Mostrar mensagens com a etiqueta Rodrigo Emílio. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Rodrigo Emílio. Mostrar todas as mensagens

29.4.14

José Campos e Sousa canta Rodrigo Emílio

Finalmente!

O novo cd de José Campos e Sousa de homenagem ao Rodrigo Emílio para celebrar o 70.º aniversário do nascimento e recordar o 10.º ano da sua morte.
Obrigado, José Campos e Sousa!
Graças a ti, a poesia do Rodrigo Emílio continua viva e cheia de música!

O cd pode ser comprado na loja CNM – Rua Nova do Almada n.º 62, em Lisboa ou ser encomendado por email para: largodocarmo@gmail.com
P.V.P. - 12,00€

25.4.14

Poema de Rodrigo Emílio sobre a traição do 25 de Abril

Está hoje a findar
a glória
de muito cravo
escarlate,
subitamente encravado.
  
Esta, a história
d’um disparate
pegado,
de patente militar
— somente congeminado
p’ra tramar
o Ultramar!

28.3.12

Rodrigo Emílio: Presente! por Rui Teodósio

«Há muitas coisas do Rodrigo que nunca mais me vou esquecer, tive a honra de o conhecer durante a minha juventude e numa altura de intenso combate político, num tempo em que foi preciso abrir espaço para a direita revolucionária, e tive a honra de o acompanhar como arguido num processo político no mínimo polémico, o julgamento do M.A.N. pelo Tribunal Constitucional por crimes contra a constituição da República .
Nunca mais me irei esquecer de muitas das suas palavras perante os juízes, mas há uma frase que de tempos a tempos me assalta o pensamento; foi a sua resposta à pergunta dos juízes:
- "Sr. Rodrigo Emílio, como caracteriza a Democracia?"
- " Sr. Dr. juiz, para mim, a Democracia é uma linha recta."
O Juiz intrigado pela sua resposta perguntou:
- "Uma linha recta, Sr. Rodrigo?"
A sua resposta foi pronta incisiva e cheia de vigor:
"Sim, Sr Dr. Juiz, uma linha recta, não tem principio, não tem fim e não tem ponta por onde se lhe pegue"
Foi até hoje a melhor definição de Democracia que já ouvi e resta contar-lhes que após esta resposta a gargalhada foi generalizada, jornalistas, assistência, tudo ficou a rir desalmadamente e até deu para reparar que um Juiz ou outro sorriam discretamente o que quase fez interromper a sessão.
É esta a imagem que me ficou do Rodrigo, um homem sem medos, sem papas na língua que sabia muito bem de onde vinha e para onde queria ir, um autêntico soldado/poeta Nacionalista, este homem é alguém, sem dúvida, a recordar e a dar a conhecer às gerações mais novas de Nacionalistas revolucionários, quer pelo seu trabalho quer pela sua atitude digna e tenaz perante uma classe politica que nos encaminha a passos largos para destruição da Nação.
Hoje acordei a pensar nele, daí a razão destas linhas (uma vez que é o aniversário da sua morte e ontem antes de me deitar estive a reler alguns dos seus versos) e pensei para comigo... afinal o Rodrigo não está morto... ele ainda marcha ao nosso lado, as suas palavras irão provavelmente para sempre me apoiar e dar alento para o dia de amanhã, para mim quando se grita o nome de Rodrigo Emílio ainda consigo ouvir ao longe uma voz que responde:
- PRESENTE!!!»


Rui Teodósio

Rodrigo Emílio, Presente! por Humberto Nuno Oliveira

Quis o meu amigo e camarada Humberto Nuno Oliveira não esquecer a data da morte física do nosso Rodrigo Emílio e presenteia todos: o Rodrigo, os amigos e camaradas com este belo testemunho.
Digo belo porque falar de um dos grandes vultos da Cultura Portuguesa, de um dos seus poetas maiores, de um mestre da Portugalidade, é falar do Belo!
Obrigado, Humberto!
Obrigado, Rodrigo!



