23.9.07

18.9.07

Israel, estado terrorista

O estado de Israel volta a fazer as suas judiarias. Então, não é que se arroga em povo eleito e bombardeou humanitariamente um pretenso depósito nuclear de um país soberano, a vizinha Síria?
A notícia teve pouca repercussão no nosso país mas não podia deixar passar em branco um acto de guerra de um estado terrorista e racista como Israel sobre outro estado soberano, a Síria. Imaginem se era o contrário! Quando os misséis Scud iraquianos caíam em terra prometida a lamurice que foi porque Israel estava a ser bombardeada pela primeira vez na sua história.
Até agora, este acto de pirataria militar ainda não foi condenado pelas Nações Unidas nem pelo Par(a)lamento Europeu nem pelos países árabes.
Que silêncio sepulcral este dos campeões dos direitos humanos, da liberdade, da fraternidade, da democracia e de outras tretas...

17.9.07

O Pensamento de Couto Viana

No âmbito do ciclo de conferências "Delfim Santos em diálogo", no centenário do nascimento do filósofo, o Dr. Antunes Abreu pronunciará uma palestra sobre o pensamento de António Manuel Couto Viana, no Auditório do Museu Municipal de Viana do Castelo, no dia 19, às 18 horas.

11.9.07

Pintura de Acácio Lino

O grande desvairo

Acácio Lino
Câmara Municipal do Porto

Nazis, versão kosher

Bem me queria parecer que haviam nazis-nazis e nazis kosher. Isto é, toda a gente sabe que os nazis eram aqueles goym criminosos, de preferência alemães. Ora, com a II Guerra Mundial o nacional-socialismo ultrapassou as fronteiras alemães e um pouco por toda Europa apareceram nacionais-socialistas. Supostamente, com a derrota militar da Guerra Europeia de 1939-1945 os nazis deveriam ter sido todos mortos e os que não o foram ainda sofreram os horrores da desnazificação.
E agora surgem os nazis kosher em Israel, com a cidadania israelita dada a diáspora judaica pelo mundo. Então, não é que um grupo de oito russos com direito à cidadania israelita - devido à Lei do Retorno - andavam a praticar actos anti-semitas em Israel? Resultado: foram presos e vão ser condenados pela prática de actos anti-semitas o que não deixa de ser engraçado como um grupo de judeus russos andarem em Israel a pintar a manta, quero dizer, a pintar paredes com cruzes suásticas! Por outras palavras, a preparar um mini-holocausto na Terra Prometida!
Estou certo que Hitler estará estupefacto com esta inovação neonazi! O que diriam Goebbels e Goering?!
Sempre disse que os nazis não deviam confiar nos neonazis. Como vêem não são de confiança!
P.S - Será que estes nazis kosher são descendentes de sobreviventes do holocausto?

9.9.07

5.9.07

Pensamento de Lima de Freitas

«Nunca foi tão sinistra a idiotização das gentes! Vivo numa prisão de malfeitores, num asilo de imbecis, numa cloaca moral, num país esvaziado de substância ética ao qual foram extraídos os nervos da civilização (no sentido que Almada dava à palavra), da religião e da tradição (na face luminosa do termo) – ou se nem todos foram extraídos ainda, é possível que o sejam num futuro curo. A imprensa, a rádio, a televisão, os discursos políticos, a literatura que se publica, a arte que se faz, as aspirações que se proclamam, as “verdades” que se declaram fazem estremecer: e não só o gás letal da branda ou desesperada idiotia se espalha sobre Portugal como é visível haver outras toalhas, não menos tóxicas, cobrindo áreas cada vez maiores do mundo. Creio que “os tempos estão próximos” – e “ei-los já!” Mas ao invés da catástrofe colossal, do cometa de fogo, do incêndio radioactivo que se teme, é provável que o fim seja brando, estúpido, baço, como um doente que se esvai e desmaia e se afunda na cegueira, na incompreensão, na inconsciência. Em todo o caso, esta “civilização” não pode acabar de modo grande! A sua morte terá de se parecer com a sua face – terá de ser mesquinha, medíocre, opaca.
Poderá Portugal sobreviver, como os pacientes da lobotomia, sem cérebro? Mais valerá morrer. Esta vida vegetativa – só pança, só dinheiro, só grossas materialidades, bruta e sem nexo, provoca a náusea. Como os homens são feios!
Penso que D. Sebastião escolheu desaparecer, porque algum profeta lhe anunciou o que seria o Portugal do século XX.
Mas não será essa a lição dos tempos: precisamente que nada há a esperar do que é estritamente, baixamente humano? E então Portugal é o lugar privilegiado: a cloaca, o ânus do Ocidente, morte afinal muito próxima do lugar da ressurreição. Ser português é estar exilado no próprio país, é pois conhecer o estranhamento de tudo, o alheamento último de todos os sonâmbulos que me rodeiam e saber que na extremidade da degradação, de degrau, poderá estar a primeira vértebra da subida.»

11 de Janeiro de 1985, Diário 19, pp. 163-164.

Post-Scriptum: Trecho do Diário de Lima de Freitas que a Ésquilo projecta publicar no âmbito da edição completa das obras de Lima de Freitas. Esperamos e desejamos que essa vontade editorial se cumpra em prol da Cultura portuguesa.
A imagem superior intitulada Estudo para D. Sebastião é um acrílico sobre madeira, realizado em 1987 e pertença do Museu Grão Vasco, Viseu.
A imagem inferior representa D. Sebastão: o Encoberto é um azulejo da Estação dos Caminhos de Ferro do Rossio, Lisboa, 1996.

3.9.07

Vamos repôr o nome à Ponte Salazar

Está em circulação através de Salazar, o obreiro da Pátria o abaixo-assinado:

«VAMOS REPÔR O NOME À PONTE SALAZAR
Meus amigos, vai sendo tempo de dizermos!

É urgente que as gerações não cresçam sobre a mentira;
se para si a verdade histórica é importante;
se o nome dos nossos maiores tem alguma importância histórica;
se a justiça é elemento importante e determinante;
se a verdade deve fazer parte de um Estado de Direito;
Então, lute pela verdade!
Preencha e devolva-nos o impresso.
Clique aqui»

Pela minha parte, subscrevo que nome de Salazar, o grande Português, seja reposto mesmo contra a vontade do mesmo que nunca quis que a Ponte fosse inaugurada com o seu nome.

Leitura semanal

Manlius:
Karl Wissemann - X
Karl Wissemann - XI
Ainda a propósito do MAN
Aí vamos longe, vamos...
Há coisas fantásticas, não há?
Hoy humo, mañana dinamita...
Ainda a propósito de Leocádio
Grande postal do Nova Frente
Servir o bezerro de ouro
Quer messe e missa cantada...
"Eles" estão desvairados

Nova Frente:
O mundo é pequeno

O Fogo da Vontade:
Aventuras maçónicas

Naus portuguesas