28.5.08

Mariquices

Aí está o holocausto gay!
Berlim homenageia 'gays' vítimas dos nazis.

A Revolução de Maio


Consulte aqui.

Ao 28 de Maio, poema de Couto Viana

Ao 28 de Maio, uma vez mais,
Não falto,
Para saudar amigos de ideais,
De braço ao alto!

António Manuel Couto Viana

Nós, o 28 de Maio e a Revolução Nacional, por Rodrigo Emílio

NÓS, O 28 DE MAIO E A REVOLUÇÃO NACIONAL

Há pessoas que não sabem falar - e que não sabem sequer viver - senão no plural; outras há que só no singular sabem viver, que só no singular sabem falar.
Pertencendo embora ao número das segundas, de bom grado aqui renuncio, por agora, à primeira pessoa do singular, trocando-a desta vez pela primeira do plural, - já que, tratando-se de ponderar sobre o que foi a Revolução do 28 de Maio (e até sobre o que ela não chegou a ser...), 60 anos depois da sua eclosão, um direito e um dever me assistem: os de por aqui falar em nome de uma geração que foi a última a servir activamente o Estado Novo em vida deste, e uma das poucas que por ele se bateram depois disso - pelas armas, pelas artes, e por pensamentos, palavras e obras.
A geração decimal de 60 - pois que é dessa mesmo que se trata - serviu, de facto, a Revolução Nacional, defendendo-a, primeiro, da subversão universitária e da subversão cultural; defendendo-a, em seguida, da subversão catolaica e pseudo-cultural e da subversão armada; e, por fim, defendendo o regime do próprio regime, já na agonia do mesmo, isto é: quando a Comissão Liquidatária do Estado Novo - e que viria a ser a Comissão Instaladora do flagelo de Abril - já a seu bel-prazer operava, no alto do poder e nas suas alfurjas, por tudo quanto era sítio, através de grande parte do pessoal menor da «marcelice» e de boa parte do seu pessoal maiorzinho...
(Portugal, por essa época, ainda era da família, mas já dele se não falava senão em voz baixa. As pessoas tinham por ele essa deferência desprezível que nos merece um parente de idade, por cuja herança se esperou tempo demais. Contáva-se tostão a tostão, o que ele poderia deixar, da honra ao resto. Um dia, vem a saber-se que ele tudo delapidara já e que à sua ruína não faltava nada, nada - nem mesmo a vergonha. A Pátria desonrava as guerras que tratava sem ter a hombridade de as fazer até ao fim e já então mendigava em Washington os seus fins de mês. A desonra, como uma grande palavra desajeitada, introduzia-nos, bombásticamente, na vida pública).
Depois... Bom: depois continuámos, ainda e sempre, e na mesma, a defender a memória e bom nome do regime, não já na medida do possível, mas sim na medida do impossível, quando a traição - traição militar, traição diplomática e também política - aos territórios de além-mar-em-África-e-na-Oceania se consumou aquém-do-mar e quando aqui no que era, até então, o cais do império português na Europa - se destravaram contra nós ventos e marés de desatada perseguição, que nos encaminharam, a uns para a prisão; a outros para o exílio e para a clandestinidade; e a outros, ainda, para simples formas de resistência passiva, para formas altivas de intransigência interior.
E, uma vez depois de reagrupados, ainda forças nos soçobraram para montarmos guarda nas colunas corajosas de um semanário de combate suicida - como A RUA -, de lá descendo, de quando em vez, ao meio da rua, em ordem a tirar o medo ao país, que então tiritava, valentemente, de norte a sul.
