21.1.09

Livro: Leni - A vida e obra de Leni Riefensthal de Steven Bach

Livro interessante este editado em 2007 sobre a extraordinária realizadora alemã Leni Riefensthal. Ao longo das 468 paginas é-nos dado um relato sobre a sua vida e obras não deixando o autor, Steven Bach, de lançar umas atoardas sobre a vida amorosa de Leni para a qual ninguém deve ser chamada seja ela verdadeira ou falsa. A vida amorosa é do foro privado de cada um e nunca por nunca deverá ser exposta, goste-se ou não.
Das suas páginas destaco os seguintes trechos.

Boicote judaico:

«Os jornais da especialidade Daily Variety e Hollywood Reporter traziam anúncios de página inteiros pagos pela Liga Antinazi de Defesa da Democracia Americana, de Hollywood. O título dizia: «Coloque isto na sua agenda.»
O texto recordava aos leitores que a Liga tinha, um ano antes, protestado contra a visita de Vittorio Mussolini, “filho do Il Duce, colaborador de Adolf Hitler” e anunciava agora que “LENI RIEFENSTHAL, chefe da INDÚSTRIA DO CINEMA NAZI (sic), chegou a Hollywood”. Continuava com enfática tipografia:

Não Há Lugar Em Holywood Para LENI RIEFENSTHAL!
Neste momento, em que centenas de milhares de nossos irmãos aguardam uma morte certa, feche as suas portas a todos os Agentes Nazis.
Façamos Saber Ao Mundo
Não Há Lugar Em Hollywood para AGENTES NAZIS!» (p. 255)

«Em Hollywood, naturalmente, enfrentei a resistência dos judeus, que, à minha chegada, já tinham publicado um anúncio gigantesco em vários jornais – sob o título “Não há lugar em Hollywood para Fraülein Riefensthal” – exigindo um boicote contra mim. Numerosos realizadores de cinema americanos não se atreveram a receber-me por causa da sua dependência dos homens do dinheiro judeus. Uma honrosa excepção (foi) Walt Disney, criador da Branca de Neve, (que) me acolheu calorosamente e me mostrou os seus vastos estúdios e até o seu último trabalho. Foi gratificante conhecer como os americanos decentes se distanciam das campanhas de calúnias dos judeus.» (p. 261)

Desnazificação, Perseguição e Censura:

«”A oposição a si, pessoalmente”, lia-se na carta, “é tão grande que – perdoe-me por lhe dizer a verdade – nunca mais poderá exercer a sua profissão.”» (p. 360)
«“Leni mantinha-se ocupada a processar editores no continente, em regra estabelecendo acordos extrajudiciais de montantes não revelados e retractações das habituais acusações de que tinha sido nazi ou amante de Hitler. Entre os seus alvos de litigância estava a editora francesa Plon que publicou uma biografia de Adolf Eichmann onde este alegava que ela tinha feito documentários nos campos da morte. Esta nova acusação, conquanto foi totalmente inventada, foi suficientemente inflamatória para reacender a controvérsia do IBF e pôr em risco a licença de trabalho para A Luz Azul que Leni tinha de obter do Governo britânico.» (p. 365)

No excelente documentário de Ray Müller, com a duração de 180 minutos, O Poder das Imagens (Die Macht der Bilder), exibido em 1993, Leni declarou: «“Sou culpada de quê?”, desafiou-o, acrescentando (falsamente) que “nunca uma palavra anti-semita saiu dos meus lábios” e (verdadeiramente) que “nunca lancei bombas atómicas”. Talvez o mais sugestivo momento do filme, o que mais apontou para uma auto-revelação inconsciente, tenha sido o que mostrou Leni à sua mesa de montagem em Pöcking, revendo, extasiada, cenas de O Triunfo da Vontade que tinha, sem dúvida, visto mil vezes ou mais. Os seus olhos cintilavam e não era possível saber se estavam perdidos de admiração pelas suas soberbas aptidões de edição ou se pelo actor principal do filme observando a multidão massificada na submissão à sua vontade, ou pelas duas coisas.» (p. 410/411)

