21.12.12

Natalis Solis Invictus



«O Natal é a velha festa do Solstício de inverno. Na noite mais longa do ano, igual ao inverno, ao frio, à neve, ao gelo, que parecem não ter fim, nessa noite única e terrífica, os nossos antepassados recusaram acreditar na morte do sol. Traziam no coração a certeza da primavera. Sabiam que a vida continuava, que as flores iriam furar a neve, que as sementes germinariam debaixo do gelo, que as crianças iriam tomar a sua parte na herança e que os seus clãs e as suas tribos iam conquistar todas as terras de que tinham necessidade para viver, todos os mares onde iam estabelecer um domínio sem limites.
(...) O nosso mundo está prestes a nascer. Invisível como as flores e as sementes de amanhã, faz o seu caminho debaixo da terra. Temos já as nossas raízes solidamente enterradas na noite das idades, ancoradas no solo dos nossos povos, alimentadas com o sangue dos nossos antecessores, ricas de tantos séculos de certeza e de coragem que somos os únicos a não renegar. Entrámos no inverno integral, onde se obrigam os filhos a terem vergonha dos altos feitos de seus pais, onde se prefere o estrangeiro ao irmão, o vagabundo ao camponês, o renegado ao guerreiro. Entrámos num inverno onde se constroem casas sem chaminés, aldeias sem jardins, nações sem passado.
(...) Somos só alguns que trabalham para o regresso da primavera.»


Jean Mabire, "Os Solstícios - história e realidade", Hugin Editores, 1995, pp. 89 e 91.

28.11.12

Brindemos...

Aos senhores democratas do Instituto da Propriedade Industrial.
Escusam de pôr o avental...

Vinho entornado... no Instituto da Propriedade Industrial

Um qualquer fantoche democrata, como não poderia deixar de ser, tolerante, um muito provável boy for the job do Instituto da Propriedade Industrial vetou a comercialização da marca "Memória de Salazar" pelo motivo que só a micro-inteligência do democratóide conseguira concluir.
A (sem-)razão é que "poderá encerrar um teor marcadamente político perante a generalidade do público e, dessa forma, ser susceptível de ferir a consciência colectiva da nossa sociedade".
Conclusão que apenas e só um "democrata de boa cepa", talvez melhor que o vinho, poderia tirar prejudicando assim a parca economia de Santa Comba Dão e aumentando o desemprego na zona.
Não sabem estes supremos conscientes da moral democrata que até em Itália, na vila natal de Mussolini, em Pedrappio existe o mausoléu ao Duce, duas lojas comerciais onde se vende tudo e mais alguma coisa com o nome, a marca Mussolini, e que esse comércio reverte para a câmara que é... comunista!
Aprendam, ignorantes!