Foi, de resto, aí - n`«o único jornal da direita que não era» (ou que talvez fosse...) «do centro» -, que desafiadoramente se comemorou, pela primeira vez depois de Abril, o 28 de Maio (promovido, entretanto, a valor proibido) e que se rendeu homenagem àquele, com quem nós, portugueses, «subimos esforçadamente a encosta duma nova restauração», - para, do alto dela, afinal, nos desempenharmos de novo (e até certo ponto, de vez): SALAZAR.
Só à simples menção do seu nome, um vivo frémito de emoção nos assalta, pois que, graças a ele - e sobretudo a ele! - é que nós já hoje nos podemos gabar - «com toda a honra, com todo o orgulho e sem nenhum proveito» - de ter pertencido à era do combate e não à do debate; à idade do duelo e não à do diálogo; à geração da guerra e não à do cessar-fogo.
(Por esta última, nutrimos, aliás um desdém desmedido, um aristocrático desprezo, uma indiferença senhorial, que já não nos damos ao cuidado sequer de disfarçar).
Desgraçadamente, quis o acaso que não nos seja concedido comemorar este Sexagésimo Aniversário do advento do Estado Novo dentro das coordenadas circunstanciais a que o mesmo faz jus. Justo seria, com efeito, que tão memorável efeméride, a pudéssemos nós assinalar dentro de parâmetros históricos diametralmente opostos aos da hora presente. De facto, a única situação consentânea com um quadro evocativo da acção, altamente empreendedora, que o antigo regime protagonizou em mais de quatro décadas nobilitantes, seria o esplendor - e nunca o fim: o fim histórico - de Portugal. Mas o que se há-de fazer?...
Esta terra, pelos vistos, antes que perder-se com gente sabida, do que salvar-se com base em provas dadas por gente sabedora?!...
De modo que chegámos ao que chegámos e aqui estamos no lindo estado de indigência em que nos achamos.
Já agora são menos do que poucos os que não consentem, sem protesto, que quase todos os dias rematados traidores recuperem a pele de honrados cidadãos. Por nós (e digamo-lo, já de caminho) nunca para esses olhamos - que não tenhamos a sensação de estar a sujar a vista; e basta pronunciar-lhes o nome - para termos logo a sensação de estar a sujar a voz; e se calha de lhes ouvirmos a voz - lá temos nós a sensação de estarmos a sujar os tímpanos.
... E assim por diante.
É natural. Somos gente dotada de sentidos bastante apurados e realmente exigentes.
Daí que tudo aquilo que por cá nos servem não nos sirva.
Estávamos nós habituados a «viver habitualmente» - e estávamos, afinal, muito mal habituados, a verdade é essa. E nisso, vão direitinhas para o Estado Novo (honra lhe seja!) todas as culpas e mais algumas. Quer pela alta qualidade, quer ainda pela infinidade dos serviços que à Nação prestou - e esses, sim: de utilidade pública -, ao largo de um período histórico de longo curso, o antigo regime teve o condão de nos dotar de muito má boca... Pena foi que o mesmo regime não se tivesse sabido dotar de orgãos de duração, efectivos e eficazes.
Resultado: a sequência foi desagradável. De um dia para o outro, nós não éramos mais o Cristo das nações, mas um povo ocupado, que choramingava baba e ranho sobre os seus infortúnios. É sempre aborrecido, muito penalizador, imensamente humilhante, termo-nos considerado o umbigo do mundo e ver, às tantas, que não somos senão as suas glândulas lacrimais.
