30.1.09

Dois anos de Manlius

Relembrando (sempre) Rodrigo Emílio foi o primeiro postal com que Manlius se estreou na blogosfera e já lá vão dois aninhos. Como não podia deixar de ser começou com uma referência a um dos amigos de juventude que o influenciou para toda a vida.
Também o Rodrigo Emílio me influenciou e continua a ser um Guia - graças a ele e a Deus - tal como tenho a honra e o proveito de ser amigo e camarada do José Carlos há mais de vinte anos.
Caríssimo, continua porque o teu blogue é de referência e de leitura obrigatória e os teus textos são ensinamentos e memórias que não se podem dispensar.

28.1.09

Delito de Opinião e Heresia: O "crime" do bispo Richard Williamson

O "crime" do bispo Richard Williamson: delito de opinião e heresia!
As suas declarações "revisionistas" prestadas a um canal sueco de televisão no dia 21 deste mês levaram o
Grande Rabinato de Israel a cortar relações com o Vaticano após este ter reincorporado os membros da Fraternidade Sacerdotal S. Pio X através do levantamento da excomunhão.
Entretanto a F.S.S. Pio X já pediu perdão pelas declarações negacionistas do bispo que entretanto foi proibido de emitir opinião sobre factos políticos e históricos. A Santa Sé defendeu que «As declarações de Williamson "são inaceitáveis", escreveu na segunda-feira em um editorial o jornal da Santa Sé, destacando que o anti-semitismo "não é objeto de discussão" para um católico» e que «As declarações de Williamson, nas quais nega o Holocausto, contradizem os ensinamentos da Igreja e são muito graves, lamentáveis", ressalta o editorial.»
«O jornal oficial do Vaticano lembra ainda a declaração "Nostra Aetate", adotada em 1965 ao término do Concílio Vaticano II, documento que revolucionou o enfoque da Igreja católica em relação aos judeus, rejeitando a idéia de que podem ser acusados de "deicídio".»


“Penso que poderão ter morrido 200 ou 300 mil judeus nos campos de concentração nazis, mas nenhum em câmaras de gás”, rejeitando mesmo a existência deste método de extermínio: “As provas históricas são claramente contra [as teses de] gaseamento deliberado de seis milhões de judeus em câmara de gás”.

Gaza: Amnistia Internacional fala em crime de guerra

Amnistia Internacional fala em crime de guerra
A investigadora que a Amnistia Internacional tem em Gaza não hesita em usar o termo "crime de guerra" quanto ao uso de fósforo branco por parte de Israel. Donatella Rovera considera que "o extenso uso desta arma em bairros densamente povoados de Gaza é por inerência indiscriminado", lê-se num relatório sobre o fósforo branco. "O seu uso repetido desta maneira, apesar de provas dos seus efeitos indiscriminados e do seu peso em civis, é um crime de guerra."
As queimaduras de fósforo branco, que continuam, tecido a tecido, enquanto encontram oxigénio, não podem ser tratadas como as queimaduras normais. Para salvarem os feridos, os médicos têm de saber o que têm em mãos. O que aconteceu nos hospitais de Gaza, incluindo o maior, Al Shifa, foi que muitos feridos morreram por terem sido tratados como queimados normais.
O facto de as forças israelitas terem negado que usaram fósforo branco fez perder mais vidas, aponta a Amnistia. "Responsáveis israelitas disseram repetidamente que a sua operação militar era contra o Hamas, não contra as pessoas de Gaza", lembrou Donatella Rovera. "Não pode haver desculpa para continuar a subtrair informação vital para o tratamento eficaz de pessoas feridas pelos ataques. A falta de cooperação de Israel está a levar a mortes e sofrimento desnecessários."
Quando conseguiu entrar em Gaza, depois do fim da guerra, a Amnistia ainda encontrou bombas de fósforo a arder em diversos pontos.
E além de fósforo branco, "o exército israelita usou uma variedade de outras armas em áreas densamente povoadas", diz a organização. Um dos exemplos é o das flechas de 4 centímetros. Um obus de 120 mm pode conter 5000 a 8000 destas flechas. Quando o obus explode no ar, espalha as flechas num raio de 300 por 100 metros. Estas armas, que Israel usa há anos, diz a Amnistia, "nunca deveriam ser usadas em áreas civis". A.L.C.
A bomba incendiária é lançada de uma unidade de artilharia ou de um avião: quando o míssil lançado atinge a zona alvo, ainda no ar, ejecta os projécteis de fósforo branco, que caem no chão num padrão elíptico. Cada projéctil começa então a lançar fumo, o que faz durante cinco a dez minutos. O uso destas munições é permitido pela lei humanitária internacional, mas nunca em zonas residenciais, como aquela em que Sabah Abu Halima foi atingida e ficou queimada.
Público, 28.01.2009.

