1.6.07

A ler no Nova Frente: Polícia do Amor

O BOS voltou com a Polícia do Amor.
A ler com todo o carinho, amor e gozo!

Toca a fechar!!!

Já fechámos urgências, maternidades, centros de saúde e escolas primárias, mas oferecemos um estádio à Palestina.
Devíamos fechar o Hospital de Santa Maria e oferecer um pavilhão multiusos ao Afeganistão.
A seguir, fechávamos a cidade Universitária e oferecíamos um complexo olímpico (também com estádio) à Somália.
Por último, fechávamos a Assembleia da República e oferecíamos os nossos políticos aos crocodilos do Nilo.

(Surripiado ao Mneme)

Safari à Margem Sul

Caros Amigos,
A pedido do cómico Mário Lino - entertainer de almoços e de convívios de autarcas do Oeste - estou a organizar, para um dos próximos sábados, um passeio ao Oásis Alcochete.
A concentração está prevista para a porta do Ministério das Obras Públicas - à Sé - de onde partirá a caravana de jipes 4X4 que atravessará a Ponte Vasco da Gama com destino ao Deserto a Sul do Tejo.
A primeira paragem será na Área de Serviço da Margem Sul, onde os nossos experientes motoristas necessitam baixar a pressão dos pneus, necessária à circulação nas dunas. O trajecto até ao Oásis, onde serão servidos carapaus assados e enguias do Tejo, poderá ser feito, por escolha e conveniência dos participantes, quer continuando na caravana de jipes ou em dromedário (uma só bossa), o que torna a aventura muito mais excitante, pois tirando os beduínos tratadores e a areia, os participantes não encontrarão: "pessoas, escolas, hospitais, hotéis, indústria ou comércio"! Reunidos os participantes será servido o almoço, em tendas, com pratos tradicionais do oásis Alcochete.
À tarde, a seguir ao pôr-do-sol no deserto - espectáculo sempre deslumbrante - será servido um chá de menta, após o que, a caravana regressa nos jipes, com paragem na área de Serviço da Ponte Vasco da Gama, para reposição da pressão dos pneus.
ALERTA: O tempo urge. Segundo as sábias e oportunas declarações do Dr. Almeida Santos, M. I. Presidente do PS as pontes são alvos dos terroristas pois podem ser dinamitadas a qualquer momento, pelo que não se devem construir novas devemos aproveitar as que temos, enquanto estão de pé. Conto convosco para esta inesquecível aventura ao Deserto a Sul do Tejo!
MUITA ATENÇÃO: A cada participante será exigida uma declaração por escrito onde se comprometem, durante toda a aventura, a não referir qualquer das seguintes palavras: diploma, curso, Independente, engenheiro, fax e inglês técnico.
Com um abraço.

(Recebido por e-mail)

29.5.07

Por falar em Águia



São mesmo mouros!

Os meus amigos benfiquistas são mesmo mouros! Não perceberam que a imagem exibida no postal Uma questão de águia não tinha nada a ver com o Benfica mas sim com a cultura e a arte celtas.
A imagem é de
Stuart Littlejohn e representa Talesin, o bardo celta do séc. VI, que recebeu o dom da omnivisão depois de ter ingerido um caldo de inspiração do caldeirão de Ceridwen.
O bardo celta surge sob a forma de águia e a auréola dourada da águia simboliza a fronte radiosa de Talesin.

27.5.07

Céline em português

Assinalando mais um aniversário natalício céliniano - a 27 de Maio de 1894 - aqui ficam as edições portuguesas de obras de Céline e que podem servir de guia para a Feira do Livro a decorrer em Lisboa e no Porto.

Memórias do Manlius

O Manlius abriu o livro de memórias e conta-nos a passagem a salto para o exílio em Espanha.
Como não podia deixar de ser, a pessoa que estava à sua espera para o receber era o Rodrigo Emílio.

Uma questão de águia


Enquanto os meus amigos da 2.ª circular/Benfica não trocarem o passarito que dá pelo nome de Vitória - baptismo a todos os títulos ridículo e azarado - por esta águia, desconfio bem que vão continuar de derrota em derrota e a pensar e/ou julgar que "pró ano é que é".

25.5.07

Sugestões para a Feira do Livro

Bertrand Editora
Assírio & Alvim
Europa-América
Europa-América

Câmara Municipal de Lisboa

Atomic Books

Esfera do Caos

Editorial Verbo

Via Occidentalis

22.5.07

Tintim em BD

Estes desenhos fazem parte do livro "Les B. D. de «l`extrême droite»" dos Cahiers Bédésup, n.º 54/56 do ano de 1991.

Grupo Bilderberg: a lista dos participantes

Graças ao investigador Daniel Estulin quer o Resistente quer o Admirável Mundo Novo publicam a lista dos participantes da reunião do Bilderberg 2007 em Istambul, a ter lugar entre os dias 31 de Maio e 3 de Junho, na Turquia.
Também o jornal Semanário tinha noticiado este encontro Bilderberg com o título "Durão e Balsemão garantidos, Guterres pode estar presente".
Passem por lá os olhos e vejam se descobrem nomes conhecidos.
Conhecem a secção portuguesa do Bilderberg?
Recomendo a leitura das 300 páginas do livro de Daniel Estulin, "Clube Bilderberg - Os Senhores do Mundo", editado pela Temas & Debates, em 2005.