Em 1974, quando foi a vez de russos e americanos se substituírem aos portugueses na «libertação» - digo: na presúria - do solo lusíada, a atmosfera que se criou foi imediatamente a de um exame. O corpo docente do reviralho e todos os seus sociais oportunistas (que já, à data, eram mais do que as mães) pegaram e meteram o país numa sala de aulas. Foi então que cada qual se viu obrigado a recitar, de cor e salteado, a sua liçãozinha de terrorismo. Finda a guerra (e bem mal e porcamente findou ela!...), uma grande aragem de boa vontade percorreu de lés-a-lés o território. Nunca nós nos injuriámos tão alegremente uns aos outros; e jamais nos amámos tanto entre nós, como nessas horas.
A burguesia adorava os terroristas, com uma sensível predilecção pelos terroristas mortos. Os comunistas, esses, andavam perdidinhos de amor pelo exército, em particular, e pelas forças armadas em geral; aliás, eram quase todos Capitães, Majores, Coronéis.
Escusado será dizer que essas jornadas memoráveis forneceram um contingente de dissabores bastante apreciável. No meio disso, éra-nos recordado, a cada passo, que lutávamos pelo Direito - palavra portadora de maiúscula aos domingos e feriados. Mais. Éra-nos constantemente repetido que as chacinas são óptimas para a saúde, que ajudam imenso a activar a circulação do sangue dentro de um país e que aos assassinos, e aos peritos em falsos testemunhos que porventura sobrevivessem (e todos se encontram aí de boa saúde...), estava de antemão reservada uma situação de futuro garantido.
Quanto ao sistema político entretanto implantado, apresenta vantagens bastante consideráveis, uma vez que põe os bárbaros num lado, os neutros noutro e Portugal em parte nenhuma.
Continuando. Dizíamos nós que o regime saído da Revolução de Maio não soube criar orgãos de duração. De facto, não. E o mal foi esse. Nem tudo, porém estará perdido se redutos aguerridos como o MAN tomarem para si esse papel e se dispuserem a reanimar, «rápidamente e em força», a ordem nacional revolucionária, incursa no espírito inicial do regime, e ao depois postergada...
Por outras palavras: nada, ou nem tudo, estará irreparávelmente comprometido se todos aqueles que integram o nosso movimento se empenharem, a fundo, na produção de futuro para o destino da Revolução Nacional. - Como?
- Primeiro que tudo, subtraindo a sobredita Revolução à situação de orfandade em que a deixou o desaparecimento do seu chefe. E, depois, refazendo, de alto a baixo, aquilo que de menos imperfeito começou a ser feito à 60 anos - e a ser desfeito à 12.
Nós é certo que pouco pudemos contra o 25 de Abril; mas o 25 de Abril também nada pôde nem poderá contra nós.
Enganaram-se os que dizem, pois, que a Revolução Nacional dorme em paz.
Não dorme tal. Não. Ainda mexe. Mais: prepara-se para palpitar de novo, e de vez, no ânimo, no corpo e no espírito da generalidade da gente moça.
Quer isto dizer que a Revolução Nacional não fica assim: não vai ficar onde a deixaram os que não souberam fazer até ao fim nem perecer.
O espírito de ingratidão não pode prevalecer sobre o espírito de fidelidade.
Logo, a Revolução Nacional não acabou. A Revolução Nacional continua. Vai continuar. Melhor dizendo: vai começar. Dentro de momentos...
E poderá ser que, graças a Ela, o coração exausto deste velho país recomece, enfim, a bater como dantes.