Para ler e pensar

Para ler e pensar é este postal do Manlius sobre a nova lei da reorganização das forças armadas... em parvas, como dizia o nosso Rodrigo Emílio. Mas como diz o José Carlos nem tudo é mau, dado que um dos números de circo a apresentar ao Zé Povinho para este ano eleitoral vai ser a vida sexual de Salazar na TV (com a Soraia Chaves, uau...).
Que se ponham a pau, pois a Soraia Chaves é bem capaz de fazer levantar qualquer morto e enterrado!
Julgo que será importante para a retoma económica e psicológica um estudo exaustivo e aprofundado sobre a vida e performance sexual de Salazar, o Grande Português. Gente para isso não falta, doutorada ou por doutorar!

***

«(...) Uma das mais emblemáticas (para além da reorganização da GNR) prende-se com a nova Lei de reorganização das Forças Armadas.
Nessa Lei (a que ninguém ligou!!!!!) para além de questões técnicas pacíficas sobre comandos, operacionalidades, etc, surge um novo conceito revelador do “medo histérico” dos do sistema face ao que poderá (deverá) acontecer neste “pais”.
Referimo-nos à possibilidade (pela primeira vez expresso na Lei do país pós PREC) de utilização das Forças Armadas em operações contra a própria população, como força supletiva às Forças de Segurança – PSP e GNR – quando as mesmas forem incapazes de tomarem conta do recado. Ou seja perspectiva-se a possibilidade dada aos políticos (dependem nesse caso do Governo e não do Comandante Chefe – Presidente desta República) de usarem o aparelho militar para atirar sobre o povo português (ou como dizia um tal Soares - no 7 de Setembro em Moçambique – “se necessário atirem-nos ao mar”...) (...)».

Secretário-Geral da ONU quer Israel em tribunal internacional

O secretário-geral da ONU quer levar Israel a tribunal internacional. Parece-me bem mas não acredito que tal venha a acontecer. Se Ban Ki-moon conseguisse que Israel fosse obrigada a cumprir todas as resoluções da ONU em que foi condenada - e salva pelos EUA - já era um grande passo para a humanidade.
Na minha modesta opinião é que provavelmente o actual secretário-geral da ONU será vítima de algum escândalo ou de algum atentado ou embolia da silva que resultará na sua substituição. A ver vamos...
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, exigiu hoje que os responsáveis pelos ataques israelitas contra os edifícios da organização na Faixa de Gaza prestem “contas perante a justiça”.
Ban Ki-moon, que chegara pouco antes ao território, confessou-se “chocado” com o nível de destruição a que assistiu e denunciou o “uso excessivo” de força por parte do Exército israelita, apesar de condenar igualmente o disparo de “rockets” contra o Sul de Israel.
Falando diante dos destroços ainda fumegantes de um armazém das Nações Unidas, atacado na última quinta-feira, Ban Ki-moon considerou “escandalosos e totalmente inaceitáveis” os bombardeamentos contra os edifícios da organização, pedindo que sejam retiradas consequências. “Tem de haver um inquérito aprofundado, uma explicação completa para garantir que isto nunca mais se repetirá. [Os responsáveis] devem prestar contas perante a justiça”, disse Ban Ki-moon, o mais alto dirigente internacional a visitar o território palestiniano desde o fim da ofensiva israelita. Israel pediu desculpas pelo ataque, que feriu três pessoas e destruiu dezenas de toneladas de ajuda humanitária, mas garantiu que as suas forças se limitaram a responder a tiros disparados do local – uma informação desmentida pela ONU.
Na semana anterior, a aviação israelita atacou outras duas escolas geridas pela agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos (UNWRA), entre elas um estabelecimento em Jabaliya (Norte), onde estavam refugiados centenas de civis. Segundo os serviços de emergência palestinianos, 40 pessoas morreram no ataque, incluindo mais de uma dezena de crianças.
“Não posso descrever o que sinto depois de ter visto este edifício da ONU bombardeado”, confessou Ban Ki-moon, declarando estar “profundamente triste” com o que viu e ouviu desde a sua entrada na Faixa de Gaza. (...)»

