7.2.07

No Democracia: Carta de um feto abortado

Sacado do blogue Democracia esta carta a todos os títulos arrepiantes.
Contra o crime gratuito do aborto, sempre!

"Olá Mamã... Sou o teu filho recordas-te? Aquele que devia ser meu pai andava fora do país, não bastaram as promessas de amor que lhe escrevias, nem a tua honestidade, nem a tua família. Na sua ausência surgiu outro homem. Desse romance fui engendrado. Que bonitas recordações mamã, dos três meses e vinte um dias que me acolheste no teu ventre, sentia-me tão seguro! Que bonito era sentir as tua carícias, escutar o timbre doce da tua voz, jogar com o teu universo interno. Contudo, havia que branquear o teu deslize, tinha que MORRER o delator, e esse era EU. Nessa altura apercebi-me dos problemas e das discussões que tinhas com o teu amante, meu pai. Ele queria ver-me nascer e tu não. Que Discussões! Até que conseguiste arrancar-lhe o dinheiro que custou a minha defunção. É triste que no mundo dos homens tudo tenha um preço. Inclusive para assassinar um inocente. Que caros são os abortos! Comentaste. Mas não há, tempo a perder, o que tem de ser que seja de uma vez. Não justifico o teu crime mamã, mas perdoo-te. O que não me entra na cabeça é a maldade daquela besta vestida de branco. Que temor tão horrível senti, quando me apontou aquela enorme agulha, que anunciava o fim da minha vida. Recordo que nesse momento, pressentindo o final da minha vida, comecei num pranto incessante, mas nem tu, nem ele puderam escutar-me. Quis fugir, alhear-me daquele estranho monstro que ameaçava destruir-me. O meu ritmo cardíaco ia aumentando, ultrapassava as 200 pulsações por minuto, agitava-me, convulsionava-me o mais forte possível para evitar o contacto com aquele tubo letal, mas o espaço era reduzido e o agressor estava decidido a vencer. Finalmente e para minha desgraça, a ponta de sucção aderiu a uma das minhas pernitas e desprendeu-a de um golpe. Mutilado e com uma dor que não imaginas, continuei a mover-me cada vez mais lento, pois aquele ambiente, antes tão agradável, transparente e quentinho, foi-se tornando cada vez mais seco. A ponta da aspiradora seguia-me insistentemente. O médico introduzia-a e procurava às cegas. Pouco lhe importava se me arrancava uma pernita, um braço ou o meu tronco. Como te apercebeste, para ele o assassinato em si não existe, o importante é matar. Eu continuei a chorar numa agonia impressionante. O tubo voltou a alcançar-me, desta vez agarrando-me um bracito, que também foi desprendido. Negando-me a morrer, o meu corpinho desgarrado sangrava, e a mangueira sugava o meu tronco, tratando de arrancá-lo da cabeça. Por fim, conseguiu. Como eu desejava morrer rapidamente! O desmembramento foi total, só a minha cabeça permaneceu no teu interior. Era demasiado grande para ser sugada; assim, o médico introduziu umas poderosas pinças e com elas agarrou-a. Ah, que horrível! A minha terna cabecita explodiu como uma noz. Não sentia nada. Engoliu-me por completo a sanguinária aspiradora. Sei o que aconteceu a ti. Ficaste traumatizada. Bem sei mamã das tuas largas noites em claro, dos teus sobressaltos. Sei que me amas, pois sonhas comigo e mais de uma vez te questionaste se sou menino ou menina. Ah, se soubesses a alegria que te teria proporcionado! Sabes mamã que os meninos não desejados ao nascer são os mais amados? Ah é verdade, sou menino! E quero que saibas que me pareço contigo. Mas não te preocupes, vais acabar por esquecer. Tenho esperança a cada momento que consigas apagar da tua mente esses pesadelos que perturbam o teu descanso e te provocam a morte em vida! Não chores mamã. Perdoa-me se por acaso eu sou o culpado do teu sofrimento, luta por esquecer o passado, para que sejas feliz. Se necessário, esquece-me. Ah! Quase me escapava, ainda que muito anseio por te ver, não tenhas pressa em vir, pois os meus irmãos necessitam mais de ti que eu. Faz a eles o que nunca pudeste fazer-me a mim. Tenho de te dizer que quando lavas o bebé ou o amamentas, sinto uma pequena amargura por tudo o que podia ter sido e não fui. Não sabes o quanto teria gostado que me aconchegasses nos teus braços ou que me amamentasses com leite dos teus peitos, ser acariciado por essas mãos tão lindas e tão semelhantes ás minhas. Termino pedindo-te um favor, não para mim, pois já não o necessito, mas para outros bebés que ainda vivem no ventre materno, que não os matem como como fizeram comigo. Se conheces alguma jovem mãe que queira abortar, um sujeito que faz campanha a favor do aborto, um médico que pratica abortos, troca-lhes esses corações de pedra por corações de carne. Empresta a tua voz aos milhões de bebés sem voz e diz a todos que temos direito de viver e que, mesmo que ninguém nos ame, temos direito a amar. Exigimos que nos deixem viver para amar, É tão triste ter um coração para nada. Mamã, despeço-me até ao dia em que nos encontremos, então te direi o quanto te quero, te quis e te quererei. O teu menino."

6 comentários:

Thoth disse...

Amigo Nonas, só aborta quem não fora abortado!

Cumprimentos

Anónimo disse...

Quem disse que eles não sentem? São crianças que estão crescendo, mesmo que ainda seja dentro da barriga de uma mãe. Ele sente as coisas, como nós sentimos.
TODO SER TEM SENTIMENTOS.
Ele é apenas mais uma vidinha...
Se você vive e gosta, deixe eles viverem também, não interrompa a vida de ninguém...

magda santos disse...

não temos o direito de tirar a vida de ninguém...se deus permite a vida quem somos nós para para contrariar a sua vontade.

bruna rodrigues disse...

Não temos o direito de tira a vida de um ser inocente,todos nós temos o direito a vida,filho é um presente de DEUS não o recuse,talvez DEUS não te dara a chance de receber uma benção igual a essa,um filho é sempre uma benção divina.DIGA NÃO AO ABORTO........ABORTA È CRIME.

Stefanie disse...

Nossa Chorei oceanos nossa gente que história espero que essas pessoas que fazem essa maldade se concientizem e tenha pena desse pequeno ser!

sara honorio disse...

nossa maẽ de deus isso ñ e uma maẽ e bicho cruel .....