1.4.08

Filme: Excalibur

“… As idades obscuras… A terra estava dividida e sem Rei. No meio deste tempo perdido começou a lenda do Mago Merlin e a chegada de um Rei, de uma espada poderosa: Excalibur”
“Entrámos na garganta do Dragão…”. Achamo-nos, sem dúvida, ante um mito que foi plasticamente modelado para chegar a um público desejoso de novidades e originalidades. E ainda assim, queira-se ou não, constata-se um facto muito importante: Este filme inspira e desperta os mais nobres anseios de muitos jovens. Como algo que acorda desde os tempos mais remotos e imemoriais, surge como um impacto no nosso interior adormecido, na Lembrança Espiritual do nosso Sangue.
As personagens desta maravilha de arte cinematográfica, encarnam de forma inultrapassável o papel que lhes foi atribuído. Muitos somos os que ficamos absorvidos por essa figura cheia de Sabedoria e simpatia que é Merlin, essa Nobreza, símbolo da Amizade, que é Lancelote, esse constante afã por manter a Paz e a Justiça, que é Artur, ou essa Juventude inocente com ânsia de aventura e auto-superação que é Percival.
Cada personagem conquista-nos profundamente, harmonizando o seu aspecto exterior com o espírito que irradia desde o seu coração em cada gesto, em cada olhar, em cada palavra. Curiosamente, todos são actores quase desconhecidos, como se viessem expressamente do mundo da lenda, do além dos tempos, para despertar uma lembrança que permaneceu adormecida durante séculos.
Qual foi a intenção do director? É muito difícil sabê-lo. É possível que seja totalmente inconsciente da sua obra. É possível que no seu afã de alcançar uma novidade radical, tenha obtido este resultado. Não podemos negar que no filme não existe rigorosidade quanto ao seguimento da lenda, o que não é nem mais nem menos do que o que fazem todos os directores quando querem fazer algo demasiado grande.
Existe uma concessão à morbosidade do grande público? É possível… porém, esse “enorme dispêndio” de sangue que tanto se lhe aponta, ou a famosa cena do corvo comendo um olho, não fazem mais que dar um acento mais cru que nos aproxima minimamente às dramáticas circunstâncias que as personagens estão a viver. A partir destes toques de crueza e exagero, o espectador faz-se participante desse mundo em luta. Indubitavelmente, não tem nada que ver com os clássicos filmes de índios nos quais o espectador passa o tempo ou pouco mais, e onde o imperante é a carência de toda a Transcendência.
O “leitmotiv” deste filme reside no valor do Sangue e tudo o que isto significa: Nobreza, Honra, Amizade, Amor… e também a aceitação das debilidades, como a traição que, apesar de tudo, são superadas e redimidas através da Fidelidade e da Nobreza, ou seja, também pela força superadora que habita no Sangue. O “valor do Sangue” apresenta-se nesta obra por cima de toda a crença ou religião. Por um lado aparece a religião, sem credos, sem dogmas, que só é acessível através da comunhão com a Natureza e, sobretudo, com o grande Céu que cada herói porta nas suas veias e que deve conquistar. Esta sabedoria é representada por Merlim, que instrui ao homem para que, afinal, quando o momento chegar, fique só e saiba ser um verdadeiro Rei. “Uma Terra, um Rei…”, este é o Segredo do Graal. O esquecimento destas palavras provocou a decadência, a pobreza da terra, as enfermidades e a fome das gentes. Que grande similitude com a actualidade! A Magia reside, precisamente, na recordação de umas palavras, nem mais nem menos, porque “a perdição do homem é o Esquecimento…”. A terra, o povo, o Rei, devem ser uma mesma coisa. Mais uma vez, a união do Homem com a Natureza, a união do Sangue e do Solo: “Uma Terra, um Rei…”.Por outro lado, uma magia negativa, a do ódio, a do rancor e da vingança, a que hoje impera no mundo; a magia que foi roubada por aqueles que não a mereceram, o Mundo de Morgana e de Sião.
