1.9.09

Hoje na TV, às 22 horas

Na SIC Notícias entrevista de Medina Carreira ao telejornal Edição da Noite.
A programada entrevista para hoje a José Pinto-Coelho na RTPN foi adiada para o início da próxima semana.

Bilderberg, Ferreira Leite e Manuel Pinho

"O grupo de Bilderberg é sinónimo de influência e ao mesmo tempo de secretismo. Entre 14 a 17 de Maio, a sua reunião anual juntou a líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, e o então ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho, em Atenas, na Grécia. Os dois cruzaram-se no encontro, mas ao CM o ex-governante destacou, apenas, que o resultado do debate de conjunto “foi muito interessante”.
Neste clube de reflexão, com 55 anos de existência, em que participam tradicionalmente líderes da Europa e dos Estados Unidos, só a lista de presenças é pública, além do enquadramento da reunião. E cabe a um português, Francisco Pinto Balsemão, indicar os nomes de figuras nacionais para participarem no encontro anual, sendo o único membro luso do clube que tem por objectivo apontar linhas políticas.
Algumas das personalidades nacionais que já participaram nestes encontros foram António Guterres, Santana Lopes e José Sócrates. Em comum têm o facto de terem estado presentes nas reuniões um ano antes de serem chefes de Governo. Durão Barroso participou em três: 1994, 2003 e 2005.
Marcelo Rebelo de Sousa foi um dos convidados em 1998. Na altura era presidente do PSD e recorda, por exemplo, a presença do então líder do PSOE, Joaquín Almunia. Ao CM destaca que participam “pessoas que têm alguma influência na sociedade” naquele momento. Em 2008, António Costa (PS) e Rui Rio (PSD) foram os convidados."

Tó Zé de Almeida e Campos e Sousa por Nuno Rogeiro

Revista Sábado, n.º 278, p. 51.

