2.11.11

Lucien Rebatet. Prof. António José de Brito

LUCIEN REBATET


Depois do triunfo da cruzada democrática de 1939-45, a categoria dos “escritores malditos” recebeu um dos consideráveis reforços. Um dos países que mais se distinguiu na especialidade foi, sem dúvida, a França dos direitos do homem, da liberdade, da igualdade e da fraternidade.
Os anos, contudo, passaram e os furores pouco a pouco atenuaram-se, embora não tenham desaparecido. Já não se fuzila com toda a naturalidade o herético e com lastimável frouxidão condena-se apenas à obscuridade e ao silêncio. E, por vezes, vozes surgem a defendê-lo e a dar-lhe uma relativa absolvição. Na maior parte dos casos, a defesa e a absolvição consistem em apresentá-lo como um frouxo, dominado, por hesitações a caminho de passar para o outro lado da barricada – só que não teve tempo.
No entanto, de entre os malditos, há um de nível supremo, para o qual, - salvo raríssimas excepções – não há perdão nem piedade possíveis. É o caso de Lucien Rebatet. Drieu La Rochelle e Robert Brasillach já vão recuperando, muito atenuadamente, conforme se compreende, o direito de cidade. Rebatet, não, continua a ser um repulsivo, um abjecto, à máxima potência.
Por certo alguns traços caracteriológicos da sua personalidade não o tornam em extremos atraente. Durante o julgamento não mostrou a intransigente coragem de Robert Brasillach ou de Pierre Antoine Cousteau. E, após, a saída da prisão patenteou um certo amolecimento.
Apesar de tudo, não deixou jamais de merecer o qualificativo “d`étonnant garçon” conforme o classificou o autor dessa bela e delicada evocação de “Notre Avant Guerre”.
Diga-se, desde já, que as suas ambições literárias, corporizou nos romances “Les épis mûrs” e, sobretudo, em “Les Deux Étendarts”, não me parecem atingidas. Excelentes críticos consideram essas obras, em especial a última, como textos marcantes do século vinte. Na minha modesta opinião, “Les Deux Étendarts”, tem demasiada teologia e metafísica para uma obra de ficção e demasiada ficção para o que possui de teológico e metafísico. Quanto a “Les épis mûrs”, a grande exibição de conhecimentos técnicos de músicas faz quase desaparecer a estrutura da narrativa.
O que julgo uma obra-prima no género são “Les Décombres”. Grande êxito durante a Ocupação e, depois da chamada “libération”, alvo de pudicas, escandalizadas e virtuosas refutações. Trata-se de um mero panfleto político, dir-me-ão. Panfleto político, com certeza, mas não um “mero” panfleto político.
São seiscentas e sessenta e quatro páginas explosivas, em que se mesclam invectivas frementes, caricaturas implacáveis, ataques furibundos, sátiras impiedosas, demolições sem par, enquadradas numa atmosfera de irrespeito e cólera. Trata-se de uma espécie de vendaval a que está, imanente um patriotismo frustrado, bem como um revolucionarismo intomável.
A decadência francesa, testemunhada na maior e mais vergonhosa das derrotas, põe Rebatet fora de si. Na sua exaltação aplica o ferro em brasa à ferida, com a esperança de fazer desaparecer as causas da catástrofe terrível.
Na reedição, inserida nas “Mémoires d`un fasciste”, ele suprimiu algumas partes por motivos de gratidão pessoal perfeitamente respeitáveis. Pela minha parte prefiro os Décombres sem insinuações, na sua força impiedosa e terrível. Claro que nem sempre Rebatet é duma justiça perfeita. No tocante a Maurras, se aponto justeza deficiências na sua acção política, esqueceu que o passivo foi amplamente superado pelo activo. Sem Maurras, talvez não houvesse pensamento anti-democrático visível na Europa.
Em 1969 veio a público, “Une Histoire de la Musique” apaixonada e apaixonante, evidenciando a imensa cultura do escritor. Mero diletante seria atrevimento meu se formulasse reparos de fundo. Apenas uma breve anotação.
Assevera Rebatet que Richard Strauss detestava o regime nacional-socialista. Talvez se baseie em declarações feitas ou atribuídas pelo admirável criador do “Cavaleiro da Rosa” depois de 1945. A verdade é que, nas já citadas “Mémoires d`un Fasciste”, Rebatet o mostra, no Festival Mozart em Viena, organizado por aquele regime, recebendo os representantes franceses com toda a naturalidade. E os seus oitenta anos foram festejados em toda a Alemanha, com felicitações de Hitler e tudo o mais.
Adiante, porém.
Sob o pseudónimo de François Vinneuil, Rebatet mostrou-se um excelente crítico de cinema. Recentemente foram reeditados alguns dos seus artigos com o título “Quatre ans de cinema (1940-1944)".
Ao ler essa compilação voltaram à minha memória algumas das grandes produções da época, que é considerada a idade de ouro do écran francês.
Não havia em tal obra grandes referências a películas alemãs. Em todo o caso, aparecem as considerações que ele consagrou a três admiráveis produções germânicas: a “Cidade Dourada”, o “Barão Aventureiro” e “Opereta”.
Na primeira, um deslumbrante colorido fazia esquecer a banalidade da história (uma jovem camponesa seduzida). Na segunda, a cor alia-se à mais extraordinária fantasia, acompanhadas pela estupenda interpretação de Hans Albert.
Quanto à “Opereta”, permitam-me algumas notas pessoais. Quando – há que anos! – vi o filme, fiquei desiludido. Esperava algo predominantemente musical, com relevo para os grandes compositores do género, entre eles Franz Lehar. A leitura do artigo de Rebatet fez-me hoje mudar de opinião. Mau grado o título, tratava-se apenas da história de um grande métteur en scène (a expressão francesa é a que parece mais adequada) na Viena do século XIX, que acaba por triunfar, nesse ambiente delicioso de despreocupação, alegria e pitoresco. Com um grande fair play, o nacional-socialismo permite a ressurreição e, em certa medida, a reabilitação desse período decerto porque, apesar de toda a sua frivolidade, mostrava grande qualidade do teatro ligeiro germânico e o mérito dum labor incessante, para além de intrigas de bastidores e rivalidades pessoais.
Lucien Rebatet, embora, tardiamente, permitiu-me ver com outros olhos a “Opereta”. Graças lhe sejam dadas, a ele, o maldito entre os malditos.

