9.11.07

Pintura de Condeixa

O alcaide de Castelo de Faria, Nuno Gonçalves,
sacrificando-se pela Pátria
Museu Sr. José Bessa - Barcelos.

Vincent Reynouard condenado

Voilà, Vincent Reynouard, engenheiro químico francês, de 38 anos, foi ontem condenado a um ano de prisão efectiva e ao pagamento de uma multa de 10.000 euros e 3.300 euros por danos à LICRA!
Crime: o folheto intitulado "Holocauste? Ce que l’on vous cache", de 16 páginas que atenta contra o dogma do holocausto.
Na terra eleita dos campeões dos direitos do homem, da liberdade de expressão, é assim...!
Reynouard, veterano nestas andanças e condenações judiciais - é a terceira vez que é condenado - já esperando o resultado da sentença, fez um recurso, segundo o qual, a lei de 13 Julho de 1990, que condena o revisionismo de pretenso crime contra humanidade, é nula visto que o Acordo de Londres, de 8 de Agosto de 1945, foi assinado pela França que não tinha um governo reconhecido e legal.

8.11.07

Livro: Verde Gaio, uma Companhia Portuguesa de Bailado (1940-1950).

Com um interessante e completo estudo de Vítor Pavão dos Santos, um excelente design gráfico e fotografia, uma recolha documental sobre cada peça exibida, este volume/catálogo da exposição e editado pelo Instituto Português de Museus, em 1999, com 136 páginas, é de leitura obrigatória.
O Grupo de Bailados Portugueses Verde Gaio foi uma criação do génio cultural de António Ferro para incorporar no programa da realização da Exposição do Mundo Português (1940) com base nos Bailados Russos. Assim, António Ferro criou o bailado nacional e estreou-o no Teatro da Trindade, a 8 de Novembro de 1940, com o coreógrafo Francisco Graça.
O Verde Gaio levou à cena, entre 1940 e 1950, vinte espectáculos entre os quais, "Inês de Castro" (1940) e "D. Sebastião" (1943).

6.11.07

O Santo Condestável por Alfredo Pimenta

O SANTO CONDESTÁVEL

«Nesta longa e difícil guerra pela independência da terra portuguesa, ao lado do Rei, a acompanhá-lo incansavelmente, vemos a pessoa do Condestável D. Nuno Álvares Pereira.
Filho bastardo do Prior do Hospital, D. Fr. Álvaro Gonçalves Pereira, filho bastardo, este, também, de D. Gonçalo Pereira, que foi, mais tarde, Arcebispo de Braga, e de Iria Gonçalves, Nuno Álvares, o Condestável do Rei de Portugal D. João I, nasceu a 24 de Junho de 1360, em Sernache do Bonjardim. É, talvez, a figura mais representativa, a figura mais exemplarmente típica do povo português, enquanto ideologias intrusas o não abastardaram e corromperam.
Ele trouxe sempre fundidos no seu coração o amor de Deus e o amor da Pátria. Foi Monge e foi Soldado; e foi Santo e foi Herói. Teve o duplo mistiscismo — o do Céu, e o da sua terra. Na hora mais aguda das batalhas, esquecido de tudo, ajoelhava e rezava. E, como os maiores místicos, possuía o sentido rectilíneo do equilíbrio e das realidades. Era um espírito positivo de patriota, animado pela fé mais viva da crença mais alta.
Sabia querer: e a sua vontade não conhecia, quando livre, embaraços. Sabia obedecer: e a sua obediência, na hora própria, não suportava reservas.
Nuno Álvares é a encarnação suprema da Pátria portuguesa: está nos altares, porque a Igreja o reconheceu merecedor de culto; e está nos corações dos portugueses fiéis que vêem nele o símbolo do seu amor pátrio.
Sem a sua espada vigorosa e sã, Portugal teria caído possivelmente na órbita de Castela, e tudo quanto fez em prol da Civilização andaria hoje escrito em língua estranha.
Riquíssimo de tudo — de honras, de bens e de glória, tudo trocou pelo hábito rude e áspero da estamenha de carmelita, quando viu que a sua Pátria já não precisava de que pusesse por ela «seu corpo em grandes aventuras», como dissera o Rei, no diploma em que lhe conferia o título de Conde de Barcelos.
O Convento do Carmo começou a edificá-lo, em Lisboa, em 1389. Lentamente, as obras prosseguiam. Os primeiros monges entrariam em 1397 — só portugueses. Nuno Álvares queria habitá-lo. Um elo ainda o prendia à vida: a filha. Mas esta, talvez em 1415, morre em Chaves. Dispõe-se a entrar no Carmo. Mas o Rei chama-o para Ceuta. E Nuno Álvares obedece.
No regresso, liberto já de quaisquer peias, o seu sonho corporiza-se. E em 15 de Agosto de 1423, a porta do convento fecha-se sobre a sua sombra: é Fr. Nuno de Santa Maria!»
Alfredo Pimenta
In «Elementos de História de Portugal»,
E.N.P., Lisboa, 1935, págs. 112/115.

