7.1.09

Continua a matança

Não olhando a nada o genocida e terrorista exército judeu bombardeou duas escolas sob a supervisão da ONU foram noticiadas na imprensa nacional Expresso, Correio da Manhã, Jornal de Notícias. Destaco e transcrevo as do Público e do Sol:
Do Público:
"O Exército israelita admitiu ter disparado morteiros contra uma escola na Faixa de Gaza, onde pelo menos 30 palestinianos foram mortos, mas alega que os seus soldados se limitaram a responder a disparos efectuados a partir do local. As Nações Unidas garantem que a escola estava claramente identificada com bandeiras da organização.
“Investigações iniciais revelam que foram disparados morteiros contra as forças israelitas de dentro da escola”, declarou um porta-voz militar, depois de as agências internacionais terem noticiado o ataque. “Na resposta, as nossas forças dispararam várias rondas de morteiros contra aquela área”, adiantou a mesma fonte, dizendo desconhecer o número de mortos resultantes deste ataque.
Os serviços de emergência palestinianos referem que 43 pessoas morreram e perto de uma centena foram feridas ao serem atingidas pelos estilhaços, enquanto as Nações Unidas falam em 30 mortos e 55 feridos.
Mark Regev, porta-voz do Governo israelita disse, por seu lado, que as explosões que se registaram no local “não tem equivalência nas munições de artilharia usada”, dando a entender que o local poderia estar a ser usado como esconderijo de explosivos – uma acusação frequentemente feita por Israel.
Testemunhas citadas pela Reuters adiantam que dois a três morteiros atingiram o recreio da escola Al-Fakhoura, um estabelecimento de ensino na cidade de Jabaliya, no Norte da Faixa de Gaza, gerida pela agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos (UNRWA, na sigla em inglês). Na altura, encontravam-se na escola cerca de 350 pessoas que fugiram das suas casas, acreditando que o local estaria a salvo dos bombardeamentos israelitas contra a região.
ONU diz que Israel conhecia escola
Reagindo a este ataque, John Ging, director de operações da UNRWA em Gaza, garantiu que a escola estava claramente identificada com bandeiras das Nações Unidas e que os seus serviços fornecem regularmente as coordenadas exactas das suas instalações. O responsável recordou que o estabelecimento se situa numa área densamente povoada “pelo que é inevitável um elevado número de mortos em caso de disparos de artilharia”.
Ging explicou que a área de Jabalya tem sido palco de intensos confrontos, o que prova “uma forte actividade de militares e militantes”, mas sublinhou que os funcionários das Nações Unidas controlam as entradas dos civis que procuram refúgio nas suas instalações, para evitar que sejam usadas por grupos armados. “Até ao momento não há registo de que os militantes tenham invadido as nossas instalações”, acrescentou.
Horas antes deste ataque, três palestinianos morreram num raide aéreo israelita contra uma outra escola gerida pela ONU, no campo de refugiados de Chati, nos arredores da cidade de Gaza. Segundo a AFP, as vítimas eram três primos, de 19, 20 e 21 anos, que tinham fugido pouco antes da zona de Beit Lahya, palco nas últimas horas de confrontos entre os soldados israelitas e militantes do Hamas. No momento do ataque, estavam refugiadas 450 pessoas naquela escola, identificada com bandeiras das Nações Unidas.
Onze dias depois do início dos bombardeamentos aéreos israelitas e quatro dias após a entrada das forças terrestres na Faixa de Gaza, o chefe dos serviços de emergência calcula em 660 palestinianos o número de palestinianos mortos e em 2950 o número de feridos – um número muito acima das capacidades de resposta dos hospitais da região.
Do outro lado da fronteira, onde apesar da ofensiva continuam diariamente a cair "rockets", quatro civis foram mortos na última semana e meia e perto de 40 ficaram feridos.
Seis militares morreram desde o início da incursão terrestre, três dos quais atingidos por engano por disparos da artilharia israelita."

