Skanderbeg. Museu de Kruje. Albânia. «... De pé, olhos bem abertos, face ao Inimigo, unidos em bloco firme, os dentes cerrados, resistir, combater até à morte, na defesa do Património sagrado que herdamos, para, ao menos, salvarmos a honra do nosso nome. Descer as pontes da fortaleza - jamais!» Alfredo Pimenta, in Em Defesa da Portugalidade, p. 29, 1947.
3.9.09
2.9.09
1.9.09
Hoje na TV, às 22 horas
A programada entrevista para hoje a José Pinto-Coelho na RTPN foi adiada para o início da próxima semana.
Bilderberg, Ferreira Leite e Manuel Pinho

Neste clube de reflexão, com 55 anos de existência, em que participam tradicionalmente líderes da Europa e dos Estados Unidos, só a lista de presenças é pública, além do enquadramento da reunião. E cabe a um português, Francisco Pinto Balsemão, indicar os nomes de figuras nacionais para participarem no encontro anual, sendo o único membro luso do clube que tem por objectivo apontar linhas políticas.
Algumas das personalidades nacionais que já participaram nestes encontros foram António Guterres, Santana Lopes e José Sócrates. Em comum têm o facto de terem estado presentes nas reuniões um ano antes de serem chefes de Governo. Durão Barroso participou em três: 1994, 2003 e 2005.
Marcelo Rebelo de Sousa foi um dos convidados em 1998. Na altura era presidente do PSD e recorda, por exemplo, a presença do então líder do PSOE, Joaquín Almunia. Ao CM destaca que participam “pessoas que têm alguma influência na sociedade” naquele momento. Em 2008, António Costa (PS) e Rui Rio (PSD) foram os convidados."
30.8.09
Portugal à deriva. Quem nos acode? artigo de Medina Carreira
Vivemos, em geral, sob a ‘ditadura’ do curto prazo. Também nos domínios económico, financeiro e social, estamos circunscritos ao ‘trimestre’. O método que se usa é fácil e bem acolhido porque consente todas as interpretações e, por isso, a todos serve. Mas tem um grave efeito redutor porque os portugueses ficam sem saber como estão e para onde os levam. Têm hoje uma visão que não passa do dia seguinte.
Os consequentes custos políticos são enormes, porque se cuida sempre e só da conjuntura, omite-se as análises e as indispensáveis soluções estruturais.
Trata-se de uma prática que explica, em grande parte, o afundamento incessante do nosso País. Com ela não ocorrerá qualquer mudança, de fundo e indispensável, porque as verdadeiras soluções são sempre desconhecidas. Temos os factos a demonstrá-lo: entram e saem governos, partidos e políticos, anos sucedem-se a outros anos, mas o agravamento da economia, das finanças e do ‘social’ é uma constante.
Baseados nestas análises, meramente conjunturais e com falta de entendimento das tendências da globalização, há os que pensam num destino português sempre ‘pendurado’ em alguém (África, Índia, Brasil e União Europeia): e assim se escusam de quaisquer preocupações, embora nunca identifiquem quem e por que estará disposto a ‘carregar’ connosco, já em 2015-2020.
"O optimismo é hoje uma pura mistificação" (como bem sublinha Vasco Pulido Valente) mas, mesmo assim, ainda há ‘optimistas’ por aí! Do outro lado estão os chamados ‘pessimistas’: aqueles que tentam ver mais longe e mais fundo, defendem a dignidade do País, exigem responsabilidades e não crêem que tenhamos o direito de transformá-lo no mendigo da Europa.
Os nossos graves e visíveis desequilíbrios financeiros com inevitáveis efeitos sociais só podem ser enfrentados pela drástica redução das despesas e/ou pelo rápido crescimento da economia.
O ataque às despesas públicas é, de há muito, um completo fracasso, tentado por todos os governos. Estes saem e tudo fica pior.
Duas razões o explicam: a primeira é a quase estagnação da nossa economia (0,8% anuais, entre 2000 e 2008); a segunda é a natureza das despesas que mais pesam nas contas públicas e que são as do ‘pessoal’ e as das ‘prestações sociais’. Muito rígidas, correspondiam já a cerca de 78% da despesa primária (total menos juros), em 2008.
Quem é beneficiário destes pagamentos?
São 700 000 funcionários, cerca de 3 400 000 reformados, perto de 350 000 titulares do RSI, uns 300 000 desempregados e outros centos de milhares de subsidiados diversos, num total superior a 6 milhões de indivíduos.
Isto é: temos estes 60 a 70% de eleitores inscritos, que são militantes atentos e empenhados do ‘Partido do Estado’!