Gaza: Clara violação da Convenção de Genebra

O uso de bombas de fósforo branco feito por Israel durante a guerra constitui "uma clara violação da Convenção de Genebra", disse ontem ao PÚBLICO Mark Galasco, o experiente investigador que a Human Rights Watch enviou com uma equipa para Gaza."Encontrámos inúmeras cápsulas de fósforo branco em áreas densamente povoadas", resume. "E encontrámos casas queimadas, civis com queimaduras graves, o hospital Al Quds que foi atingido por uma bomba de fósforo, uma escola da ONU..."
As provas, diz Galasco, tornaram-se "numerosas e inequívocas", ao ponto de Israel ser obrigado a admitir que usara fósforo branco. "Finalmente, depois de tanto tempo a avisá-los de que o perigo era tão grande, que podia continuar a matar pessoas."Durante semanas Israel vedou a passagem de jornalistas e organizações internacionais. A Human Rights Watch entrou pelo Egipto, depois do fim da guerra. Tornou-se então claro, lê-se no site da organização, que a credibilidade das forças israelitas era uma das vítimas da guerra. E "o maior golpe", considera a Human Rights Watch, foi o caso do fósforo branco.
O que está por verificar é "se esta violação da Convenção de Genebra constitui um crime de guerra", diz Mark Galasco. Para haver crime de guerra, de acordo com este investigador, o ponto essencial é "que tem que ter havido intenção de atingir civis".
A Human Rights Watch apelara a uma investigação internacional das violações cometidas por Israel e pelo Hamas, e Galasco volta a sublinhar essa necessidade. A.L.C.
Público, 28.01.2009.

