29.10.08

Livro: António Oliveira Salazar e Pedro Teotónio Pereira - Correspondência Política 1945-1968 de João Miguel Almeida

Acabado de vir a lume pelo Círculo de Leitores e pela Tema e Debates a correspondência entre Salazar e Pedro Teotónio Pereira, embaixador em Madrid e em Londres entre 1945 e 1968, reunida num volume de 764 páginas.

Europa Eterna


«O blog “Europa Eterna” será um blog sem qualquer tipo de ligação a uma organização política. É um blog claramente identitário, europeísta e nacionalista.
Irá ser um espaço de informação, discussão política e de divulgação da cultura europeia. Tentaremos divulgar igualmente alguns textos e campanhas de organizações europeias relacionadas com o âmbito deste blog.
Os responsáveis por este espaço não escondem a sua vincada vertente nacionalista, não defendemos porém um nacionalismo anacrónico, completamente desajustado da nossa realidade. É altura de olhar em frente, não esquecer o passado mas nunca viver refém dele.»

Humor: Geração Magalhães - II

28.10.08

O milagre da economia portuguesa

A economia e a democracia estão em grande pujança.
Depois do financiamento estatal à banca portuguesa, segue-se agora o financiamento dos partidos políticos que vão receber 100 milhões de euros do Estado acabando-se assim com o desemprego nos partidos como já eram públicos os problemas financeiros do Partido Comunista.
Apoio a ideia do professor universitário Manuel Meirinho Martins, docente do Instituto Superior de Ciências Sociais, autor do estudo em fase de investigação "Os custos da democracia eleitoral portuguesa" que sugere: "Podia-se criar um fundo para a democracia, com um valor fixo que depois seria distribuído pelos partidos"».
Assim, esse fundo entraria na Bolsa e seria um sucesso para os partidos e para os accionistas.
A célebre palavra de ordem Um homem - um voto está ultrapassada!
Agora, nesta era de Novas Oportunidades, os partidos defendem com unhas e dentes: Um voto - 3,16 euros!
Aguardam-se as reacções de Jerónimo de Sousa e de Xiquinho Louçã face a este financiamento estatal que não serão as mesmas que tiveram sobre o financiamento aos bancos, pois estes 100 milhões de euros são a garantia que o desemprego partidário não irá acontecer para regozijo dos defensores da classe trabalhadora, operária e camponesa.
Outro aspecto positivo desta medida é a possibilidade da extinção dos Institutos de Emprego e Formação Profissional sendo substituídos pelas agências de emprego a abrir em todas as sedes dos partidos espalhadas por este país.
Com isto, os partidos aumentarão o número de filiados e a taxa de abstenção - na casa decimal dos 40% - irá baixar porque o eleitor/contribuinte/empregado vai querer votar para que o seu partido/patrão tenha o maior número de votos possíveis, deixando de ser importante que vença ou perca as eleições.
Qual crise, qual quê!
Milhões de euros - para os bancos que todos os anos têm lucros escandalosos e para os partidos que são o garante da democracia - não faltam!

Pintura de Ferdinand Leeke: Odin e Brunhilde

Odin e Brunhilde, 1908
Ferdinand Leeke
Pintor alemão
1859 - 1925

Humor: Geração Magalhães - I

24.10.08

Covadonga e Pelágio!


“Os que têm lido a história daquela época sabem que a batalha de Cangas de Onis foi o primeiro elo dessa cadeia de combates que, prolongando-se através de quase oito séculos, fez recuar o Corão para as praias de África e restituiu ao Evangelho esta boa terra de Espanha, terra, mais que nenhuma, de mártires. Na batalha de junto de Auseba foram vingados os valentes que pereceram nas margens do Chrysus; porque mais de vinte mil sarracenos viram pela última vez a luz do Sol naquelas tristes solidões. Mas, nesse dia de punição, esta devia abranger assim os infiéis, como os que lhes haviam vendido a pátria e que ainda vinham disputar a seus irmãos a dura liberdade de que gozavam nas brenhas intratáveis das Astúrias.
O ardil de Pelágio para resistir com vantagem aos muçulmanos, cem vezes mais numerosos que os cristãos, surtira o desejado efeito. Ainda que muito a custo, os cavaleiros enviados em cilada para a floresta à esquerda das gargantas de Covadonga puderam chegar aí sem serem sentidos dos árabes, que se haviam aproximado mais cedo do que o fizera crer a narração do velho Velido. Os infiéis pararam nas bordas do Deva, no sítio em que rompia do vale, e os seus almogaures tinham ousado penetrar avante. Os cavaleiros da cilada, que a pouca distância passavam manso e manso, ouviram distintamente o tropear dos ginetes inimigos.
Mas, quando, ao primeiro alvor da manhã, Pelágio se encaminhava com o seu pequeno esquadrão para a garganta das serras, já os árabes rompiam por ela e começavam a espraiar-se, como ribeira que, saindo de leito apertado, se dilata pela campina. Os cristãos recuaram, e os infiéis, atribuindo ao temor esta fuga simulada, precipitaram-se após eles. Pouco a pouco, o duque de Cantábria atraiu-os para a entrada da gruta de Covadonga. Chegado ali, pondo à boca a sua buzina, tirou um som prolongado. Imediatamente os cimos dos rochedos, que pareciam inacessíveis, cobriram-se de fundibulários e frecheiros, e uma nuvem de tiros choveu de toda a parte sobre os africanos e sobre os renegados godos. Vacilaram; mas o desejo da vingança levou-os a apinharem-se, esquadrões, à entrada da caverna, onde, finalmente, encontravam desesperada resistência. Então, como se despegassem do céu, grandes rochedos começaram a rolar sobre eles dos cimos do precipício que lhes ficava sobranceiro. Mãos invisíveis os impeliam. Cada rocha traçava no meio daquele vulto informe que oscilava, naquela vasta planície de alvos turbantes e de capacetes reluzentes, uma escura mancha, semelhante a chaga horrível. Eram dez ou vinte guerreiros, cujos membros esmagados, cujos ossos triturados, cujo sangue confundido espirravam por cima das frontes dos seus companheiros. Era medonho!, porque a esse espectáculo se ajuntava o grito de raiva e desesperação dos pelejadores, grito feroz e agudo, só comparável ao bramido de cem loas a quem os caçadores assinalaram profundamente os elmos de Opas e Juliano. No mesmo momento mais três ferros reluziam.
Um contra três! Era um combate calado e temeroso. O cavaleiro da Cruz parecia desprezar Mugueiz: os seus golpes retiniam só nas armaduras dos dois godos. Primeiro o velho Opas, depois Juliano caíram.
Então, recuando, o guerreiro cristão exclamou:
- Meu Deus! Meu Deus! Possa o sangue do mártir remir o crime do presbítero!
E, largando o franquisque, levou as mãos ao capacete de bronze e arrojou-o para longe de si.
Mugueiz, cego de cólera, vibrara a espada: o crânio do seu adversário rangeu, e um jorro de sangue salpicou as faces sarraceno.

