25.2.11

As máscaras caem. Pierre Vial


(…) Chegando a ter que lamentar ter tido razão e preferiríamos ter-nos equivocado. Infelizmente... Os factos aí estão. Quando publiquei no número 44 de Terre et Peuple Grandes manobras judaicas de sedução à extrema-direita europeia” (1), não quis citar certos nomes, no benefício da dúvida. Hoje, já, não há dúvida.
De facto, uma delegação de representantes de movimentos “nacionalistas europeus” fazia visita de “peregrinação” a Israel nos princípios de Dezembro. Era constituída, entre outros, por Heinz~Christian Strache, presidente del FPÖ austríaco, Andreas Moelzer, eurodeputado del FPÖ, Filip Dewinter e Frank Creyelmans, do Vlaams Belang (sendo Creyelmans presidente da Comissão de Relações Externas do Parlamento flamenco), René Statkewitz e Patrick Brinkmann (do alemão Pro NRW). Recebida no Knesset, a delegação depositou uma coroa de flores no Muro das Lamentações (vejam as fotos de Strache y Moelzer com a kippah...), depois visitaram a fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza, onde se encontraram com oficiais israelitas de alta patente encarregados de explicarem a situação no terreno. Visitaram a cidade de Ashkelón, tiveram uma recepção pelo Presidente da Câmara de Sderot, entrevistas com o ministro Ayoob Kara, do Likud, com o rabino Nissim Zeev, deputado do movimento Shas (catalogado como de “extrema-direita”), ambos partidários do Grande Israel que implica a recusa da evacuação das colónias judaicas da Cisjordânia...
A razão oficial da presença de tal delegação era a participação num colóquio justificando a política israelita contra os palestinianos. Daí a “
Declaracão de Israel” apresentada pelos visitantes europeus afirmando: «Derrotamos os sistemas totalitários como o Fascismo, o Nacional-Socialismo e o Comunismo. Agora, encontramo-nos perante una nova ameaça, a do fundamentalismo islâmico, e tomaremos parte na luta mundial dos defensores da democracia e dos direitos do homem». Dewinter precisou: «Visto que Israel é o posto avançado do Oeste livre, devemos unir as nossas forças e lutar juntos contra o islamismo aquí e em nossa nossa casa». Em poucas palavras, a tramóia que já tinha denunciado anteriormente funcionou muito bem.
Esta gente, guiada pela preocupação de conseguir a qualquer preço uma carreira politicastra, escolheu o que Marine Le Pen chama a “desdiabolização”. Dito de outra forma, pôr-se ao serviço de Telavive. Lamentável e, sem dúvida, inútil cálculo.
Nós, temos uma linha clara: Nem kippah, nem kuffiya, nem kosher, nem halal, nem Tsahal nem Hamas. Não lutamos sem ser pelos nossos. Contra os invasores e exploradores.
Não, não morreremos por Telavive!
Pierre Vial»
(1) - O artigo “Grandes manobras judaicas de sedução à extrema-direita europeia” é a consequência lógica de um texto anterior de Pierre Vial intitulado “Por uma estratégia identitária na Europa” de 5 de Abril de 2010. Este último pode ser consultado na página de Tierra y Pueblo. O texto sobre as referidas “grandes manobras judaicas...” também pode ser consultado, originalmente em francês, em Terre et Peuple; e em castelhano, em Tribuna de Europa. Não menos interessantes textos relacionados com este tema fundamental que implica e marca una separação absoluta e clara entre o genuíno movimento identitário e social-patriota revolucionário europeu (representado, entre outros, por Terre et Peuple em França e Valónia, Thule-Seminar na Alemanha, Tierra y Pueblo, M.S.R. e Frente Nacional em Espanha, etc...) e a inegável extrema-direita burguesa, liberal, atlantista e pró-sionista até à médula (representada, entre outros, pelo Vlaams Belang na Bélgica, FPÖ na Áustria, Pro NRW na Alemanha, Sverigedemokraterna na Suécia, os autoproclamados “Identitaires” em França, sua correia de transmissão estratégica em Espanha, etc...) também podem ser consultados em Tribuna de Europa (artigo 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7) e no Foro Frentismo.

Sem comentários: