«... De pé, olhos bem abertos, face ao Inimigo, unidos em bloco firme, os dentes cerrados, resistir, combater até à morte, na defesa do Património sagrado que herdamos, para, ao menos, salvarmos a honra do nosso nome. Descer as pontes da fortaleza - jamais!» Alfredo Pimenta, in Em Defesa da Portugalidade, p. 29, 1947.
16.9.07
14.9.07
11.9.07
Nazis, versão kosher
E agora surgem os nazis kosher em Israel, com a cidadania israelita dada a diáspora judaica pelo mundo. Então, não é que um grupo de oito russos com direito à cidadania israelita - devido à Lei do Retorno - andavam a praticar actos anti-semitas em Israel? Resultado: foram presos e vão ser condenados pela prática de actos anti-semitas o que não deixa de ser engraçado como um grupo de judeus russos andarem em Israel a pintar a manta, quero dizer, a pintar paredes com cruzes suásticas! Por outras palavras, a preparar um mini-holocausto na Terra Prometida!
Estou certo que Hitler estará estupefacto com esta inovação neonazi! O que diriam Goebbels e Goering?!
Sempre disse que os nazis não deviam confiar nos neonazis. Como vêem não são de confiança!
9.9.07
Leitura semanal
Tanatodiceia europeia
Manlius:
O sangue e o solo
Ainda a propósito de Araújo Correia
E por falar em Rebatet
Les Deux Etendards
7 de Setembro de 1974 - Lourenço Marques
7 de Setembro - o crime
Mas como é que se chegou aqui!
Nova Frente:
Nótulas a «o outro Retrato»
Nótulas a «o outro Retrato» (2)
Nótulas a «o outro Retrato (3)
Último Reduto:
Obras de João de Araújo Correia
Nótulas às nótulas
Salazar, o outro retrato
Aqui estão trinta e sete razões de fundo e de peso para a poupança. Estamos em época de crise e ainda são 24 euros. O subsídio de férias já se foi e o do Natal tem outras prioridades.Nótulas a «o outro Retrato»
Afinal, o autor jura a pés juntos que nunca foi salazarista para gáudio de Salazar e de todos nós. Livra!
5.9.07
Pensamento de Lima de Freitas
«Nunca foi tão sinistra a idiotização das gentes! Vivo numa prisão de malfeitores, num asilo de imbecis, numa cloaca moral, num país esvaziado de substância ética ao qual foram extraídos os nervos da civilização (no sentido que Almada dava à palavra), da religião e da tradição (na face luminosa do termo) – ou se nem todos foram extraídos ainda, é possível que o sejam num futuro curo. A imprensa, a rádio, a televisão, os discursos políticos, a literatura que se publica, a arte que se faz, as aspirações que se proclamam, as “verdades” que se declaram fazem estremecer: e não só o gás letal da branda ou desesperada idiotia se espalha sobre Portugal como é visível haver outras toalhas, não menos tóxicas, cobrindo áreas cada vez maiores do mundo. Creio que “os tempos estão próximos” – e “ei-los já!” Mas ao invés da catástrofe colossal, do cometa de fogo, do incêndio radioactivo que se teme, é provável que o fim seja brando, estúpido, baço, como um doente que se esvai e desmaia e se afunda na cegueira, na incompreensão, na inconsciência. Em todo o caso, esta “civilização” não pode acabar de modo grande! A sua morte terá de se parecer com a sua face – terá de ser mesquinha, medíocre, opaca.Poderá Portugal sobreviver, como os pacientes da lobotomia, sem cérebro? Mais valerá morrer. Esta vida vegetativa – só pança, só dinheiro, só grossas materialidades, bruta e sem nexo, provoca a náusea. Como os homens são feios!

Penso que D. Sebastião escolheu desaparecer, porque algum profeta lhe anunciou o que seria o Portugal do século XX.
Mas não será essa a lição dos tempos: precisamente que nada há a esperar do que é estritamente, baixamente humano? E então Portugal é o lugar privilegiado: a cloaca, o ânus do Ocidente, morte afinal muito próxima do lugar da ressurreição. Ser português é estar exilado no próprio país, é pois conhecer o estranhamento de tudo, o alheamento último de todos os sonâmbulos que me rodeiam e saber que na extremidade da degradação, de degrau, poderá estar a primeira vértebra da subida.»