Foi há dois anos...

...que nasceu um blogue de direita que não interessa à meia-direita nem à direitinha. Tem um invulgar registo vanguardista e de bom gosto. Está de parabéns o confrade João Marchante, a quem envio um abraço com Eternas Saudades do Futuro.

20.1.09

No Manlius: O ano de todos os combates

O ano de todos os combates é uma análise bem feita para todos pensarmos nos nossos objectivos: curto-prazo, médio e longo.
Para ler, pensar e concluir

Voltar a ler, voltar a pensar e concluir.
Um texto oportuno para hoje e para sempre.

19.1.09

Livro: Diálogos de Doutrina Anti-Democrática do Prof. Dr. António José de Brito

Uma excelente iniciativa das Edições Réquila: os Diálogos de Doutrina Anti-Democrática são reeditados trinta e quatro anos depois da sua primeira edição com a qual o autor tudo fez para ser preso pelos campeões da liberdade do Processo Revolucionário Em Curso.
Livro de compra (7 euros) e de leitura obrigatória onde são desmontados atráves de um pensamento lógico e coerente todos os dogmas democráticos!

«NOTA À SEGUNDA EDIÇÃO

Os Diálogos de Doutrina Anti-democrática foram publicados, a minhas expensas, durante o animado período do PREC em que se procedeu, alegremente, à destruição de Portugal.
Era um livro de ideias e, por isso, não encontrou repercussão nenhuma no chamado público, muito preocupado com a oratória do incendiário mental Sr. Vasco Gonçalves, as ameaças do grande Sr. Otelo Saraiva de Carvalho, ou as inteligentes congeminações do resplandecente Sr. Melo Antunes, inspirador, ao que parece do Documento dos Nove, uma salada, altamente pitoresca, em cuja redacção, se disse, colaborou, também, a Ex.ª Sr.ª Dr.ª Maria de Lurdes Pintassilga.
Em plena manifestocracia, onde a preocupação era arrebanhar multidões para um lado ou para o outro a ver quem fazia barulho mais estrondoso e arrebanhava massas mais volumosas, as controvérsias de princípios não empolgavam ninguém. Assente, dogmaticamente, a intangibilidade de Abril e benemerência extraordinária do Movimento das Forças Armadas, composto por profissionais da guerra que acima de tudo não desejavam combater, as celebrações, as comemorações ocupavam o tempo todo. Quem queria dedicar alguns minutos, poucos que fossem, a pensar? Vivia-se numa agitação frenética que seria inteiramente cómica se não fosse interrompida por alguns episódios trágicos e o sangue não começasse a correr, com abundância nas províncias portuguesas de além-mar.
Tudo foi sossegando, os comunistas, satisfeitos, acomodaram-se, após terem conseguido desmembrar a nossa pátria, conforme era do interesse da pátria deles – a U.R.S.S.
Cunhal achou que gramara, na vida, maçadas suficientes (já no 28 de Setembro, prudentemente, recolhera à embaixada de Cuba, não fosse o diabo tecê-las) e os soviéticos não estiveram para arriscar uma guerra só para possuírem, num cantinho da Península Ibérica, um satelitezinho abjecto.
Assim, o Evangelho de S. Marx, ao invés do que eu temia, não passou a ser lei divina no ex-Portugal.
Nos meus Diálogos de Doutrina Anti-democrática dediquei um Prólogo, aos eventos pós abrilinos, até ao Verão quente de 1975 (data da sua aparição). Esse Prólogo perdeu, evidentemente, bastante da sua actualidade. Conservo-o, no entanto, porque mantém um valor histórico e nele se transcrevem alguns textos, preciosos, que testemunham a falta de vergonha e sobretudo de palavra, de alguns grands seigneurs ainda hoje celebrados, da denominada revolução dos cravos, baptizada por Bissaia Barreto (que nada tinha de fascista), com felicidade, de rebentamento de um cano de esgoto.
Não sendo dominante o Evangelho de S. Marx, um outro recebe a adoração da generalidade dos habitantes do rectângulo. É o Evangelho democrático. Quem o não perfilha é excomungado e, mais ou menos, marginalizado. A democracia assumiu foros de religião. E não se pense que é uma religião que não faz uso do braço secular. Sem dúvida, proclama tal uso uma selvajaria, só própria de eras ainda não iluminadas pelo esplendor da nossa civilização – a civilização da bomba atómica. Porém o que ela diz é uma coisa, outra é o que faz. A democracia condena as fogueiras da Inquisição, mas aprova as fogueiras de Dresden, Hamburgo, Colónia, etc. Acha as cruzadas uma coisa indigna e um papa (democrata claro) pede desculpa pelas mesmas embora não tenha uma palavra de censura para o que o Sr. Eisenhower, inteiramente insuspeito na matéria, baptizou de Cruzade in Europe. E assim por diante. Escandalizam-se com a Gestapo, a Ovra, a Pide, e simultaneamente atribuem às suas polícias métodos e poderes semelhantes. Lembremos só num exemplo brevíssimo o que se passa no Iraque e em Guantánamo.
Em resumo a democracia berra contra a violência na altura exacta em que a emprega.