Condestável visto por Carlos Eduardo de Soveral

«São Portugal em ser»
o definiu Pessoa.
Mas ora aquele de quem a devoção
do clero e de fiéis bem infiéis
— e não à toa.... —
refuge desde há muito,
pois se não vê, não sente nem entende
o amor da Pátria assimilado
— e ordenado —
com o de Deus Senhor. (...)
Devoção que nem mesmo tem por alvo
o santo e pobre monge
em quem
o grão Conde de Ourém,
o `spantoso vencedor,
humílimo ficou,
e o nome de Maria,
ao de Nuno bem ligado,
como tanto, tanto, qu`ria,
enfim, tomou.

Quem à Pátria, agreste, não venera
e, antes, abomina,
há de ao seu campião desatender e mal julgar,
em cega e surda sina.

Carlos Eduardo de Soveral
Alto da Castelhana, Janeiro 99.
Ocorre o passo da Crónica do Condestabre de Portugal (Cap. XIX): «E porem sua palaura nem largas promessas prestaram pouco: ca por cousa que dissesse nuca pode mudar Nunalvarez seu filho de sua bõa tençom, ante cõtrariaua a sua madre dizendo — «q Deos nom quixesse que por dadiuas e largas promessas elle fosse cõtra a terra q o criara: mas q antes despederia seus dias e aspargeria seu sangue por emparo della» (...)» (Itálico nosso.) E também este do folheto do Conde d`Aurora, Anti-Nun`Alvarismo, Porto, 1960: «Mas é visível, não necessita [de] nenhuns óculos de ver ao longe, é visível a olho nu e a todos, essa constante, essa linha de força (e de que força!) — actuando contra Nun`Álvares! E porquê? Essencialmente porque é Santo! Porque, para as forças do mal, essa simbiose de Heroi Nacional e de Santo da Igreja — é duplo alvo de atacar, suprimir, anular.» [...] «Fez o milagre máximo da raça — sobrevivemos graças à sua indómita coragem e valor — deu-nos [uma] multissecular independência, deu-nos a possibilidade do Portugal das cinco partes do mundo [...] — e deixámo-lo cair no esquecimento, desafervorando o seu culto, esfriando gradualmente a veneração ao Santo Condestabre: permitindo que alguns historiadores de nomeada o abocanhem e minimizem! E não recorremos à sua protecção milagrosa! Como há-de fazer milagres se lhos não pedimos!»
Nun`Álvares, como Condestável e como Fr. Nuno de Santa Maria, constitui a mais juvenil, santa e formidável acusação às tibieza e insensibilidade, nenhum patriotismo, dum clero que, desrespeitando a vontade do Senhor, que em Portugal o implantou, não ama a Pátria e a Justiça que se lhe deve.

C.E.S.
Inédito

Nun´Álvares por Miguel Torga

NUN`ALVARES

Pátria — é um palmo de terra defendida.
A lança decidida
Risca no chão
O tamanho do nosso coração,
E todo o inimigo que vier
Tem de retroceder
Com a sombra da morte no pendão.

Eu assim fiz,
Surdo às razões da força e da fraqueza.
(A liberdade não discute os meios
De se manter.)
Mais difícil era a empresa
Que a seguir comecei:
Já sem cota de malha, combater
Por outro Reino e por outro Rei!
Miguel Torga
In «Poemas Ibéricos», 1.ª ed. 1965
e «Poesia Completa», Edições D. Quixote, 2000, pág. 710.

Ao Condestável, jubilosamente por Couto Viana

Ao Condestável, jubilosamente

Homens d`armas, pendões, o clangor dos clarins
Rodeiam-te o retrato em corpo inteiro
Pintado pelo génio de Junqueiro,
De Oliveira Martins.

O meu, de ti, não tem moldura,
Que se perdeu na Grande Perdição:
Noite escura
E apenas tu, clarão!

Envergas um burel (penitência e desterro),
Mas, debaixo do hábito, o arnês!
E o coração de português!
E o ímpeto de ferro!

Quando a rubra invasão destruiu Portugal,
Ninguém formou quadrado,
Cada qual escapou pra cada lado:
Temerosos do fim, talharam o final!

