6.8.08

Pensamento estratégico de Jaime Nogueira Pinto


No Expresso do passado fim de semana encontramos, na página 37, este testemunho do pensamento estratégico de Jaime Nogueira Pinto.
Há gente com sorte e sem tudo.
Reconheço que vindo de quem vem é uma prova excelente do que se poderá fazer e aproveitar de Angola. "Conheço Angola há mais de 34 anos e neles conheci várias Angolas. A primeira em 1974, no fim do Império. Voluntariamente.»
É (re)conhecido que foi como voluntário, com o posto de alferes-miliciano, onde trabalhava nos serviços de Informação, em Luanda.
Honra lhe seja feita que não desertou, não fugiu à guerra, não foi para Paris nem pensou debaixo duma Berliet como a guerra era injusta, nem perdeu nenhuma companhia e valha a verdade ficou na "frente do ar condicionado".
«E voluntariamente de lá saí em Outubro. Em 1986 fui à Jamba, a convite de Savimbi. E a Luanda, dez anos depois, a convite de João de Matos. Desde então vou lá regularmente.»
Como diz: «O país precisa de imaginação. Precisa de encontrar complementaridades reais, mercados, investidores e investimentos.» Estamos em total acordo.
«Precisa de pensar a economia politicamente. Com a importância que esta (a economia) tem hoje, não pode ficar (só) para os economistas. Nem sequer para os empresários.»
Aqui, não estamos de acordo. Então, não se pode investir em Angola como empresário, como julgo que o douto professor universitário faz?
Um texto fundamental como diria um seu correligionário tondelense e amigo de juventude.

Esclarecimento

Tenho sido literalmente bombardeado com a curiosidade e com pergunta sobre o meu interesse no workshop de domingo sobre "Org. da luta social e anti-autoritarismo." Compreendem e acham lógico o interesse pedagógico e didáctico dos outros dois mas...
A todos respondi da mesma forma: isso é comigo, é com a minha vida e ninguém tem nada a ver com isso!
Não satisfeitos: insistem, chateiam, pressionam.
Aqui fica a resposta. O meu real interesse tem a ver com a possibilidade de praticar a desobediência civil de não pagar impostos.
Porquê?
Porque hoje é dia 6 e ainda não recebi a devolução de uma ínfima parte do que me roubam no IRS!
Ficaram esclarecidos?

5.8.08

Eu vou!!!

Andava chateado sem saber o que fazer este fim de semana. Já me resolvi e vou ao acampamento da Serra da Estrela, pois no Seixal não se passa nada. O programa é espectacular, principalmente os workshops, sempre entre as 17 e as 19h, o de quinta-feira sobre "Stencil/Subvertize e Brinquedos Sexuais", o de sexta-feira, sobre "Stencil/Subvertize e Massagens" e o de domingo sobre "Org. da luta social e anti-autoritarismo."
De manhã, estou indisponível. Não chateiem porque estou a curar a ressaca da noite anterior evitando assim os debates - tenho medo que sejam combates, e logo matinais! - como o de sobre "LGBT, Feminismo e combate social".
Se alguém quiser vir comigo inscreva-se na minha caixa de comentários e aposto com os que vierem comigo - nem levem droga porque não falta! - que não seremos presos pela GNR, nem vigiados pelo SIS, nem investigados pela DCCB!
E não se esqueçam do programa nocturno: Drugs, Sex and Rock`n`roll!

Eu vou!!! Ganda onda!!!

4.8.08

Alexandre Soljenitsine: 1918-2008

Faleceu Alexandre Soljenitsine. Galardoado com Prémio Nobel da Literatura, em 1970, com a sua obra Arquipélago de Gulag, foi homem que desmascarou o concentracionarismo soviético, vulgo Gulag, onde durante anos viveu o horror dos campos de concentração soviéticos. Libertado e expulso da União Soviética em 1974 como traidor, exilou-se na Alemanha, na Suíça e mais tarde teve bilhete de avião para a outra pátria da liberdade, os EUA, onde viveu e percebeu que eram o outro lado da mesma moeda. O capitalismo estatal e capitalismo liberal, sob o controle do judaísmo internacional.
Regressou à pátria russa após o fim do comunismo e tornou-se neste últimos anos consultor de Putin.
A ostracização cultural, no Ocidente livre e democrático, teve-a em 2000 com a publicação do seu último grande livro: "Duzentos anos juntos" onde denunciava a influência dos judeus na sociedade russa e o papel fundamental e decisivo na revolução bolchevique.

1.8.08

Chegaram, a pedido do Quique Flores, os reforços-surpresa do SLB!

Chegaram hoje à Portela, vindos do Cova da Moura F.C., do Musgueira S.A.D. e do F. C. Buraca, os reforços-surpresa do SLB. Eufóricos e dispensados dos exames médicos partiram para o Estádio da Luz para procederem à assinatura do contrato e já vão a caminho do centro de estágio Caixa Futebol Campus, no Seixal, como a imagem comprova.
Um golpe de mestria do Rui Costa dado que a cláusula de rescisão de cada um é de cem (100) milhões de euros conforme foi notificado à CMVM!

