29.10.10

Pensamentos de Alfredo Pimenta - XXV

«... O Nacional-Socialismo não é uma Filosofia, nem uma Religião, nem uma Metafísica, nem uma Ética: é uma Política constitucional, económica e social.
Como política constitucional, é uma forma de Estado com uma finalidade concreta e tipicamente alemã: no interior, Poder central forte, autoritário e exclusivo, com a preocupação da unidade do Povo de raça alemão: logo, nem Estados secundários, nem partidos: um Povo em toda a acepção da palavra; no exterior; reconquista da liberdade de vida, da autonomia, e da vontade de poder.
Como política económica, pretende libertar a Alemanha da tirania da Banca judaica, e, logicamente, subordina todas as actividades do Povo a essa pretensão.
Como política social, ataca o critério da luta de classes, substituindo-a pela íntima colaboração de todos os elementos da Produção, fundamento da Paz Social.
É na efectivação da política constitucional, na maneira de se chegar ao fim que ela procura, que aparecem atritos, desinteligências, conflitos com a Igreja. Não se deve esquecer que havia, no quadro político do Império de Guilherme II e da República de Weimar, um grande partido político, o Centro Católico, legítimo, em regime liberal ou democrático, mas absolutamente estranho, em regime autoritário que se propunha a tarefa colossal de trazer à tona de água o Povo alemão, escravizado, ultrajado e vilipendiado pelo Tratado de Versalhes, e que, para isso, dissolveu todos os partidos políticos. A grandeza do Povo alemão em todas as suas escalas, desde as famílias reinantes ou principescas até os mais modestos trabalhadores, está principalmente na compreensão unânime da missão que o Nacional-Socialismo afirmava, e na obediência sincera e livremente consentida que lhe deu. Os bombardeamentos maciços e criminosos de que têm sido vítimas as populações indefesas vieram confirmar essa realidade.»(1)
«... O Nacional-Socialismo não é um fim; é um meio de que o chefe da Alemanha se serve, para dar á Alemanha o lugar que, no seu entender, ela deve ocupar, ou a fisionomia que, no seu entender, ela deve possuir: internamente, a unidade indestrutível; externamente, a força imperial.
Devo dizer já, antecipando-me, que ao contrário do Nacional-Socialismo que é — um meio, o Comunismo é um fim. O Nacional-Socialismo é puramente nacional, e tem por objectivo a Alemanha; o Comunismo é internacional, e tem por objectivo a Revolução Mundial.
Mas o Racismo...
O Racismo, na concepção nacional-socialista, é a defesa da Alemanha contra o Judaísmo - não contra o Judaísmo como religião, mas contra o Judaísmo como Raça activa e açambarcadora.
O Catolicismo, como universalista, não compreende tal atitude; mas enquanto houver Nacionalidades, e o Catolicismo se não declarar inimigo das Pátrias, há que aceitar a defesa que estas efectuam contra a sua dissolução ou decomposição. E não há elemento mais dissolvente ou desorganizador do que o Judaísmo.
A verdade é que o Nacional-Socialismo encontrou a Alemanha apoiada numa constituição elaborada por um Judeu - Preuss: a de Weimar; numa organização económica, obra de um Judeu - Rathenau; e num Socialismo-comunista obra de judeus - Marx e Lassalle.
Todos os Estados, todas as Famílias, todos os Grupos ou Organismos são mais ou menos racistas, segundo a força da sua constituição, e a consciência que têm da sua missão. Isto é, defendem-se, repelindo do seu meio tudo quanto seja portador de gérmenes de decomposição ou dissolução. É a luta pela vida. É a aplicação do preceito evangélico relativo aos ramos estéreis das vides (Segundo S. João, XV, 6); é a aplicação da doutrina de S. Tomás (II da II, quest. XI, artigo 3).»(2)
«... No Racismo, há dois aspectos: o aspecto negativo - repúdio da raça inimiga; e o aspecto positivo - exaltação da própria raça.
Ninguém me condenará por eu tentar impedir que a minha Pátria se dissolva, pela mestiçagem biológica ou pela invasão de não-portugueses que ocupem todas as posições-chaves das actividades nacionais - nas Universidades, nos Bancos, nas Empresas, na Administração, nos Tribunais, na Indústria, nas Oficinas; e ninguém me condenará por eu proclamar a superioridade do Povo português, e não dizer amém aos que afirmam a sua inferioridade.»(3)
«...O Nacional-Socialismo estabeleceu, em seu Direito agrário, reconhecimento fundamental do direito de propriedade privada da terra, e, como as nossas leis de Sesmarias, a sua entrega ao Estado, no caso de negligência.»(4)


Notas:
(1) - In Contra o Comunismo, pp. 20/21, ed. Autor, 1944.
(2) - Idem, pp. 22/23/24, ed. Autor, 1944.
(3) - Idem, p. 24, ed. Autor, 1944.
(4) - Idem, p. 34, ed. Autor, 1944.

2 comentários:

O Reaccionário disse...

Excelente! Se não for incómodo, vou citar a terceira passagem.

Cumprimentos.

Anónimo disse...

Mais um brilhante e esclarecedor pedaço de prosa de A.P.

Independentemente de se perfilhar ou não a ideologia política de A.P., não se lhe pode negar o brilhantismo estilístico, a erudição, a lógica, a sinceridade e uma inteligência fora do comum. Sucede que a sua filosofia política, o seu pragmatismo, a sua objectividade, a sua clarividência, traduzem a Verdade, goste-se ou não de se ser confrontado com ela. Aquela Verdade que nos foi transmitida por Jesus Cristo e é percepcionada e aceite por todos quantos sejam verdadeiramente imparciais e possuam uma mente sã e receptiva aos ensinamentos da Igreja e cujo espírito, porque aberto e puro, não esteja imbuído da mais pequena parcela de facciosismo, ódio ou maldade.

Afinal e bem vistas as coisas tudo o que A.P. escreveu com conhecimento de causa e à distância de mais de seis décadas sobre a ineficácia e maldade intrínseca dos sistemas políticos subjacentes às democracias europeias - impostas à força mediante traições sucessivas e múltiplas negociações secretas, é preciso não esquecer - não só se confirmou como continua a verificar-se e a agravar-se brutalmente a cada dia que passa, em todas as democracias do mundo, produzindo uma infelicidade atroz nos povos que as vivem.
Maria