Aqui ficaste só com tua espada
Mas sem vassalos,
Mal se escutou da Tróia conquistada
O tropel dos cavalos.

Nasce de ti a esperança do resgate,
Alma de santo, pulso de herói:
Tu chamas ao combate
Contra a morte que é, pela vida que foi.

E hás-de reunir em teu redor,
Para expulsar de vez o inimigo,
Alas verdes, viris, como o tempo da flor;
Saudáveis, imperiais, como um facho de trigo!

Elas, sim, lutarão em campo aberto
Pelo sinal da Cruz e teu sinal.
— A nova Aljubarrota já vem perto,
Portugal!

António Manuel Couto Viana.
In «Sou quem fui», Edições Ática, Lisboa, 2000, págs. 146/147.

Nun´Álvares por António Sardinha

Nun`Alvares

Nascido na leal Cavalaria,
deu-te a Cavalaria essa pureza
que sem a alma que em tua alma havia,
é luz velada que não dura acesa!

Tu a abrigaste em horas de alegria
— tu a abrigaste em horas de tristeza.
Por ti a flor de Galaaz floria,
talvez ainda com maior firmeza!

Tens o poder da tua espada forte,
tens o poder das tuas mãos erguidas,
— Herói e Santo, vem valer aos teus!

Alto, mais alto que o pavor da morte,
se a tua espada guarda as nossas vidas,
as tuas mãos pedem por nós a Deus!


António Sardinha
In «Pequena Casa Lusitana», Liv. Civilização, Porto, 1958, págs. 67/68.

Hino do Beato Nuno de Santa Maria

HINO DO BEATO NUNO DE SANTA MARIA

Coro:

Herói e Nuno, Nuno imortal,
Herói e Nuno, Nuno imortal,
Valei à terra de Portugal!

(Bis)

I

Dom Nuno Alvares Pereira
Nosso encanto e nossa glória,
Retomai vossa Bandeira
E levai-nos à vitória.

II

Carmelita e Cavaleiro,
Abraçando a Cruz da Espada,
Mostraste ao mundo inteiro
O valor da Pátria Amada.


In «Iconografia Condestabriana»,
Bernando Xavier Coutinho, Instituto de Alta Cultura, p. 309, 1971.

Frei Nuno de Santa Maria

Dizem as crónicas que no dia de hoje se celebra o aniversário da morte de D. Nuno Álvares Pereira, o Condestável, o guerreiro, - que mais tarde se tornou - com todo o despreendimento senhorial e aristocrático - em Nuno de Santa Maria, monge.
Síntese perfeita do arquétipo português e do inconsciente colectivo nacional, o exemplo do verdadeiro Galaaz português e uma acusação permanente às gentes medíocres dos dias de hoje, incapazes de um acto de despreendimento dos bens materiais em troca do bem espiritual.
D. Nuno Álvares Pereira nasceu a 27 de Julho de 1360, em Santarém, na freguesia de Castelo do Bonjardim.
No dia 15 de Agosto de 1423 deu entrada no Mosteiro do Carmo, em Lisboa, mandado construir por si, onde viveu os oito últimos anos de vida totalmente dedicado à Espiritualidade.
Viria a falecer a 6 de Novembro de 1431
.

5.11.07

Livro: Ao Gosto do Gosto: uma guloseima!

A excelente caneta de António Manuel Couto Viana continua em acção!
Sob a chancela da Antília Editora, Couto Viana acrescenta mais um livro à sua longa, vasta e variada bibliografia. Desta vez, é o sétimo livro sobre uma das suas especialidades, a Gastronomia.
Profusamente ilustrado, com um magnífico trabalho de design e 184 páginas, este livro é «a memória das mesas a que me sentei, bem como a evocação de outras a que desejei sentar-me, além de algumas pesquisas literárias, sempre no meu espírito.
Oxalá, tais memórias, evocações e pesquisas vão ao encontro do gosto do leitor».

António Manuel Couto Viana, um Senhor da Cultura Portuguesa: poeta, crítico literário, ensaísta, contista, dramaturgo, memorialista, gastrólogo e prefaciador,
reúne neste volume textos “publicados na imprensa, não só sobre a cozinha e a adega portuguesas, mas também estrangeiras, sobretudo, europeias.”

28.10.07

Mestre Lima de Freitas - XXVI


D. Sebastião e o Encoberto.

Azulejo da Estação de Caminho de Ferro do Rossio. Lisboa.1996.