Claro que tomamos, aqui, democracia não como simples forma de governo mas como uma concepção axiológica. De resto uma e outra estão interligadas. O governo do povo pelo povo implica, obviamente, que os homens tenham liberdade de formar partidos e agrupamentos isto é, sejam dotados de liberdade de reunião. E, para formarem livremente os seus partidos ou agrupamentos, é indispensável que circulem sem obstáculos os ideais ou doutrinas, em volta dos quais aqueles se aglomerem – logo é indispensável a livre expressão do pensamento.
Qual o fundamento porém de tais liberdades? Obviamente, a imensa dignidade dos seus titulares, os homens, as pessoas humanas. Cada homem, cada pessoa humana será uma espécie de deusinho intangível e autónomo (claro que com excepção dumas pessoas humanas chamadas fascistas que, nem vale a pena discuti-lo, não têm obviamente a dignidade inerente a todas as pessoas humanas).
Torna-se patente que tais deusinhos não podem ser governados senão por si próprios e voltamos ao começo, à democracia enquanto regime.
Quer dizer, o regime exige uma certa axiologia e, por seu turno, a axiologia postula o regime.
Por outras palavras, a democracia implica a ética filosófica personalista e a ética filosófica personalista tem a concretização na soberania popular. Implicação recíproca que significa igualdade.
Designaremos pois pelo termo único de democracia o que envolve, a um tempo, a fundamentação ética e a sua expressão política.
Da democracia expusemos nesta obrinha as intrínsecas contradições e ilogismos. Com toda a humildade utilizamos a forma dialogal, seguida por grandes mestres, como Platão, Giordano Bruno, Schelling e outros a que estamos a anos-luz de distância.
A propósito do final dos Diálogos quero traçar, agora, com muita, muita brevidade, alguns esclarecimentos.
Podia objectar-se que se a democracia é absurda não existiria (tal como o círculo quadrado). E então para quê combater a democracia? Eu respondo, nos Diálogos, que há que distinguir entre o absurdo deontológico mas que envolve sempre uma certa realidade e o absurdo ontológico.
A distinção não me satisfaz agora. Não irei, aqui, proceder a uma larga digressão filosófica. Direi, apenas, que a realidade intencional do absurdo, ético ou não, está sempre presente conforme ensina Husserl. Simplesmente trata-se de uma intenção que não consegue, jamais, preenchimento. Assim há quem procure efectivar o círculo quadrado ou o ferro de madeira, mas jamais o conseguirá.
Análoga coisa se passa com a democracia. Só que em grau muito maior. Procurar dar ser objectivo e concreto à democracia, é impossível, mas conduz à hipocrisia manifesta ou à aberta tontice e tolice. Um exemplo: “liberdade para todos” prega-se como norma, norma que existe, existe em palavras com as seguintes consequências: ou a liberdade para todos é verdadeiramente para todos autoaniquilando-se ao considerar legítima a liberdade dos inimigos da liberdade e logo a liberdade de destruir esta última e estamos perante um grosseiro paralogismo; ou a liberdade para todos é sinónimo de liberdade apenas para os que forem partidários da liberdade e eis-nos, aos gritos de liberdade para todos, a conceder apenas a liberdade para uns tantos numa clara manifestação de tartufismo.
Idêntica coisa se passa com outros lemas democráticos cujo conjunto forma a democracia que não se pode dizer que não existe. Existe enquanto intencionalidade mental que nunca pode ser preenchida por qualquer objecto. É o que mais ou menos ensina Husserl relativamente ao círculo quadrado. As tentativas de dar efectividade ao círculo quadrado (ou ferro de madeira) falham sempre, mas estão aí enquanto tentativas, fazendo desorientar as mentes ou servindo de pretexto para tirar proveitos explorando os ingénuos que lhes dão crédito.
O estado de espírito democrático decerto existe mas numa existência que oscila entre a má fé e a inconsciência.
Em resumo: diz-se que não é preciso combater a democracia porque a democracia não existe. Responda-se: a democracia existe com a existência sui generis do erro e da contradição que se pretendem apresentar como verdade e que nessa medida precisam de ser desmascarados.
Aí fica o esclarecimento-rectificação. É óbvio que me mantenho imutavelmente fiel ao meu anti-democratismo de sempre. Não digo como alguns imbecis dizem do nacional-socialismo (perdoai-lhes senhor porque não sabem o que dizem) que é o mal absoluto, mas que a democracia é uma série de disparates e ilogismos. Lá isso é: disparates e ilogismos de que se aproveitam os grandes espertalhões da política para explorar a multidão dos tolos e ingénuos.
Este livrinho é uma voz clamando no deserto. Que alguns a escutem e já morro satisfeito.

