23.4.08

Pena de Morte em Portugal

"Eh pá, porreiro!"
Aprovado o Tratado de Lisboa, a Assembleia da República vai ratificá-lo, pois estas coisas não vão a referendo popular e já temos a Pena de Morte em Portugal e na Comunidade Europeia como e bem alertou o Manlius!
Vivam os Direitos do Homem, a Liberdade de Expressão, a Igualdade, a Fraternidade e a Tolerância!

Livro: A Batalha de Aljezur

Graças ao Reverentia fiquei a saber da existência do livro "A batalha de Aljezur", da autoria de José Augusto Rodrigues, editado pela Junta de Freguesia de Aljezur, em 2004, com 150 páginas e já vai na 2.ª edição.
Chegou ontem e li-o com todo o interesse e sugiro que os demais o façam quanto mais não seja por ser um documento histórico.

22.4.08

Lisboa já tem memorial judaico/católico

O sempre bem informado, nestas matérias, jornal "Público" noticia na sua edição de hoje, na página 13, a inauguração deste memorial.
Para um melhor aprofundamento desta e outras questões sugiro a leitura deste magnífico livro:

Paço Ducal de Guimarães - VIII

21.4.08

O Papa anti-nazi e anti-racista

No Público de ontem, e no último dia da visita papal aos States, o Papa Bento XVI «recordou como foi obrigado a integrar a juventude hitleriana, como os seus pais eram anti-nazi e como fez serviço militar numa companhia anti-aérea e foi preso por tropas norte-americanas.“
Foram anos governados por um regime sinistro, estes da minha juventude. Regime que pensava que tinha resposta para tudo à medida que a sua influência crescia, contaminando as escolas, a política e até a religião. Até que o mundo viu o monstro que se agigantava”, disse o Papa enquanto aconselhava os jovens a desfrutar da sua liberdade e a respeitar quem a possibilita, mas a ter muito cuidado para não cair na escuridão.»
Por seu lado, a
Agência Ecclesia noticia que «O Papa apresentou uma reflexão sobre liberdade e o sentido da verdade no mundo de hoje, pedindo-lhes que erradiquem males como a pobreza, a droga ou o racismo.
Partindo da experiência que teve durante o regime nazi, Bento XVI deixou votos de que esse “monstro” não volte a ensombrar a vida das pessoas e os jovens consigam eliminar a escuridão nos nossos dias.
Mesmo na liberdade oferecida pela democracia, alertou, “continua a haver o poder de destruir”.
O nazismo, referiu, “baniu Deus” e por isso ignorou tudo o que fosse bom e verdadeiro. Hoje, disse o Papa, males como a toxicodependência, a pobreza, o racismo, a violência e a degradação das mulheres resultam também do tratamento das pessoas como objectos e da negação da dignidade humana dada por Deus.
Para Bento XVI, a manipulação da verdade é “particularmente sinistra”. “Quando a liberdade não tem em conta a verdade absoluta, relegando-a para a esfera privada do indivíduo, o relativismo toma conta de tudo”, observou.»

Interessante a reflexão sobre a manipulação da verdade vinda de quem tem o dom da Infabilidade. Logo, condena o nazismo e o racismo tornando-se um defensor anti-nazi e anti-racista fervoroso!
É este o representante de Deus na Terra...
Deus nos valha!

Paço Ducal de Guimarães - VII


20.4.08

Adolf Hitler e Eva Braun

Hitler pintor








Leitura semanal

Dragoscópio
6, esse número mágico...

