8.1.08

Outras Perdas: James Bacque

Voltando ao tema da "libertação" da Europa às mãos dos "cruzados da democracia", lembro o livro de James Bacque, "Outras Perdas", editado pela Edições ASA em 1995.

"Os planos delineados ao mais alto nível dos governos dos EUA e da Grã-Bretanha em 1944 expressavam a determinação de destruir de uma vez por todas a Alemanha como potência mundial, reduzindo-a a uma economia rural, conquanto isso significasse a fome para milhões de civis (...) Amplificado por uma burocracia militar complacente, o ódio de Eisenhower deu origem ao horror dos campos da morte que não encontram paralelo na história militar americana. A despreocupada indiferença revelada pelos oficiais do SHAEF (Supreme Headquarters Allied Expeditionary Force) perante as catastróficas consequências desse ódio constitui o mais doloroso aspecto do envolvimento do exército americano (...) Para se ter uma ideia da dimensão desse horror, bastará atentar-se no facto de que essas mortes excederam largamente o total de baixas sofridas pelo exército alemão no Ocidente entre Junho de 1941 e Abril de 1945." (Dr. Ernest F. Fisher Jr., coronel na reserva do exército dos EUA, no Prefácio d` "Outras Perdas" de James Bacque).

6.1.08

After the Reich: um livro sobre os crimes aliados


"Os cruéis ocupantes aliados" é um trabalho assinado por Patricia Meehan e publicado no caderno P2 do "Público", de hoje, sobre o livro After the III Reich, a ser editado em Inglaterra no próximo mês.

"Giles MacDonogh quis mostrar a vivência dos alemães na derrota. E conseguiu. Mas também atraiu novas atenções para os actos questionáveis da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos durante a ocupação. Execuções encenadas (ou não), espancamentos, violações, milhares de militares e civis transportados em camiões de gado ou mortos à fome e ao frio. A Segunda Guerra Mundial vista do outro lado."

«Mesmo antes da capitulação da Alemanha, comunidades inteiras de alemães que tinham vivido no exterior do Reich, muitas vezes durante gerações, foram desenraizados à força de armas; no total, entre 13 e 16 milhões de pessoas foram expulsas das suas casas.Roubados, espancados, esfomeados, velhos, mulheres e crianças foram forçadas a caminhar para ocidente ou a amontoar-se em veículos de transporte de gado nos quais por vezes gelavam até à morte. Um membro do Parlamento descreveu na Câmara dos Comuns as expulsões como "fazendo milhões de pessoas atravessar a Europa como um Belsen arrepiante". MacDonogh conduz o leitor ao longo destas terríveis deslocações, quase aldeia por aldeia, descrevendo uma medonha migração.»

«Na Primavera de 1945, cerca de 40.000 prisioneiros morreram à fome e ao frio nos 12 centros de detenção ao ar livre que os americanos haviam erguido para alojarem cerca de um milhão de homens. Os prisioneiros, escreve MacDonogh, "haviam sido empurrados para vastos recintos ao ar livre perto das margens do Reno descritas como "áreas de concentração" ou "PWTE - Recintos Temporários para Prisioneiros de Guerra"". Os americanos tinham-lhes queimado as roupas e por isso eles não tinham nada que os protegesse dos elementos. Abril e Maio de 1945 foram particularmente frios e chuvosos, e havia muita neve. Os soldados eram forçados a passar por isto em recintos abertos e sem tendas. MacDonogh escreve: "Muitos deles abriram covas no solo com uma colher ou uma lata ou o que tivessem à mão, mas, com a chuva constante, o terreno amolecia e todas as noites essas covas desabavam e as pessoas que aí tinham procurado abrigo ficavam soterradas. Não se passava uma noite sem que morressem homens nesses locais."»

Um documento sobre a "libertação" e a desnazificação na Alemanha feita pelos Ali(en)ados!

A Pintura de James Archer

Pintor escocês

Leitura semanal

Dragoscópio
Contos do vigário

Legião Patriótica
Rudolf Hess, Cavaleiro do Ideal
O caso Rudolf Hess
Apontamentos sobre Julius Evola
O Fascismo na história do pensamento
A minha honra é a minha fidelidade
A um jovem que pretende triunfar

Horizonte
Drieu

Manlius
A minha (atrasada) Prenda de Natal
Rodrigo Emílio e o Natal
Comunicado da viúva

O Fogo da Vontade
Da religião demo-humanitarista
O inexorável suicídio da Europa
O crepúsculo da raça branca

Último Reduto
Sugestão ao meu amigo Zé Pinto Coelho

Revisionismo em linha

3.1.08

Abril de 1989: centenário de Hitler em Madrid







Quis o Flávio Gonçalves festejar o meu ano blogosférico e deu-me uma grande alegria com este filme da manifestação improvisada à porta do cinema Benlliure depois da Cedade ter conseguido alugar o cinema para se comemorar o centenário de Hitler. Chamo a vossa atenção, pois no último em que fala Thies Christophersen, entre os vários manifestantes, está o Rodrigo Emílio aos 23s e aos 05mins.43s!

