31.8.08

Leitura semanal

A Cidade do Sossego
Europa
Firmeza sem tabus
Canal Benfica

Alma Pátria-Pátria Alma
A Canção é uma arma

Dragoscópio
Anti-semitas pedidos
Asnomancia e vaselina
O anti-semitismo endémico e hereditário
Com hífen ou sem hífen - I

Gladius
Nacionalistas detidos na Dinamarca por ordem da Alemanha
Juízes são influencidados pela sua filiação partidária

Legião Vertical
O soldado

Manlius
Pensar Portugal, Sempre!
Um balde de m...
Para esquecer urgentemente
A Patati, patatá do dia ...

Movimento Legitimista Português
A democracia não é cristã

Nova Frente
Um país a cair aos pedaços
Ladrões de Portugal, organizem-se!
Allcrimes

O Sexo dos Anjos
Levantemos a voz

Reverentia
De regresso...

Último Reduto
«Pourquoi aimes-tu les défauts que tu n'as pas?»

Inconformista

Pt. No Media

Pt. Novopress

Revisionismo em linha

A Voz da Saudade: Maria Estefânia Anacoreta

A RTP emitiu hoje, no Canal 1, um extraordinário documento histórico de um verdadeiro anjo da guarda do Movimento Nacional Feminino. Sob o título de A Voz da Saudade: Maria Estefânia Anacoreta e com duração de 60 minutos comoventes pelo seu passado é o relato vivo de uma Senhora extraordinária e corajosa ao serviço da Pátria e do Movimento Nacional Femino.
Presto a minha profunda homenagem a esta grande Senhora.
Bem haja, Senhora Dona Maria Estefânia Anacoreta.
Não a esqueceremos!

«Há mais de 40 anos, em plena guerra colonial, uma mulher de Santarém percorreu durante sete meses quase 20 mil quilómetros pelo mato e a floresta de Angola. Foi dar a ouvir, a mais de mil soldados do seu distrito, mensagens gravadas pelos familiares. O seu nome era Maria Estefânia Anacoreta.
Esta é a sua história.
Tinha então 47 anos. Com um gravador de som, percorreu o distrito a pedir aos familiares de soldados a combater em Angola (mães, esposas, filhos, namoradas e até madrinhas de guerra) que gravassem mensagens para ela própria reproduzir à frente dos militares. Assim fez, numa épica viagem pelo interior de Angola que durou seis meses, por avionete e por estradas e picadas. O documentário evoca as emoções que este anjo da guarda despertou junto desses soldados, ao aparecer-lhes de surpresa nos aquartelamentos, matando-lhes as saudades e transmitindo-lhes um sentimento de ânimo e de esperança.
Regressada a Portugal, tentou fazer o mesmo para quem combatia na Guiné, voltando a calcorrear o seu distrito a recolher novas mensagens, mas o estado da guerra naquela colónia impediu-a de partir, e os homens de Santarém aí estacionados nunca ouviram as gravações dos seus familiares.
A protagonista desta história, que conservava consigo o mesmo gravador portátil utilizado na época, assim como as mensagens que recolheu para os soldados na Guiné, participou na produção do documentário, nomeadamente indo procurar, ao fim de quase quatro décadas, alguns desses antigos militares e pondo-os a ouvir pela primeira vez o som dos pais já falecidos ou dos filhos então acabados de nascer.
Maria Estefânia Anacoreta faleceu em 8 de Janeiro de 2008, aos 89 anos de idade, poucas semanas depois da finalização deste documentário.»

30.8.08

A realidade romena segundo Gregori Dumitrescu

«Senti-me colhido de surpresa pelo objectivo do russo que tinha na minha frente. Uma vez mais verifiquei que o mundo capitalista com o qual Ivan estava aparentemente zangado tinha concluído a aliança mais absurda de toda a história do mundo ao ajudar um inimigo moral. Depois de combater contra o formidável exército da Alemanha nacional-socialista, porque não se constituiu em obstáculo contra a enxurrada soviética na Europa? Sem a ajuda americana e sem os bombardeamentos maciços levados a cabo contra a Alemanha pelas “fortalezas voadoras”, jamais os russos teriam saído das suas fronteiras. Um desembarque americano nas costas do Mar Negro seria bem visto pelos países limítrofes que olhavam com a maior inquietação o avanço do exército soviético.
Os americanos que se dizem “libertadores” não merecem esse nome porque ajudaram as tropas soviéticas a invadir a Europa. A sua concepção de liberdade é pouco coerente. Podiam parar o avanço dos carros, fiacres e carroças que transportavam o exército soviético para o Ocidente e não o fizeram.» (p. 78)

