutido - sendo ao invés um dogma imposto por limitações à liberdade de investigadores não precisamos dessa aprendizagem.
É que para dogma já temos o da religião que nos legaram os nossos antepassados cristãos e não carecemos de mais em pleno século XXI.»

10.10.12