31.7.08

Última hora - IV

A Comunidade Israelita de Lisboa emitiu um comunicado denunciando o aproveitamento político/económico da parte do SLB, sobre a perigosa e concorrente manifestação dos Filhos da Luz a ocorrer nos próximos dias em Lisboa.
A CIL convoca todos os seus numerosos membros, seis milhões também, conhecidos por Filhos da Memória do Holocausto Passado e Futuro para que se manifestem no percurso entre o Largo do Rato e Belém contra essa perigosa manifestação lampiónica que, exageradamente, qualificam de anti-semita.

Última hora - III

A rádio Benfica Livre, no programa anual Este ano é que vai ser!, anunciou que o Orelhas, revoltado pelo facto do Prof. Silva não se ter referido sobre o estado da Nação Benfiquista e o seu estatuto uefeiro na Liga dos Campeões, exortou a que todos os seis milhões façam uma manifestação com a criação de um cordão humanitário entre o Estádio da Luz e o Palácio de Belém e que cada um leve uma vela acesa. Uma verdadeira ideia luminosa contribuindo para a poupança da luz eléctrica durante o percurso. Estes seis milhões de manifestantes a quem o Orelhas já intitulou Filhos da Luz, vão passar pela Assembleia da República e pelo Conselho de Estado onde farão a entrega de uma petição exigindo a demissão do actual PR e a sua substituição por Mantorras - dada a incapacidade física de Eusébio para o cargo devido ao crónico problema de saúde que este apresenta ao nível do joelho esquerdo - esperando que este movimento velório/iluminista consiga alcançar os seus luzes e ofuscos intentos.

Última hora - II

Fontes próximas, vizinhas e não oficiais aventam a fortíssima possibilidade do Prof. Silva conjuntamente com o Presidente da UEFA, Michel Platini, anunciar a participação directa do SLB na Liga dos Campeões para gáudio dos seis milhões!

Última hora - I

O BOS avança com uma possibilidade aterradora, preocupante, vergonhosa e escandalosa para o discurso-relâmpago no telejornal-show das 20 horas a ser transmitido pelos três canais televisivos. Desconhece-se se a CNN conseguirá transmitir este programa de entretenimento para todas as idades.
Será que o Prof. Silva vai mesmo celebrar o 5.º aniversário do
Sexo dos Anjos?
O que terá feito de mal e/ou de errado o Manuel Azinhal?
Lá que anda num comprometido e comprometedor sossego blogosférico, isso anda!

Pintura de Cristofano Dell`Altissimo: D. Sebastião

D. Sebastião - Cristofano Dell`Altissimo
Óleo sobre madeira.
Galeria dos Uffizi. Florença, Itália.

28.7.08

Jornal de Notícias: Combatentes querem trazer mortos de África

O Jornal de Notícias de hoje, na página 4 noticia: «O Movimento Cívico de Antigos Combatentes está a promover um abaixo-assinado, por todo o país, pedindo a trasladação dos mortos da guerra do Ultramar. Só dessa forma, consideram, se fechará o ciclo da descolonização.
A recolha de assinaturas teve início no passado dia 10 de Junho e é, no entender de José Nascimento Rodrigues, do Movimento Cívico de Combatentes, "uma nova luta sem armas". Para além do apoio de mais de duas dezenas de associações de antigos combatentes que, no terreno, estão a recolher as assinaturas, o Movimento Cívico - criado em 2006 - espera contar, em breve, com a participação da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) que, conta o responsável, "se mostrou sensível ao problema".
As pretensões do Movimento Cívico foram dadas a conhecer, ontem, no decorrer do quinto encontro de pára-quedistas em Fátima, iniciativa que contou com a participação de cerca de dois milhares de pessoas, entre actuais e antigos 'boinas verdes' e respectivos familiares.
José Nascimento Rodrigues explicou que "o sonho" de devolver às famílias os corpos dos "3.026 militares que pereceram em combate" e que estão "abandonados em cemitérios e campas em estado degradado" ganhou uma nova dimensão com a recente trasladação dos três últimos pára-quedistas, falecidos em 1973, na Guiné.
"As dificuldades terão que ser ultrapassadas porque sentimos que, no país, toda a gente está sensível para que este problema seja resolvido", afirmou, frisando que a vontade terá, agora, que partir do Governo português e dos governos dos países africanos de expressão portuguesa - Angola, Guiné e Moçambique. "Tem que haver muitas negociações e uma dose de boa-vontade para se conseguirem as autorizações necessárias para trazer esses corpos para cá", considerou.
Mas está optimista em relação aos resultados. "No espaço de quatro ou cinco anos, isso será possível", defende, acrescentando que o desejo do Movimento Cívico que representa é de que, "a 10 de Junho de 2012, essa situação possa estar resolvida".
As assinaturas, que poderão ascender a mais de 100 mil, serão entregues na Assembleia da República ainda este ano ou no início de 2009, explicou.»