26.10.07

Leitura semanal

Linha Horizonte:
Outro anti-semita

Manlius:

Não resisto continuar a falar de Cinatti
O "Cravo Singular" e o "Timor-Amor"
Aqueles que me amam

Mneme:
Recordar François Duprat

As Benevolentes de Jonathan Littell

O Manlius no seu postal Degrelle visto por um americano alerta para um verdadeiro best-seller, As Benevolentes da autoria de um jovem escritor "americano", oriundo de família judaica da Polónia como o comprova a Wikipedia. De que trata esta opera magna? Nada mais nada menos da história de um nazi que vai para os Einsatzgruppen, homosexual, incestuoso (desflorando a mana gémea), assassino psicopata, que no final da guerra ainda tem um tempinho para assassinar um pobre organista que tocava uma das fugas de Bach. Um típico nazi, está-se mesmo a ver!
Em que se inspirou este genial autor "americano"? Em Leon Degrelle!
Já todos compreenderam a transpiração que brota de uma mente que só Freud conseguiria diagnosticar benevolentemente.
Vamos ter um filme made in Hollywood graças ao autor e a Spielberg. Quem aposta?

23.10.07

Mestre Lima de Freitas - XXV

Mestrado sobre o holocausto

Eis a solução para erradicar o desemprego e melhorar o nível de vida apesar de penarem dois anitos a marrar no holoconto! Nada mais e melhor do que um mestrado sobre o holocausto. O novo curso de mestrado denomina-se "Comunicação do Holocausto e Tolerância". É tiro e queda! Não faltarão conferências sobre o tema pagas a peso de ouro, livros a editar e filmes com base nesses livros, e podem "trabalhar, no futuro, em museus, meios de comunicação ou organizações para a memória do ocorrido." Acreditem, é uma mina! Já estou a ver alguns ex-camaradas a correrem para o mestrado.
Prémio: viagens à Polónia, ao Yad Vaschem e conhecem sobreviventes.
P.S. - A "universidade alemã" é uma delegação em Berlim da Touro College de New York conhecida pela venda de diplomas e alterações de grau.
O director do Instituto do Holocausto do colégio e promotor do dito curso, é o rabino Andreas Nachama, ex-presidente da comunidade judaica de Berlim e director da fundação "Topografia do Terror" (Topographie des Terrors).

19.10.07

Cangalheiros ouropeus

Os cangalheiros ouropeus conseguiram mais uma vitória do seu cozinhado. Desta feita, a Constituição "europeia", que eufemisticamente denominam de Tratado de Lisboa.
Podem e vão conseguir destruir as, já, poucas resistências europeias para que se cumpram os Protocolos dos Sábios de Sião através de um dos seus tentáculos mundialistas, o Grupo Bilderberg. Por essa razão se compreende o abraço eufórico de Barroso e Sócrates.
Mas, há algo que nunca irão conseguir: destruir o inconsciente colectivo da Europa e dos europeus! E, sabem-no perfeitamente, daí que tentem a aniquilação dum povo de quatrocentos milhões de europeus, através de guerras físicas e psicotrónicas, do aborto, da invasão afro/muçulmana/chinesa a que chamam "imigração".
Estão a matar a Europa e os europeus desde 1939 mas a lei do Eterno Retorno há-de fazer renascer a Europa e voltar a reerguer o Sacro-Império contra todos os protocolos judaico-maçónicos porque, acima desse poder, há um poder divino!

Capitalismo versus Nacional(social)ismo

São conhecidas as dificuldades da (in)Justiça alemã em proibir o NPD, muito principalmente devido às infiltrações de agentes policiais que tentaram com as suas acções provocatórias levar o "estado de direito alemão" à proibição e extinção do partido bem como à prisão dos seus dirigentes e militantes.
Como essa estratégia falhou ao longo destes anos, temos agora o estrangulamento financeiro/económico com o fecho das "contas bancárias neonazis". Isto é, a luta do capital contra o socialismo nacional, o que vem dar toda a razão a Hitler.
A notícia é do Novopress:
«Diversos bancos alemães encerraram ou estão prestes a encerrar contas do partido nacionalista NPD, depois da difusão de uma reportagem televisiva sobre “contas neo-nazis” na Alemanha. Como consequência, o NPD está a planear formar o seu próprio banco. O banco Postbank encerrou todas as contas do partido, ou ligadas ao NPD através de organizações satélite e “a maior parte dos bancos” decidiu fazer o mesmo, depois da emissão do programa “Raport Mainz”, difundido pela cadeia televisiva ARD no dia 8 de Outubro. A reportagem incidia particularmente sobre as contas do NPD e de organizações próximas do partido no banco Postbank.»