António José de Brito»

17.1.09

Justiça e violência

Na Amadora, um primeiro "ensaio" - a pretexto de reclamação de justiça - terminado com a esperada violência através do apedrejamento da esquadra policial feito pelos "jovens".
Atente-se nas afirmações arrogantes e mentirosas do signatário da manifestação.


15.1.09

Gaza: agência da ONU e redacções de jornais internacionais bombardeados por Israel


O exército israelita lançou hoje um pesado bombardeamento sobre Gaza, atingindo edifícios que albergavam a agência das Nações Unidas de ajuda aos refugiados palestinianos, a UNRWA, e vários media internacionais, incluindo as redacções da agência noticiosa Reuters, das televisões Fox e Sky, bem como das cadeias Al-Arabiya e MBC. A Comissão Europeia já declarou estar “chocada” e “consternada” com estes ataques.
A ofensiva israelita já provocou até ao momento, desde que os ataques contra o movimento islamista Hamas começaram – no dia 27 de Dezembro – pelo menos 1100 mortos palestinianos.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que chegou hoje a Israel, no quadro de um périplo regional, estimou que as condições estão reunidas para que os combates terminem “já”, e considerando “insuportável” o número de vítimas palestinianas.
Nos ataques de hoje, três funcionários da UNRWA ficaram feridos por um disparo de “rocket” que danificou os escritórios da agência, indicou um porta-voz da mesma. A UNRWA tinha já anunciado anteriormente que suspendia as suas operações no terreno, após um primeiro ataque contra uma sua coluna de veículos.
Ban Ki-moon indicou estar “escandalizado” com o bombardeamento de hoje contra o edifício da UNRWA, e adiantou que o ministro israelita da Defesa, Ehud Barak, qualificou o incidente de “grave erro”.
Os ataques israelitas atingiram igualmente um edifício que abrigava as redacções de vários media árabes e internacionais, incluindo a agência Reuters, as televisões Fox e Sky e as cadeias Al-Arabiya et MBC. Dois operadores da Al-Arabiya ficaram feridos.
Um incêndio deflagrou igualmente no hospital Al-Quds, que abriga os funcionários do Crescente Vermelho palestiniano, provocando cenas de pânico no interior do edifício.
Só hoje já morreram 37 palestinianos, em consequência do avanço do Exército israelita em direcção ao centro da cidade e àquele que foi, hoje, o mais pesado bombardeamento sobre os sobrelotados arredores da Cidade de Gaza em três semanas de guerra, aumentado a pressão sobre o Hamas.
Um diplomata ocidental disse que Israel parece estar a tentar obter ganhos de última hora no terreno antes de poder ser imposta uma trégua para terminar a ofensiva que iniciou a 27 de Dezembro, com o objectivo declarado de pôr fim aos ataques do Hamas – que tomou o controlo da Faixa de Gaza no Verão de 2007 – com morteiros sobre o sul do seu território.
Israel – que quer terminar como os disparos de morteiros sobre a fronteira e garantir que o Hamas não consiga obter mais armas a partir de túneis sob a fronteira com o vizinho Egipto – disse que não concordaria com uma trégua que permitisse aos islamistas palestinianos reagruparem-se e rearmarem-se.
O comissário europeu para a ajuda humanitária Louis Michel indicou hoje estar “chocado” e “consternado” pelo bombardeamento israelita “inaceitável” de agências da ONU em Gaza.“É inaceitável que o quartel-general da ONU em Gaza seja atacado por tiros de artilharia israelita”, frisou, falando de um “incidente muito grave” que irá necessitar de um “inquérito completo e independente”.»

