10.4.08

Em Canto e Ana Vidal

No dia 19 de Abril, às 20h30m, na Quinta de São João do Marco, na Castanheira do Ribatejo (EN1, km 29). A inscrição no valor de 35€ deverá ser feita até ao dia 15 de Abril para a Exma. Sr.ª D. Maria Bobone Mira: telem - 91 909 50 90 ou para o email mbobonemira@yahoo.com.br.

9.4.08

Livro: Angola 1961 - Da Baixa do Cassange a Nambuangongo



A Prefácio Editora edita mais um interessante livro da colecção "Guerras e Combates". Com 180 págs. e ilustrado trata dos trágicos acontecimentos e massacres no norte de Angola perpretados pelos terroristas da UPA a 4 de Fevereiro e a 15 de Março de 1961.
O autor aborda a ligação internacional do pseudo pan-africanismo, fruto das descolonizações europeias, passa pelo assalto pirata do paquete "Santa Maria" chefiada pelo traidor Henrique Galvão, à heróica resistência de Mucaba, entre outros episódios.
Um livro a ler com atenção.
António Pires Nunes foi autor do livro "Angola: 1966-1974. Vitória militar no leste" editado pela Tribuna da História, em 2002, para a colecção "Batalhas de Portugal".

Há a destacar, também, a colecção "Estudos e Documentos" com livros interessantes como os da autoria de coronel Manuel Amaro Bernardo ("Memórias da Revolução (1974-1975)", "Combater em Moçambique - Guerra e Descolonização (1964-1975)" "Guerra, Paz e Fuzilamentos dos Guerreiros - Guiné, 1970-1980".

Prefácio Editora
R. Pinheiro Chagas 19 – 1º - 1050-174 Lisboa
tel.: 21-314 33 78
fax: 21-314 33 80
email:
editora.prefacio@mail.telepac.pt

Robert Mugabe, é assim mesmo!

Segundo o Jornal de Notícias, o presidente do Zimbabué (antiga Rodésia) mandou prender vários técnicos e funcionários da Comissão Eleitoral.
É bem feito, ninguém os manda armarem-se em especialistas eleiçoeiros!

8.4.08

Maçonaria pede explicações a Durão Barroso

Segundo o Diário de Notícias, o ex-primeiro ministro português e actual presidente da Comissão Europeia, reune-se hoje com a maçonaria "europeia".
Cá para mim, vai levar com o maço em cima, com régua e esquadro!

Mircea Eliade: novos livros

Edição da Editora Bico de Pena, este livro pretende ser uma autobiografia na qual, o realizador de cinema, Francis Ford Coppola se baseou para fazer o filme "Youth without Youth".



A Cavalo de Ferro, publicou o primeiro volume das novelas completas de Mircea Eliade.
Uma boa notícia e que tenham sucesso na edição completa.

4.4.08

Hitler: A Maior Luta da História

A Padrões Culturais Editora editou agora em opúsculo o discurso de Hitler, "A Maior Luta da História".

Eis a primeira edição em português pelo Serviço de Informação da Legação Alemã.