Jornal O Diabo

Edição n.º 1839

27.03.2012

29.6.10

Eng. Francisco Ferro - Presente!

Francisco Ferro – Presente!
02.12.1924 – 25.06.2010

Voz amiga e comovida comunica-me que o meu amigo Eng. Francisco Jesuíno da Silva Ferro morreu hoje à tarde.
Conheci-o no 50.º aniversário da morte de Alfredo Pimenta, na Sociedade Histórica da Independência de Portugal, levada a cabo a 29 de Novembro de 2000, em Lisboa, onde marcou presença dado ser um pimentiano. Foi-me rapidamente apresentado por Rodrigo Emílio, na sala, pois Rodrigo iria palestrar com António José de Brito, António Manuel Couto Viana, Carlos Eduardo Soveral, Ruy Alvim e Pinharanda Gomes.
Finda homenagem, organizada pelo Prof. António José de Brito, Rodrigo Emílio e eu entabulámos uma interessante conversa à porta do Palácio da Independência interrompida pela necessidade de Francisco Ferro ir para casa. Rodrigo Emílio, apresentou-me ali mesmo e a nossa primeira conversa remeteu-o para a sua juventude alentejana em Cuba e a sua chegada a Lisboa para a vida universitária.
Voltei a revê-lo no I Congresso Nacionalista, em 2001, no qual o Eng. Francisco Ferro tomou a palavra e teve a gentileza e nobreza de gesto e de atitude a determinado trecho do texto que havia preparado para o Congresso, e ao abordar a influência do Mestre Alfredo Pimenta no pensamento nacionalista português, fez uma surpreendente menção honrosa e exagerada ao meu trabalho sobre este Mestre da Portugalidade como que avalizando-me como pessoa credível, no auditório do congresso.
A partir desse momento, uma amizade de dez anos ficou selada e recordo-me grato das suas palavras de apoio.
Não esqueço as suas palavras sobre o texto da minha autoria a respeito de Carlos Eduardo de Soveral n`O Diabo, as homenagens ao Rodrigo Emílio, onde sempre esteve e palestrou com “Rodrigo Emílio – Testemunho sem pretensões” na segunda homenagem levada a cabo no Salão Nobre da Sociedade Histórica da Independência de Portugal bem como não faltou aos lançamentos dos livros póstumos de Rodrigo Emílio, “Pequeno Presépio de Poemas de Natal” (2005) e “Matando a sede nas fontes de Fátima” (2006). Além disso, a morte de Rodrigo Emílio provocou-lhe um grande pesar que são testemunhados com o poema e a evocação dedicados ao grande poeta falecido.
Ainda na passada quarta-feira, telefonou-me a dar os parabéns pel`”As minhas memórias de Couto Viana” bem como me pediu para enviar abraço ao Prof. António José de Brito pela sua evocação a Couto Viana e pela coragem do texto, aproveitando eu para lhe dar as últimas novidades sobre Couto Viana, os textos editados e o comunicado do Movimento de Oposição Nacional, “A hipocrisia abjecta da esquerda burguesa e os seus comissários político-culturais” que muito satisfeito o deixou pelo seu teor.
Vezes sem conta nos telefonávamos onde riamos a bandeiras despregadas sobre o caos que nos cerca e irónicamente, preparava-me hoje para o convidar a ir no Domingo, ao Museu Nacional de Arte Antiga, ver as Tapeçarias de Pastrana e ouvir a douta opinião do meu amigo e camarada Humberto Nuno de Oliveira sobre as mesmas quando recebi a brutal notícia.
25.06.2010
Postais do Eng. Ferro:
Homenagem a Rodrigo Emílio
Na verdade, não sei onde estás.
Talvez no céu, desejo que no céu,
Longe deste País sem lei e sem paz
Onde tudo é escuro, escuro como breu.

A Pátria onde nasceste só te deu
O pão amargo da ofensa e dor.
Mas aqui ninguém nunca te esqueceu
E muitos sabemos teus versos de cor.