Post-Scriptum: Trecho do Diário de Lima de Freitas que a Ésquilo projecta publicar no âmbito da edição completa das obras de Lima de Freitas. Esperamos e desejamos que essa vontade editorial se cumpra em prol da Cultura portuguesa.
A imagem superior intitulada Estudo para D. Sebastião é um acrílico sobre madeira, realizado em 1987 e pertença do Museu Grão Vasco, Viseu.
A imagem inferior representa D. Sebastão: o Encoberto é um azulejo da Estação dos Caminhos de Ferro do Rossio, Lisboa, 1996.
4.9.07
3.9.07
Vamos repôr o nome à Ponte Salazar
«VAMOS REPÔR O NOME À PONTE SALAZAR
Meus amigos, vai sendo tempo de dizermos!
É urgente que as gerações não cresçam sobre a mentira;
se para si a verdade histórica é importante;
se o nome dos nossos maiores tem alguma importância histórica;
se a justiça é elemento importante e determinante;
se a verdade deve fazer parte de um Estado de Direito;
Então, lute pela verdade!
Preencha e devolva-nos o impresso. Clique aqui»
Pela minha parte, subscrevo que nome de Salazar, o grande Português, seja reposto mesmo contra a vontade do mesmo que nunca quis que a Ponte fosse inaugurada com o seu nome.
Leitura semanal
Karl Wissemann - X
Karl Wissemann - XI
Ainda a propósito do MAN
Aí vamos longe, vamos...
Há coisas fantásticas, não há?
Hoy humo, mañana dinamita...
Ainda a propósito de Leocádio
Grande postal do Nova Frente
Servir o bezerro de ouro
Quer messe e missa cantada...
"Eles" estão desvairados
Nova Frente:
O mundo é pequeno
O Fogo da Vontade:
Aventuras maçónicas
26.8.07
Leitura semanal
O eclipse total do sol
Manlius:
Carlos Eduardo de Soveral
O nosso muito caro Amândio César
Cereal killers
As novas festas gualterianas
Os bufos
Eu não me carteio com essa gente
Como raio o Rodrigo foi implicado no caso MAN
Nova Frente:
Em nome do Pai, do filho e do Millenium BCP
Subsídios para a história do PNR
Workshops medievais
Doidos à solta
Reverentia:
Os transgénicos ceifeiros
Voz Portalegrense:
Crónica de nenhures
22.8.07
17.8.07
Poema de Rodrigo Emílio: S.O.Hess

Começa a haver nos teus desenhos
de prisão
— como calculas, tenho-os
aqui à mão —
a prece
de quem padece,
cada vez mais em maior grau...;
e uma espécie de S.O.S.
que me não parece
mau
enquanto dure e não cesse
o martírio que conhece
`inda agora Rudolf Hess,
nas masmorras de Spandau.
Rodrigo Emílio
In «Último Reduto», n. 8, Ano VI, Maio de 1988.
Pensamentos de Rudolf Hess
Preocupa-te em dominar a existência com o mesmo impulso férreo que é necessário para dominar a montada por uma pressão de joelhos. É possível que encontres dificuldades nisso e que a existência se encabrite como um cavalo voluntarioso… Mas a tua vontade poderá sempre mais, por pouco que te esforces.
Suportar a dor é difícil, mas viver sem dor significa, por outro lado, a eliminação do estímulo e, por falta da lei dos contrastes, igualmente a falta de alegria quando se alcançam os objectivos propostos.
Não pensar absolutamente nada, deixar-se levar pelos acontecimentos, é coisa que não consigo compreender.
Diante do que faz carreira está aquele que deve tudo ao seu carácter ascendente. Cumpre o seu dever sem parar a pensar no resultado que isso terá na sua carreira. Também pode cultivar a sociedade, se assim o deseja… mas nunca com o pensamento posto na carreira, antes e em primeiro lugar naquilo que serve.
O espírito é a premissa de toda a matéria, sendo o acto criador a origem do ser em qualquer forma.
Fazei sempre o melhor para não terdes que mudar nunca… Pelo menos, no que se refere ao espírito.