Gaza: Queimados com bombas de fósforo branco

Queimados com bombas de fósforo branco

Pesquisas internacionais provam que Israel atingiu civis com estas bombas. Há casos de outras armas não-convencionais, como DIME
"São queimaduras profundas de bombas de fósforo branco", diz o médico Ahmed Mograbi, mantendo-se na ombreira da porta enquanto Sabah come. "Tem 15 por cento do corpo afectado. Transferimos dois feridos mais graves da família dela para o Egipto, uma criança de um ano e uma mulher de 20 com queimaduras muito profundas em metade do corpo, típicas de fósforo. Acho que esse é um caso desesperado." Mas Sabah deverá recuperar: "Está queimada num braço e nas pernas."As pernas não se vêem por estarem tapadas por um cobertor, enquanto ela continua a comer devagar."Chegou aqui de ambulância, trazida de outro hospital", conta Mograbi. "Lá, tinham-lhe limpado a pele e posto ligaduras. Ao fim de três horas aqui, quando tirámos as ligaduras para limpar, saía fumo das feridas e cheirava muito mal, a fósforo."Sabah acabou de comer. O médico entra para ver se ela pode e quer falar. Ela diz que sim. O braço queimado é o direito, e a mão tem crostas negras. Mas não é em si própria que está a pensar. "Tenho nove rapazes e uma rapariga. Agora perdi três rapazes e a minha filha." Diz a idade dos sobreviventes: "24, 22, 20, 18, 16, cinco." Os outros morreram com a mesma bomba que a queimou. "O meu marido também morreu. E a minha nora ficou negra, está no Egipto." Quantas pessoas estavam dentro de casa? "Éramos 16."Aconteceu no segundo dia da guerra, pelas quatro da tarde, conta ela. "Atiraram uma bomba para cima de nós. Houve uma grande luz, depois um fumo muito branco que sufocava, e não me lembro de mais nada."
As bombas de fósforo branco são incendiárias. Podem ser lançadas pelos militares no terreno para iluminar ou criar um ecrã de fumo. Mas estão proibidas pela Quarta Convenção de Genebra quando lançadas em zonas com "concentrações de civis" onde os alvos militares não estão claramente separados. E são sempre proibidas se forem lançadas do ar. Gaza - um milhão e meio de habitantes numa estreita faixa - é um dos lugares mais densamente povoados do mundo. Israel começou por negar que tivesse usado bombas de fósforo branco durante a guerra, mas perante diversos testemunhos e provas acabou por admitir que o usara, mas não de forma criminosa.
O Comité Internacional da Cruz Vermelha comprovou o uso de fósforo branco, está a recolher provas para depois discutir com as partes, e não adianta conclusões sobre se o uso foi ilegal. Tanto a Amnistia Internacional como a Human Rights Watch comprovaram extensamente o uso de fósforo branco e consideram-no uma violação da Convenção de Genebra (ver caixas). Quando o corpo humano é atingido por uma bomba de fósforo, a queimadura continua até ter oxigénio, por vezes até ao osso. É necessário tratá-la de forma diferente, mas, se os médicos não souberem, os tecidos continuam a ser queimados.
Foi o que aconteceu com Sabah. A família dela cultiva morangos. São agricultores e vivem em Atattra, uma zona do Norte de Gaza das mais atingidas pela guerra e densamente povoada: "Temos muitos vizinhos", diz Sabah.
Os sobreviventes foram-lhe trazendo notícias do que aconteceu depois da explosão. "Os soldados israelitas ocuparam as casas e ficaram lá dentro. Estávamos em paz. Agora quem vai alimentar os meus filhos?"
Ainda cheira
O director da Unidade de Queimados, Nafez Abu Shaban, confia na recuperação de Sabah. "No braço são queimaduras profundas, até ao músculo, o que deverá afectar a mobilidade. Mas esperamos que volte a andar." Os casos mais graves com queimaduras destas foram transferidos através do Egipto. Restam dois neste hospital. "Já não há qualquer dúvida de que se trata de fósforo branco", garante Shaban. "No princípio da guerra recebemos muitos casos de queimaduras e tratámo-los como queimaduras normais, alguns mandámo-los para casa. Mas dias mais tarde alguns voltaram com queimaduras muito profundas, brancas, e alguns morreram, apesar de inicialmente as queimaduras serem muito pequenas. Então começámos a levá-los para a sala de operações, para limpar as queimaduras, e encontrámos material estranho."Shaban abre um saco de plástico e mostra uma matéria que parece areia com sangue. Sente-se um forte cheiro a fósforo. "Isto são amostras de tecido que retirámos."Estas e outras amostras foram reencaminhadas para a administração do hospital, para serem reenviados para o estrangeiro. "Achamos que os israelitas estão a usar várias armas não convencionais, e por isso decidimos tirar amostras de qualquer ferimento estranho."Mas quanto ao fósforo branco, Nafez Abu Shaban está seguro. "Percebemos só na última semana da guerra e muitos doentes morreram porque não sabíamos que era fósforo branco." Quantos doentes? "Não sabemos, porque parte deles terão morrido de ferimentos conjugados, mas presumo que centenas tenham sido queimados com fósforo branco."E o mesmo pode ter acontecido ou estar a acontecer com feridos por outras armas. "Devia haver peritos internacionais aqui, porque não sabemos o que procurar. Armas tóxicas?, químicas?, radiações? Temos o direito de saber. É a primeira vez que temos tantas vítimas com feridas destas.""Pelos relatórios, tenho a certeza de que é fósforo branco", diz a cirurgiã inglesa Sonia Robbins, que entrou em Gaza como activista de direitos humanos e veio falar com o director da Unidade de Queimados. "Mas é preciso prová-lo rapidamente", alerta, sublinhando que durante a guerra ninguém pôde entrar, nem documentar o que estava a acontecer. "O perigo é que os casos sejam negados antes de serem provados."O novo explosivo Quando a Unidade de Queimados percebeu que havia algo estranho, entraram em campo os cirurgiões. Especializado em Edimburgo, o cirurgião-chefe Sobhi Skaik está a esta hora reunido com um colega que se especializou na Irlanda, e daqui a pouco vai juntar-se-lhes um cirurgião italiano que trabalha para a Cruz Vermelha. Tudo isto entre transferências de emergência para o Egipto e uma explosão que abanou todo o edifício do Al Shifa onde funciona a cirurgia."Tivemos várias pessoas atingidas com fósforo branco", garante Sobhi. "Com outras armas não convencionais também, mas definitivamente fósforo branco, não há dúvida."O que o faz estar tão certo? "
Por exemplo, um doente com queimaduras no corpo de diferentes profundidades, pele, músculos e osso. Isto é típico do fósforo. Continua a arder e a arder, em diferentes camadas do corpo. E há o cheio do fósforo a queimar, podíamos senti-lo."Sem querer arriscar um número, este cirurgião fala em "centenas de casos" ao longo desta guerra. E vai mais longe: "Numa área de 100 metros quadrados em Gaza pode haver 200 pessoas. As áreas atacadas são densamente povoadas. Portanto, quando se usa fósforo branco em Gaza é criminoso."
Mas além do fósforo, fala no uso de DIME (Dense Inert Metal Explosive), um explosivo novo. O ferido chega com vários buraquinhos no tronco, que parecem ferimentos superficiais, mas em estado crítico. "Abrimos o abdómen e descobrimos muitos danos nos órgãos, perfurações nos intestinos, danos no fígado, sangramentos, e não conseguimos perceber o que está a causar aquilo. Depois de tentarmos reparar tudo, duas horas depois da operação, começa a sangrar e a sangrar, a ponto de não o conseguirmos ressuscitar."
Outro sinal de DIME é aparecerem muitos feridos com as duas pernas amputadas. "Eu vi dezenas", diz Sobhi. O anestesista noruegês Mads Gilbert, que esteve a trabalhar com estes médicos do Al Shifa durante a guerra, confirma: "Vimos muitos casos indicativos de DIME e temos vários documentados", disse ao PÚBLICO, por telefone, da Noruega. Gilbert esteve com o seu colega Erik Fosse em Gaza até 10 de Janeiro. Reconhecem o DIME pela "presença de extensas amputações e ferimentos do tamanho de ervilhas".
Mas "as mais importantes armas ilegais que Israel tem usado", remata Gilbert, "são o cerco, o bloqueio, e o bombardeamento indiscriminado de civis".