Quem sabe se Deus, quando te levou,
Quisesse livrar-te do que se passou
Depois da noite infeliz da abrilada;

E eu sinto que aí, nessas alturas
Nas quais só há pureza e não loucuras
Tu podes adivinhar a madrugada.
Francisco Ferro
(Nas vésperas do 10 de Junho de 2004)

22.6.10

As minhas memórias de Couto Viana por Alberto de Araújo Lima

As minhas memórias de Couto Viana

António Manuel Couto Viana chegou ao meu conhecimento pela leitura do jornal A Rua, que o meu pai comprava todas as quintas-feiras.
Conheci-o pessoalmente num dos jantares anuais comemorativos do 28 de Maio e mais tarde, revi-o no centenário de Salazar (1989), no Porto. Onze anos depois revia-o novamente por ocasião do 50.º aniversário da morte de Alfredo Pimenta, onde palestrou, na Sociedade Histórica da Independência de Portugal, levada a cabo a 29 de Novembro de 2000, em Lisboa.
A minha aproximação a Couto Viana dá-se pela boa mão de Rodrigo Emílio, a quem Couto Viana perguntou se sabia de alguém que o pudesse ajudar na recolha dos poemas publicados n`A Rua sobre o Ano Internacional da Criança e Rodrigo disse-lhe que sim, falando no meu nome como detentor da colecção quase completa desse magnífico semanário.
Concluída, então, a pesquisa e recolha dos poemas bem como das imagens que os ilustravam, fiz chegar ao António Manuel com impressões a laser. Couto Viana ficou radiante ao conseguir reconstituir essa selecta de poemas e ver assim dar à luz mais um livro da poesia “Criança é Rima de Esperança” (2001), com o que me brindou numa exagerada e “extraordinária gentileza” dedicatória.
A partir dessa altura, a nossa amizade estreitou-se e fiz-lhe vários desafios por ele aceites, desde logo e sem demora, como as homenagens ao Rodrigo Emílio nas quais marcou sempre presença de forma brilhante ou a reunião anual dos seus poemas com que me obsequiava para que não se perdessem. De uma delas, saiu outro livro de poesia, em 2007, editado pelo Averno sob o título de “Disse e Repito”.
Como “padrinho editorial” da Antília Editora, deu-me o prazer da sua presença no lançamento da mesma para a apresentação do livro de Rodrigo Emílio, “Pequeno Presépio de Poemas de Natal” (2005) abrilhantado com o seu “Elóquio” no Círculo Eça de Queiroz.
No ano seguinte, em Abril de 2006, a sua prodigiosa caneta, lavra um novo “Elóquio” para o livro de Rodrigo Emílio, “Matando a sede nas fontes de Fátima”.
Foi em Outubro de 2007 que tive as gratas Honra e Prazer, na minha qualidade de sócio da Antília Editora, de dar à estampa “Ao Gosto de Gosto”, livro sobre Gastronomia, com o magnífico trabalho de design gráfico do meu amigo e sócio António Alvim e as ilustrações de Carlos Barradas.
A pedido do meu amigo e camarada Humberto Nuno de Oliveira solicitei-lhe um poema inédito sobre o Condestável, dado ter já poetado por duas vezes; uma com “Ao Condestável, jubilosamente” (1979) e outra com “Exortação frente à estátua do Condestável" (1983), para além da peça teatro “A lição de Aljubarrota” (1948). “Prece ao Condestabre” (2009) para o livro “Nuno Álvares Pereira – Homem, Herói e Santo”, editado conjuntamente pela Ordem do Carmo e pela Universidade Lusíada de Lisboa.
O meu último pedido foi a sua colaboração para a “Antologia Poética de Rodrigo Emílio” (2009), com a brilhante “Carta-Prefácio”.
Senhor de cariz e porte aristocráticos, foi um grand-seigneur, de uma sensibilidade ímpar. Lembro aqui um episódio. Estávamos em 2001, no I Congresso Nacionalista, levado a cabo no Hotel Marryot, em Lisboa, no qual António Manuel Couto Viana marcou presença e pedi-lhe uma dedicatória para uma Senhora Amiga num exemplar “Sou quem fui – Antologia Poética” (2000). Couto Viana perguntou-me o nome da Senhora e, ali mesmo e na hora, fez uma dedicatória de uma singeleza extraordinária para no final da mesma, desenhar uma mão a oferecer uma rosa.
É mais uma voz de um Mestre que deixei de ouvir mas nunca de escutar.
António Manuel Couto Viana – Presente!