31.12.07

O meu aniversário sob o lema "O Nonas merece!"

Queria passar despercebido no meu anito blogosférico, ainda para mais a um domingo, vespéra de mais uma festarola de passagem de ano.
Não consegui e tive alguma culpa no cartório porque deparei-me com o DVD d` "As aventuras do Rabi Jacob" que comprei e decidi
anunciar na blogosfera a edição desta hilariante comédia de Louis de Funès.
Amigos e camaradas como o Bruno, o José Carlos, o FSantos, o Humberto (qual concurso 1, 2, 3), o Mário, o Vítor Ramalho, o Pedro, o Duarte, o ex-camarada Flávio Gonçalves não esquecendo o Réprobo e o Thoth, sob o lema "O Nonas merece!" foram de uma generosidade ilimitada.
Em todo o caso, a todos os que se lembraram do meu aninho aqui vai um forte abraço com Amizade e Camaradagem. Bem hajam por serem meus amigos e por me aturarem!

29.12.07

Goulart Nogueira e Agora/Fascismo

Não podia o Manlius esquecer o aniversário de Goulart Nogueira sem deixar referência ao jornal “Agora”, na sua última fase sob a “direcção única” de Goulart Nogueira e que neste número (n.º 329, 4 de Novembro de 1967, Ano VII) assumiram a responsabilidade financeira Goulart e António José de Brito. Foi um número que teve repercussão internacional mormente nos círculos universitários europeus e na revista “Découvertes” sob a direcção de Jean Haupt.
Conta entre os seus colaboradores: António José de Brito (António José de Brito, “
O Fascismo na História do Pensamento”; José de Aguiar, “Universalidade do Fascismo”; A. Vieira de Magalhães, "O último Mussolini"); Goulart Nogueira (Goulart Nogueira, “Permanência do Fascismo”), Rodrigo Lemos, “A luz debaixo do alqueire”, João de Albuquerque, “Fascismo e Tradição”); Luis de Azevedo, “O Fascismo e as artes”; Caetano de Melo Beirão, “Giovinezza! – lembrança do anos 30”; Luís Fernandes, “Estilo Fascista”; Benito Mussolini, “Doutrina Fascista”, “Diálogo quase socrático”; Robert Brasillach, “Fascismo, Juventude”; Alexandre de Vasconcelos “Fascismo – uma concepção aristocrática de Estado”; Paulo Correia, “Fascismo – Revolução”; César de Oliveira “O gremialismo integralista antecedeu o cesarismo socialista do fascismo”; Curzio Malaparte, "A morte enfrentada"; Marcelo Caetano, "Portugal e a Itália fascista"; Jaime Nogueira Pinto, “Fascismo 67”; José Valle de Figueiredo, “Fascismo e futuro” e Miguel de Seabra, “Ainda podemos vencer?”.
Como acertadamente escreve o José Carlos foi “um dos melhores números de sempre” do Agora. Entre os geniais, estão Goulart Nogueira, António José de Brito, Caetano de Melo Beirão, Mussolini e Brasillach. Dos outros, como Jaime Nogueira Pinto, José Valle de Figueiredo e Miguel de Seabra, três exemplos "exemplares" cujos percursos falam por si…

24.12.07

Prenda de natal na SIC Notícias

Vai ser retransmitido hoje na SIC Notícias, às 18.30 horas, e amanhã, às 00h30, o documentário "Micas e Salazar".
Uma boa prenda de Natal! E em duplicado!

22.12.07

No 81.º aniversário de Goulart Nogueira

I – DESAFIO...

Esta cópia manuscrita vai para o Rodrigo Emílio com muito afecto

Meu Deus! Só quando renunciar ao mundo
Abarcarei o mundo
Sei isto e muitas coisas mais
Que me dizem dos sítios onde vais.
Sei isto e os compêndios de escolar
Que ensinam os caminhos por Te achar.
Sei isto; e a inteligência mostra que é.
Só não sei o gosto ao amor. Só não sei a força à fé.

Meu Deus Senhor! Renunciar ao mundo,
Nada querer pra Te querer a Ti.
Nessa empresa me gasto e me confundo,
Mas moras muito alto ou muito fundo,
Que sinto o mundo e nunca Te senti.