No Sol:
"Fontes médicas palestinianas afirmam que pelo menos 30 pessoas morreram no segundo ataque aéreo israelita a uma escola das Nações Unidas na Faixa de Gaza.
Este é o segundo ataque israelita que atinge uma escola da ONU só nas últimas horas, provocando 30 mortos.
O porta-voz das autoridades de saúde da Palestina, Said Joudeh, confirmou o número de mortes resultante do ataque aéreo na cidade de Jebaliya, no Norte de Gaza.
O porta-voz afirmou ainda que a escola se tinha transformado num abrigo para desalojados resultantes da ofensiva de Israel contra militantes do Hamas.
Mais de 500 pessoas já foram mortas ao 11.º dia de operações, incluindo dezenas de civis. As autoridades israelitas não cimentaram ainda este ataque. Mas já acusaram o Hamas de usar escolas, mesquitas e áreas residenciais para se proteger."

Até agora ainda não se ouviu uma vozinha da ONU a condenar mais um acto bárbaro o que demonstra o seu fair-play apesar de todos os cuidados humanitários das tropas judaicas.
Ora, tomem lá!

A "libertação da Bélgica e a "Depuração" belga

Repressão democrática contra os Belgas

A «libertação» que, na França, produziu um total estimado de 318.671 mortos(1), não produziu na Bélgica um número comparável de vítimas, mas, no que se refere a sanções, multas, perseguições, etc., ficou em bom lugar entre os depuradores. Criou-se uma figura jurídica, o «incívico», atribuído a todo aquele que tivesse sido germanófilo, partidário da amizade com a Alemanha ou, simplesmente, anti-comunista. Uma lei especial chamada 123 Sexies permitia impôr aos «incívicos» todas as restrições sociais: impedi-los de ter um emprego ou exercer as profissões de administrador de empresa, advogado, jornalista, médico, actor ou director de teatro ou de cinema, locutor de rádio, professor, escritor, conferencista e inclusive... preparador de trabalho e apontador. Em 19 de Janeiro de 1945 o Auditor Militar de Bruxelas dava conhecimento à população de que qualquer ajuda prestada a um «incívico» acarretava ipso facto uma pena de prisão entre 15 e 20 anos. O Estado belga ordenou entretanto a detenção de 28.000 empresários (quase a totalidade existente no país) sob a acusação de «colaboração económica» com a Alemanha. As pessoas assassinadas ascenderam a cerca de 51.000. Os «incívicos» cifraram-se em 231.000, mas outros 70.000 vieram a ser presos(2). Abriram-se 75.391 processos jurídicos por colaboração.
No final de Maio de 1945 regressavam à Bélgica cerca 3.000 assalariados belgas que tinham trabalhado na Alemanha como voluntários. Vinham num navio belga que os trazia de Odessa, na Ucrânia. Esses operários imaginavam estar a regressar do exílio. Mas nem tiveram tempo de desembarcar: a multidão, em Ostende, apoderou-se deles e atirou-os à água. Os que nadaram para a margem foram repelidos de novo pela chusma. Todos se afogaram(3).
A repressão contra os voluntários flamengos e valões que combateram na Rússia contra o bolchevismo foi particularmente odiosa e de um sadismo medonho. Tendo lutado de armas na mão e tendo-se oposto ao comunismo, foram considerados traidores à Bélgica e internados em campos de concentração (melhor dito: campos de morte), alguns deles ao ar livre e sem o mais pequeno abrigo no verão ou no inverno(4).
Léon Degrelle conseguiu chegar a Espanha em Abril de 1945 e, apesar dos pedidos insistentes de extradição formulados pelo governo belga, o governo de Franco negou-se ceder. Léon Degrelle fora condenado à morte in absentia nos finais de 1944. A condenação baseava-se num «delito de opinião», dadas as suas qualidades de chefe do REX e de voluntário na Frente do Leste. O processo foi grotesco. Degrelle sempre se dispusera a regressar à sua pátria na condição de poder defender-se com liberdade, de ter um julgamento regular, equitativo e imparcial e de os debates poderem ser difundidos. A «Justiça» belga não aceitou a proposta. Caberia perguntar porquê, se não soubéssemos de sobra...
Assim, Léon Degrelle permaneceu em Espanha. E, como a infâmia tem braços compridos, ao não ter conseguido alcançar Degrelle, encarcerou os seus pais, apesar de pessoas muito idosas, e pelo único delito de serem seus pais. Outros réus do mesmo delito de parentesco, foram também encarcerados: um cunhado seu, as suas irmãs, a sua mulher e até a filha de 9 meses de idade. Para terminar esta girândola de patifarias, os libertadores, em 8 de Julho de 1944, assassinaram com cinco balas nas costas e uma na nuca, o seu irmão, Edouard, pacífico farmacêutico da cidade de Bouillon, a dois metros de distância das suas filhas pequenas!