Alberto de Araújo Lima
In jornal O Diabo, págs. 10/11, 22.06.2010

21.4.10

Apresentação d`Antologia Poética de Rodrigo Emílio

Apresentação a cargo do Dr. José Valle de Figueiredo em Tondela, amanhã, dia 22, às 18H, na Biblioteca Municipal, integrada na Feira do Livro organizada pela Câmara Municipal de Tondela.
Está de parabéns a Associação Cultural Areias do Tempo por mais esta iniciativa cultural cuja
Antologia Poética inclui colaborações de António Manuel Couto Viana com uma brilhante Carta-Prefácio e a extraordinária Introdução de Bruno Oliveira Santos.
São 294 páginas de cultura lusíada pelo preço de 10€!
Os pedidos devem ser feitos para:
areiasdotempo@gmail.com

24.3.10

Livro: Antologia Poética de Rodrigo Emílio: crítica de Fernando Paixão

"Este homem de cultura e cidadão probo, neto e bisneto de intelectuais dos mais puros das suas gerações, nasceu e viveu para dar testemunho do orgulho de ser Português. As suas muitas e fecundas obras, são tijolos indestrutíveis de um nacionalismo impoluto e transcendental. Nasceu em Lisboa, em 1944 e faleceu 60 anos depois, tendo vivido ao ritmo do país que serviu com tanto orgulho e que viu definhar. Dir-se-ia que definhou com a doença da Pátria que vem, morrendo em sobressaltos abruptos. Bruno Oliveira Santos escreveu o prefácio que é elucidativo dos méritos literários e patrióticos de Rodrigo Emílio. Diz logo a abrir que «esta antologia reúne poemas de uma voz única, alheia a escolas e correntes literárias. Não precisaria de influências extra-familiares para se tornar poeta de corpo inteiro. Era-o já de nascença. Veio da poesia para a poesia». Até a sua prosa era sobremaneira poética. Além de poeta foi também ensaísta, polemista e tradutor. Em 1968 foi até Moçambique, como alferes miliciano. Dessa vivência africana nasceram dois livros. Com quinze dias de vida morreu uma sua filha. Mais um tema inevitável que esta antologia insere integralmente. Em dedicatórias e citações de rodapé desfilam nomes grandes da cultura portuguesa que o Poeta conheceu, em carne e osso ou pela leitura sistemática. Não da esquerda auto-convencida do saber absoluto, mas daquela linha tradicionalista que seguiu os ditames do Império Português que capitulou, vergonhosamente, na sua e minha geração.
Bem andou a Associação Cultural e Editorial, Areias do Tempo que assumiu a edição e distribuição deste volume de quase 300 páginas, enriquecido com uma carta poética do comum Amigo António Manuel Couto Viana."

Fernando Paixão
In jornal Poetas&Trovadores, n. º 51, Janeiro/Março de 2010, p. 11.

16.2.10

Lançamento d` Antologia Poética de Rodrigo Emílio

A Associação Cultural Areias do Tempo, fará o lançamento da "Antologia Poética" de Rodrigo Emílio, organizada por Bruno Oliveira Santos e prefaciada por António Manuel Couto Viana, no próximo dia 20, Sábado, às 18 horas, na SHIP, (no Palácio da Independência, ao Largo de São Domingos, n.º 11, em Lisboa).
O lançamento terá a participação de José Valle de Figueiredo, de
Manuel Varella e a contribuição musical de José Campos e Sousa.
A não perder!