23.12.14

A magnífica Torre de Belém

Edição da Verso da História este magnífico livro de Arte, de Cultura, de Portugalidade e de Beleza!

"A torre de Belém é uma das obras-primas da História da Arte que desde 1983 foi classificada como Património da Humanidade, sendo um dos monumentos mais representativos de Lisboa. Considerando que em 2014 se assinalam os quinhentos anos do começo da construção da torre de Belém, afigura-se-nos de toda a pertinência promover uma edição cuidada sobre este ícone de Lisboa tanto numa perspectiva histórica como estética, além de que são muito escassas as obras disponíveis no mercado sobre este monumento. Neste volume encontram-se mais de uma centena de ícones em que se apresentam desde gravuras e desenhos até selos e rótulos que foram sendo produzidos desde o século XIX e revelam bem a evolução do marketing e do design que recorreu à imagem deste monumento. A iniciativa desta edição é da maior oportunidade não apenas por razões estéticas e de coleccionismo mas também porque o seu conteúdo é revelador da grande atenção que a torre de Belém suscitou em vários meios desde os artísticos até os económicos, filatélicos e publicitários."
PVP - 29,95€
Ano de edição - 2014
Número de páginas - 152
Encadernação - Capa Mole

ISBN – 9789898657817

2.12.14

Sócrates II



Preso em Lisboa na manga do avião

Por fraude, branqueamento e corrupção.
3 dias à espera de medidas de coação
E agora sei lá quantos mais por prevenção.

Porreiro pá. Nada porreiro pá.
E para Presidente já não dá.
Não é mesmo nada porreiro pá.

20 milhões no Banco e casa em Paris
Recebi uma herança, mas que mal eu fiz?
Pobre António Costa fica por um triz.
Mas a Manuela Moura Guedes deve estar feliz.

Porreiro pá. Nada porreiro pá.
Levantamentos multibanco já não dá.
Não é mesmo nada porreiro pá.

Alguém desconfiou de tanta transação
O gerente da Caixa, chibou-se o cabrão
Aquilo era a mesada da minha mãezinha 
Pra me pagar o curso ficou pobrezinha.

Porreiro pá. Nada porreiro pá.
A mãezinha a mesada já não dá.
Não é mesmo nada porreiro pá.

Na ala feminina a ler filosofia
Se ainda fosse PM ninguém se atrevia.
“Levanta-me esse rabo, sai da Valadares!”
Chegou uma visita, é outra vez o Soares.

Porreiro pá. Nada porreiro pá.
E o advogado diz que já foi “almoçá!”
Não é mesmo nada porreiro pá.

Dezembro a chegar, está um frio do cacete.
Compras de Natal só faço em Alcochete.
Não quero estar aqui na passagem de ano
Não aguento mais o cante alentejano.

Porreiro pá. Nada porreiro pá.
E para comentador já não dá.
Não é mesmo nada porreiro pá.(4x)

Para fechar marquises se calhar dá.

Sócrates I

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Ao nosso querido Alentejo
Veio ter o bom do Sócras
Sempre foi bastante altivo
Mas agora está de cócras
Mas agora está de cócras
Pelas contas da mãezinha
Saiu-lhe o 44
No jogo da raspadinha
No jogo da raspadinha
Vários raspam à batota
Só sacana do Sócras
Calhou a pior bolota
Calhou a pior bolota
Do sobreiro da prisão
Mas resta muita cortiça
Ao tronco da corrupção
Ao tronco da corrupção
Andam muitos agitados
Se o Sócras sopra ao trombone
Acabam todos borrados
Acabam todos borrados
São todos a mesma trampa
Com a pata que os pariu
Quem é que ainda não viu
Acabam todos borrados
São todos a mesma trampa
Com a pata que os pariu
Quem é que ainda não viu

30.10.14

Fernando Pessoa e os Protocolos dos Sábios de Sião

O livro "Organizem-se! - A gestão segundo Fernando Pessoa" de Filipe S. Fernandes, editado pela Oficina do Livro, em 2007 e 2008, revela-nos a faceta quase desconhecida de Fernando Pessoa anti-judeu, ao divulgar o projecto editorial da Olissipo, no qual consta a edição dos Protocolos dos Sábios de Sião.


25.10.14

Lançamento do livro


"O relato das aventuras de o Puto, um herói anti-revolucionário que agitou Portugal nos anos pós-revolucionários, até ser preso e se ter evadido, escondendo-se, finalmente, em África, onde vive ainda hoje sob outra identidade. 
Colocou bombas em embaixadas e sedes de partidos; sabotou instalações, atirou a matar; assistiu à morte do Padre Max e da sua companheira; conheceu os segredos de chefes militares e de políticos; encontrou-se com figuras do antigo regime e do novo regime; foi preso por várias vezes e outras tantas esteve em fuga — até organizar a maior evasão jamais vista numa penitenciária europeia, através de um túnel. O autor conta tudo neste livro, explosivamente tudo."

23.10.14

Gisela João - Madrugada Sem Sono. Poema de Goulart Nogueira



"Na solidão a esperar-te
Meu amor fora da lei
Mordi meus lábios sem beijos
Tive ciúmes, chorei

Despedi-me do teu corpo
E por orgulho fugi
Andei dum corpo a outro corpo
Só p'ra me esquecer de ti

Embriaguei-me, cantei
E busquei estrelas na lama
Naufraguei meu coração
Nas ondas loucas da cama

Ai abraços frios de raiva
Ai beijos de nojo e fome
Ai nomes que murmurei
Com a febre do teu nome

De madrugada sem sono
Sem luz, nem amor, nem lei
Mordi os brancos lençóis
Tive saudades, chorei."