Ó dono dos exércitos - vencido!,
Inerte, quando a terra me conquista!
Só me chamas nas coisas escondido.
E eu nas coisas me perco, ó som perdido,
Ó eco enganador, ó falsa pista!

Meu Senhor, que encontrei na inteligência
E explicando o insucesso dos meus passos;
Que conheci - de nome - nos regaços
De Mãe, Tias e Avó - com negligência­...
Senhor intemporal que não tens pressa,
Que envenenas os sítios onde beijo,
Que me afogas de dor no que desejo,
Meu Deus Senhor! Por onde se começa?


Goulart Nogueira.
Reescrito, de memória, no Porto,
em 29 de Maio de 1991.

II - Parada...

«Saudação»

Ao meu bemquerido Mestre Goulart Nogueira, que continua a ser o único Nogueira que eu conheço digno de fé - e, assim mesmo, «a segunda explosão cultural da Poesia Portuguesa neste século, depois de Fernando Pessoa»,1 agradecendo e retribuindo, desde esta minha - e sua - Casa de São José, a dedicatória e regalo da desgarradora poesia manuscrita que teve a lembrança e a amizade de ofertar-me no Porto, em antepenúltimos de Maio.
Cara al sol, de braço ao alto, e com o mais que filial afecto que lhe tem dedicado, sempre, o seu discípulo, mal amado, maltratado e mal avaliado,
Rodrigo Emílio.


Ó meu irmão siamês,
meu irmão gémeo -
como eu, português
e, como eu, boémio:

- a teus braços me arremesso,
como quem se atira às águas,
procurando dar início a um bom congresso
de mágoas.


Se és um dandy,
cinge o fraque,
manda vir brandy
e cognac,

- que eu, pecador, me confesso
de nadar nas mesmas águas
do amor e do excesso
de mágoas.

Já das noitadas de sexo
pouco a pouco me despeço...
Já começo a alar das águas...

...E contigo as atravesso,
desafiando‑te, em verso,
a um bom congresso
de mágoas.

Ó meu irmão siamês,
meu irmão gémeo -
- como eu, português
e, como eu, boémio:

faculta‑me acesso
a terras e águas
e a um bom congresso
de mágoas.

Rodrigo Emílio
(1979‑1982)

1 – Opinião que regularmente tenho vindo a reiterar, desde o dia e hora em que; a justo título, a firmei e expendi pela vez primeira. Onde? - Nas para sempre saudosas e bem-lembradas colunas do recinto cultural do Diário da Manhã. Quando? - Há-de haver uns bons - digo: uns maus - vinte e sete anos...



III - ... E RESPOSTA

«RECADO EM PRECE»

Inteiramente, e inédito, para
o Rodrigo Emílio



Pois, Rodrigo, te respondo
Num mesmo jeito de verso
Que, cada qual com seu estrondo,
Chegámos ao mesmo berço,

E um mais alto, outro mais baixo,
Um mais velho, outro mais novo,
Tomámos o mesmo enfaixo,
Como sendo o mesmo ovo.

Nem se nota a diferença,
Com tamanha luz acesa.
Espantosa é a parecença
E é semelhante a magreza.

Mingadinhos, desmedidos,
Cada qual seu rosicler...
Como são tão parecidos?
Como é que isto pode ser?

Marcas o lugar que eu marco,
Neste pinho que nos veste.
Nem sei se é berço, se é barco,
Se uma astronave celeste.
Órfãos, no campo enjeitado,
Velhinhos na escuridão,
Fazemos choro dobrado,
Presos na mesma aflição.

Se eu te pregar a partida
De partir antes que queres
- «Avé Maria bendita
Entre todas as mulheres!» -,

E se tu me prespegares
Duas chapadas «zás! trás!»
Prosseguirei nos teus ares
Pra qualquer sítio que vás.

Se desarvorares, triste,
Mais negro do que um tição,
Correrei, de pranto em riste
A chamar‑te: «lrmão! Irmão!».

Por enquanto, deixa, deixa!
Grão na terra... Sal no mar...
Não faças nenhuma queixa,
Tudo se há‑de arranjar.

Pelos sóis, pelos buracos,
Arrastámos nossa cruz.
Tanta travessia aos nacos!
Tantos planetas, Jesus!

E, chegando ao mesmo berço,
Ó Virgem Santa Maria!,
Já, cada qual com seu terço,
Andamos pela agonia.

Que Nosso Senhor louvado!
Se nos traçou rumos tais,
Nos ponha aos dois, lado a lado,
Com brancas asas iguais.

Goulart Nogueira
16 de Julho de 1991

Cultura democrática