António José de Brito

26.9.11

Pedro Guedes da Silva no Expresso do Ocidente

Pedro Guedes da Silva e a análise semanal no Expresso do Ocidente.

Livro: D. Sebastião, o Elmo e Alcácer-Quibir. Rainer Daehnhardt


PVP: 36,90€
São 240 páginas a cores e em papel couché!
Encomenda já disponível na Editora com 10% desconto - 33,21€
Contacto:
apeiron.edicoes@gmail.com e Apeiron Edições.


Sinopse: Dom Sebastião é uma figura histórica única, para todo o Mundo-Outrora-Português, que ainda se mantém ligado através da língua e cultura de Camões.Desde o Brasil até Macau, surge um entusiasmo crescente pelo aparecimento do elmo usado por este monarca luso, na Batalha denominada “DOS TRÊS REIS”, por, supostamente, três Reis nela terem perdido a vida. Dois foram Rei Mouros e um Português.
Nunca se chegou a saber ao certo se Dom Sebastião caiu em combate, ou apenas desapareceu. Facto é, que se trata do único monarca do Mundo Português perdido numa batalha. Isto teceu lendas e mitos a seu respeito, que o elevaram ao pedestal da adoração, como se de um Santo se tratasse.
Há 250 milhões de pessoas no mundo que falam português. Necessitam de ser informadas sobre os espantosos resultados que os exames feitos ao seu elmo nos revelaram.
Hoje, temos provas que nos esclarecem perguntas, nunca antes colocadas. Também se levantam novas questões, que futuras gerações terão de investigar.
Perante os novos conhecimentos, obtidos através do estudo das feridas presentes no elmo de Dom Sebastião, considero o acesso a dados até há pouco desconhecidos, sendo um dever cívico compartilhá-los com todos os que com a sua lusa origem se identificam.

Museu Luso-Alemão

15.9.11

Cá por umas coisas...





Os utilizadores da AppStore em França deixaram de ter acesso a uma aplicação que consistia numa listagem de personalidade classificados como sendo judias ou não judias
A aplicação «Judeu ou Não Judeu» apenas esteve disponível 48 horas mas gerou uma elevada polémica o que levou a empresa a retirar a mesma.
A Apple alegou que a retirada desta aplicação da sua loja online se ficou a dever ao facto de a mesma desrespeitar a legislação francesa.
A aplicação consistia numa listagem de 3.500 personalidades de religião judaica, que eram depois classificadas de acordo com vários critérios. O criador da aplicação é um jovem judeu e a mesma está disponível em vários países, incluindo os EUA, onde não foi levantada nenhuma polémica em torno da mesma.

A vida de Brian. Um filme extraordinário!



10.9.11

Em nome da (des)ordem democrática

Há dias Paulo Portas reforçava as ideias e as palavras de Passos Coelho segundo as quais não irão ser permitidas alterações da ordem pública por desordem e caos social que a fome e o desespero provocarão.
Ora, estes senhores prevêem que no futuro - e bem a curto prazo - rebentará o caos social devido ao esmagamento dos impostos que recaem nos mini-bolsos dos portugueses.
Já Sócrates - em 2009 - previu isso mesmo e preveniu o regime democrático - porque é o que está em causa e o Bloco Central (PS-PP-PSD) bem o sabe - com a nova Lei de reorganização das forças armadas (em parvas) de utilização das Forças Armadas em operações contra a própria população, como força supletiva às Forças de Segurança – PSP e GNR – quando as mesmas forem incapazes de tomarem conta do recado. Ou seja perspectiva-se a possibilidade dada aos políticos (dependem nesse caso do Governo e não do Comandante Chefe – Presidente desta República) de usarem o aparelho militar para reprimir e atirar sobre o povo português.
Tudo isto em nome da ordem democrática, do povo, da (in)justiça, dos direitos do homem, da liberdade... claro está!
A Nova Ordem Mundial a isso obriga!