Quem vai ‘tocar-lhes’, num prazo que ainda possa ser útil?
É muito pequeno o mercado interno português e, por isso, só através das exportações e da substituição de importações poderemos registar crescimentos significativos da economia e do emprego. Ocorre que o contributo das exportações para a nossa economia tem sido muito pequeno: 32-33% do PIB, em média, desde há muitos anos.
Temos, portanto, uma decisiva prioridade: alargar, suficiente, urgente e competitivamente, o nosso tecido produtivo.
Não exportaremos muito mais desde que não produzamos competitivamente.
Porque só agora se dá, preocupadamente, por isso?
Com o escudo, disfarçámos facilmente esta nossa tradicional debilidade porque, quando se perdia, perigosamente, competitividade, desvalorizava-se a moeda e, em alguns meses, restabelecia-se um certo equilíbrio.
Agora, com o euro, nada disso é possível.
O quadro é este: competimos mal e exportamos pouco; não temos moeda própria e não podemos corrigir facilmente a situação; a economia cresce devagar, o desemprego sobe, os défices externos são dos mais altos do mundo e o endividamento é insustentável.
Numa palavra: estamos ‘encurralados’.
O panorama dos últimos dez anos é muito sombrio e, sobre ele, os partidos não se pronunciam, clara e autonomamente, não analisam com rigor os factos e não alvitram quaisquer soluções à altura das necessidades.
Não se compreende este alheamento, mas é um facto.
E, porque estamos no domínio da política, tem de perguntar-se o que tem o Estado a fazer, sendo certo que há matérias em que só ele pode e deve fazer.
Duas coisas, a meu ver: primeiro, averiguar com cuidado por que há investidores interessados na Hungria, na Polónia, na República Checa, na Eslovénia ou na Eslováquia, e não querem vir para Portugal, havendo mesmo os que daqui se ‘deslocalizam’; segundo, com base nessa análise, apresentar ao País uma proposta das reformas necessárias para criar vantagens comparativas nas opções respeitantes aos investimentos para as exportações/substituição de importações.
É certo haver áreas públicas relevantes e que pesam nas opções dos investidores: leis do trabalho, impostos e taxas, tribunais, especialização da mão-de-obra, burocracia, nível da corrupção, mercado do arrendamento, custos energéticos e das telecomunicações, secretismo dos PIN, benefícios atribuídos casuisticamente e sem controlo, etc.
Hoje, porém, ninguém sabe em que medida, de modo seguro, sistemático e inequívoco, se foge, cada vez mais, de investir em Portugal para se investir no Leste europeu.
Podemos todos ‘achar’ que sabemos – como é usual entre nós! – mas sem as indispensáveis certezas que fundamentem políticas eficazes.
Vale a pena recordar que o melhor período da nossa economia, no século passado, se deveu, em especial, à entrada para a EFTA e ao estatuto privilegiado contido no Anexo G. As vantagens comparativas então conseguidas atraíram para Portugal numerosas e decisivas indústrias, hoje em incontida debandada.
Em função das novas circunstâncias, impõe-se-nos agora criar vantagens comparativas, afeiçoadas às realidades internacionais presentes.
Se o eleitorado aprovasse as propostas apresentadas para o efeito, qualquer Governo teria legitimidade democrática para executá-las.
Se as rejeitasse, assumiria democraticamente a responsabilidade pelas consequências do marasmo económico, isto é, o elevado desemprego, os baixos salários, as prestações sociais exíguas, a pobreza crescente, as desigualdades, o endividamento e o temor do futuro.
Na verdade, é legítimo que um povo opte pela pobreza, desde que compreenda bem o sentido e as consequências do que vota.
Não como nos encontramos hoje: com uma caricatura de democracia, baseada no engano das gentes e na estreiteza das competências, os portugueses arrastam-se ‘às cegas’ para um desastre, que não é desejado, nem pressentido.
É que não basta aos governos realizar algumas coisas positivas, o que com todos sempre acontece: porque, se faltar ‘a’ obra essencial, tudo será em vão.
Há momentos históricos dependentes, decisivamente, de um só ‘pormenor’
O Estado Novo naufragou por falta de solução para as guerras coloniais; sem resposta eficaz para o presente afundamento económico, a actual democracia mergulhará o nosso País numa confusão financeira e social, de efeitos dificilmente previsíveis, e acabará por ser substituída. Provavelmente, entre 2015 e 2020.
As eleições que estão à vista serão decisivas, neste contexto de acelerada decadência: o ataque frontal às fragilidades da economia é hoje ‘o’ verdadeiro problema de Portugal, o que importa relevar vivamente.