Público, 28.01.2009.
Alexandra Lucas Coelho, em Gaza.

27.1.09

SLB: do off-side ao off-shore

Luis Filipe Vieira concretiza mais um sonho: a criação da Fundação Benfica.
Depois da Operação Coração e do kit Novo Sócio, mais uma ideia luminosa.
O SLB depois do off-side, vira-se para o off-shore e para tal congemina uma fundação com carácter profundamente social ajudando desta forma deficientes, imigrantes e famílias carenciadas para além da prevenção de doenças crónicas.
Este comovente gesto de caridade junto dos deficientes (directores), imigrantes (jogadores e treinadores) abrange todos os benfiquistas que sofrem de doenças crónicas nos dois últimos decénios provocadas pelo lastimável estado da nação benfiquista e pela normal e natural ausência de títulos, mormente no futebol, temporariamente debelada em duas vergonhosas épocas com a ajuda da arbitragem (famílias carenciadas).
Assim se passa do off-side para o off-shore!

Ruínas de Conímbriga

Ruínas de Conímbriga

26.1.09

Humor Negro: Portugal na UE

Eis o resultado do grande desenvolvimento português prometido pela nossa entrada no Mercado Comum, hoje conhecido por União Europeia com a assinatura de Mário Soares no Mosteiro dos Jerónimos.
Palavras leva-as o vento. Isto são números. Números irrefutáveis!

Pintura de José Malhoa: Rainha D. Leonor, 1926

Rainha D. Leonor
Pintura de José Malhoa, 1926.
Óleo sobre tela

23.1.09

Sieg Des Glaubens (Victory of Faith) de Leni Riefenstahl, 1934

Sieg Des Glaubens é o filme/documentário sobre o Reichsparteitag, Congresso do NSDAP de 1933 realizado por Leni Riefensthal e que foi considerado perdido ao longo de sete decénios.















22.1.09

Vai uma rapidinha?