«Se a Roménia pós-1944 se tivesse livre desse tipo de gente, os comunistas jamais teriam governado, mesmo com a ajuda total da União Soviética. Digamos que os que se juntaram aos comunistas para não perderem o pão quotidiano ou a esperança da família não podem ser propriamente oportunistas. Neste caso, tratava-se de arrivistas, e muitos não deram conta a que ponto eram abomináveis. Vi gente que em 1944 saudava à maneira das SS alemães e que pouco depois fazia a saudação comunista de punho fechado. Vi especuladores vulgares para quem o dinheiro não tinha cheiro que depois de 1944 não paravam de apregoar o progresso social… Vi também anti-semitas notórios chorar nos braços de judeus e judeus a apertar-lhes a mão como «como camaradas».
Os piores especuladores de ontem são hoje progressistas, os admiradores mais fanáticos do Nacional-Socialismo e do Fascismo fizeram-se comunistas e anti-fascistas.» (p. 79)

«O Verão tinha passado e o 19 de Novembro de 1946 não estava longe. Toda a nação aguardava esse dia para mostrar com votos que recusava a ingerência da União Soviética nos assuntos internos da Roménia.
O governo imposto em 6 de Março de 1945 era considerado comunista, mesmo se vários ministros não eram comunistas. Uma vez em funções, o governo Croza substituiu os que detinham postos-chave nos Ministérios por elementos afectos aos comunistas. Em 19 de Novembro ia ver-se a vontade do povo. No dia da votação, todos se comportaram como antes de uma batalha, ninguém ficou em casa.
Os habitantes das cidades saíram para a rua como se cada um deles não quisesse ser suspeito de passividade num dia em que era necessário mostrar que queríamos ser livres no nosso país. Nas aldeias, o ambiente era de festa, de festa nacional. Cantavam-se canções em grupo nas estradas do país… Toda a gente votou. Era considerado um dever de todos os romenos.
Quando se abriram as urnas, muitas não tinham mais que um voto para o Partido Comunista, apesar de cada partido ter dois representantes. O que significa que os aliados dos comunistas tinham votado em Iuliu Maniu. Os escrutinadores comunistas franziram o sobrolho e os aliados, culpados, fingiram-se inocentes, alegremente inocentes.
Os russos tinham formado uma divisão chamada “Horia, Closca e Crisan” com prisioneiros romenos instruídos por comissários soviéticos trazidos para a Roménia depois da “libertação”. A contagem dos votos nos quartéis deu 80% à oposição, ou seja, a Iuliu Maniu.
Esperou-se ansiosamente a publicação dos resultados, mas os romenos ficaram siderados ao verem que os jornais celebravam em títulos de caixa alta na primeira página a brilhante vitória do Bloco de Partidos Democráticos. O povo romeno acaba de “derrotar a reacção de uma vez por todas…” Depois desse “resultado”, a face do país mudou… A partir de então, passou a ser um país de resignados, ninguém duvidava que a União Soviética fazia o que queria.» (p. 78)

Livro: O Holocausto das Almas de Gregori Dumitrescu

Editado pela Antília Editora, no passado mês de Julho, este holocausto devidamente esquecido e ignorado. Se me perguntarem que género de leitura se trata, classificarei de terror real, dado tratar-se da liquidação integral do homem e a destruição dos seus sentimento para ser "criado" um verdadeiro robot, tão ao gosto do sistema comunista e estalinista soviético e da actual Globalização, como se pode ler ao longo das cerca de 170 páginas do livro.
“O que se passou em Pitesti foi posto a funcionar pelo general Nikolsky, que dirigia o Ministério do Interior segundo as directivas de Moscovo, e por Ana Pauker, que supervisionava toda a operação. A direcção do terror foi confiada aos coronéis Dülberger e Zeller, inspectores prisionais, ambos promovidos ao grau de general em 1951.” (p. 157).

27.8.08

Modelo judaico em Angola

O Diário de Notícias anuncia que Angola aposta em modelo de 'kibutz' para reintegrar ex-combatentes.
Isto faz-me lembrar os kolkhozes soviéticos, as ucp`s no Alentejo...
A escolha "eleita" foi a sugestão judaica, como não podia deixar de ser.