O homem tropeça na sua investigação com fronteiras que não são investigáveis, ou melhor dizendo, que escapam a qualquer investigação e que continuarão a escapar, mesmo que se consigam levar as fronteiras mais para lá. E é precisamente aí que começa o choque com o desconhecido — eternamente desconhecido — espírito… Espírito, no sentido de uma força espiritual.
Hess: Em Memória do Herói Silenciado

A prisão, durante quase meio século, de Rudolf Hess, colaborador e, mesmo, delfim do Führer do III Reich alemão, cujo crime foi tentar negociar em Inglaterra uma paz honrosa para a Europa, demonstra bem a ferocidade dos vencedores da II Guerra Mundial.
Voou, sozinho, em plena guerra, para a Grã-Bretanha, onde tinha amigos e era aguardado, com esperança, por algumas grandes figuras locais, para tentar um entendimento europeu. Não estava convencido de que a liquidação, sofismada, do rei Eduardo VIII era — como foi — o indício da completa vitória dos partidários da guerra, simbolizados por Winston Churchill, o qual findo o conflito, perante muitos milhões de mortos, foi capaz de escrever: «We have killed the wrong pig», referindo-se ao Chanceler Adolf Hitler. Recebeu, evidentemente, o prémio Nobel...
A recente morte de Hess, legendário protagonista de um importante acontecimento, apresentada — falsamente — como suicídio, não conseguiu os intentos de diminuir a sua grande figura. Não a poderão apagar da História. E o verdadeiro condicionalismo da sua viagem a Inglaterra, bem como as circunstâncias da sua morte, acabarão por ser conhecidos um dia.
Quisemos trazer, aqui, hoje, algumas poucas palavras de homenagem à memória do Herói, duplamente silenciado — pela prisão e pela morte — personificação de uma heroicidade aparentemente vã.
Mas o heroísmo nunca é vão, e disso também se deve dar testemunho.
In «Último Reduto», n. 8, Ano VI, Maio de 1988.
14.8.07
Carlos Eduardo de Soveral: testemunho de A. J. Brito
As minhas relações com Carlos Eduardo de Soveral datam de umas boas dezenas de anos, quando fui a Lisboa repetir, no Centro Nacional de Cultura, uma conferência que fizera em Coimbra sobre a “Essência da Monarquia”.
O ambiente era tenso. A maior parte dos assistentes, que se diziam “integralistas” (mas não o eram a sério), preparavam-se para me acolher do pior modo, embebidos como estavam dos absurdos preconceitos neo-liberais, personalistas, anti-totalitários, democrafizantes. Quando terminei a minha modesta palestra houve um silêncio. E foi, nessa altura, que Carlos Eduardo de Soveral se ergueu mostrando a sua concordância e aprovação.
Eu já lera trabalhos seus mas nunca travara conhecimento com ele. Só nessa altura é que o vi em carne y hueso como diria Unamuno. Nasceu, então, uma longa e duradoura amizade até ao trágico momento em que a morte o veio chamar (07-08-2007).
Carlos Eduardo de Soveral era dotado de raras qualidades. Poucos possuíam dotes tão intelectuais em tão elevado grau. Em primeiro lugar, dispunha de uma surpreendente eloquência natural e espontânea. Um empregado de restaurante ficava encantado a ouvi-lo (ainda há poucas semanas no Gambamar, no Porto, me perguntavam se ainda vivia aquele senhor com quem às vezes eu almoçava e que falava tão bem) e tanto quanto um aluno na Faculdade ou um escritor ou um colega docente. Um destes, apesar de ideologicamente nos antípodas, não deixava de aludir, várias vezes, ao brilho das suas lições, que escutara enquanto discente.Depois, Carlos Eduardo de Soveral escrevia num estilo primoroso, de índole erudita e culta. Não há página dele que não ostente um toque de distinção e apuramento.
Neste triste rectângulo, em que é regra redigir mal, a começar pelo celebrado Prémio Nobel, Saramago, ficamos a dever a Soveral lições de bom e escorreito português, em poesia e prosa.
E que dizer do Saber que perpassa pelos seus cerca de trinta volumes? Carlos Eduardo de Soveral conhecia os nossos clássicos e os do país vizinho de modo aprofundado. Leitor em Barcelona, Salamanca e Santiago de Compostela, dominava primorosamente a cultura espanhola contemporânea, deixando-nos o seu testemunho acerca da mesma numa série de saborosíssimas crónicas com o pseudónimo de Jaume Lloset. A Psicologia, a Sociologia, as novas ciências, a História, a Filosofia eram-lhe familiares. Neste derradeiro domínio patenteava uma forte influência do Mestre Ortega y Gasset que tanto estimava, ainda que substituísse o rácio-vitalismo por um espiritualismo vitalista, de coloração católica.