Nuno de Ataíde
In Último Reduto, n.º 12, Setembro de 1994, p. 50.

Notas:
1 - Enciclopédia Larousse
2 - Robert Poulet.
3 - Le Monde, Paris, 28.5.1945
4 - Fernand Kaisergruber, Nous n'irons pas à Touapse.

6.1.09

Livro: Hergé, filho de Tintim de Benoît Peeters

Hergé, filho de Tintim é uma biografia da autoria de Benoît Peeters, escritor e argumentista de banda desenhada e autor de "Le Monde de Hergé" editada pela Editorial Verbo em 2007 devido ao centenário do nascimento do desenhador belga. Cheia de interesse ao longo das 432 páginas, nas quais o autor faz uma análise à vida de Georges Rémi, bem como ao próprio Tintim, dando-nos a conhecer as estórias e as inspirações pelas diversas figuras criadas pelo desenhador belga. No entanto, três ressalvas há a fazer. Uma, a preocupada atenção do biógrafo de Hergé em desmentir a história Degrelle/Tintim segundo a qual, Tintim seria uma criação hergeniana com base na figura extraordinária do chefe rexista belga e general SS, León Degrelle. Sabendo-se hoje que a marca Tintim é uma marca empresarial há que desmentir a todo o custo a influência de Degrelle. Outra, são as páginas referentes à “Libertação” e à “Depuração” na Bélgica e finalmente, a censura e o reescrever segundo a cartilha do politicamente correcto das várias obras de Hergé.

Sobre a “Libertação”/“Depuração” na Bélgica "libertada" e "depurada" através de assassinatos e prisões em nome da justiça, da democracia e dos direitos do homem:

«Logo a 3 de Setembro, por volta da meia-noite, justiceiros improvisados querem prender este George Remi, de quem pouco sabem; apresentam-se à sua porta, mas rapidamente se vão embora. A 7, o desenhador é interrogado e depois libertado. Dois dias mais tarde, a Segurança do Estado faz uma busca a sua casa, onde não encontra nada de comprometedor, e leva-o depois para o comando central da polícia de Bruxelas, alcunhado Amigo, como o hotel mesmo em frente. Hergé cruza-se aí com Robert Poulet com quem troca “um sorriso valente como se impunha”. (Robert Poulet, «Adieu, Georges», em Rivarol, 18 de Março de 1983.). Passa apenas uma noite na prisão, juntamente com uma dezenas de outros proscritos, entre os quais Paul Herten, o director do Nouveau Journal, que será fuzilado pouco depois.
Tal como Hergé conta depois a Nobert Wallez, que também tem a sua conta de aborrecimentos:
“Depois de ter sido interrogado, fui libertado; no dia seguinte vieram prender-me, a PJ desta vez. Interrogado. Posto em liberdade. Três dias mais tarde, os MNB, metralhadora em punho, cercaram a casa. Interrogado, posto em liberdade. Dois dias depois, apareceram as FFI. Interrogado, posto em liberdade. Desde então, mais nada. Como existem agora uma dez organizações semelhantes, pensava que iam aparecer à vez para me prender, mas não, acabou assim, sem motivo aparente, e desde então deixaram-me em paz, moralmente diga-se. trabalho, como de costume, e isolo-me cada vez mais, ajudado por Germaine, esta companheira admirável cuja coragem, lucidez e nobreza foram para mim um verdadeiro apoio no meio de todas estas vilanias.” (Carta de Hergé ao padre Nobert Wallez, Setembro de 1944.).