3.9.11

Mentira e propaganda barata

Assim se manipula, se mente com uma acção de propaganda nos meios televisivos de (des)informação!


2.9.11

Vandalismo em nome da superioridade moral da democracia

Os defensores da apregoada democracia, liberdade de expressão, direitos do homem, da igualdade vandalizaram a campa de Salazar.
Como diz Mário Soares, tudo em nome da da superioridade moral da democracia.
Já cá faltava o presidente da Câmara Municipal de Santa Comba Dão defender a remoção do memorial porque "o memorial é motivo de conflitos e pode ser foco de problemas."
Em nome da cobardia, é preferível retirar o memorial para evitar conflitos e defende, este senhor, a criação do Museu!!!

15.8.11

2.º Encontro Nacional do M.O.N.

O Movimento de Oposição Nacional realizou o seu 2º Encontro Nacional na zona da Batalha, com um almoço de convivio e de camaradagem política sob o tema «Forjar um Destino!» e a evocação do desafio heróico do Condestável, na madrugada de 7 de Agosto de 1385, ao partir de Abrantes apenas com os seus 3.000 homens, ao encontro do inimigo. Dois dias depois o Rei e o resto do exército venciam a indecisão que marcara o Conselho em Abrantes, e encontraram-se com Nuno Álvares em Tomar, onde se reuniria então a totalidade das forças portuguesasantes de partir para Aljubarrota. «A Decisão do Condestável foi a raiz da nossa Vitória», declaração assumida pelos presentes.
Depois, já no Campo de S. Jorge, local histórico da batalha de Aljubarrota, os novos Voluntários Nacionais assumiram o seu Compromisso de Combate «perante a memória de Nuno Álvares Pereira e dos Mortos por Portugal.»
A Direcção Nacional do M.O.N. defende, entretanto e no actual momento, o início de uma «Guerra Política por Portugal» mais intensa, contínua e sem tréguas, orientada por objectivos claros e mobilizadora da convergência de todas as forças nacionalistas e Patrióticas» na luta pela Liberdade Nacional.
Na foto alguns dos 40 participantes que responderam à convocação, em pleno coração de Agosto - uma atitude «quase heróica», neste momento e em Portugal, assegurou a O Diabo um dos dirigentes daquela Associação Política e Cultural.

10.8.11

14 de Agosto em S. Jorge de Aljubarrota

No próximo 14 de Agosto, Domingo, organizamos uma jornada de grande sentido político, de camaradagem nacionalista e patriótica. Vai ser uma uma reunião com todos os que quiserem vir connosco assumir o seu compromisso de luta pela Vitória das forças Nacionais e discutir as grandes linhas do Combate político.
Inclui transporte em pullman a partir de Lisboa, um almoço próximo da Batalha, a assistência à sessão histórica multi-media no Centro de Reconstituição da Batalha, em S. Jorge, e uma cerimónia sóbria, seguida de regresso à Batalha, com visita ao Mosteiro. Partida de Lisboa às 9.30h.
De outros pontos em hora e local a combinar.


14 de Agosto em S. Jorge de Aljubarrota,
Compromisso pela Liberdade Nacional
UM PACTO DE SANGE COM PORTUGAL



É uma convocatória séria - e a sério. Não é mais uma qualquer «proclamação patriótica», é um compromisso revolucionário. Comparecer, só por si, é uma escolha para o Futuro. Porque temos uma Missão política e um propósito de combate concreto que vai muito além das proclamações. Porque temos que agarrar e vencer nesta realidade ou, morrer na tentativa. Para os mais fortes será assim mesmo. É uma atitude que envolve um Pacto de Sangue com Portugal, ali bem presente no Campo de S. Jorge. É o assumir de uma Consciência nova, que ultrapasse as divergências «ideológicas» e nos eleve ao plano em que se fundem a Fidelidade essencial à Nação e à luta pelo Estado Nacional dos Portugueses, o desejo de aptidão para o confronto decisivo, a capacidade de respeitar todos os voluntários, todos os queiram ser nossos camaradas na Guerra pela Pátria, para atingir objectivos comuns. Para os Voluntários, será uma entrega total à Vontade, ao Conhecimento, e à Acção consequente por Portugal - E Mais Nada, com tudo o que isso implica, custe o que nos custar, por cima de todos os Inimigos. Tal como em Aljubarrota disse o Comandante D. Nuno, «os poucos vão vencer muitos»!
Este é o nosso Espírito e o nosso Voto.