Merlin é a estrela do filme. As suas frases vivem por si: “quando um homem mente, mata uma parte da Humanidade…”; “Lembra: há sempre alguém mais esperto do que tu….”; “O mal e o Bem; dificilmente existe um sem o outro…”; e sobretudo “Chegou a hora dos homens e dos seus costumes…”. O homem, hoje, nestes blocos de cimento, vive de costumes novos ou velhos, pouco importa, mas em definitivo ninguém sabe ver o que há para além do seu nariz. Hoje, o mais “nobre” dos homens é um ser retorcido, rancoroso, intolerante, que se crê possuidor da única verdade. É um fruto deste mundo de costumes mecanizados. Os “bons” contentam-se em ter um bom pensamento cada dia, para capitalizar essa segurança social do “Além” que chamam céu.
Na procura do Graal morrem todos os guerreiros, só sobrevive um, e ele vence por todos. E como vence Percival? No filme isso reflecte-se bastante bem: Vinte anos de luta, vagabundeando, buscando, para dar-se conta de que nada exterior tinha importância, no fundo tudo é um sonho pelo que não nos devemos deixar arrastar. Afinal, despoja-se de todo o atributo, de toda a vestimenta e, mais uma vez, praticamente nu e com a única coisa que lhe restava, a Esperança, a Fé, responde ante o grande Segredo para descobrir o que foi na origem: “Uma terra, um Rei…”. Nada era mais importante do que estas palavras. Ele, sozinho, nu, com o seu corpo, com a sua Esperança, com a sua Fé, e com o seu Rei, tudo era uma mesma Unidade, e nenhuma outra coisa tinha importância. É a Suprema Singeleza, revelada em palavras tão grandes como Fidelidade, Honra, Amizade… e revelada também num caminho cruel marcado pela luta e o Desapego.
Surpreende que, quem isto escreve, possa ver, num filme como este, todo o contrário do que alguma outra pessoa pudesse interpretar. E não deixa de ser surpreendente que alguns até realizaram uma autêntica perseguição intelectual totalmente obsessiva contra este filme. Cumpre saber que quem possua a Verdade não deveria ter medo de perdê-la.
Qualquer aspecto do filme poderia ter uma interpretação na Luta Eterna da nossa Raça, girando tudo em torno à tão mítica Sabedoria Perdida, representada pelo mundo de Merlin, como parte humanizada do Grande Dragão, símbolo de tal Sabedoria. Muito significativo é o facto de que, depois de ter desaparecido materialmente e depois do triunfo na Procura do Graal, o Mago volta, e, por que volta? Primeiro, foi derrotado pelo Inimigo, que lhe rouba a magia, falseando a Sabedoria, e depois, quando os guerreiros emendam a involução, reconquistando o Segredo Perdido, renasce dentro deles: Merlím passa a fazer parte deles, vive o que ele chama “O Mundo dos Sonhos”, “Sonho para uns, pesadelo para outros”. Sendo esta a grande consequência do triunfo: o Conhecimento volta ao homem, o homem converte-se por sua vez em Mago, ou seja, é Sacerdote-Guerreiro, no sentido mais elevado da palavra. Merlin e Artur são um mesmo e, a partir desta Reconquista, o Inimigo acha o seu fim, a Obscuridade começa a dissipar-se.
E veja-se o grande paralelismo, mais uma vez, com a nossa luta: o derradeiro encontro de Morgana com Merlin. O Inimigo, na sua obsessão e no seu ódio, converteu-o num sonho, trágico para Ele, ainda que esperançoso para o Novo Mundo que nascerá regenerado. Merlin foi derrotado e agora não tem nada a perder, e por isso aparece a Morgana de forma invulnerável, porque os Cavaleiros do Graal fizeram-no Eterno.
O Derradeiro Batalhão, que tanto tempo esteve aguardando, derrota por fim o Inimigo. Desta forma fecha-se um ciclo na Humanidade: a Espada volta ao lago, e Artur viaja à Ilha da Imortalidade, acompanhado da wagneriana “Marcha Fúnebre de Siegfried”; pouco tem de morto e muito de Eternidade. Estas foram as suas derradeiras palavras: “Um dia chegará um Rei e a Espada ressurgirá das Águas”.
Eternamente repete-se o Mito, eternamente volta o Rei Artur e o Mago Merlin, porque vivem no interior dessas Águas que são o nosso Sangue, que é o Mundo da nossa Raça.
Vai este artigo para aqueles que viram neste filme algo verdadeiramente superior, sem rancor para os que tenham rancor, sem ódio para os que tenham ódio, porque apreendemos algo mais: Artur, Merlin, Lancelote, Percival, somos nós próprios, a maior verdade que possuímos é o valor do Sangue que corre pelas nossas veias, o nosso escudo é a nossa Fé, e tudo isto é o que além de todos os tempos forja a nossa espada: EXCALIBUR!
Anál natchrach, orth´ bháis bethad, do chél denmha.