«Entretanto, os legítimos proprietários reapossaram-se dos jornais e promulgaram medidas contra os colaboracionistas. A 7 de Setembro são expostas as decisões do Alto Comando Aliado: qualquer pessoa “que tenha contribuído para a redacção de um jornal durante a Ocupação, independentemente da rubrica a que tenha estado afecta, encontra-se momentaneamente interdita do exercício da sua profissão. Os repórteres fotográficos são objecto da mesma medida.” (Le Soir, 8 de Setembro de 1944.).» (pp.191/192)
«Tinha amigos jornalistas que ainda hoje acredito que eram completamente puros e nunca estiveram a soldo do inimigo. E quando vi algumas dessas pessoas minhas conhecidas, cujo patriotismo pressuroso também conhecia, serem condenadas à morte e algumas mesmo fuziladas, deixei de perceber tudo de tudo. Foi uma experiência de intolerância absoluta. Foi terrível, terrível!» (p. 194)
«Uma coisa é certa: os tempos são de justiça célere. Na Bélgica, mais de seiscentas mil pessoas foram incomodadas durante os anos que se seguiram à Libertação; no fim, os tribunais condenarão um pouco mais de quarenta mil por “incivismo”, palavra que na Bélgica designa os colaboracionistas. O pior são as denúncias arbitrárias e as vinganças pessoais, tantas como durante a Ocupação. É por temer os excessos causados pelo ódio que o auditor-geral, Walter Ganshof van der Meersch, “arquitecto e coordenador da política de repressão”, fez questão em confiar a Depuração oficial apenas aos tribunais militares.» (p. 196)
«Agora que a revista Tintim existia, outras manigâncias tentavam impedi-la de continuar. (…) Em 1946, a União dos Jornalistas era extremamente poderosa. Conseguia fazer reinar um ostracismo inimaginável sobre todos os que tinham publicado durante a guerra. O comunista Fernand Demany é um dos ferrabrás mais regulares dos jornalistas clandestinos. Segundo ele, a criação da revista Tintim “despertará penosas recordações em todos os que se lembrarem do Le Soir roubado para o qual Hergé contribuiu com o seu incontestável talento”. Mas não é o único a indignar-se. A revista católica La Cité Nouvelle não é menos virulenta. É manifesto que Hergé perdera parte dos seus apoiantes tradicionais:
“Não apenas o desenhador boche não foi incriminado, como é hoje autorizado a publicar um Tintim reabilitado, com o contingente de papel oficial. Incívico, este traidor que serviu os desígnios do inimigo por quantias substanciais, pode retomar livremente no seu lápis e repor no comércio a sua pequena brigada de Hitlerjugend… Será necessário que os filhos dos fuzilados e dos prisioneiros políticos venham ensinar alguma decência a este indivíduo que não hesitou em utilizar em benefício do inimigo o divertimento inocente das crianças? M. Tintim e a sua Hitlerjugend, o lugar do vosso patrão é na prisão de Saint-Gilles.”» (pp. 209/210)

Sobre a censura/politicamente correcto:

«É preciso que se diga que os ataques contra Hergé nunca pararam: o sucesso cada vez maior dos seus álbuns tem tendência a acirrá-los. Uma das críticas mais virulentas, e mais injustas, é publicada em 1962 na revista Jeune Afrique, assinada apenas com as iniciais G.R.:
“Na secção dos livros, os dezanove álbuns de Hergé foram reis e senhores. Traduzidos em seis línguas, excepto um, o primeiro da colecção, Tintim no País dos Sovietes, que os tintinólofos vão consultar à biblioteca nacional e que não será nunca (como é óbvio) reeditado. Nele, o autor manifesta nitidamente tendências que lhe valeram ser interditado por colaboracionismo, até 1947.
Moderou-se depois disso, mas uma pequena chamada de atenção continua a aparecer sub-repticiamente.
O nome dos “Maus” é só revelador: Salomon Goldstein, Rastapopoulos, o xeque Babe l Ehr, o marechal Plekszy-Gladz; o aspecto físico a mesma coisa; nariz encurvado de uns, tez colorida dos outros (aqueles a quem o capitão Haddock chama «colocíntida cor de antracite), faces mongóis dos terceiros. Quanto aos temas abordados, estes cantam as aventuras de Tintim, menos repórter que justiceiro, que detective, que super-homem”.
O autor esforça-se de seguida por provar, não sem má-fé, que os álbuns de Tintim são completamente reaccionários. Até a denúncia do regime borduro, em O Caso Girassol, se torna motivo de acusação…
Este artigo, se bem que um dos mais agressivos, está longe de ser o único. Pouco tempo antes, Le Canard enchaîné incitava os pais a desconfiarem de “«este herói” para quem os Brancos são todos brancos e os Pretos, todos pretos. Se os vossos filhos devem ser sensatos como as imagens, evitem que estas sejam do desenhador Hergé».
Na Casterman, assustam-se: estes ataques arriscam-se a penalizar a série, sobretudo junto dos pedagogos e dos bibliotecários. Desde o início de 1969 que Tintim no Congo, o álbum mais “sensível”, atravessa um longo período de desgraça: o livro não é proibido, mas o editor não o reimprime apesar dos pedidos constantes de Hergé. Esta censura que não se assume irrita-o profundamente. Tanto mais que este “pecado de juventude” parece-lhe muito venial: aquando da colorização em 1946, o álbum foi retocado e os pormenores escandalosamente colonialistas foram eliminados. Tintim já não dá aulas de geografia sobre “o vosso país, a Bélgica”; contenta-se com a neutralidade de aula de aritmética.» (p. 358/359)
«Sempre sob a pressão de Casterman, Hergé revê vários dos outros álbuns para os tornar “politicamente correctos” antes do tempo. Entre duas tiragens de Carvão no Porão, modifica o estilo demasiado trapalhão de uma carta do emir Ben Kalish Ezab e elimina “petit nègre” dos desgraçados negros destinados à escravatura. Doravante exprimir-se-ão da mesma maneira que nos romances traduzidos do americano, os de Chester Himes, por exemplo: dizem “M`sieur” em lugar de “Missié”. Tal como Hergé explica a um dos seus correspondentes: “Cedi aos insistentes pedidos dos meus editores, preocupados em gerir as susceptibilidades das gentes do terceiro mundo, e mais ainda dos seus defensores em Paris e em Bruxelas.» (Carta de Hergé a Jacques Langlois, 6 de Junho de 1969.).
«Revê Tintim no País do Ouro Negro de forma muito mais profunda. Na perspectiva da tradução inglesa, Hergé “curto-circuita os terroristas judeus e os ocupantes ingleses para deixar em campo apenas um emir e o seu rival”. Para evitar mal-entendidos, diz ele: na altura em que esta história apareceu em Inglaterra, em 1971, os jovens leitores já não sabiam que o exército inglês tinha ocupado a Palestina e lutado contra os grupos sionistas.
“Então, modifiquei o álbum. E creio sinceramente que ganhou em clareza, (…) porque se torna mais intemporal. Pode sempre existir uma rivalidade entre dois emires, enquanto, na primeira versão, a ocupação britânica da Palestina era muito localizada no tempo. Não é portanto para evitar a política, é para que se compreenda melhor: mais uma vez a preocupação da legibilidade.”
Diga Hergé o que disser, fazer desaparecer de Tintim no País do Ouro Negro qualquer alusão aos judeus (anti-semitismo), é como que uma tentativa ingénua e desastrada de limpar a Estrela Misteriosa. Mas é, fundamentalmente, também o sinal de uma perda de identidade. Tudo se passa como se o autor tivesse passado a ignorar um dos aspectos essenciais da su obra: enquanto nos anos 30 As Aventuras de Tintim tinham sido concebidas sob pressão da actualidade (a ponto de Hergé fazer disso, na sua carta a Leblanc de 1952, uma das causas do seu sucesso), agora eliminam-se as marcas demasiado explícitas da historicidade.» (p. 361)

5.1.09

Valquíria coitadinha


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Uma recriação ficcional: A Solução Final de Hitler: a Conferência de Wannsee

A Cinemateca vai exibir este mês o filme “A Solução Final de Hitler: a Conferência de Wannsee” (Die WansseKonferenz) e na introdução que faz ao filme dislata a torto e a direito.

“Em 1942, o regime nazi convocou a conferência de Wannsee para discutir o que apelidaram de “solução final”, ou seja, os processos de implementação daquele que viria a ser o extermínio em massa de mais de seis milhões de judeus. Num interessante exercício de evocação histórica, que dura só o tempo real da conferência, Heinz Schirk recria ficcionalmente o planeamento desse genocídio. Filmado em registo de cinema verité, DIE WANNSEEKONFERENZ subsiste como uma das mais sugestivas memórias de impassibilidade da morte em tempo de guerra.”