Rodrigo Emílio.

28 de Maio, Sempre!, poema de Rodrigo Emílio

28 DE MAIO, SEMPRE!


Eu não nasci para lacaio
dos papagaios da mentira.
De Maio é que já não saio.
De Maio ninguém me tira!

Rodrigo Emílio.

Porto, aos 28 de Maio.

O 28 de Maio, por Manuel Maria Múrias

O 28 de Maio


Passam na próxima segunda-feira cinquenta e três anos sobre o Movimento Militar do 28 de Maio. À voz de Gomes da Costa, herói de África, o Exército levantou-se em Braga, avançou sobre Lisboa — e suspendeu o regime da democracia partidocrática que, ao longo de um século, conduzira Portugal à última das misérias. Quarenta e oito anos depois, uns centos de capitães, tomaram conta das emissoras de rádio e televisão lisboetas, disseram por elas que tinha sido restaurada aquela mesma democracia partidocrática — e, em pouco menos dum lustro, fizeram-nos regressar ao ponto zero de 1926, à miséria, à corrupção, à desordem institucional que nos envergonhara durante cem anos.
Durante os seus dois primeiros anos de vigência, governando em ditadura, os revoltosos do 28 de Maio, sem atentarem contra o que de estrutural fundamentava o velho Estado democrático, limitaram-se a manter a ordem nas ruas e a pregar um ou outro prego. Chegando Salazar ao Ministério das Finanças em 1928, logo nesse ano se equilibrou a Conta Geral do Estado e se iniciou um processo de recuperação económica e financeira do país que bem sustentado politicamente redundou em 1933 numa Constituição que, pretendendo ser corporativa, manteve intocáveis a maioria dos defeitos estruturais da constitucionalidade anterior: o Estado Novo viveu, a partir daí, do génio pessoal de Salazar, pouca gente duvidava que, morrendo Salazar, o regime se afundaria no caos, afundando Portugal com ele.
Temos já perspectiva histórica para bem podermos avaliar o que foram estes nossos últimos cento e cinquenta anos de vida nacional com tantas constituições, tantos regimes, tantas personalidades e tantos erros. Como se andássemos pendurados nos alcatruzes duma nora, temos tido sempre sempre a tendência de regressarmos ao ponto zero, repetindo sistematicamente os erros do passado e recomeçando tudo de novo. O que é fundamental e essencial na organização política do poder tem-se mantido inalterável durante este século e meio. O Estado todo poderoso continua inamovível e inalterável; todos os seus malefícios centralizador, concentracionários e burocráticos têm sido multiplicados de tal jeito que, lentamente, afogaram quase todas as forças vivas da Nação.
O que definiu o Estado Novo foi o génio de Salazar. Para além dele, a tendência estatizante que vinha a impor-se desde a Revolução de Setembro, foi dominando tudo, estrafegando irremissivelmente a criatividade natural dos povos, a sua independência autêntica e — até! — o seu patriotismo.
Como se fora um lema a frase — Portugal é Lisboa, o resto é paisagem — foi aplicada ferozmente pelos burocratas do Terreiro do Paço e de S. Bento: é em Lisboa que se decide todo o importante para a vida da província; como se fora um monstro teratológico a bela cidade de mármore e de granito, cabeça dum império, sorveu durante séculos o melhor dos recursos morais e materiais da Nação.
Sobre este aspecto o Estado Novo limitou a acentuar desmedidamente os erros do passado. O primeiro governo de Salazar não chegava a ter dez membros; o último ultrapassava largamente os vinte. Chegámos ao 25 de Abril com um ministério constituído por mais de trinta pessoas. Vivemos hoje miseravelmente com mais de cinquenta ministros, secretários e subsecretários de Estado, directores-gerais às grosas e muitos milhares de funcionários públicos. O Estado é aquele monstro que profetizava Hobbes continuando como continuamos a agigantar o seu aparelho corremos dentro de muito poucos anos o risco iminente de virmos a muito poucos anos o risco iminente de virmos a ser, todos, seus empregados. Dum momento para o outro, empurrando-se outra vez a porta aberta do Quartel do Carmo, tomando conta das emissoras e calando o governo, podemos estar diante duns novos senhores que, substituindo estes, continuem a obra de agigantamento do poder, transformando Portugal inteiro numa imensa repartição pública.
Salazar foi um estadista de génio. Era um homem de bem. O seu Estado foi eficaz e foi — como ele dizia — uma pessoa de bem porque Salazar foi eficaz e honrado. E o seu Estado desmesuradamente alargado o que subsiste da imensa obra. Todavia, destruído, desordenado e corrupto, atacado de elefantíase, sem ele, só serve para nos atravancar a vida e imobilizar a Nação.
Fundamentalmente a República de 1910 limitou-se a empolar os defeitos da Monarquia de 1820. Depois, o 28 de Maio continuou na mesma senda, até ao 25 de Abril onde os defeitos dos homens se enxertaram nos defeitos do sistema para nos conduzirem à mais extrema decadência, praticamente retornados à configuração geopolítica gerada no Séc. XIII pelo Tratado de Zamora.
Comemorar o 28 de Maio é, por isso mesmo (para além das legítimas implicações contestatárias que o caso tem) comemorar o cume do poder do Estado português, e relembrar revoltadamente a personalidade política de Oliveira Salazar. Mas não pode ser mais nada. Não pode ser, principalmente, uma manifestação de saudade e de retorno às instituições ultrapassadas que o vintismo, o jacobinismo republicano, o corporativismo de 26 e o socialismo de 76 nos impuseram manu militari.
Mas tem que ser o princípio duma revolução estrutural que, contra Lisboa, levanta toda a província a proclamar a independência viva — para que, como em 1910 e como em 1974, não mais seja possível alguém apossar-se da Nação pelo telefone.
O mesmo Exército que nos impôs a democracia partidocrática no século passado, impôs-nos a República em 1910, doou-nos o Sidónio em 1917, obrigou-nos ao corporativismo em 1926, e forçou-nos ao socialismo em 1974. Devendo depender do consenso, depende o Estado português ainda hoje da força das armas; é ilegítimo por isso mesmo; contra o facto nos devemos legitimamente revoltar todos, procurando impor pela pura acção política a verdadeira independência nacional.