Ao que parece, finalmente, tomaram a consciência de trazer para Portugal continental os combatentes que em solo das ex-províncias ultramarinas portuguesas morreram em combate e em defesa dos valores pátrios.
Podem estar certos que com isso "não se fechará o ciclo da descolonização". Pode ser, sim, o início do julgamento dos traidores da "descolonização exemplar" que passou a "descolonização possível" e que já no dizer de alguns (ir)responsáveis como Melo Antunes passou a "descolonização trágica"!

Anexo: Lista de recolha de assinaturas. Logo que completa, enviar p.f. para: Clica aqui para acederes ao ficheiro
Em suporte digital: m.civicoantigoscombatentes.2006@gmail.com
Em suporte físico: (Morada provisória):
Movimento de Antigos Combatentes - Rua Eleutério Teixeira, Nº10-A
2825-152 Monte de Caparica – Almada - Portugal
Esclarecimentos: Telef. 265 530 090 / Fax 265 236 756

Público: Qualquer cigano em Portugal dirá: primeiro sou cigano, depois sou português

No Público, na página 7, este texto assinado por Andreia Sanches. Tirem as vossas conclusões. E nós é que somos racistas!!!
«O "povo cigano" não tem um território - "é inimaginável um país de ciganos" -, mas tem uma bandeira e um hino, explica Vítor Marques, fundador da União Romani Portuguesa. "Há uma identidade mundial cigana", defende. Se confrontado com a questão, "qualquer cigano em Portugal dirá: primeiro sou cigano, depois sou português". Mas há quem pense de outra forma.
O investigador Pereira Bastos considera que um português cigano pouco tem a ver com um romeno cigano, por exemplo. "O que caracteriza os ciganos é a sua profunda adaptabilidade aos contextos locais, da Turquia, do Egipto, da República Checa, à Roménia... De tal maneira que praticamente não há coisas comuns."
Certo é que tanto o hino como a bandeira - bem como o Dia Internacional dos Roma/Ciganos (que se assinala a 8 de Abril) - foram oficializados no primeiro Congresso Mundial Cigano que teve lugar em Londres em 1971.
Segundo informação disponibilizada pelo Alto Comissariado para a Integração e Diálogo Intercultural (Acidi), hino, bandeira e dia internacional são aceites pela maioria das associações de ciganos - que constituem a minoria étnica mais importante e numerosa da Europa, com oito milhões de pessoas.
Há ainda o romani, uma língua derivada do sânscrito, base de uma grande quantidade de dialectos locais utilizados pelos ciganos de todo o mundo. "Mas não é nada certo que, se chegar aqui um húngaro a falar romani, consiga entender-se com o português", diz Pereira Bastos.
A variante mais falada na Península Ibérica é o caló. "Em Portugal, o caló mistura palavras portuguesas, espanholas, romani", explica Vítor Marques. "Por exemplo: 'pani' significa 'copo-de-água'."
Os ciganos sempre acreditaram numa entidade divina superior que tudo rege, tendo abraçado as várias religiões com que se depararam ao longo do tempo, ainda segundo informação do Acidi. Em Portugal, há ciganos católicos e evangélicos - sendo que as igrejas evangélicas ganharam grande força nos últimos anos dentro desta comunidade.»

O acordo EUA/MPLA e o petróleo de Cabinda

"O general Diogo Neto, que se encontrava em Angola nas vésperas da independência, diria: «Estive em Luanda até ao dia 8, altura em que fui evacuado. No dia anterior à minha partida as duas colunas estavam perto da capital, mas foram obrigadas a parar por pressões diplomáticas dos EUA. O consulado americano de Luanda encerrou no dia 2 ou 3 e um dos seus membros, que suponho da CIA, disse-me antes da sua partida que estava tudo combinado. Concluí que os americanos pretendiam chegar a um acordo com Neto sobre o petróleo de Cabinda»(1). Com efeito, uma delegação do MPLA, presidida por um dos seus máximos dirigentes, Mingas, insistiu especialmente em que eram óptimas as relações entre a companhia Gulf que explorava o crude de Cabinda e o seu Movimento(2). Este acordo do MPLA com os sectores petrolíferos americanos ainda se mantém. Almeida Santos, reflectindo sobre a posição dos EUA na fase final da descolonização, diria: «Kissinger entendeu que durante um período era preferível que viessem os soviéticos para ser uma vacina para o resto de África. Em termos de processo histórico, se o ocidente tivesse ficado em Angola a partir de 1974, o prestígio da URSS seria muito maior. Se tivessem passado toda a crise económica sob a influência ocidental, teríamos tido grandes dificuldades económicas e quem estaria hoje queimado seria o ocidente e o desejado seria a URSS. Agora sucede o contrário e agora é o ocidente o desejado.»(3)"

Notas:
1 – Fonte desconhecida.
2 – Documentos para a história da descolonização de Moçambique, Baluarte, n.º 1, Janeiro 1976, p. 6.
3 – Secretariado MFA, texto policopiado, 2 pp. Arquivo particular.

In Josep Sánchez Cervelló, A Revolução Portuguesa e a sua influência na transição espanhola (1961-1976), Assírio&Alvim, 1993, p. 280.

Operação Sarkozy

Operação Sarkozy: como a CIA colocou um dos seus agentes na presidência da República Francesa por Thierry Meyssan.