Ora o ignorante que escreveu estas linhas ainda não sabe que não houve mais de seis milhões de judeus mortos.
Deveria consultar Yehuda Bauer, um dos teóricos exterministas/genocidas, quando afirmou a respeito do número de mortos em Auschwitz era de 1,1 milhão, “um número realista”, e não os célebres 4 milhões que constavam e depois retiraram da placa que está em Auschwitz. Esta revisão e diminuição numerária ocorreu em 1992.
A conferência de Wannsee teve lugar em Berlim a 20 de Janeiro de 1942 e tratou sobre a emigração judaica e de fomentar por todos os meios estando prevista a evacuação de um milhão de judeus para a Rússia.
Os teóricos exterministas/genocidas passaram - à falta de melhor e de provas irrefutáveis - a defender que as palavras “evacuação”, “deslocamento” e “emigração” eram palavras-senhas (!!!) para o extermínio dado que as actas da conferência só mencionam estes termos.
E assim se criou o conto que a “solução final” era o extermínio dos judeus na Europa!
Espera-se que a recriação ficcional da conferência seja um êxito mormente com o aparecimento do papel – o tal que nunca apareceu - onde “ficou escrito” que era o extermínio judaico.

4.1.09

Violência urbana na Trofa

Jovens trofenses desesperados lançaram ataques fatais como foi o caso do jovem desconhecido, Reguila (ex-Hamas) que numa contra-ofensiva abateu com um míssil a ave Vitória acabando assim com a lanterna vermelha e esfumando a pouca luz lampiónica.
Já o Prof. Silva tinha avisado: "ilusões que se pagam caras"!

Leitura semanal

Alma Pátria-Pátria Alma
Se Gaza cair, Cisjordânia cairá depois

Dragoscópio
Cachorros-quentes kosher
Cortina de fumo

Manlius
Porque ainda estamos no Natal...
O eleito do "povo eleito"

Mente Vertical
António José de Brito sobre António Sardinha

Inconformista
Pt No Media
Pt NovoPress
Revisionismo em Linha

30.12.08

Afinal, estava tudo preparado há meses!

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Mais (holo)conto menos conto

Depois de Misha Defonseca foi agora descoberto um conto da autoria de Herman Rosenblat, com o título, "Angel at the Fence, The True Story of a Love that Survived" que relata uma linda história de amor passada no campo de concentração de Buchenwald, onde a sua actual mulher atirava maçãs por cima da cerca para o autor. Pena foi que este confessasse à sua agente, Andrea Hurst, ter inventado partes do livro.
Sinceramente, não compreendo qual seja o problema em criar e recriar um texto. A liberdade literária é um direito inalienável de qualquer autor.
Ainda por cima a Berkley Books, do grupo Penguin Books exige a devolução do dinheiro quer ao autor quer à sua agente.
Tudo isto porque alguma(s) mente(s), provavelmente anti-semitas, repararam que não havia lógica que ao lado de um campo de concentração nazi houvesse uma macieira. Só gente mesquinha podia reparar nesse pormenor. Então, não há lógica?
Ora, os campos de concentração não ficavam no meio de desertos...
Se no campo de concentração de Buchenwald, na Turíngia, havia forno crematório era natural que ao lado houvesse árvores de fruto adubados com as cinzas deitadas pelos prisioneiros e que davam fruto para mais tarde seriam atirados pelas namoradas aos seus queridinhos e tudo isto nas barbas dos SS armados com a pistola-metralhadora Scheimesser MP38!
Mas nem tudo é mau. Harris Salomon, presidente da Atlantic Oversear Pictures, ainda mantém os planos de fazer um filme com orçamento de 25 milhões de dólares sobre a história de Herman Rosenblat, apesar de "Em essência, haverá duas histórias, a fantasia que ele criou em sua mente entrecortada com a vida real de Herman Rosenblat, um homem que inventou isso", disse Salomon.
"Há algumas coisas na vida que você não questiona, como um sobrevivente do Holocausto. Eu acredito nisso", disse Salomon, que já conversou com Rosenblat desde que o livro foi cancelado.
Realmente em questões de fé e de dogma não se questiona!
Resumindo e concluindo: temos holoconto!