Manuel Maria Múrias
In A Rua, n.º 157, pág. 24, 14.06.1979.

28 de Maio, visto por Alfredo Pimenta

«... A data de 28 de Maio de 1926 marca efectivamente, na vida do Estado republicano, uma fase essencial.
Aquilo que Pimenta de Castro, o honrado e ingénuo General, e o cavalheiresco Sidónio Pais não puderam realizar, por falta de decisão, o primeiro, por carência de doutrina, o segundo, realizou-o em parte o 28 de Maio.
A ditadura das Espadas não revelou ninguém; a ditadura dezembrista revelou uma alma - Sidónio; o 28 de Maio revelou um Estadista - Salazar.
Salazar é uma ideia, uma doutrina, tendo ao seu serviço uma vontade.»


In Palavras à Juventude, p. 19, ed. Pola Grey, 1941.


«... O país sucumbia asfixiado; o seu instinto de salvação deu-lhe energias para um esforço decisivo.
E foi o 28 de Maio.
Fechou-se o Parlamento. Institui-se a Ditadura.
Todas as Ditaduras são, por natureza, provisórias. A Ditadura do 28 de Maio, trazia, além desse carácter, outros defeitos de origem. Ia a naufragar - quando, de Coimbra, vem um homem de intenções rectas, de saber profundo, de ideias claras, e de vontade de bronze: Salazar. Antes de salvar a Nação, Salazar salvou a Ditadura de 28 de Maio.
Sejamos justos: a Ditadura entregando-se a Salazar, foi inteligente. Quem no-lo trouxe? A Providência.



In Palavras à Juventude, p. 21, ed. Pola Grey, 1941.

28 de Maio de 1926


27.5.08

Soares, a crise e a pobreza

Mário Soares, o papá da democracia portuguesa que ajudou a parir há 34 anos, está preocupado com a crise, com a pobreza, com as desigualdades sociais e tudo o mais.
No entanto, esta preocupação de quem já levou o país que resta à bancarrota - lembram-se das bandeiras pretas em Setúbal? - faz pensar no que Soares estará a pensar mas não diz.
Será que está preocupado com o financiamento estatal à sua Fundação Mário Soares ou será que, como bom socialista, está a pensar em abdicar desse simpático e generoso financiamento e distribuí-lo para famílias mais carenciadas, como bem gostam de dizer?
Em que ficamos?

Os traidores vendilhões da Pátria comemoraram a perfídia, a cobardia e a traição

OS TRAIDORES VENDILHÕES DA PÁTRIA COMEMORARAM
A PERFÍDIA, A COBARDIA E A TRAIÇÃO.

— Comemoraram certamente os mais de 3 milhões de mortos em Angola.
— Pacíficos seres humanos, pretos, brancos e mestiços, foram brutalmente espoliados, assassinados, humilhados, violados e muitas vezes perante a passividade dos militares portugueses.
— Também comemoraram o dia 15 de Março de 1961, data em que em Angola, foram assassinadas pela UPA, 5.000 pessoas, sendo a maioria desses crimes realizados na presença dos familiares.
Os pais viram os filhos esquartejados na sua presença e as mulheres violadas e esventradas diante dos maridos e dos filhos.
— Comemoram as ordens para que os terroristas do MPLA aterrorizassem por todos os meios os brancos, matando, pilhando e incendiando a fim de provocar a sua debandada de Angola.
— Comemoraram certamente o assassinato na Guiné, de milhares de comandos africanos que o Ten. Cor. Fabião desarmou e entregou à senha assassina do PAIGC que os fuzilou.
— Talvez também tenham comemorado o assassinato do régulo dos manjacos, Joaquim Baticã Ferreira, que na Guiné defendia que a melhor solução era aceitarem o governo de Portugal para viverem em paz. Também muitos outros régulos foram assassinados perante a passividade do tal Fabião.
— Comemoraram a entrega de Moçambique a 1.200 maltrapilhos, guerrilheiros da FRELIMO, muitos deles marginais da Tanzânia e Zâmbia.
Também se regozijaram pelo vexame, que consta, de militares portugueses na zona de Cabo Delgado terem sido sodomizados pelos guerrilheiros da FRELIMO.
— Também possivelmente comemoraram a entrega forçada de Cabo Verde, de São Tomé e Príncipe e também de Timor contra a vontade das populações.
— Devem ter comemorado o assassinato do piloto Nascimento Costa do Paquete Santa Maria.
— Até talvez tenham comemorado o assassinato do Sub-secretário de Estado do Exército, Tenente-Coronel Jaime Filipe da Fonseca, que assassinaram no assalto ao quartel de Beja em 1 de Janeiro de 1962. Assalto comandado pelo capitão Varela Gomes.
— Comemoraram, certamente com grande regozijo, a destruição de todo um Império de mais de 500 anos de administração portuguesa em que as populações viviam em paz.