Fascismo em rede
Criar imprensa nacionalista

Jantar das Quartas
Holocausto em Angola

Manlius
Nós continuaremos...
Um dia depois...
O senhor Bensaúde e o rolha
A anedota de décadas

Mote para Motim
José Aguiar Branco: o senhor que se segue
DN: «Há que passar pelo crivo Bilderberg»

Pena e Espada
Rosa Coutinho no Holocausto em Angola
Delito de opinião

Sexo dos Anjos
Holocausto em Angola

Um Homem das Cidades
História contada por burlões e traficantes


Revisionismo em linha

Sobre o centenário de Afonso Lopes Ribeiro:
Afinidades Electivas
Alma Pátria-Pátria Alma
Caceteiro
Eternas Saudades do Futuro
Jantar das Quartas

Jantar das Quartas (2)
Manlius
Nova Frente
Odisseia
O Jansenista
O Povo

O Povo (2)
Porta do Vento
Reverentia
Voz Portalegrense
Diário de Notícias
Jornal de Notícias

Charles Maurras: 20.04.1868 - 16.11.1952


20.04.1868 - 16.11.1952

18.4.08

Cinemateca Portuguesa

A Cinemateca Portuguesa passou no passado dia 3 pelas 19:30, o filme de Jorge Brum do Canto, CHAIMITE, com duração de 157 minutos, realizado em 1953.
Resumo do argumento da Lisvendas: «A população de Lourenço Marques, em 1894, sobre os frequentes ataques iniciais da campanha africana, por António Ennes e seus colaboradores. As façanhas de Caldas Xavier, Aires de Ornelas, Eduardo Costa, Paiva Couceiro, Freire de Andrade e, mais tarde, Galhardo e Mouzinho de Albuquerque para libertarem Moçambique. Grandes jornadas de guerra: Marracuene, Magul, Coolela, incêndio de Manjacaze, Chaimite (rapto de Gungunhana), Macontene... Paralelamente, o amor de dois soldados pela mesma rapariga.»

Como bem refere o
Eurico de Barros a Cinemateca vai homenagear António Lopes Ribeiro com um ciclo de filmes em Setembro. Bem, mais vale tarde do que nunca. Sempre à boa maneira portuga...

17.4.08

Futuro Presente n.º 63: Salazar

Acabei de ler o último número da Futuro Presente dedicada a Salazar. Dos seus artigos destaco:
- "Filme de Guerra - o cinema português e a guerra de Espanha", por José Luís Andrade;
- "Ultramar - o Estado Novo e as campanhas de afirmação da soberania em África: uma visão militar" de Francisco Garcia;
- "A Vida dos Outros", crítica do filme feita por Miguel Freitas da Costa;
- "Como sobreviver à infância", entrevista feita por Alexandra Martins ao escritor tolkieano Ricardo Pinto;
- "O momento salazariano - a propósito de um concurso de televisão.", o texto de fundo da revista, da autoria de Jaime Nogueira Pinto.
Deste texto, sublinho duas interessantes passagens.
A que revela e denuncia as reacções dos campeões da tolerância face ao resultado esmagador da vitória de Salazar (41%) no concurso "Os grandes portugueses":
"As reacções à vitória de Salazar no concurso ilustraram essa intolerância real dos tolerantes «oficiais». Já antes essa possibilidade causava uma notória apreensão, sobretudo quando foi observado que as coisas não corriam de feição e tudo, efectivamente, foi apresentado como remédio preventivo para a tão perigosa «ressurreição» do fascismo que implicaria Salazar ganhar. Vitória que, entretanto, depois, se quis minimizar. A estratégia da «tolerância» teve várias fases:
Primeiro: antes de mais, proibir «Salazar» de participar, quer dizer não incluir o seu nome nas listas dos candidatos.
Segundo: depois de «incluído» ou melhor «engolido» arranjar-lhe uma biografia tenebrosa, só divertida, porque comparada com a de Cunhal, demonstrava o facciosismo «burro» dos autores.
Terceiro: o segredo guardado como «segredo de Estado» da classificação relativa dos «dez mais» seleccionados para a final.
Quarto: a coligação «negativa» articulada na noite da finalíssima, e os actos de clara hostilidade à escolha dos votantes - dos «portugueses» - como diria a Teresa Guilherme.
Quinto: a patética invenção de uma «sondagem» que antecedeu o anúncio dos resultados da finalíssima e a pretensão de contrapôr o carácter «científico» da amostra de menos de 1000 inquiridos ao carácter «pouco científico» da amostra de mais de 200.000 que votaram na finalíssima.
Sexto: a própria noite da «finalíssima» em que, com duas excepções - Rosado Fernandes e José Miguel Júdice - todos os intervenientes e parte das «claques» se sentiram obrigados, mais que defender o seu candidato, a directa ou indirectamente fazerem a sua guerra a Salazar. Assistimos assim, até ao «branqueamento» em termos de «direitos humanos» (como grande defensor da população muçulmana de Lisboa conquistada) de D. Afonso Henriques. E vimos o Dr. João Soares a sustentar o «humanismo» do Marquês de Pombal!
Porque a correcção política mandava que naquela noite, o mau da festa tinha que ser Salazar! E só ele!
A seguir ao programa, houve algumas explosões de escândalo «incontido» - logo ali na própria RTP a magnífica lição de civismo e cultura democrática de Odete Santos. Depois de alguns comentários apocalípticos de conhecidos antifascistas, mudou completamente a toada: foi a «desvalorização" - que não passava de um concurso (o que eu disse na noite da vitória) - e que os estudos «científicos» - as sondagens ad hoc - davam outro resultado.
Mas nelas, Salazar continuava à frente de todos os contemporâneos, isto é, dos «grandes portugueses» do século XX.» (págs. 20/21)