Escultura de Canto da Maia

Rei D. Manuel I, Vasco da Gama e Álvares Cabral
1940

30.8.09

Portugal à deriva. Quem nos acode? artigo de Medina Carreira

Reproduzo o último artigo de opinião de Medina Carreira publicado hoje no Correio da Manhã . Palavras arrasadoras e verdadeiras!
"Esta democracia não resiste a esta economia. Sem resposta eficaz para o presente afundamento económico, a actual democracia acabará por ser substituída.
Vivemos, em geral, sob a ‘ditadura’ do curto prazo. Também nos domínios económico, financeiro e social, estamos circunscritos ao ‘trimestre’. O método que se usa é fácil e bem acolhido porque consente todas as interpretações e, por isso, a todos serve. Mas tem um grave efeito redutor porque os portugueses ficam sem saber como estão e para onde os levam. Têm hoje uma visão que não passa do dia seguinte.
Os consequentes custos políticos são enormes, porque se cuida sempre e só da conjuntura, omite-se as análises e as indispensáveis soluções estruturais.
Trata-se de uma prática que explica, em grande parte, o afundamento incessante do nosso País. Com ela não ocorrerá qualquer mudança, de fundo e indispensável, porque as verdadeiras soluções são sempre desconhecidas. Temos os factos a demonstrá-lo: entram e saem governos, partidos e políticos, anos sucedem-se a outros anos, mas o agravamento da economia, das finanças e do ‘social’ é uma constante.
Baseados nestas análises, meramente conjunturais e com falta de entendimento das tendências da globalização, há os que pensam num destino português sempre ‘pendurado’ em alguém (África, Índia, Brasil e União Europeia): e assim se escusam de quaisquer preocupações, embora nunca identifiquem quem e por que estará disposto a ‘carregar’ connosco, já em 2015-2020.
"O optimismo é hoje uma pura mistificação" (como bem sublinha Vasco Pulido Valente) mas, mesmo assim, ainda há ‘optimistas’ por aí! Do outro lado estão os chamados ‘pessimistas’: aqueles que tentam ver mais longe e mais fundo, defendem a dignidade do País, exigem responsabilidades e não crêem que tenhamos o direito de transformá-lo no mendigo da Europa.
Os nossos graves e visíveis desequilíbrios financeiros com inevitáveis efeitos sociais só podem ser enfrentados pela drástica redução das despesas e/ou pelo rápido crescimento da economia.
O ataque às despesas públicas é, de há muito, um completo fracasso, tentado por todos os governos. Estes saem e tudo fica pior.
Duas razões o explicam: a primeira é a quase estagnação da nossa economia (0,8% anuais, entre 2000 e 2008); a segunda é a natureza das despesas que mais pesam nas contas públicas e que são as do ‘pessoal’ e as das ‘prestações sociais’. Muito rígidas, correspondiam já a cerca de 78% da despesa primária (total menos juros), em 2008.
Quem é beneficiário destes pagamentos?
São 700 000 funcionários, cerca de 3 400 000 reformados, perto de 350 000 titulares do RSI, uns 300 000 desempregados e outros centos de milhares de subsidiados diversos, num total superior a 6 milhões de indivíduos.
Isto é: temos estes 60 a 70% de eleitores inscritos, que são militantes atentos e empenhados do ‘Partido do Estado’!
Quem vai ‘tocar-lhes’, num prazo que ainda possa ser útil?
É muito pequeno o mercado interno português e, por isso, só através das exportações e da substituição de importações poderemos registar crescimentos significativos da economia e do emprego. Ocorre que o contributo das exportações para a nossa economia tem sido muito pequeno: 32-33% do PIB, em média, desde há muitos anos.
Temos, portanto, uma decisiva prioridade: alargar, suficiente, urgente e competitivamente, o nosso tecido produtivo.
Não exportaremos muito mais desde que não produzamos competitivamente.
Porque só agora se dá, preocupadamente, por isso?
Com o escudo, disfarçámos facilmente esta nossa tradicional debilidade porque, quando se perdia, perigosamente, competitividade, desvalorizava-se a moeda e, em alguns meses, restabelecia-se um certo equilíbrio.
Agora, com o euro, nada disso é possível.
O quadro é este: competimos mal e exportamos pouco; não temos moeda própria e não podemos corrigir facilmente a situação; a economia cresce devagar, o desemprego sobe, os défices externos são dos mais altos do mundo e o endividamento é insustentável.
Numa palavra: estamos ‘encurralados’.
O panorama dos últimos dez anos é muito sombrio e, sobre ele, os partidos não se pronunciam, clara e autonomamente, não analisam com rigor os factos e não alvitram quaisquer soluções à altura das necessidades.
Não se compreende este alheamento, mas é um facto.
E, porque estamos no domínio da política, tem de perguntar-se o que tem o Estado a fazer, sendo certo que há matérias em que só ele pode e deve fazer.