Mas, acima de tudo isto, legou-nos a lição de um indefectível, intransigente patriotismo, pelo qual, hoje em dia, paga o preço costumado – a condenação a ser silenciado e ignorado.

Tendo começado a vida intelectual ao lado de alguns membros da chamada terceira geração do Integralismo (melhor seria dizer do ex-integralismo) Soveral, quando viu que aqueles estavam a alinhar com os que se dedicavam ao desmembramento da Nação, não hesitou em romper com eles. E esteve no 7 de Setembro, em Moçambique, no protesto contra os que queriam entregar essa nossa província ultramarina aos marxistas da Frelimo. Teve, depois do fracasso desse movimento de exilar-se para a África do Sul onde trabalhou manualmente para sustentar-se e aos seus. Quando conseguiu reformar-se – com uma bem modesta pensão – não quis mais viver no rectângulo anárquico a que os vencedores do 25A reduziram o que foi Portugal. E fixou-se, julgou que definitivamente, em Bayona, na Galiza. A desvalorização do escudo obrigou-o, a contagosto e com desgosto, a retornar a este canto da Ibéria, onde viveu uma existência de exilado do interior, tal como eu o sou, também. O que não quer dizer que se remetesse ao silêncio. Ao invés, continuou a repudiar a infâmia e a traição nos livros publicados por uma pequena editora, que resolveu acolhê-lo.
As grandes massas e os novos senhores, que as exploram, impudicamente, desconhecem os seus trabalhos, tão valiosos. Não importa, Soveral optara, firme e intolerantemente, pela fidelidade que era a sua honra. Por isso, o saudamos com o belo grito da Falange Española, que ele tanto admirava e amava: Carlos Eduardo de Soveral – presente!
Carlos Eduardo de Soveral: Missa de 7.º Dia
Carlos Eduardo de Soveral, Presente!
Dia 7 de Agosto. São 10.30 da manhã. O telefone toca. É o Artur Nunes da Silva a informar-me a morte de Carlos Eduardo Soveral. Diz-me que acabara de o saber pois ligara para casa de uma das filhas para falar com a Senhora D. Leonor, a extraordinária Mulher de Carlos Eduardo Soveral a fim de saber se o poderia visitar num dos próximos dias. É-lhe então comunicada a notícia da morte ocorrida nessa madrugada.Ouvi falar pela primeira vez no seu nome a Rodrigo Emílio, numa das minhas idas a Parada de Gonta. Rodrigo informava-me que tinha recebido por correio o texto Maastricht – ainda hoje inédito – e perguntou-me se já tinha lido. Disse-lhe que desconhecia quem era Carlos Eduardo de Soveral. Rodrigo tinha ficado estarrecido com a minha resposta e depositou nas minhas mãos Maastricht para o ler sem que antes me desse uma imagem descritiva do saber de Carlos Eduardo de Soveral. Diante do meu ar de maravilhado face ao que ouvia, deu-me os contactos de Soveral e disse-me: «agora, chegou a hora de o conhecer.»
Foi o que fiz. Entrei em contacto com Carlos Eduardo de Soveral dizendo-lhe quem eu era e o que queria. Nada mais do que o texto Maastricht que viria a receber dias depois.A partir dessa altura, nasceu com Carlos Eduardo de Soveral uma indestrutível Amizade e Camaradagem que se foram fortalecendo ao longo dos anos.
Os meus pedidos de envio de textos inéditos eram constantes. Como um Príncipe, Carlos Eduardo Soveral confiava-mos até que um dia lhe perguntei o que pensava fazer com tanta qualidade e quantidade de escritos. Respondeu-me que não sabia e que provavelmente só seriam editados postumamente se essa fosse a vontade da família. Contra-argumentei que isso era impensável, que os textos não podiam nem deviam ficar à espera da morte do autor cometendo-se assim um atentado contra a Cultura portuguesa e ofereci-me para lhe passar os textos ao computador o que prontamente agradeceu, se bem que dizendo com a sua grande humildade, que não valia a pena nem que tinha leitor que o apreciasse.