A outra passagem é esta:
«Em 1961, começa a guerra em África, em Angola. Salazar entende do interesse nacional de defender o Império porque nele sempre viu a base de massa crítica e da diferença nacional, isto é um sine qua non da própria independência do país. Deste modo, e graças a um clima de patriotismo e reacção nacional aos ataques da UPA-FNLA no Norte de Angola, ordena a mobilização das tropas. Depois de vencer a conspiração de Júlio Botelho Moniz, ministro da Defesa. Em 1963 a guerra começa na Guiné e em 1964 em Moçambique. Esta "questão do Ultramar", ou "colonial", é hoje o ponto principal dos seus críticos. Podia ter feito outra coisa? Post res perditae, é sempre mais fácil racionalizarmos o acontecido. Ou seja se se perdeu era para perder. Pessoalmente, eu que fui um defensor na época, e muito jovem, dessa unidade para sempre, dou-me conta de que independentemente da bondade da situação, realisticamente, um médio ou pequeno-médio poder não pode, indefinidamente, lutar contra a História e a ordem internacional.
E mais: a minha observação da África pós-independência leva-me a concluir que não era tão impossível uma manutenção de interesses - culturais e económicos e até de influência política - sem a soberania." (Pág. 25)

Pois é. Penso que o senhor Jaime Nogueira Pinto, hoje uma pessoa amadurecida, evoluída, sem aquelas ideias "anarco-fascistas" típicas de um jovem, prefere uma manutenção de interesses sem a Soberania.
Compreendo-o perfeitamente. Como Portugal já não existe, terminou com a traição do 25 de Abril e com a "integração europeia", a soberania portuguesa já não existe mais. O que existe é, sim, "uma manutenção de interesses" e ninguém melhor do que o próprio para defender tal tese tendo em atenção a sua "manutenção de interesses" na barragem moçambicana de Cabora Bossa bem como em Angola, primeiro com a Unita e agora com o MPLA.
Por mero acaso e coincidência lembro aqui as palavras de
António Barreto:
"Confirma o que se sabia: que a esquerda perdoa o terror, desde que cometido em seu nome. Que a esquerda é capaz de tudo, da tortura e do assassinato, desde que ao serviço do seu poder. Que a direita perdoa tudo, desde que ganhe alguma coisa com isso. Que a direita esquece tudo, desde que os negócios floresçam. A esquerda e a direita portuguesas têm, em Angola, o seu retrato. Os portugueses, banqueiros e comerciantes, ministros e gestores, comunistas e democratas, correm hoje a Angola, onde aliás se cruzam com a melhor sociedade americana, chinesa ou francesa. Para os portugueses, para a esquerda e para a direita, Angola sempre foi especial. Para os que dela aproveitaram e para os que lá julgavam ser possível a sociedade sem classes e os amanhãs que cantam. Para os que lá estiveram, para os que esperavam lá ir, para os que querem lá fazer negócios e para os que imaginam que lá seja possível salvar a alma e a humanidade. Hoje, afirmado o poder em Angola e garantida a extracção de petróleo e o comércio de tudo, dos diamantes às obras públicas, todos, esquerdas e direitas, militantes e exploradores, retomaram os seus amores por Angola e preparam-se para abrir novas vias e grandes futuros. Angola é nossa! E nós? Somos de quem?»
Aqui temos um típico representante da direita dos interesses, a direita muito direitinha é a tal que só interessa à esquerda e com ela (con)vive! É a direita das negociatas que se está a marimbar para a Pátria, para a Soberania, para o Povo! Essa, a direita do sistema económico-financeiro que tudo vende e troca por meia dúzia de tostões, quero dizer, dólares!