Francesc Sánchez-Bas


Adaptado de Frederico Traspedra, na Terra e Povo - Galiza e pilhado ao Fogo da Vontade.

31.3.08

Livro: A Batalha das Termópilas

A Babel Editores editou um clássico da literatura mundial.
Baseado nas crónicas do grego Heródoto, eis a epopeia dos 300 espartanos e os actos de Heroísmo e de Sacrifício face à invasão persa.
Páginas: 176
Formato: 15x23
Preço: 13,00 €

28.3.08

Rodrigo Emílio: 2004-2008

Quis Deus que hoje fosse a casa da Constança - a nossa muito querida Constança - para entregar por mão-travessa o teu poema inédito e original "Já de Macau me despeço para sempre e nunca mais..." que o nosso Amigo e Camarada José Carlos me entregou, há dias, após tê-lo descoberto nos seus arquivos e colocado no Manlius.
Como não podia deixar de ser, foi entregue à tua fidelíssima depositária (literária e não só...) onde permanece em boas mãos, como bem sabes.
A Constança comentou-me: "Já lá vão quatro anos..."
Ao que lhe respondi: "É, quatro anos de saudade, de imensa falta para todos nós."
Falava há momentos com o Pedro Guedes que, também, recordou estes quatro longínquos anos e entre várias verdades a teu respeito, disse esta: "Quando dizem que não há insubstituíveis, isso em relação ao Rodrigo, é uma treta."
O que me obrigou a confirmar essa dura e triste realidade: é mesmo uma treta e pegada!
Recordo os serões passados a conversar sobre vários temas como a Política, a Cultura, a Religião, a Tradição e a Espiritualidade. Graças a ti, enriqueci-me, aprendi o que tinha para aprender vindo de uma voz que deixei de ouvir mas nunca de escutar!
Estás lembrado que no início deste ano nos presentearias com o teu último livro de poesia, Intifada(s) Lírica(s), que sofreu um ligeiro atraso ou como costumavas dizer: «um compromisso incontornável e inadiável». O teu filho mais velho, Rodrigo Victor disse-me que era mais um daqueles teus atrasos mas sabe que o livro será publicado por vontade expressa da Família e dos teus fiéis Amigos e Camaradas, entre os quais, o António Manuel Couto Viana, no seu Elóquio, envia-te um "Último Postal".
Bem hajas e até mais ver. Sempre!

27.3.08

Livro: Vida e obra de Dom Nuno de Álvares Pereira - Leslie Baker

Dado à estampa pela Via Occidentalis, este livro sobre o Condestável D. Nuno Álvares Pereira, da autoria de G. Leslie Baker.
Nº págs: 254
Formato: 140 x 225 mm
Género: Ensaio
PVP: 14,70 €




Eis a primeira edição portuguesa publicada em 1947, com o título de "O clarim de Nuno toca a alvorada".

26.3.08

Paço Ducal de Guimarães - IV

Vasco Graça Moura e EmCanto

No dia 29 de Março, às 20 horas na Quinta de São João do Marco, na Castanheira do Ribatejo (EN 1, km 29). A inscrição (35€) para a Exma. Sr.ª D. Maria Bobone Mira: telem - 91 909 50 90 ou para o email mbobonemira@yahoo.com.br.

25.3.08

Tanto alarido para quê?