Porque, se não houver uma proposta política que o contemple, nem a identificação prévia da gente, competente e séria, que irá concretizá-la, não teremos cura que chegue para a questão económica.
Mostram-se o PS e o PSD à altura destas necessidades prementes do País?
Se forem o mesmo PS, que leva agora onze em catorze anos de Governo, e o mesmo PSD, que soma três, as minhas preocupações atingirão o grau do ‘pavor’.
Pede-se-lhes, por isso, três coisas apenas: primeira, um pequeno programa, claro e curto, e não, como usualmente, uma ‘apólice’ de seguro para enganar os eleitores, que contemple só as medidas indispensáveis para atingir os objectivos económicos enunciados; segundo, a indicação dos nomes previstos para as Finanças, a Economia, a Justiça, a Educação e a Segurança Social, garantes da sua execução, já que os ‘partidos’, em si mesmos, não gozam da confiança da maioria dos portugueses; e, terceiro, que restaurem a ética na política.
Só assim me parece que haverá condições para iniciar um processo de reconstrução, porque legitimado pelo voto esclarecido e responsável de uma maioria.
Qualquer maioria?
Absoluta de um partido, não: os estragos irreparáveis já produzidos em Portugal, nestes quatro anos, dos quais Sócrates nem sequer tem consciência, constituem uma duríssima e inesquecível lição.
Maioria relativa, sim, se apoiada no tal programa, em tais personalidades e em nome de valores éticos.
O que verdadeiramente espero?
Que o PS e o PSD se compenetrem de que vivemos num tempo histórico, muito arriscado, incerto e ameaçador: se falharem, mais uma vez em quase duas décadas, acabará por ser varrida a partidocracia que ergueram e comandam em Portugal.
28.8.09
Vai uma pensão vitalícia?
Correio da Manhã de hoje Livro: Viriato Trágico de Brás Garcia de Mascarenhas
A Sá da Costa Editora editou em Abril deste ano o clássico da literatura portuguesa, o poema Viriato Trágico da autoria de Brás Garcia de Mascarenhas adaptado em prosa por João de Barros. Na sua Nota Introdutória, página 7:«A adaptação em prosa do Viriato Trágico, - obra que foi e será sempre magnífica lição de civismo - é talvez um pouco livre demais. Não o estranhem os leitores. Assim o impunham, não só as dimensões do vasto poema heróico de Brás Garcia de Mascarenhas - dois volumes contendo vinte cantos, na edição de 1846 -, mas ainda a conveniência de aligeirar a extensa narrativa, aliviando-a dalguns episódios não indispensáveis ao desenvolvimento do assunto.
Tal como se apresenta, é uma síntese vibrante da vida e feitos de Viriato, na interpretação lírica e épica do nosso autor. Não se enfraqueceu nem desvirtuou a convicção patriótica e nobilíssima que a anima a evocadora epopeia de Brás Garcia de Mascarenhas, nem se diminuiu o alcance. A figura e a presença de Viriato - devoção eterna dos corações portugueses - surge nestas páginas dentro dos moldes amplos e com a energia lusíada, que o seu panegirista do século XVII entusiasticamente fixou.»
26.8.09
Quer ganhar 76€ num dia?
Não faça uma cara de enterro apesar de estar de olho na urna. Com uma remuneração destas não é razão para isso!
25.8.09
Diário de Notícias: Knut Hamsun: queimar a obra ou homenagear a sua arte?
Após 15 anos aos sacões, entre a insuspeita qualidade da obra do Nobel da Literatura de 1920 e a sua confirmada ligação ao nazismo no seu ocupado país natal, abriu finalmente o Centro Hamsun, pólo das homenagens com que a Noruega lembra os 150 anos do nascimento do autor. Por entre gritos de protestos judaicos.
Knut Hamsun (Noruega, 4 Agosto 1859-19 Fevereiro 1952) foi prémio Nobel da Literatura em 1920, depois de Fome (1890), depois de Os Filhos da Terra (1917). "É o melhor escritor de sempre", disparou Thomas Mann (1875-1955, Alemanha), Nobel em 1929. "Não podemos entender que os noruegueses possam homenagear alguém que foi um criminoso e incitou crimes", dizia há pouco Baruch Tenembaum, fundador da Fundação Internacional Raoul Wallenberg, de defesa dos judeus. No início do mês, ergueu-se finalmente o Centro Hamsun, em Hamaroey, 320 quilómetros a norte do Círculo Ártico. E reergueram-se as vozes de protesto contra os ideais nazis de Knut Hamsun. A discussão é longa, extensa, antiga. Pode separar-se a obra do criador? As autoridades norueguesas acreditam que sim, ou melhor, acreditam que essa ligação pode ser útil: mantendo vivas as memórias do legado literário e as ideias sórdidas nazis, a Noruega mostra-se aberta, transparente, lúcida. "É também uma forma de não deixar esquecer", defende Bodil Børset, directora do Centro Hamsun que a Princesa Mette-Marit inaugurou no dia 4 de Agosto, 150 anos exactos sobre o nascimento de Knut Pedersen - Hamsun, assinatura artística, deriva de Hamsund, localidade que o escritor habitou na infância. A Noruega foi mais longe: há uma moeda e um selo comemorativos do século e meio de Knut Hamsun - o último de três Nobel da literatura noruegueses a receber a distinção.
