17.4.13

Mazagan (Tant qu’il nous reste de l’eau). Letra de Rui Falcão de Campos e música de José Campos e Sousa



Mazagan (Tant qu’il nous reste de l’eau)


«Malgré la poudre dans l’air
Et malgré nos vies en jeu
Nous nous faisons des mémoires
Rage au cœur et ventre creux.

Qu’est-ce que deux doigts de foudre
Qu’est-ce qu’un petit doigt de feu
Et qu’est-ce que la mer à boire
Lorsqu’on n’a pas froid aux yeux?

Nous restons unis et fiers
Et nous le prenons d’en haut
Tant qu’il nous reste de l’air
Tant qu’il nous reste de l’eau

Car l’espérance et l’enfer
Nous sont deux frères jumeauxi
Tant qu’il nous reste de l’air
Tant qu’il nous reste de l’eau

Parmi les flammes et le sang
Parmi les deuils et la cendre
Au mépris des convenances
Hors de question de nous rendre

C’est que nous n'avons qu’une âme
C’est à laisser ou à prendre
C’est une question de confiance
Les maures devront attendre.

Nous ne crierons pas misère
La foi nous tiendra au chaud
Tant qu’il nous reste de l’air
Tant qu’il nous reste de l’eau

Nous restons unis et fiers
Et nous le prenons d’en haut
Tant qu’il nous reste de l’air
Tant qu’il nous reste de l’eau»



(Entre 1559 et 1769, sept générations de portugais ont enduré le cercle de la citadelle de Mazagan par les sultans du Maroc.
Ce poème rappelle ce fait d’armes sans égal dans l’histoire militaire.
La résistance indomptable de 210 années consécutives s’est terminée par la signature d’un traité de paix.
La garnison invaincue est partie avec armes et bagages en direction du Brésil, pour y établir la ville de Nova Mazagão).

24.2.13

Quem fala assim...

“Jaime Neves não era um político, mas acabou por ter uma grande influência política…

Libertou as forças democráticas que acabaram, infelizmente, por nos trazer ao lamaçal actual. Chamar democracia a isto?! O que acontece é que milhões de portugueses são forçados a votar em um de dois fabianos, que, por sua vez, foram escolhidos por umas dezenas de milhar de militantes do PS e do PSD. É consabido que estes militantes, regra geral, são gente medíocre. Tirando a intriga, a bajulação e o repetir a tal “tabuada” partidária, pouco sabem fazer. Mas, neste tempo estranho em que o socialismo é para os ricos e o capitalismo para os pobres, o primeiro-ministro também não passa de uma espécie de capataz do Grande Dinheiro, da manada de financeiros, da matilha de banqueiros.”

Entrevista de Rui de Azevedo Teixeira ao jornal O Diabo, p. 8, 12.02.2013.

23.2.13

Günter Deckert e Sylvia Stolz

Esta foto, tirada em 2 de Janeiro deste ano, mostra o ex-professor Günter Deckert a entrar de novo na prisão que orwelianamente se chama (conforme mostra o cartaz) "Instituição de execução de Justiça da cidade de Mannheim". Tendo sido condenado a 5 anos e meio de prisão por ter traduzido do inglês para a língua alemã o relatório científico escrito pelo técnico americano de construção de câmaras de gás, Leuchter, e cumprido a sentença na íntegra, acabou por ser agora de novo condenado por ter traduzido outro trabalho, desta vez de um técnico italiano, para a língua alemã. Desta vez para 6 meses de prisão que começou a cumprir instantes depois desta foto (e está a cumprir neste momento). Falta mencionar que foi expulso do ensino na RFA com anulação de direito a pensão por ter feito a tradução acima mencionada. Deckert está a despedir-se de uma senhora frente à prisão alemã.
Esta senhora é a ex-advogada, Sylvia Stolz. Ela era uma simples advogada que recebeu uma obrigação de uma defesa oficiosa de Ernst Zündel, um alemão residente no Canada onde deu conferências e publicou artigos pondo em causa a versão oficial acerca das câmaras de gás. Zündel foi sistematicamente perseguido pela "Anti-Defamation-League" judaica americana, mas ilibado no Canadá. Descontentes com este resultado mandaram-lhe uma bomba pelo correio que explodiu no exame levado à efeito pela polícia e incendiaram-lhe a casa que ardeu na sua totalidade. Refugiou-se nos USA onde acabou por ser preso e expulso para a RFA. Tendo chegado à RFA foi de novo acusado e julgado.
Deram-lhe esta senhora como advogada oficiosa. Ela meteu-se a fundo na questão das acusações que lhe fizeram e viu que tinham pernas de barro, pura prepotência estatal. Defendeu o seu constituinte apresentando todos os erros no processo e todas as faltas de provas nas acusações. Foi então presa na própria sala do julgamento e imediatamente metida na prisão por ter defendido seu constituinte demais. Foi acusada de não se ter distanciado o suficiente do ponto de vista intolerável do réu. Foi condenada a três anos e meio de prisão que cumpriu na íntegra. Quando saiu da prisão recebeu nova sentença, desta vez da expulsão da Ordem dos Advogados, não podendo exercer mais a sua profissão.
Dias depois foi à prisão de Mannheim para dar um aperto de mão de despedida solidária a Gunter Deckert, quando este teve de entrar de novo na prisão. Esta foto tanto demonstra a prepotência estatal baseada na manutenção de uma mentira como a inquebrável atitude dos defensores da verdade na Alemanha que se sujeitam a tudo, mas não arredam um milímetro da prioridade da verdade sobre a mentira!