O que dói é que a justiça dos homens por muito que o desejemos já nada fará.

Mas temos o dever de transmitir à juventude a VERDADE.
E PELA MEMÓRIA DE SALAZAR ASSIM FAREMOS.

Cumprimentos
Artur Silva – Santarém


Nota: Com a devida vénia ao Sr. Artur Silva e ao Salazar, o obreiro da Pátria de onde este extraordinário texto acusatório foi retirado.

21.5.08

Onda de violência racista na África do Sul

No centro de Joanesburgo, onde outrora os portugueses tinham uma presença fortíssima com estabelecimentos comerciais e escritórios de empresas lusas, como a TAP-Portugal, bancos, agências de viagens e restaurantes, existem hoje pouquíssimas lojas ainda geridas por portugueses e nenhuma delas foi atacada ou saqueada nos últimos oito dias de violência xenófoba.
Na zona que foi em tempos designada por «Rossio» - um ponto da baixa de Joanesburgo situado na confluência das ruas Kerk e Troye - por ser o ponto de encontro da comunidade em Joanesburgo, os símbolos e nomes outrora dominantes, como «Belém», «Agência Novo Mundo», «Lusoglobo» e «Nicola», foram hoje substituídos por referências de África desde a região austral até ao Magrebe.
Os comerciantes são hoje etíopes, somalis, nigerianos, alguns (poucos) sul-africanos, todos especializados em vestuário e calçado com origem predominantemente chinesa e indiana.
«O actual tecido social das grandes cidades, profundamente alterado e muitas vezes desfigurado pelos estrangeiros, associado a condições sociais difíceis, é propício ao aparecimento de fenómenos de xenofobia», explica o sociólogo Arthur Brown.
Para este especialista, a liberdade conquistada pelos sul-africanos tem preços que muitas vezes são difíceis de calcular e os desequilíbrios manifestam-se muitas vezes de forma violenta como é o caso da onda de violência xenófoba em curso.
«Quando os governos do ANC apertaram as leis da imigração para estancar o fluxo de europeus, na sua maioria técnicos superiores qualificados, esqueceram-se que nem todos os imigrantes africanos são bem aceites pelos sul-africanos de raça negra porque os números em causa ameaçam a sua sobrevivência num cenário de elevado desemprego», salienta Brown.
"
Quem quiser ver umas imagens esclarecedoras sobre esta violência racista, veja aqui.
Esta onda de violência e de massacres lembra-nos o que se passou nas antigas províncias ultramarinas portuguesas como em Angola (1961 e 1975), Moçambique (1975) e na Guiné (1975).
Deixo aqui umas imagens desses massacres racistas quer contra as tribos africanos que defendiam a Bandeira portuguesa quer contra os portugueses de raça branca.

17.5.08

Carta de Einstein sobre o judaísmo

O Público de hoje, revela a existência de um carta de Einstein endereçada ao filósofo Eric Gutkind, datada de 3 de Janeiro de 1954, onde Einstein rejeita a ideia de que os judeus são um povo eleito por Deus. "A religião judaica, tal como todas as outras, é uma encarnação das superstições mais infantis. E o povo judeu, ao qual estou contente por pertencer e por cuja mentalidade tenho profunda afinidade, não é diferente de qualquer outro povo para mim." E ainda: "Tanto quanto a minha experiência permite, [os judeus] não são melhores do que outros grupos humanos, apesar de estarem protegidos dos piores cancros pelo facto de não terem poder. De outro modo, não vejo neles nada de "escolhido"."