Morte de 300 crianças em Gaza é "trágica e inaceitável"

A directora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Ann Veneman, considerou "trágico e inaceitável" que mais de 300 crianças tenham sido mortas e outras 1.500 feridas em Gaza desde 27 de Dezembro do ano passado.
Numa declaração emitida em Joanesburgo, na ocasião em que a Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançou o seu relatório anual dedicado ao estado da saúde materno-infantil no mundo, Veneman salienta que "estes números não são apenas estatísticas, tratando-se de vidas interrompidas de crianças".
"Nenhum pai ou mãe pode assistir a isto sem pensar nos seus próprios filhos. Isto é trágico e inaceitável", refere a directora-executiva da UNICEF que apela a todas as partes para que protejam as crianças no conflito.
A declaração nota que o conflito em Gaza é único no sentido em que as crianças e as suas famílias não têm qualquer hipótese de fuga nem local para se refugiarem, estando encarceradas numa área circunscrita.
"A simples ideia de estarmos encarcerados numa área sem saídas é assustadora para qualquer adulto em tempo de paz. O que passará pela mente das crianças que se encontram armadilhadas no meio de uma violência tão implacável?", questiona a declaração assinada por Ann Veneman.
Veneman recorda que as crianças constituem a maioria da população da faixa de Gaza e que são elas que sofrem o impacto maior de um conflito que não é delas.
À medida que a batalha alastra para o coração de áreas urbanas densamente povoadas, o impacto das armas letais provocará um balanço ainda maior de vítimas entre as crianças. Prioridade absoluta deve ser dada à sua protecção", salienta o comunicado.
Recordando que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, se encontra neste momento no Médio Oriente a apelar ao respeito total e imediato pelas resolução 1860 do Conselho de Segurança que apela a um cessar-fogo imediato, duradouro e respeitado por todas as partes e pela permissão de prestação de assistência humanitária em Gaza, a responsável da UNICEF pede que as populações civis e em particular as crianças sejam protegidas no conflito.
"As escolas e instalações de saúde devem ser protegidas e consideradas zonas de paz em todas as circunstâncias", refere a declaração que conclui:
"Para além das necessidades imediatas das crianças que perderam as suas casas, não têm acesso a água, electricidade e medicamentos, para além das horríveis cicatrizes físicas e ferimentos, estão, no entanto, as profundas feridas psicológicas destas crianças e para elas o processo de sarar as feridas sociais e psicológicas será longo e difícil".
A UNICEF garante que está a fazer todos os possíveis, com os meios ao seu alcance e os parceiros disponíveis, para ajudar as crianças de Gaza nas actuais e difíceis condições.
A organização das Nações Unidas insiste que só após a declaração de cessar-fogo se poderá iniciar para milhares de crianças o processo de cicatrização dos traumas sofridos e a "longa jornada de retorno a uma situação que se assemelhe vagamente aos direitos fundamentais de uma criança, ao direito a uma vida livre de violência física e psicológica".»