A descoberta do Prof. Silva

O Prof. Silva, presidente desta república, afirmou e muito bem que a "democracia portuguesa sofreu um sério revés" e que "Para dissolver a Assembleia Legislativa dos Açores, o Presidente terá de ouvir os partidos, o Conselho de Estado, o Governo Regional e Assembleia Legislativa dos Açores". "É uma "solução absurda".
Fico feliz e contente que a democracia tenha sofrido um sério revés. Lamento que não seja o último. Mas revés a revés...
Intrigo-me com o facto de ter dito que está em causa é "o normal funcionamento das instituições". Ora, o sr. Silva, ainda não percebeu que a decisão tomada no Palácio de S. Bento só foi possível porque os deputados não sabem em que votaram - perceberam agora que os seus direitos foram limitados por eles próprios - logo, isto é, o normal (dis)funcionamento das instituições democráticas!!!
Agora - sim! - os deputados açoreanos garantiram e muito bem a sua sobrevivência económica ao olharem pela vidinha deles e impedirem que um qualquer presidente da república dissolvesse a casinha da democracia açoreana e lhes tirasse o pãozinho da boca acabando a receber algum subsídio da Segurança Social.
Espero que chefe Alberto João faça o mesmo no jardim do Atlântico, verdadeiro reduto nazi-fascista na opinião do deputado do PND, José Manuel Coelho, e garanta que o nazi-fascismo madeirense resiste aos ventos atlânticos!

Bastonário da Ordem dos Advogados diz que "privilégios" dos bancos devem ser discutidos

«O bastonário da Ordem dos Advogados (OA) defendeu ontem que a situação de BPN, BCP e BPP deve ser objecto de "discussão pública" sobre os "privilégios dos bancos na sociedade portuguesa".
"Pelos vistos, nenhum banco pode ir à falência porque o Estado vem salvá-lo", disse António Marinho Pinto, em entrevista à agência Lusa, considerando que é preciso "ver o que se passa no submundo das instituições financeiras em Portugal", como "são usadas, que fins é que servem". O bastonário, que completa um ano de mandato, criticou as offshores e o "endeusamento do segredo bancário" que, em muitos casos, servem como "instrumentos para cometer crimes": "Estão-se a descobrir podres que eram inimagináveis há meia dúzia de meses. Parece que o sistema financeiro só funciona com um pé do lado de lá da legalidade", disse.
Questionado sobre se em Portugal há uma justiça para os ricos e outra para os pobres, o bastonário contrapôs que basta visitar as cadeias para constatar que "97 por cento [dos reclusos] são pessoas pobres".
Quanto à corrupção, Marinho Pinto diz que esta assume em Portugal "proporções maiores do que as que devia assumir"; a "verdadeiramente nociva" para o Estado de direito é "a corrupção política", a que envolve "grandes empreitadas do Estado" e a "aquisição de milhares de milhões [de euros] em equipamentos", como sucede, nomeadamente, na "modernização das Forças Armadas".
"Vergonha inadmissível"
Marinho Pinto classificou como uma "vergonha inadmissível" a "privatização de segmentos importantes da justiça", visando retirar processos dos tribunais através da "desjudicialização", que vai da acção executiva à resolução de litígios laborais.
"Parte significativa da administração da justiça é hoje feita em repartições públicas como conservatórias, julgados de paz, em centros de mediação, centros de arbitragem, muitos deles vocacionados para o lucro", criticou. "Há interesse dos magistrados em retirar trabalho e processos dos tribunais."
Esta frase foi criticada pelo presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, António Martins, que classificou como "descarada falsidade" a ideia do bastonário de que os magistrados querem retirar processos dos tribunais para terem menos trabalho.
Quanto à declaração de Marinho Pinto de que o novo mapa judiciário faz dos tribunais um "feudo dos juízes", que passam a ser "senhores absolutos", Martins explicou que "os tribunais devem ser geridos por juízes, assim como os escritórios de advogados são apenas geridos por advogados". E acusou o bastonário de ter um discurso "corporativo" e que denota uma "certa psicose".
"Parece que o sistema financeiro só funciona com um pé do lado de lá da legalidade", diz Marinho Pinto .»