Misha Defonseca e o holoconto

No Correio da Manhã uma notícia inquietante. Misha Defonseca vai a tribunal por causa da seu livro sobre o holocausto.
Pelo vistos, até o género conto é perigoso para o politicamente correcto.
Bolas, trata-se apenas de um holoconto.
Onde está a liberdade de expressão e a limite da imaginação?

«Misha Defonseca, de 71 anos, chocou o Mundo duas vezes e prepara-se para continuar. Em 1997, a belga publicou, com sucesso imediato, a sua história de sobrevivência ao Holocausto. Em Fevereiro deste ano, negou a veracidade do seu relato. E agora vai a tribunal acusada de fraude pela editora que antes acusou do mesmo. Confuso?
A editora americana de ‘Misha: A Memoire of the Holocaust Years’ vai reabrir um processo judicial que em 2001 foi favorável a Defonseca e Vera Lee, co-autora das falsas memórias. Na ocasião, Jane Daniel, a editora, foi julgada e condenada por reescrever o livro e receber os respectivos direitos de autor, contexto em que se deu a revelação: "A história é minha. Não é real, mas é a minha realidade...", admitiu Defonseca.
A jovem órfã judia, perseguida por nazis e protegida por um par de lobos, nunca existiu, mas terá existido um alerta da co-autora à editora para a incoerência dos factos. E a reacção, essa, foi bem diferente daquela que agora Jane Daniel esgrime em sua defesa: "Todas as histórias de sobreviventes são assim."»