O projecto 'Hamsun 2009', ou seja, a inauguração de um museu projectado há 15 anos (e, pelas polémicas, sucessivamente adiado), de homenagem à obra do escritor, levantou ondas de choque por todo o lado. "O aniversário de Hamsun não sanciona de maneira alguma o apoio que ele dava ao regime nazi. Ele foi largamente condenado por isso depois da guerra e as suas actividades pró-nazis devem continuar a ser condenadas", justificou-se o ministro dos Negócios Estrangeiros da Noruega, Jonas Gahr Stoere.
De facto, Hamsun, depois do fim da II Guerra Mundial, acabou preso por ter colaborado com as forças nazis que ocuparam a Noruega. E nunca pestanejou, até ao fim dos seus dias, na defesa de Hitler e do nacional-socialismo. "Ele era um guerreiro, um guerreiro pela humanidade e um profeta da verdade e da justiça para todas as nações", escreveu no obituário do ditador nas páginas do mais importante jornal do país, o Aftenposten (Correio da Noite).
24.8.09
21.8.09
Funeral de Tó Zé de Almeida
No final da missa de corpo presente, um dos seus amigos, José Campos e Sousa cantará "Avé Maria", "Pai Nosso" e a "Ceia".
19.8.09
O Condestável por Gabriela Marques da Costa
O Santo Destemido (100x60cm)
Monge da Armadura (100x60cm)
Táctica do Quadrado (80x40cm)16.8.09
A morte de um Amigo e Camarada
A notícia do naufrágio dum barco a sete milhas náuticas da praia de Pedrogão não chama a atenção a ninguém até que se lê o "António José de Almeida, 59 anos, antigo professor de natação e proprietário da embarcação, registada na Figueira da Foz" e o alerta é dado junto dos amigos.
Hoje, ao final da manhã, recebi um telefonema do Manlius a perguntar se eu sabia algo do Tó Zé de Almeida tendo-lhe respondido negativamente e inquirindo-o, de imediato, da razão da pergunta. Então, o Manlius dispara: "recebi um e-mail com a notícia da agência Lusa sobre o naufrágio em Pedrogão e pelos dados só pode ser o Tó Zé".
Telefonemas e sms para amigos a perguntar se sabiam de alguma coisa mas a angustiosa dúvida persistia entre todos até que ao fim da tarde, o José Carlos, de novo, telefona-me e confirma que o náufrago era o Tó Zé! Ambos desligámos o telemóvel desolados.
Conheci o Tó Zé de Almeida na primeira sessão de homenagem ao nosso comum Amigo e Camarada Rodrigo Emílio, realizada no Salão Nobre da SHIP. Tinha sido "convocado" para declamar, juntamente, com mais três camaradas, Alberto Corrêa de Barros, Luís António Serra e Vítor Luís, poesia do Rodrigo Emílio a que acedeu com satisfação pela honra e porque o Rodrigo tudo merecia.
Voltei a revê-lo na segunda homenagem ao Rodrigo, novamente na SHIP, e durante o jantar conversamos sobre as suas aventuras e desventuras como combatente por Portugal e o exílio madrileno de Campamento.
Entre nós tinha nascido uma amizade - daquelas que parece que nos conheciamos desde sempre - e muita conversa telefónica, horas de conversa telefónica que enriqueceram a Portugal Telecom e a minha pessoa.
António José, como gostava que o tratassem, era um conversador extraordinário e de uma simpatia natural. Era a personificação da Simpatia.
Ficaram interrompidas as nossas conversas telefónicas até ao dia e a hora em que nos reencontrarmos todos. Tu, o Rodrigo e muitos mais. Nessa altura, reataremos a conversa.
Até breve!
14.8.09
Livro: Aljubarrota, crónica dos anos de brasa 1383-1389 do Prof. Luís Miguel Duarte.