Duas coisas, a meu ver: primeiro, averiguar com cuidado por que há investidores interessados na Hungria, na Polónia, na República Checa, na Eslovénia ou na Eslováquia, e não querem vir para Portugal, havendo mesmo os que daqui se ‘deslocalizam’; segundo, com base nessa análise, apresentar ao País uma proposta das reformas necessárias para criar vantagens comparativas nas opções respeitantes aos investimentos para as exportações/substituição de importações.
É certo haver áreas públicas relevantes e que pesam nas opções dos investidores: leis do trabalho, impostos e taxas, tribunais, especialização da mão-de-obra, burocracia, nível da corrupção, mercado do arrendamento, custos energéticos e das telecomunicações, secretismo dos PIN, benefícios atribuídos casuisticamente e sem controlo, etc.
Hoje, porém, ninguém sabe em que medida, de modo seguro, sistemático e inequívoco, se foge, cada vez mais, de investir em Portugal para se investir no Leste europeu.
Podemos todos ‘achar’ que sabemos – como é usual entre nós! – mas sem as indispensáveis certezas que fundamentem políticas eficazes.
Vale a pena recordar que o melhor período da nossa economia, no século passado, se deveu, em especial, à entrada para a EFTA e ao estatuto privilegiado contido no Anexo G. As vantagens comparativas então conseguidas atraíram para Portugal numerosas e decisivas indústrias, hoje em incontida debandada.
Em função das novas circunstâncias, impõe-se-nos agora criar vantagens comparativas, afeiçoadas às realidades internacionais presentes.
Se o eleitorado aprovasse as propostas apresentadas para o efeito, qualquer Governo teria legitimidade democrática para executá-las.
Se as rejeitasse, assumiria democraticamente a responsabilidade pelas consequências do marasmo económico, isto é, o elevado desemprego, os baixos salários, as prestações sociais exíguas, a pobreza crescente, as desigualdades, o endividamento e o temor do futuro.
Na verdade, é legítimo que um povo opte pela pobreza, desde que compreenda bem o sentido e as consequências do que vota.
Não como nos encontramos hoje: com uma caricatura de democracia, baseada no engano das gentes e na estreiteza das competências, os portugueses arrastam-se ‘às cegas’ para um desastre, que não é desejado, nem pressentido.
É que não basta aos governos realizar algumas coisas positivas, o que com todos sempre acontece: porque, se faltar ‘a’ obra essencial, tudo será em vão.
Há momentos históricos dependentes, decisivamente, de um só ‘pormenor’
O Estado Novo naufragou por falta de solução para as guerras coloniais; sem resposta eficaz para o presente afundamento económico, a actual democracia mergulhará o nosso País numa confusão financeira e social, de efeitos dificilmente previsíveis, e acabará por ser substituída. Provavelmente, entre 2015 e 2020.
As eleições que estão à vista serão decisivas, neste contexto de acelerada decadência: o ataque frontal às fragilidades da economia é hoje ‘o’ verdadeiro problema de Portugal, o que importa relevar vivamente.
Porque, se não houver uma proposta política que o contemple, nem a identificação prévia da gente, competente e séria, que irá concretizá-la, não teremos cura que chegue para a questão económica.
Mostram-se o PS e o PSD à altura destas necessidades prementes do País?
Se forem o mesmo PS, que leva agora onze em catorze anos de Governo, e o mesmo PSD, que soma três, as minhas preocupações atingirão o grau do ‘pavor’.
Pede-se-lhes, por isso, três coisas apenas: primeira, um pequeno programa, claro e curto, e não, como usualmente, uma ‘apólice’ de seguro para enganar os eleitores, que contemple só as medidas indispensáveis para atingir os objectivos económicos enunciados; segundo, a indicação dos nomes previstos para as Finanças, a Economia, a Justiça, a Educação e a Segurança Social, garantes da sua execução, já que os ‘partidos’, em si mesmos, não gozam da confiança da maioria dos portugueses; e, terceiro, que restaurem a ética na política.
Só assim me parece que haverá condições para iniciar um processo de reconstrução, porque legitimado pelo voto esclarecido e responsável de uma maioria.
Qualquer maioria?
Absoluta de um partido, não: os estragos irreparáveis já produzidos em Portugal, nestes quatro anos, dos quais Sócrates nem sequer tem consciência, constituem uma duríssima e inesquecível lição.
Maioria relativa, sim, se apoiada no tal programa, em tais personalidades e em nome de valores éticos.
O que verdadeiramente espero?
Que o PS e o PSD se compenetrem de que vivemos num tempo histórico, muito arriscado, incerto e ameaçador: se falharem, mais uma vez em quase duas décadas, acabará por ser varrida a partidocracia que ergueram e comandam em Portugal.
Medina Carreira, Ex-ministro das Finanças"