D. Sebastião

D. Sebastião
Miniatura sobre cartão.
Galeria dos Uffizi. Florença, Itália

23.8.08

Israel deve atacar o Irão para evitar uma guerra nuclear

O típico texto de "fazedor de opinião", de "opinião publicada" para essa coisa abstracta a que chamam pomposamente Opinião Pública.
***
Um ataque nuclear israelita para evitar que o Irão consiga a Bomba, ou depois de este ter obtido a Bomba, é provável. Israel vai certamente atacar as instalações nucleares do Irão nos próximos quatro a sete meses. E tanto os líderes de Teerão como os de Washington deveriam desejar fervorosamente que o ataque fosse bem sucedido, provocando pelo menos um atraso significativo na produção nuclear do Irão, se não a completa destruição do programa nuclear do país.
Se o ataque falhar, o Médio Oriente vai quase com certeza ser palco de uma guerra nuclear - ou devido a um ataque nuclear preventivo por parte de Israel ou a um confronto nuclear pouco depois de o Irão conseguir fabricar a sua bomba.
Não é do interesse do Irão, nem dos EUA, nem do resto do mundo, que o Irão seja arrasado por um ataque nuclear ou que o Irão e Israel sofram ambos essa sorte.
O que se seguiria a um cenário desse tipo seria uma traumática desestabilização do Médio Oriente, com consequências políticas e militares que se fariam sentir em todo o Globo, sérios prejuízos para o fornecimento de petróleo ao Ocidente e poluição radioactiva da atmosfera e da água do Planeta.
Apesar disso, assistiremos quase com certeza a curto prazo, a uma escalada do conflito israelo-iraniano para o patamar nuclear, caso o ataque convencional de Israel não consiga destruir ou adiar significativamente o programa iraniano, que todos os serviços secretos do mundo acreditam que está a ser orientado para a produção de armas nucleares e não para a produção pacífica de energia nuclear.
Apesar das actuais propostas de mais sanções económicas, todos sabem que as sanções não conseguiram nenhum resultado até agora e que é pouco provável que consigam ser aplicadas com suficiente amplitude e rigor para paralisar o projecto iraniano - considerando a permanente recalcitrância da Rússia e da China e a ambivalência do comportamento da Europa Ocidental e dos Estados Unidos (ainda que não da sua retórica).
Os serviços de informações ocidentais acreditam que o Irão irá atingir o ponto de não-regresso da produção de bombas nucleares dentro de um a quatro anos.
Isto deixa o mundo apenas com uma opção, se se pretende impedir a nuclearização do Irão: a opção militar, o que significa um ataque aéreo, por parte dos Estados Unidos ou de Israel. É evidente que os americanos possuem a capacidade militar para levar a missão a cabo utilizando meios convencionais, o que significaria um ataque aéreo à defesa aérea iraniana, aos centros de comando e controlo e às próprias instalações nucleares. Mas, devido à embrulhada iraquiana e àquilo que está rapidamente a evoluir para a embrulhada afegã, o público americano não está muito entusiasmado com a ideia de lançar mais uma guerra num país islâmico nem acredita que um ataque ao Irão corresponda a um interesse vital dos EUA - o que limita a margem de manobra da Casa Branca.Isto deixa em cena apenas Israel - o país que é quase diariamente ameaçado pelos líderes iranianos com a sua destruição iminente. Daí a recente vaga de notícias sobre os preparativos e os planos israelitas para atacar o Irão (por várias razões, o período de 5 de Novembro de 2008 a 19 de Janeiro de 2009 parece a aposta mais segura).
O problema é que as capacidades militares de Israel são inferiores às da América e, devido às distâncias envolvidas, à multiplicidade e dispersão dos alvos iranianos, ao facto de muitos serem instalações subterrâneas e à escassez de informações, é improvável que as forças israelitas possam destruir ou atrasar significativamente o projecto nuclear iraniano - mesmo que sejam autorizadas a usar o espaço aéreo da Jordânia e do Iraque e pistas de aterragem iraquianas.
Mas Israel, acreditando que a sua própria existência está em causa - um sentimento partilhado por muitos israelitas, incluindo responsáveis políticos -, fará certamente esse esforço, recorrendo às suas capacidades convencionais.
Todos os líderes israelitas, do primeiro-ministro Ehud Olmert para baixo, já disseram claramente que uma bomba nuclear iraniana significaria a destruição de Israel e que não permitirão que o Irão obtenha a Bomba.
É possível que um ataque convencional israelita, mesmo que não seja bem sucedido, convença os iranianos a suspender o seu programa nuclear ou persuada os poderes ocidentais a aumentar a sua pressão diplomática e económica ou mesmo a intervir militarmente.
Mas o cenário mais provável é que a comunidade internacional continue a não fazer nada de concreto e que o Irão acelere os esforços para produzir a bomba que irá destruir Israel. É igualmente provável que os iranianos retaliem, atacando cidades israelitas com mísseis balísticos, exortem o Hezbollah e o Hamas a lançar os seus arsenais contra o norte e o sul de Israel e lancem as redes internacionais de muçulmanos terroristas contra alvos israelitas e judeus (e talvez também americanos) em todo o mundo. Isto colocaria os líderes israelitas perante uma alternativa terrível: ou permitir que os iranianos obtenham a Bomba e esperar pelo melhor (um equilíbrio nuclear, esperando que a perspectiva da "destruição mútua garantida" impeça os iranianos de usar a sua bomba) ou explorar os contra-ataques iranianos, que poderão envolver o uso de ogivas químicas e biológicas, para escalar a resposta e lançar um ataque preventivo recorrendo aos únicos meios de que Israel dispõe para destruir o programa nuclear de Teerão: o seu próprio arsenal nuclear.
Dado o quadro mental fundamentalista e sacrificial dos mullahs que governam o Irão, é possível que a dissuasão não funcione (como funcionou com os homens racionais que dirigiam o Kremlin e a Casa Branca no auge da Guerra Fria). Os líderes de Israel não podem limitar-se a confiar que a dissuasão funcione. Portanto, um ataque nuclear israelita para evitar que os iranianos consigam a Bomba ou para destruir os seus silos nucleares, depois de eles terem obtido a Bomba, é provável.
Em alternativa, na ausência de um ataque preventivo por parte de Israel, um ataque nuclear iraniano contra Israel, provocado por motivos ideológicos ou pelo medo de ser vítima de um ataque, e um contra-ataque israelita (ou americano) é igualmente provável. Seja qual for o caso, um Holocausto no Médio Oriente é o que o futuro nos reserva.
Tudo isto significa que os líderes iranianos fariam bem em repensar a sua estratégia e suspender o seu programa nuclear. Se não o quiserem fazer, deveriam estar a fazer tudo o que estivesse ao seu alcance para garantir que o ataque aéreo convencional de Israel às suas instalações nucleares seja bem sucedido. É evidente que o resultado desse assalto serão milhares de baixas iranianas e a humilhação internacional. Mas a alternativa é um Irão transformado num cemitério nuclear. Alguns iranianos podem pensar que este é um risco que vale a pena correr e um preço aceitável a pagar pela destruição de Israel. Mas a maior parte dos iranianos provavelmente pensa de forma diferente.
Benny Morris
In jornal Público, 24.07.2008