A visita íntima e/ou de conveniência está no Código da Execução das Penas e Medidas Privativas da Liberdade!
Depois das Lojas de Conveniência chegaram as Visitas de Conveniência.
Cheira-me que se trata de alguma empresa unipessoal de prestação de serviços.
Chamem a ASAE e o fiscal das Finanças!!!
É sempre aviar...

Depois de Gaza, Lisboa?

O embaixador de Israel em Portugal, Ehud Gol, manifestou hoje à Assembleia Municipal de Lisboa a sua «indignação», «surpresa» e «espanto» pela aprovação de uma moção de geminação da capital portuguesa com a cidade de Gaza.

Perguntava em Agosto quando é que a Câmara Municipal de Lisboa propunha um acordo de geminação de Lisboa com Gaza.
O primeiro passo está dado aguardando-se a resposta do Hamas.
Israel já protestou. Só falta bombardear Lisboa como fez em toda a Faixa, muito principalmente na cidade de Gaza. Se Gaza foi bombardeada, Lisboa terá de o ser como cidade gémea e ficando reduzida a escombros.
O grave são as situações da Rua Prometida, a António Enes onde está localizado o chek-point Enes e da Av. Alexandre Herculano, junto ao Largo do Rato, onde está a sinagoga. São dois territórios judaicos que Israel defenderá com o apoio da Black House.
A PR, a AR, o (des)governo de Sócrates, Lino e demais confrades, o PE, a UE e a ONU ainda não se pronunciaram.
Irá Sócrates suceder a Marquês de Pombal e a Fontes Pereira de Mello na reconstrução de Lisboa? Pelo menos, dois novos estádios para o mundial futebolístico de 2018 serão construídos contrariando assim o ministro da Finanças, Teixeira dos Santos.
Não há crise!

ONU vai abrir inquérito a presumível uso de urânio empobrecido em Gaza


«A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), das Nações Unidas, vai abrir, a pedido dos países árabes, um inquérito às alegações segundo as quais Israel terá utilizado munições com urânio empobrecido durante a sua ofensiva em Gaza, foi hoje anunciado.
“Vamos investigar o caso na medida das nossas competências”, disse hoje a porta-voz da agência da ONU, Melissa Fleming.
O pedido foi apresentado segunda-feira pela Arábia Saudita em nome dos países árabes, através de uma carta que a AIEA “vai enviar aos Estados membros”, acrescentou Fleming.»
Querem ver a ONU a ser bombardeada mais uma vez?

A pena de talião


«Advogados europeus terão pedido a um tribunal belga para mandar prender a ministra dos Negócios Estrangeiros de Israel, Tzipi Livni, quando hoje ao fim do dia chegar a Bruxelas, de acordo com o jornal Haaretz.
As queixas estarão preenchidas em nome de cidadãos belgas e franceses que têm parentes que foram feridos ou mortos em Gaza, conta no seu site o jornal israelita Haaretz, citando o Jawalan.com. Ainda segundo aquele jornal, a informação do Jawalan.com estará a ser analisada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel e a embaixada israelita em Bruxelas ainda não teria sido envolvida no assunto.
A lei belga não permite a prisão de altos-funcionários estrangeiros, mas o Haaretz considera que estas queixas poderão ser embraçosas para Israel e ser o início de um conjunto de processo judiciais a ser preparados por pró-palestinianos em todo o mundo.

Pedida prisão de governantes e militares
O Haaretz noticiou também que um grupo de pessoas anónimas que se apresentaram como activistas israelitas dos direitos humanos montaram um sítio na internet a descrever alegados crimes de guerra e contra a humanidade cometidos por altos-responsáveis governamentais e oficiais das forças armadas do país, as Forças de Defesa de Israel.
O site tem como cabeçalho “Wanted” e a primeira imagem que aparece é a do ministro da Defesa, Ehud Barak. Entre os nomes acusados estão também os do primeiro-ministro, Ehud Olmert, da ministra dos Negócios Estrangeiros, Tzipi Livni, e o chefe de pessoal das Forças de Defesa de Israel.
O mesmo site, que não tem por trás nenhuma organização conhecida de defesa dos direitos humanos, explica como informar os procuradores do Tribunal Penal Internacional de Haia de que os suspeitos estão fora de Israel.»