Como tomba o abeto solitário da encosta ao passar do furacão, assim o guerreiro misterioso do Chrysus caía para não mais se erguer!...
Nessa noite, quando Pelágio voltou à caverna, Hermengarda, deitada sobre o seu leito, parecia dormir. Cansado do combate e vendo-a tranquila, o mancebo adormeceu, também, perto dela, sobre o duro pavimento da gruta. Ao romper da manhã, acordou ao som de cântico suavíssimo. Era sua irmã que cantava um dos hinos sagrados que muitas vezes ele ouvira entoar na Catedral de Tárraco. Dizia-se que o seu autor fora um presbítero da diocese de Hispalis, chamado Eurico.
Quando Hermengarda acabou de cantar ficou um momento pensando. Depois, repentinamente, soltou uma destas risadas que fazem erriçar os cabelos, tão tristes, soturnas e dolorosas são elas: tão completamente exprimem irremediável alienação de espírito.
A desgraçada tinha, de feito, enlouquecido.”

In Eurico, o Presbítero, Biblioteca Essencial, 2007, pp.238/243.

22.10.08

Livro: Páginas Minhotas de Alfredo Pimenta

Foi através de António Manuel Couto Viana que tive conhecimento desta nova edição de Páginas Minhotas de Alfredo Pimenta a cargo da Opera Omnia dado à estampa em 2007. São 295 páginas que retratam o sangue e o solo minhotos.
Faz parte de ambas as edições o magnífico desenho a carvão do ilustre e extraordinário pintor, Ruy Preto Pacheco.

Sendo já detentor da 1.ª edição a cargo das Organizações Bloco, Limitada, sob a orientação de Manuel da Costa Figueira, em 1950, 236 páginas, não deixei de adquirir a segunda edição.

21.10.08

Salvador Dalí e Hitler

O Enigma de Hitler. 1939.
Óleo sobre tela, 51,2x79,3cm.
Museo Nacional Reina Sofia. Madrid.

Fotografia de Hitler que inspirou Salvador Dalí na metamorfose do rosto de Hitler em "Paisagem ao Luar com acompanhamento - Serenata de Tosseli". 1958.

Óleo sobre tela, 25,5x31 cm.
Colecção Particular

Medina Carreira ataca de novo no Jornal da 9 da SIC Notícias!

19.10.08

I Encontro de Blogues Nacionalistas

Está agendado para 29 de Novembro (sábado) um encontro de blogues nacionalistas, uma ideia de Alma Pátria, com o objectivo de trocar conhecimentos e experiências, na região de Coimbra.
Os interessados devem contactar o Alma Pátria-Pátria Alma ou enviar email para
vitorramalho1@gmail.com

Leitura semanal

A Cidade do Sossego
Realeza e Pontificado
O céu belicoso
Democracia e pós-guerra

A Voz Portalegrense
Crónica de Nenhures: Paliativos que agravam

Alma Pátria-Pátria Alma
Crise! Que crise

Caceteiro
Alfredo Pimenta

Dragoscópio
Haia com Deus
Venha a higiene!

Falangista Campense
Já que não respeitam a memória dos mártires...

Gladius
Memórias da BD portuguesa - Tónius, o Lusitano

Movimento Legitimista Português
A burguesia é o inimigo

O Pasquim da Reacção
Sobre os Não-Matrimónios
O Novo Socialismo de Sacristia

O Reaccionário
A Revolução não pára!
A Europa enlutada

Pena e Espada
Homenagem a Céline: Viagem ao fim do efémero

Reverentia
In Memoriam

Sexo dos Anjos
Recordando Jacques Brel: les bourgeois c'est comme les cochons
Os negócios do "anti-racismo"

Inconformista
Pt No Media
Pt NovoPress
Revisionismo em Linha