Benny Morris é Professor de História do Médio Oriente na Universidade Ben-Gurion, em Israel e um conceituado historiador israelita cujos trabalhos permitiram revelar a responsabilidade de Israel no êxodo dos palestinianos após a guerra de 1948 e na criação do problema dos refugiados. As suas opiniões políticas foram sempre polémicas, tendo inicialmente sido conotadas com a extrema-esquerda e, nos últimos anos, com posições mais de direita, apesar de o historiador afirmar que sempre votou nos trabalhistas ou nos partidos à esquerda dos trabalhistas. Isso torna a sua opinião ainda mais importante e significativa, sendo que nas páginas do Público avaliamos o interesse do que editamos pela sua relevância e não por os artigos serem ou não politicamente incorrectos. Refira-se que este texto também já foi publicado no New York Times.

22.8.08

Livro: Ciganita de Miguel de Cervantes.

Na sequência do tiroteio na Quinta da Fonte, em Loures, Miguel de Cervantes publicou na segunda-feira o opúsculo “Ciganita”, oferta do jornal Diário de Notícias, cujo pendor racista é notório. Assim, que se abre o livro, lê-se "Os ciganos e as ciganas, parece, vieram a este mundo só para serem ladrões; nascem de pais ladrões, criam-se entre ladrões, estudam para ladrões e, finalmente, saem-se ladrões sabidos em qualquer situação e o desejo de roubar e o facto de roubar são, neles, acidentes inseparáveis, que só perdem quando morrem." (p.1)
É revoltante que o DN dê abrigo a este panfleto racista e acintoso dos direitos humanos ainda por cima, nota-se que pretende exaltar e acirrar os ânimos “juvenis” daquele bairro bicultural e criar um clima propenso a novo tiroteio.
É escandaloso que o SOS Racismo, o BE e o ACIDI, ainda não se tenham pronunciado sobre a edição deste manifesto feito sob a forma simulada de novela e que não tenham denunciado na Procuradoria Geral da República, no Sindicato dos Jornalistas e na ASAE este panfleto. As férias não podem servir de pretexto para a luta anti-racista!
Aguarda-se que o Ministério Público instaure um processo-crime ao autor e que a Direcção Central Contra o Banditismo o tenha sob extrema e cuidada vigilância em prisão preventiva enquanto não é condenado. E quanto antes, não vá ele fugir!

Nota: A Polícia Judiciária em nota oficiosa anunciou que Miguel de Cervantes não tem nada a ver com Miguel Cervantes, uma das figuras maiores da literatura universal, autor da obra D. Quijote de la Mancha, publicada em 1606.
As investigações - em segredo de justiça - seguem o seu rumo!

21.8.08

Contributo para a Teoria do Caso Isolado

Para o meu amigo e camarada Bruno este singelo contributo para a sua magnífica Teoria do Caso Isolado.

"Pensas que eu sou um caso isolado
(...)
Não, não sou o único..."

Momentos olímpicos

O "jovem" lançador de peso, Marco Fortes, que afirmou "De manhã só é bom é na caminha, pelo menos comigo", considera que foi infeliz.
Estou totalmente de acordo, pois realmente de manhã só na caminha, se possível acompanhado. Digam lá, se não é bom ouvir a chuva bater nas janelas nas manhãs invernosas e nós muito quentinhos na borralho dos lençóis e cobertores?
Infelizes são aqueles que têm de se pôr a pé de manhã cedo ou de madrugada para ir trabalhar. Esses é que têm uma infelicidade.
Por seu lado, o velejador português Gustavo Lima, que obteve um honroso quarto lugar - a um ponto da medalha de bronze - na categoria de Vela Olímpica, afirmou que não é com um subsídio estatal de 1.000 euros mensais que consegue sobreviver, dado que há 13 anos representa Portugal e anda com a bandeira às costas para todo o mundo.
Finalmente, o alentejano Nélson conseguiu a medalha de ouro. A cidade de Évora está em festa e a Câmara Municipal - toda engalanada - oferece comes e bebes aos seus conterrâneos enquanto espera pela chegada de Nélson.
O nosso amigo e confrade Mário irá deslocar-se de Portalegre a Évora para confraternizar com o medalhado olímpico.
Pena foi que Obicoelho não tenha tido uma medalhita...