O Público informa e bem que a Direcção Geral dos Impostos quer saber quanto custa um casamento.
Não vejo mal nisso partindo do princípio que essa medida se vai aplicar aos nascimentos, aos funerais, aos baptizados, despedida de solteiro(a), aos divórcios (festas), aos dias de aniversário, ao dia dos namorados.
Pela minha parte, vou resolver o assunto de uma forma simples e rápida. Qual? Convidar o chefe de Repartição de Finanças do meu bairro fiscal e o Sr. Nunes da ASAE para o baptizado, despedida de solteiro, divórcio, dia de aniversário, dia de S. Valentim, e muito principalmente para o dia de casamento. Digo, muito principalmente para o dia de casamento pois assim, com um bocadinho de sorte receberei a prenda de casamento - já que convite obriga a prenda, noblesse oblige - para além de que este poderá ver com os seus próprios olhinhos se o serviço apresentado é de qualidade.
Quem pensar que esta decisão da DGI tem algo de conspirativo, pois querem controlar a nossa vida e os nossos gastos, pensem e lembrem-se que George Orwell nas suas obras "1984" e o "Triunfo dos Porcos" - ainda não consegui aquela versão nazi-fascista - já abordava o tema.
Como não quero acreditar que este estado de direito democrático anda a ler Orwell, fico-me por aqui.
Pela minha parte, está decidido: convidar o chefe de Repartição de Finanças e o Sr. Nunes da ASAE e não se fala mais nisso!

Paço Ducal de Guimarães - III

20.3.08

Pierre Pucheu: 20 de Março de 1944 - 2008

Pierre Pucheu, Ministro do Interior foi a primeira vítima oficial da Depuração em França.
Preso em Alger, traído por Giraud, que o fez ir à Argélia, é condenado à morte por um tribunal militar da "resistência francesa"
Mesmo com a falta de provas da execução de 50 reféns do campo de Châteaubriant, na sequência do atentado de 20 de Outubro 1941 e sendo a acusação retirada da acta de acusação foi fuzilado.
As suas primeiras palavras perante a farsa jurídica do seu julgamento foram: «Tenho a sublinhar, sem querer faltar ao respeito dos membros do tribunal que não reconheço valor jurídico algum ao processo que começa.»
Pucheu é condenado à morte com a confiscação do seus bens a favor da França, por colaboração com a Alemanha e inteligência com o inimigo.
No dia 20 de Março, às 4h.30, Pucheu é acordado na sua cela pelos seus advogados e pelo capelão.
- Não diga nada, meu Padre, eu sei porque vem.
Muito calmo, e tão metódico diante da morte como durante a vida, diz:
- Procedamos com ordem. Eu quero falar-vos, meu Padre, primeiro. Os advogados deixam a cela e Pucheu fica só o com o padre.
Depois os advogados voltam a entrar e é-lhe repetida a condenação à morte assinada por de Gaulle.
Pucheu limita-se a encolher os ombros, diz o seu advogado, Maitre Trappe, que testemunhará os últimos momentos de vida do Ministro do Interior francês que exprime a sua vontade de comandar, ele mesmo, o pelotão de execução e espera de pé, a autorização do comissário da Defesa nacional, Le Troquer que lhe dará a permissão.
Os seus defensores dizem-lhe que três generais estarão presentes na execução: o general Weiss, Cochet e Tubert. Em resposta imediata a esse aviso dos seus defensores diz que não os quer ver ver, principalmente o general Weiss, pois na presença deste não sabe o que lhe poderá acontecer.
Cochet fica só.
Na capela da prisão o padre diz a última missa. Pucheu, com o seu manto preto fechado, de costas direitas e de braços cruzados na sua posição favorita.
Terminada a cerimónia, é conduzido para serem cumpridas as últimas formalidades. Quando entra, encontra-se diante do general Cochet a quem diz:
- Saia, senhor. Vá-se embora, não o quero ver. Poderá recordar-se que fui eu que o fiz sair da prisão e que sem mim, Deus sabe onde estaria neste momento! Saia!
O general protesta: "não faço mais que o meu dever."
Pouco antes das 6 horas, Pucheu chega ao terreno de execução. Tira um cigarro que fuma tranquilamente e começa o fim da tragédia como conta Maitre Trappe:
"De mãos nos bolsos, dá as suas ordens ao pelotão de fuzilamento. e pergunta pelo coronel Monnery. Ele tem neste um ajudante que comanda o pelotão.
O ajudante apresenta-se e Pucheu cumprimenta-o.
- Que arma?
- A guarda.
- Senhor, tomo o seu lugar. Sou eu que dou as ordens. Quais são os regulamentos?
- Preparem-se... de joelhos... Fogo!
- Vai-me apresentar os seus homens. Tenho que os cumprimentar.
Pucheu dirige-se ao pelotão de doze homens e diz:
- Senhores, perdoo-vos, antes de mais. Cumprem as ordens, vocês não são por este assassinato político. Com toda a minha estima, aperto-vos a mão.Um a um, o chefe apresenta os seus homens. Pucheu dirige-se e tira o seu sobretudo e entrega-o a Gouttebaron, capelão que hesitante lhe estende o crucifixo.
- Meu filho, pela sua mulher, pelos seus filhos...
Pucheu baixa o crucifixo, abraça o capelão, vira-se para Gouttebaron e diz:
- Adeus, Mestre.
- Sim, adeus: encontrar-nos-emos num mundo melhor.
Gouttebaron, abraça-o forte e longamente.
- Adeus, meu pequeno, obrigado.
Depois, vira-se e põe-se direito sobre o poste. Os homens avançam até seis metros. O primeiro rang ajoelha-se. Ainda é noite. Distinguem-se mal as as caras. Pucheu, muito direito. de braços cruzados. suspende por um instante o olhar à sua volta. A luz dos faróis deitam um clarão sinistro. A sua alta silhueta parece distanciar-se no horizonte esperando que o dia surja.
- Estão prontos, senhores?
Pucheu levanta o braço direito. No silêncio, a sua voz calma parece estranhamente longe.
- De joelhos...
O seu braço baixa.
- Fogo!
Uma só detonação. Um barulho surdo.Pucheu está caído no lado direito do poste de execução, os braços e as pernas em cruz. Pierre Pucheu morreu.
São 6 horas. Os soldados choram. O capelão diz as suas preces."
Robert Aron
In «Pucheu, au nom de la raison d`état»,
Historia, Hors de série n.º 41, «L´Épuration - la justice sommaire de l`été 44.