16.4.08

Centenário de António Lopes Ribeiro

Faria hoje cem anos de vida um Senhor da Cultura Portuguesa, de seu nome António Filipe Lopes Ribeiro.
Sobre a sua vida e obra é de consulta obrigatória o texto da autoria de João Marchante, na Alameda Digital: "Preparando um centenário" bem como este surpreendente texto publicado pelo Centro de Língua Portuguesa/Instituto Camões na Universidade de Hamburgo, na Alemanha e não esquecendo os textos de Lopes Ribeiro, o Senhor Cinema assinado por Eurico de Barros bem como o de Ana Vitória intitulado "António Lopes Ribeiro nasceu há cem anos".
Fez parte de uma lista de candidatos Independentes de Direita integrados na lista do PDC às eleições intercalares de 3 de Dezembro de 1979, onde concorreu como o n.º 3 da lista de Leiria.

Dessa célebre lista de Independentes de Direita constavam: Manuel Maria Múrias (1.º na lista de Lisboa), Gilberto Santos e Castro (1.º na lista de Leiria), Fernando Jasmins Pereira (2.º da lista de Leiria), António Manuel Couto Viana e Maria Valentina da Silveira Machado (1.º e 2.º da lista de Viana de Castelo), da qual obtiveram uma votação de 70 mil votos.
Foi também candidato por Lisboa da coligação PDC-MIRN-FN que concorrou às eleições legislativas de 5 de Outubro de 1980 e cujo resultado viria a significar o desmembramento de toda a Direita nacionalista graças à vitória da AD, já que a direita inteligente, abrangente, evoluída, a tal direita direitinha votou na coligação democrática convencida que ao dar a vitória à AD acabaria com o PS em Portugal. Trágicas ingenuidades...


Pela minha parte, deixo aqui este seu poema sobre a "descolonização exemplar".

REQUIEM NOS CAIS DE LISBOA

Desde Belém ao Beato,
Descarregados de botes,
Empilham-se ao desbarato
Muitos milhares de caixotes.

Numa larga, extensa linha,
Ocupam lados e centro
Do cais; mas não se adivinha
O que contêm lá dentro.

— O que será? — perguntei
A dois ou três empregados.
Respondeu um: — P`lo que sei,
É tudo dos retornados.

Exclamei: - Senhor! Senhor!
(E comecei aos pinotes)
Tanta coisa de valor
Metida à força em caixotes!

Onde estão, que descaminho
Levaram (sabe-se lá!)
As estátuas de Mouzinho
E de Correia de Sá?

Quantas camas, quanto berço
Transformado num caixão?
E não há quem reze o terço,
Quem murmure uma oração?...

Desceu a noite. No escuro,
Perguntei, sem ver mais nada:
— E qual será o futuro
Dessa gente atraiçoada?...

Sem consultar um oráculo,
Eu contemplei, indignado,
O pavoroso espectáculo
Dum império encaixotado.

António Lopes Ribeiro

In «Resistência», n.º 128, 15.06.1976, pág. 6.

Humor