DVD: Frei Luis de Sousa de António Lopes Ribeiro

Comprei mais um DVD de cinema português na FNAC - passe a publicidade gratuita - pelo preço de 6,95€, que inclui nos extras o esclarecido e esclarecedor depoimento de Eurico de Barros sobre a vida e obras de António Lopes Ribeiro bem como o extraordinário documento histórico a cores d`"O Cortejo Histórico de Portugal", realizado em 1947, na celebração do 800.º aniversário da conquista de Lisboa aos mouros, que teve lugar no percurso entre a Praça do Marquês de Pombal e a Avenida da Liberdade. Entre os presentes na tribuna de honra, estão Salazar, o grande português, e Evita Peron!

20.8.08

Declarações xenófobas de Vanessa Fernandes

A única atleta medalhada - portuguesa de sete costados - Vanessa Fernandes arrisca-se que o Comité Olímpico português lhe confisque a medalha de prata para compensar o investimento de 14 milhões de euros feito para a preparação dos mais de setenta turistas aos Jogos Olímpicos na China.
Porquê, interrogam-se os meus prezados e pacientes leitores. Porque disse de caras e de caretas para quem a quis ouvir que
"representar o nosso país num evento como estes não é brincadeira. Há que ter consciência das coisas. Para mim, ou isto é a sério ou então não vale a pena. Quando vamos competir, devemos saber que fizemos tudo para estar no máximo nesse dia. Foi essa a minha responsabilidade".
"Acho que falta (atitude). Falta mesmo. Terem um pouco a consciência do que é um evento como estes. Isto tem de vir mesmo do coração e não sinto muita gente a vir (para os Jogos) com isso cá dentro. Vêm cá e... pronto. Olha, está feito. Aqui tens de competir a fundo, mas isso é que é difícil" e "Como não assumem a responsabilidade deles, começam a julgar coisas exteriores. A desculpar-se ou a criticar alguém ou alguma coisa. É patético. É a pior coisa que um atleta pode fazer".
"A alta competição não é brincadeira nenhuma. Não é fazer meia dúzia de provas, andar a receber uma bolsa e está feito. Muitos não vêem bem a realidade das coisas. Não têm a noção do que isto significa. Se calhar por termos facilidades a mais".
Só pelas verdadeiras, sinceras e polémicas declarações que fez é merecedora de uma medalha d`ouro!
É assim mesmo, Vanessa Fernandes!

Desenhos Animados dos anos 40


Holocausto em banda desenhada

O Jornal de Notícias refere que «Três dos maiores nomes dos comics norte-americanos juntaram-se para contar em banda desenhada o caso de Dina Babbitt, uma sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz.»
A sorte desta sobrevivente - mais uma que sobreviveu e que está com uma saúde de ferro com os seus 85 anos de idade - foi que foi salva pelo Dr. Mengele porque esta «Dina, nascida Gottliebova, foi levada como prisioneira para Auschwitz em 1943, devido à sua origem judia, tendo escapado à morte por ter pintado um painel com uma cena do filme "Branca de Neve e os 7 anões", na zona destinada às crianças. O seu talento despertou a atenção de Joseph Mengele, tristemente célebre pelas experiências com seres humanos, que forçou Dina - em troco da vida da mãe - a fazer retratos que captassem o exacto tom da pele dos ciganos, aspecto que era parte da sua teoria sobre a sua inferioridade em relação à raça ariana. As pinturas - onze, no total - perderam-se aquando da libertação do campo pelas tropas soviéticas, em 1945.»
Por sorte, vá-se lá saber como «Em 1963, seis dos retratos foram propostos ao Museu Memorial de Auschwitz-Birkenau, na Polónia, que compraria ainda uma sétima tela anos mais tarde, todas assinadas "Dina 1944".»
Esta pintora tem tentado reaver os seus retratos mas quer o Museu quer o governo polaco têm mantido uma intransigência verdadeiramente anti-semita ao não devolverem os quadros à autora.
Estas verdadeiras obras de arte deveriam ter o título de "Dina, a Branca de Neve e os dois ladrões (Museu e o governo)"!