Salazar, outra vez!

E não o deixam em paz! Pudera, dá tanto lucro!
Mais um livrinho sobre Salazar, da autoria de Paulo Marques, que faz parte dos “Cadernos Biográficos de Personalidades Portuguesas do Século XX», editado pela Parceria A.M. Pereira e pelo jornal Público, com 72 págs.

18.3.08

Adolf Eichmann

Segundo o Diário de Notícias, no artigo intitulado "O arquitecto do Holocausto que terá ajudado a salvar 800 judeus", afirma que Adolf Eichmann, membro das SS assassinado em 1962 em Israel após ter sido raptado - por um comando da Mossad - da Argentina para a Terra Prometida, ajudou a salvar centenas de judeus!
Como prémio, foi enforcado em Israel poucos minutos depois da meia-noite de 1 de Junho de 1962, na prisão de Ramla, perto de Telavive.

«Israel foi à Argentina buscar o ex-oficial nazi, que julgou e executou em 1962.
O homem que ficou conhecido como o "Arquitecto do Holocausto" afinal pode ter ajudado a salvar centenas de judeus. Segundo o Sunday Times, Adolf Eichmann, o oficial nazi que deportou centenas de milhares de judeus para os campos de concentração, terá protegido o director de um hospital judaico onde 800 judeus - membros da elite e mulheres de alemães não-judeus na maioria - encontraram refúgio em Berlim.»

François Duprat: 18 de Março de 1978 - 2008

A 18 de Março de 1978, François Duprat é assassinado devido a uma explosão de uma bomba no seu automóvel.
Trinta anos depois não o esquecemos.
François Duprat: Présent!
Lembro um magnífico texto evocativo do Manlius: Recordando François Duprat.