28.8.09

Vai uma pensão vitalícia?

Correio da Manhã de hoje
"O número de ex-titulares de cargos políticos com pensões mensais vitalícias ascende já a 379 pessoas. E tudo indica que este universo subirá em breve para 385 beneficiários, dado que a Assembleia da República está a organizar os processos de seis antigos eurodeputados. Para já, em 2009, foram dadas reformas para toda a vida a três ex-deputados: Melchior Moreira e Mário Albuquerque, do PSD, e Nelson Baltazar, do PS. As subvenções vitalícias deverão custar este ano, segundo o Orçamento do Estado, 8,35 milhões de euros."

Livro: Viriato Trágico de Brás Garcia de Mascarenhas

A Sá da Costa Editora editou em Abril deste ano o clássico da literatura portuguesa, o poema Viriato Trágico da autoria de Brás Garcia de Mascarenhas adaptado em prosa por João de Barros. Na sua Nota Introdutória, página 7:

«A adaptação em prosa do Viriato Trágico, - obra que foi e será sempre magnífica lição de civismo - é talvez um pouco livre demais. Não o estranhem os leitores. Assim o impunham, não só as dimensões do vasto poema heróico de Brás Garcia de Mascarenhas - dois volumes contendo vinte cantos, na edição de 1846 -, mas ainda a conveniência de aligeirar a extensa narrativa, aliviando-a dalguns episódios não indispensáveis ao desenvolvimento do assunto.
Tal como se apresenta, é uma síntese vibrante da vida e feitos de Viriato, na interpretação lírica e épica do nosso autor. Não se enfraqueceu nem desvirtuou a convicção patriótica e nobilíssima que a anima a evocadora epopeia de Brás Garcia de Mascarenhas, nem se diminuiu o alcance. A figura e a presença de Viriato - devoção eterna dos corações portugueses - surge nestas páginas dentro dos moldes amplos e com a energia lusíada, que o seu panegirista do século XVII entusiasticamente fixou.»

26.8.09

Quer ganhar 76€ num dia?

Nada mais fácil!
Disponibilize-se como membro de mesa de voto a fim fiscalizar o processo eleitoral e a contagem dos votos, evitando assim maior batota.
Não faça uma cara de enterro apesar de estar de olho na urna. Com uma remuneração destas não é razão para isso!

Santiago, mata-mouros

25.8.09

Diário de Notícias: Knut Hamsun: queimar a obra ou homenagear a sua arte?

"Não podemos entender que os noruegueses possam homenagear alguém que foi um criminoso e incitou crimes", dizia há pouco Baruch Tenembaum, fundador da Fundação Internacional Raoul Wallenberg, de defesa dos judeus. No início do mês, ergueu-se finalmente o Centro Hamsun, em Hamaroey, 320 quilómetros a norte do Círculo Ártico. E reergueram-se as vozes de protesto contra os ideais nazis de Knut Hamsun.
Após 15 anos aos sacões, entre a insuspeita qualidade da obra do Nobel da Literatura de 1920 e a sua confirmada ligação ao nazismo no seu ocupado país natal, abriu finalmente o Centro Hamsun, pólo das homenagens com que a Noruega lembra os 150 anos do nascimento do autor. Por entre gritos de protestos judaicos.
Knut Hamsun (Noruega, 4 Agosto 1859-19 Fevereiro 1952) foi prémio Nobel da Literatura em 1920, depois de Fome (1890), depois de Os Filhos da Terra (1917). "É o melhor escritor de sempre", disparou Thomas Mann (1875-1955, Alemanha), Nobel em 1929. "Não podemos entender que os noruegueses possam homenagear alguém que foi um criminoso e incitou crimes", dizia há pouco Baruch Tenembaum, fundador da Fundação Internacional Raoul Wallenberg, de defesa dos judeus. No início do mês, ergueu-se finalmente o Centro Hamsun, em Hamaroey, 320 quilómetros a norte do Círculo Ártico. E reergueram-se as vozes de protesto contra os ideais nazis de Knut Hamsun. A discussão é longa, extensa, antiga. Pode separar-se a obra do criador? As autoridades norueguesas acreditam que sim, ou melhor, acreditam que essa ligação pode ser útil: mantendo vivas as memórias do legado literário e as ideias sórdidas nazis, a Noruega mostra-se aberta, transparente, lúcida. "É também uma forma de não deixar esquecer", defende Bodil Børset, directora do Centro Hamsun que a Princesa Mette-Marit inaugurou no dia 4 de Agosto, 150 anos exactos sobre o nascimento de Knut Pedersen - Hamsun, assinatura artística, deriva de Hamsund, localidade que o escritor habitou na infância. A Noruega foi mais longe: há uma moeda e um selo comemorativos do século e meio de Knut Hamsun - o último de três Nobel da literatura noruegueses a receber a distinção.