28.12.08

Leitura semanal

A Voz Portalegrense
Holocausto das Almas

Legião Vertical
O Sol retornará invicto e vitorioso também para nós

O Reaccionário
Só existem nações, não existe humanidade

Um Homem das Cidades
O Hamas, uma criação da Mossad israelita, volta a fornecer pretextos a Israel para uma nova chacina de palestinianos


Terra e Povo - Galiza
La Orden del Santo Graal: Identidad y restauración tradicional en la obra de Vicente Risco

Terre et Peuple
In-Mémoriam - Abel Bonnard
Notre fête de Noël

Inconformista
Pt No Media
Pt NovoPress
Revisionismo em Linha

Humor: Zé e as nazis lésbicas por Nuno Rogeiro


Nuno Rogeiro
In Sábado, 16.10.2008, p. 54.

Humor de Pacheco Pereira


Não sabia que era proibido em democracia ser contra a emigração
«O vereador Sá Fernandes, à revelia das leis e da liberdade, mandou arrancar um cartaz do PNR contra a emigração. Nada tenho com as ideias e as práticas do PNR, nem precisava de o dizer a não ser porque este mundo está tão envenenado que tem de se estar sempre a repetir o óbvio, mas desconhecia que era proibido em democracia pronunciar-se contra a emigração. O problema é nós nos esquecermos de que a liberdade dos outros é também para dizer aquilo que nós detestamos e com que não concordamos. A liberdade é assim, não é apenas aquilo que o vereador Sá Fernandes entende ser politicamente correcto dizer ou aquilo que ele quer quer censurar. Felizmente.»




E já agora, para fazer subir pelas paredes a mesma turba

«Não posso deixar de considerar mais uma vez excessivo o modo como o nosso sistema judicial penaliza os crimes reais, hipotéticos ou mesmo de opinião, que em democracia não são crimes, da extrema-direita. Já não é a primeira vez que tal se nota, numa desproporção enorme entre o modo como os juízes e procuradores se atiram para os crimes da extrema-direita e tratam com penas leves ou nenhumas crimes de sangue, violência, violações, assaltos à mão armada, etc. Entre as penas possíveis de aplicar aos crimes do grupo de skins que foi julgado (dou de barato que haja crimes, embora tenha a maior das dúvidas sobre uma polícia que apresenta como despojos de uma busca bandeiras e símbolos nazis, que eu também desconhecia ser um crime possuir, e que, já digo publicamente, também tenho no meu arquivo), parece sempre escolher a mais dura, mesmo quando o bom senso exigiria outra ponderação.
As ideias de Mário Machado matam, tenho poucas dúvidas sobre isso. Mas também a minhas há 30 anos matavam, as de Mário Soares, as de vários membros do Governo actual e de altos responsáveis da magistratura, de empresas, da comunicação social, matavam também. E as de muita gente hoje, que em Portugal passa por ser pacífica e que ninguém vê com os mesmos olhos com que vê os skins e os nazis, matam hoje mesmo, na Colômbia, na América Latina em geral, em África, na Ásia e mesmo na Europa, no nosso país vizinho. Ou pensam que é um exclusivo da extrema-direita e que a extrema-esquerda são uns pacíficos meninos, cujas bandeiras com a foice e o martelo têm tanto sangue como a cruz gamada?
Só que em democracia é suposto as ideias e as opiniões serem livres, por péssimas que sejam, e o nosso desgosto com elas não deve servir de agravante penal, sob pena de politização da justiça.»

Pacheco Pereira

Raid aéreo em Gaza

As tropas assassinas do racista Estado de Israel atacam a Faixa de Gaza e apelam à compreensão da "comunidade internacional" pois só o fazem em defesa de Israel como se o estado judaico e sionista detentor do 4.º arsenal atómico mundial estivesse em perigo!
Veja a reportagem deste sangrento massacre na SIC e as fotografias no JN.

23.12.08

Bom Natal e Feliz Ano Novo

Da autoria do VL este antigo e muito moderno postal.
É o exemplo do Vanguardismo Estético, entre o espírito nacional-universalista e a ética tradicional-revolucionária.