Humor: Judeu Moderno

14.1.09

Lieberman, o extremista exterminador

No Público:
«O deputado ultranacionalista israelita Avigdor Lieberman defendeu hoje que Israel deveria combater o Hamas na Faixa de Gaza, como os EUA enfrentaram o Japão durante a II Guerra Mundial. A declaração mereceu já o repúdio de um influente deputado palestiniano.
“Temos de continuar a combater o Hamas como os Estados Unidos combateram os japoneses durante a II Guerra Mundial”, afirmou o líder do Israel Beiteinu (Israel é a nossa casa), formação de extrema-direita que integrou a actual coligação governamental até Janeiro do ano passado.
(...)
Apesar do conhecido extremismo de Lieberman, mesmo dentro da direita israelita, várias rádios locais em Gaza transmitiram as suas declarações, noticiando que o deputado israelita defendera o lançamento de uma bomba nuclear sobre o território, que enfrenta há já 18 dias uma intensa campanha de bombardeamentos.»

Um bom exemplo ao longo da história do povo judeu. Basta ler o Antigo Testamento... o livro mais anti-judeu e feito por judeus!
P.S. - Fotografia de uma das visitas de Condollezza Rice a Israel sendo recebida por Lieberman, autêntico defensor dos direitos humanos e líder sionista.

13.1.09

O telefonema

O telefonema de um dos chefes para o sopeiro! É ler, voltar ler, reler e treler.
Não resta a menor dúvida. Quem manda na super-potência mundial?
O Público conta como o primeiro-ministro hebreu, Olmert deu ordens ao presidente Bush, um “amigo sem paralelo” de Israel, para os EUA se absterem no Conselho de Segurança. E Bush, qual pau-mandado, cumpriu não lhe fosse acontecer algo como a Kennedy.

"Olmert conta como pressionou Bush para os EUA se absterem no Conselho de Segurança