1.4.08

Filme: Excalibur

“… As idades obscuras… A terra estava dividida e sem Rei. No meio deste tempo perdido começou a lenda do Mago Merlin e a chegada de um Rei, de uma espada poderosa: Excalibur”
“Entrámos na garganta do Dragão…”. Achamo-nos, sem dúvida, ante um mito que foi plasticamente modelado para chegar a um público desejoso de novidades e originalidades. E ainda assim, queira-se ou não, constata-se um facto muito importante: Este filme inspira e desperta os mais nobres anseios de muitos jovens. Como algo que acorda desde os tempos mais remotos e imemoriais, surge como um impacto no nosso interior adormecido, na Lembrança Espiritual do nosso Sangue.
As personagens desta maravilha de arte cinematográfica, encarnam de forma inultrapassável o papel que lhes foi atribuído. Muitos somos os que ficamos absorvidos por essa figura cheia de Sabedoria e simpatia que é Merlin, essa Nobreza, símbolo da Amizade, que é Lancelote, esse constante afã por manter a Paz e a Justiça, que é Artur, ou essa Juventude inocente com ânsia de aventura e auto-superação que é Percival.
Cada personagem conquista-nos profundamente, harmonizando o seu aspecto exterior com o espírito que irradia desde o seu coração em cada gesto, em cada olhar, em cada palavra. Curiosamente, todos são actores quase desconhecidos, como se viessem expressamente do mundo da lenda, do além dos tempos, para despertar uma lembrança que permaneceu adormecida durante séculos.
Qual foi a intenção do director? É muito difícil sabê-lo. É possível que seja totalmente inconsciente da sua obra. É possível que no seu afã de alcançar uma novidade radical, tenha obtido este resultado. Não podemos negar que no filme não existe rigorosidade quanto ao seguimento da lenda, o que não é nem mais nem menos do que o que fazem todos os directores quando querem fazer algo demasiado grande.
Existe uma concessão à morbosidade do grande público? É possível… porém, esse “enorme dispêndio” de sangue que tanto se lhe aponta, ou a famosa cena do corvo comendo um olho, não fazem mais que dar um acento mais cru que nos aproxima minimamente às dramáticas circunstâncias que as personagens estão a viver. A partir destes toques de crueza e exagero, o espectador faz-se participante desse mundo em luta. Indubitavelmente, não tem nada que ver com os clássicos filmes de índios nos quais o espectador passa o tempo ou pouco mais, e onde o imperante é a carência de toda a Transcendência.
O “leitmotiv” deste filme reside no valor do Sangue e tudo o que isto significa: Nobreza, Honra, Amizade, Amor… e também a aceitação das debilidades, como a traição que, apesar de tudo, são superadas e redimidas através da Fidelidade e da Nobreza, ou seja, também pela força superadora que habita no Sangue. O “valor do Sangue” apresenta-se nesta obra por cima de toda a crença ou religião. Por um lado aparece a religião, sem credos, sem dogmas, que só é acessível através da comunhão com a Natureza e, sobretudo, com o grande Céu que cada herói porta nas suas veias e que deve conquistar. Esta sabedoria é representada por Merlim, que instrui ao homem para que, afinal, quando o momento chegar, fique só e saiba ser um verdadeiro Rei. “Uma Terra, um Rei…”, este é o Segredo do Graal. O esquecimento destas palavras provocou a decadência, a pobreza da terra, as enfermidades e a fome das gentes. Que grande similitude com a actualidade! A Magia reside, precisamente, na recordação de umas palavras, nem mais nem menos, porque “a perdição do homem é o Esquecimento…”. A terra, o povo, o Rei, devem ser uma mesma coisa. Mais uma vez, a união do Homem com a Natureza, a união do Sangue e do Solo: “Uma Terra, um Rei…”.Por outro lado, uma magia negativa, a do ódio, a do rancor e da vingança, a que hoje impera no mundo; a magia que foi roubada por aqueles que não a mereceram, o Mundo de Morgana e de Sião.
Merlin é a estrela do filme. As suas frases vivem por si: “quando um homem mente, mata uma parte da Humanidade…”; “Lembra: há sempre alguém mais esperto do que tu….”; “O mal e o Bem; dificilmente existe um sem o outro…”; e sobretudo “Chegou a hora dos homens e dos seus costumes…”. O homem, hoje, nestes blocos de cimento, vive de costumes novos ou velhos, pouco importa, mas em definitivo ninguém sabe ver o que há para além do seu nariz. Hoje, o mais “nobre” dos homens é um ser retorcido, rancoroso, intolerante, que se crê possuidor da única verdade. É um fruto deste mundo de costumes mecanizados. Os “bons” contentam-se em ter um bom pensamento cada dia, para capitalizar essa segurança social do “Além” que chamam céu.
Na procura do Graal morrem todos os guerreiros, só sobrevive um, e ele vence por todos. E como vence Percival? No filme isso reflecte-se bastante bem: Vinte anos de luta, vagabundeando, buscando, para dar-se conta de que nada exterior tinha importância, no fundo tudo é um sonho pelo que não nos devemos deixar arrastar. Afinal, despoja-se de todo o atributo, de toda a vestimenta e, mais uma vez, praticamente nu e com a única coisa que lhe restava, a Esperança, a Fé, responde ante o grande Segredo para descobrir o que foi na origem: “Uma terra, um Rei…”. Nada era mais importante do que estas palavras. Ele, sozinho, nu, com o seu corpo, com a sua Esperança, com a sua Fé, e com o seu Rei, tudo era uma mesma Unidade, e nenhuma outra coisa tinha importância. É a Suprema Singeleza, revelada em palavras tão grandes como Fidelidade, Honra, Amizade… e revelada também num caminho cruel marcado pela luta e o Desapego.
Surpreende que, quem isto escreve, possa ver, num filme como este, todo o contrário do que alguma outra pessoa pudesse interpretar. E não deixa de ser surpreendente que alguns até realizaram uma autêntica perseguição intelectual totalmente obsessiva contra este filme. Cumpre saber que quem possua a Verdade não deveria ter medo de perdê-la.
Qualquer aspecto do filme poderia ter uma interpretação na Luta Eterna da nossa Raça, girando tudo em torno à tão mítica Sabedoria Perdida, representada pelo mundo de Merlin, como parte humanizada do Grande Dragão, símbolo de tal Sabedoria. Muito significativo é o facto de que, depois de ter desaparecido materialmente e depois do triunfo na Procura do Graal, o Mago volta, e, por que volta? Primeiro, foi derrotado pelo Inimigo, que lhe rouba a magia, falseando a Sabedoria, e depois, quando os guerreiros emendam a involução, reconquistando o Segredo Perdido, renasce dentro deles: Merlím passa a fazer parte deles, vive o que ele chama “O Mundo dos Sonhos”, “Sonho para uns, pesadelo para outros”. Sendo esta a grande consequência do triunfo: o Conhecimento volta ao homem, o homem converte-se por sua vez em Mago, ou seja, é Sacerdote-Guerreiro, no sentido mais elevado da palavra. Merlin e Artur são um mesmo e, a partir desta Reconquista, o Inimigo acha o seu fim, a Obscuridade começa a dissipar-se.
E veja-se o grande paralelismo, mais uma vez, com a nossa luta: o derradeiro encontro de Morgana com Merlin. O Inimigo, na sua obsessão e no seu ódio, converteu-o num sonho, trágico para Ele, ainda que esperançoso para o Novo Mundo que nascerá regenerado. Merlin foi derrotado e agora não tem nada a perder, e por isso aparece a Morgana de forma invulnerável, porque os Cavaleiros do Graal fizeram-no Eterno.
O Derradeiro Batalhão, que tanto tempo esteve aguardando, derrota por fim o Inimigo. Desta forma fecha-se um ciclo na Humanidade: a Espada volta ao lago, e Artur viaja à Ilha da Imortalidade, acompanhado da wagneriana “Marcha Fúnebre de Siegfried”; pouco tem de morto e muito de Eternidade. Estas foram as suas derradeiras palavras: “Um dia chegará um Rei e a Espada ressurgirá das Águas”.
Eternamente repete-se o Mito, eternamente volta o Rei Artur e o Mago Merlin, porque vivem no interior dessas Águas que são o nosso Sangue, que é o Mundo da nossa Raça.
Vai este artigo para aqueles que viram neste filme algo verdadeiramente superior, sem rancor para os que tenham rancor, sem ódio para os que tenham ódio, porque apreendemos algo mais: Artur, Merlin, Lancelote, Percival, somos nós próprios, a maior verdade que possuímos é o valor do Sangue que corre pelas nossas veias, o nosso escudo é a nossa Fé, e tudo isto é o que além de todos os tempos forja a nossa espada: EXCALIBUR!
Anál natchrach, orth´ bháis bethad, do chél denmha.