Foi assim que a Hugin Editores publicou cinco livros: «De ontem e de hoje» (2000), «Visão Indo-Europeia» (2001), «Dois Excursos Camoneanos» (2002), «Sete Relances para uma Antropologia da Expansão Portuguesa» (2004) e «Cinco Cartas de Espanha» (2005).
Graças, também, ao Mestre Soveral aprendi a escrever. A sua escrita era muito densa, trabalhada, logo de leitura nada fácil mas à qual me fui habituando a ler e a apreciar ao mesmo tempo que passava os textos para o computador.
Entretanto, procurava nos alfarrabistas obras da sua autoria, pedindo-lhe que os autografasse, tendo assim hoje toda a obra de Soveral autografada e dedicada pelo seu próprio punho.Sempre que podia encontrava-me na sua casa de Cascais, na sua casa de Lisboa no bairro Campo de Ourique ou na casa da sua filha mais velha em Matosinhos – aqui, algumas vezes na companhia do Artur e do António Carlos Rangel. Já sabia ao que ia. Ia levar uma Lição de Cultura sobre os mais variados temas como História, Filosofia, Espiritualidade e Política.
Ouvi-lo era como ouvir a voz de um Deus e nisso, também nisso, o Rodrigo Emílio tinha toda a razão. Sabia de tudo, comentava tudo, rebatia tudo o que era Erro e pegando em livros da sua biblioteca dizia: «Meu filho, está aqui…» Era um portento de Saber e de Sabedoria. Como ele, só conheço outro: António José de Brito.
Tive a sorte de privar com ambos ao mesmo tempo sempre que era convidado – quer por um quer por outro – para os nossos almoços no Gambamar. Pela minha parte, eu nem falava. Só ouvia e comparava o saber destes dois mestres e amigos com quem aprendi muito. Sim, ouvia e aprendia.
Lembro-me, como se fosse hoje, da sua comovida chegada ao Palácio da Independência onde ia participar na homenagem do 50.º aniversário da morte de Alfredo Pimenta organizada pelo Prof. António José de Brito, no dia 29 de Novembro de 2000. Casualmente, eu e o Luís Fernandes estávamos no pátio a conversar e recebemo-lo e abraçando-o ao mesmo tempo dissemos: «bem regressado a esta sua casa! Soveral, muito comovido, agradeceu e respondeu-nos: «Esta também é a vossa casa, graças a Deus». Lembro que Soveral foi o membro n.º 139 da Mocidade Portuguesa e Comandante de Falange bem como que o Palácio dos Almada fora a sede nacional da Mocidade Portuguesa onde na sua qualidade de filiado passara anos da sua vida e que Luís Fernandes, também, fora filiado da Mocidade Portuguesa e Comandante de Bandeira.Recordo-me bem da perturbação que lhe produziu a morte do Rodrigo Emílio, quem ele considerava um irmão. Não lhe dei a notícia directamente. Pedi à sua Mulher, a Senhora D. Leonor que lha transmitisse pois sabia que o ia abalar.
Dois dias depois, Soveral telefonou-me comovidamente a pedir-me pormenores sobre a morte do Rodrigo e mais tarde enviar-me-ia uma extraordinária carta para o nosso Rodrigo e que foi lida aquando da Sessão de Homenagem a Rodrigo Emílio realizada no Salão Nobre da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, no dia 18 de Fevereiro de 2006, data do 62.º aniversário do nascimento de Rodrigo Emílio.
Entretanto, já Soveral tinha enviado «umas breves palavras», em texto lido por Bruno Oliveira Santos no 2.º jantar de homenagem a Rodrigo Emílio e organizado pelo Bruno.Deixou três livros inéditos: «À Margem... (Miscelânea de trechos – em sua grande maioria não publicados em livro – de uma quase vida literária. 1952-2002.)» e dois de poesia «Da Solidão e do Silêncio» e «Surto de Amor e Fundas Nostalgias». Espero ansiosamente que a Família dê a autorização para a sua edição, homenageando assim Carlos Eduardo de Soveral e a Cultura Portuguesa.
Carlos Eduardo de Soveral, Presente!