O projecto 'Hamsun 2009', ou seja, a inauguração de um museu projectado há 15 anos (e, pelas polémicas, sucessivamente adiado), de homenagem à obra do escritor, levantou ondas de choque por todo o lado. "O aniversário de Hamsun não sanciona de maneira alguma o apoio que ele dava ao regime nazi. Ele foi largamente condenado por isso depois da guerra e as suas actividades pró-nazis devem continuar a ser condenadas", justificou-se o ministro dos Negócios Estrangeiros da Noruega, Jonas Gahr Stoere.
De facto, Hamsun, depois do fim da II Guerra Mundial, acabou preso por ter colaborado com as forças nazis que ocuparam a Noruega. E nunca pestanejou, até ao fim dos seus dias, na defesa de Hitler e do nacional-socialismo. "Ele era um guerreiro, um guerreiro pela humanidade e um profeta da verdade e da justiça para todas as nações", escreveu no obituário do ditador nas páginas do mais importante jornal do país, o Aftenposten (Correio da Noite).

21.8.09

Funeral de Tó Zé de Almeida

Terá lugar amanhã de manhã, às 10 horas, na Igreja de Nossa Senhora de Lurdes, sita na Rua António José de Almeida, em Coimbra, o funeral do nosso amigo e camarada Tó Zé de Almeida.
No final da missa de corpo presente, um dos seus amigos, José Campos e Sousa cantará "Avé Maria", "Pai Nosso" e a "Ceia".

Tó Zé de Almeida pela caneta de Nuno Rogeiro

Revista Sábado, 20.08.2008, p.51.

16.8.09

A morte de um Amigo e Camarada

A notícia circula desde quarta-feira na imprensa mas quase ninguém lhe deu importância.
A notícia do naufrágio dum barco a sete milhas náuticas da praia de Pedrogão não chama a atenção a ninguém até que se lê o "António José de Almeida, 59 anos, antigo professor de natação e proprietário da embarcação, registada na Figueira da Foz" e o alerta é dado junto dos amigos.
Hoje, ao final da manhã, recebi um telefonema do Manlius a perguntar se eu sabia algo do Tó Zé de Almeida tendo-lhe respondido negativamente e inquirindo-o, de imediato, da razão da pergunta. Então, o Manlius dispara: "recebi um e-mail com a notícia da agência Lusa sobre o naufrágio em Pedrogão e pelos dados só pode ser o Tó Zé".
Telefonemas e sms para amigos a perguntar se sabiam de alguma coisa mas a angustiosa dúvida persistia entre todos até que ao fim da tarde, o José Carlos, de novo, telefona-me e confirma que o náufrago era o Tó Zé! Ambos desligámos o telemóvel desolados.
Conheci o Tó Zé de Almeida na primeira sessão de homenagem ao nosso comum Amigo e Camarada Rodrigo Emílio, realizada no Salão Nobre da SHIP. Tinha sido "convocado" para declamar, juntamente, com mais três camaradas, Alberto Corrêa de Barros, Luís António Serra e Vítor Luís, poesia do Rodrigo Emílio a que acedeu com satisfação pela honra e porque o Rodrigo tudo merecia.
Voltei a revê-lo na segunda homenagem ao Rodrigo, novamente na SHIP, e durante o jantar conversamos sobre as suas aventuras e desventuras como combatente por Portugal e o exílio madrileno de Campamento.
Entre nós tinha nascido uma amizade - daquelas que parece que nos conheciamos desde sempre - e muita conversa telefónica, horas de conversa telefónica que enriqueceram a Portugal Telecom e a minha pessoa.
António José, como gostava que o tratassem, era um conversador extraordinário e de uma simpatia natural. Era a personificação da Simpatia.
Ficaram interrompidas as nossas conversas telefónicas até ao dia e a hora em que nos reencontrarmos todos. Tu, o Rodrigo e muitos mais. Nessa altura, reataremos a conversa.
Até breve!
P.S. - Será celebrada uma missa de 7.º dia por intenção, na Igreja de S. Bartolomeu, sita na Praça do Comércio, em Coimbra, terça-feira, dia 18, às 17 horas.