Francesc Sánchez-Bas


Adaptado de Frederico Traspedra, na Terra e Povo - Galiza e pilhado ao Fogo da Vontade.

31.3.08

Livro: A Batalha das Termópilas

A Babel Editores editou um clássico da literatura mundial.
Baseado nas crónicas do grego Heródoto, eis a epopeia dos 300 espartanos e os actos de Heroísmo e de Sacrifício face à invasão persa.
Páginas: 176
Formato: 15x23
Preço: 13,00 €

28.3.08

Rodrigo Emílio: 2004-2008

Quis Deus que hoje fosse a casa da Constança - a nossa muito querida Constança - para entregar por mão-travessa o teu poema inédito e original "Já de Macau me despeço para sempre e nunca mais..." que o nosso Amigo e Camarada José Carlos me entregou, há dias, após tê-lo descoberto nos seus arquivos e colocado no Manlius.
Como não podia deixar de ser, foi entregue à tua fidelíssima depositária (literária e não só...) onde permanece em boas mãos, como bem sabes.
A Constança comentou-me: "Já lá vão quatro anos..."
Ao que lhe respondi: "É, quatro anos de saudade, de imensa falta para todos nós."
Falava há momentos com o Pedro Guedes que, também, recordou estes quatro longínquos anos e entre várias verdades a teu respeito, disse esta: "Quando dizem que não há insubstituíveis, isso em relação ao Rodrigo, é uma treta."
O que me obrigou a confirmar essa dura e triste realidade: é mesmo uma treta e pegada!
Recordo os serões passados a conversar sobre vários temas como a Política, a Cultura, a Religião, a Tradição e a Espiritualidade. Graças a ti, enriqueci-me, aprendi o que tinha para aprender vindo de uma voz que deixei de ouvir mas nunca de escutar!
Estás lembrado que no início deste ano nos presentearias com o teu último livro de poesia, Intifada(s) Lírica(s), que sofreu um ligeiro atraso ou como costumavas dizer: «um compromisso incontornável e inadiável». O teu filho mais velho, Rodrigo Victor disse-me que era mais um daqueles teus atrasos mas sabe que o livro será publicado por vontade expressa da Família e dos teus fiéis Amigos e Camaradas, entre os quais, o António Manuel Couto Viana, no seu Elóquio, envia-te um "Último Postal".
Bem hajas e até mais ver. Sempre!