Ehud Olmert, primeiro-ministro israelita, afirmou ontem num discurso que foi um telefonema seu para George Bush que forçou a secretária de Estado, Condolezza Rice, a abster-se durante a votação de quinta-feira, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, de uma resolução que pedia um cessar-fogo imediato para a Faixa de Gaza, deixando Rice “envergonhada”.
Olmert disse que exigiu falar com Bush apenas dez minutos antes da votação no Conselho de Segurança da resolução à qual Israel se opôs. “Quando vimos que a secretária de Estado, por razões que não percebemos, queria votar a favor da resolução... Procurei entrar em contacto com o Presidente Bush e eles disseram-me que ele estava em Filadélfia a fazer um discurso”, disse Olmert. “Disse-lhes: ‘não me interessa. Tenho de falar com ele agora’.”
O primeiro-ministro israelita caracterizou Bush como um “amigo sem paralelo” de Israel. “Eles tiraram-no do palco, levaram-no para outra sala e eu falei com ele. Disse-lhe: ‘não pode votar a favor desta resolução’. E ele respondeu-me: ‘Escute, eu não sei nada sobre isso, não o vi, não estou familiarizado com a forma como está formulado’.” Olmert contou que disse então a Bush: “‘Eu estou familiarizado com ele. Não pode votar a favor’. “Ele deu a ordem à secretária de Estado e ela não votou a favor – a resolução que ela própria concebeu, formulou, organizou e manobrou para ser aprovada. Ela ficou bastante envergonhada e absteve-se na resolução que ela própria criou.”
Dos 15 membros do Conselho de Segurança, 14 votaram a favor da resolução, com a abstenção dos Estados Unidos. No entanto, isso não foi suficiente para parar a ofensiva israelita na Faixa de Gaza nem o lançamento de rockets por parte do Hamas.
Ehud Olmert, sob investigação devido a alegados casos de corrupção, demitiu-se do cargo de primeiro-ministro no dia 21 de Setembro, mas ainda permanece em funções, liderando um Governo de transição."

Momento cómico

Crimes de guerra e armas secretas


Oslo, 12 Jan (Lusa) - Dois médicos noruegueses que passaram dez dias na Faixa de Gaza disseram hoje suspeitar que o exército israelita utiliza uma arma pouco conhecida chamada DIME (Dense Inert Metal Explosive), que produz uma explosão muito poderosa num raio limitado.
"É uma nova geração de explosivos muito poderosos de fraco volume e cuja potência se dissipa numa zona de cinco a dez metros", explicou aos jornalistas um dos dois médicos, Mads Gilbert, no aeroporto Gardermoen de Oslo.
Mads Gilbert, 61 anos, e o seu colega Erik Fosse, 58 anos, foram enviados para a Faixa de Gaza a 31 de Dezembro pela associação norueguesa NORWAC, uma organização não-governamental pró-palestiniana. Declararam ter observado no âmbito do seu trabalho no Hospital Al-Shifa de Gaza ferimentos que indicam fortemente a utilização de projécteis DIME.
"Não vimos as vítimas afectadas directamente por (armas DIME), porque a maioria está despedaçada ou não sobrevive", declarou Gilbert. "Mas vimos algumas amputações extremamente brutais (...) sem ferimentos por estilhaços, que suspeitamos fortemente tenham sido causados por armas DIME", explicou.
A existência da tecnologia DIME é conhecida desde os anos 2000. Gilbert acusou ainda o exército israelita de ter utilizado armas DIME em 2006 durante a guerra entre Israel e o movimento xiita libanês Hezbollah, e de se ter já servido dela na Faixa de Gaza antes do actual conflito com o Hamas.
Segundo informações da imprensa as armas DIME combinam um explosivo, partículas de carbono e pólvora de uma liga de metais pesados e de tungsténio. O tungsténio serve para conter o sopro da explosão num raio relativamente restrito a fim de limitar os danos colaterais.
"Creio que há uma forte suspeita de que Gaza está actualmente a ser utilizada como um laboratório de ensaios para novas armas", declarou Gilbert.
O seu colega acrescentou que os ferimentos em questão não se parecem com os ferimentos causados pelas outras bombas: "Vi e tratei muitas feridas nos últimos 30 anos em diversas zonas de guerra, e estes ferimentos têm um aspecto completamente diferente", disse.
Gilbert citou estudos segundo os quais os ferimentos causados pelas armas DIME podem causar cancros mortais em apenas meses.
"Israel terá de dizer que armas utiliza e a comunidade internacional devia fazer uma investigação", disse Gilbert.

Os discretos, a GLRP


Na Grande Loja Regular Portuguesa, - portuguesa, aonde? - passearam-se e passeiam-se ex-militantes da extrema-direita em busca do Conhecimento Tradicional, segundo eles.
A verdade verdadinha é que só encontram os conhecimentos para as grandes negociatas.