21.5.07

Voltando à lenda do Sousa Mendes

Enviaram-me o primeiro artigo sobre a lenda do Aristides de Sousa Mendes publicado no jornal "O Diabo", no dia 27 de Julho de 2004, na página 20. Embora não esteja assinado não invalida a sua importância.
Desconhecia que o Fascismo em rede já o tinha editado. Pois aqui está e reza assim:

«A lenda do Aristides

«Eram dois irmãos gémeos, de prosápia afidalgada, vindos de Cabanas de Viriato, onde tinham solar conhecido e onde nasceram a 18 de Julho de 1885. Ambos se formaram em Direito pela Universidade de Coimbra. E ambos ingressaram na carreira diplomática, um em Maio de 1910 e outro em Junho do mesmo ano. Um chamava-se Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches, o outro César de Sousa Mendes do Amaral e Abranches.
Apesar da extrema igualdade de origem, rapidamente se distinguiram pela diversidade de qualidades, embora os dois fossem tidos por naturalmente bondosos, pacíficos, de bom trato e de formação familiar tradicional. Já em 1913 o César passara na carreira à frente do irmão, sendo promovido a 1.° secretário de Embaixada. E, em 1926, alcançou as plumas brancas dos diplomatas pela sua ascensão a Ministro Plenipotenciário de 2ª classe, tendo representado Portugal na chefia das Legações de Estocolmo, de Varsóvia, do México e de Berna. Numa breve passagem pela política, César de Sousa Mendes do Amaral e Abranches foi Ministro dos Negócios Estrangeiros, na última fase da Ditadura, em Governo já presidido por Oliveira Salazar. O irmão Aristides, porém, ia-se arrastando por postos consulares de minguado relevo, tendo falhado no concurso para conselheiro de Embaixada e acumulando processos disciplinares, porque, com frequência, as contas dos consulados por ele geridos... não andavam certas. Era bom homem, segundo se dizia. Mas também ganhara fama de limitados dotes intelectuais, tinha catorze filhos e, pelos postos por onde andara, constava ser propenso a aventuras dispendiosas, em proporção com os ganhos de que dispunha.
A guerra apanhou Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches no consulado de Bordéus. Aí choviam os pedidos de foragidos que pretendiam, a todo o custo, lhes fosse reconhecida a qualidade de portugueses e, com ela, passaportes que lhes permitissem alcançar lugares tidos por seguros. De harmonia com as instruções do Governo de Lisboa, o Aristides de Sousa Mendes, tal como os outros cônsules de Portugal naquela altura, foi largo na concessão de passaportes. Mesmo em casos em que,normalmente, essa concessão seria duvidosa, ou negada liminarmente. Porém, no caso do consulado em Bordéus, houve refugiados que, tendo beneficiado de tais facilidades, depois de servidos, se queixaram ao Ministério dos Negócios Estrangeiros por a concessão de passaportes ter sido condicionada por contribuições para obras assistenciais patrocinadas pelo cônsul. Dessas queixas proveio a devassa, o inquérito e a passagem à disponibilidade, ou à situação de aguardar aposentação, para o cônsul Aristides, a quem sempre foi abonada a pensão respectiva. Aquele funcionário achava-se próximo do limite de idade e o seu passado não o abonava especialmente, o que, admissivelmente, terá contribuído para a solução adoptada, não obstante o ambiente favorável de que gozava o irmão César, sempre beneficiado pela amizade do Embaixador Teixeira de Sampayo, Secretário-Geral do Ministério, e pela simpatia de Oliveira Salazar. Naturalmente que se os rendimentos de cônsul no estrangeiro sempre se tinham mostrado insuficientes para as necessidades de Aristides de Sousa Mendes, essa insuficiência se tornou mais acentuada quando retirado para o seu solar em ruínas de Cabanas de Viriato. Mas tal situação, comum a muitos outros diplomatas, não deveria ser levada à conta de ajuste de contas políticas, ou castigo por desobediência a ordens superiores, que não se terá verificado.
Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches foi, segundo dizem os que o conheceram, um homem bom, pouco dotado, talvez, para a carreira que seguiu, e infeliz nalguns passos da sua vida. Não merecia ser usado como joguete numa pseudo-glorificação que apenas visa, canhestramente, tentar demonstrar que Salazar não se mostrou favorável aos refugiados da guerra. Quem ainda se lembre das ruas de Lisboa, pejadas desses fugitivos da guerra e dos seus horrores, quem tenha colhido os depoimentos de muitos deles, sabe que isso não corresponde à verdade. Aristides de Sousa Mendes, sempre monárquico tradicionalista, fiel aos ideais do Estado Novo, nem sequer poderia enfeitar-se com os ouropéis de reviralhista e de revolucionário com que é costume ornar a memória de alguns. Realmente, não mereceu a especulação tecida em torno do seu nome. Esclarecedora quanto ao assunto parece ser a carta que o embaixador Carlos Fernandes recentemente dirigiu à Sra. D. Maria Barroso Soares. Tanto mais que o referido Embaixador sempre se mostrou afeiçoado ao Cônsul Aristides e compreensivo das dificuldades que ele experimentou em diversas ocasiões, só lhe repugnando as falsidades acumuladas e propaladas por motivo da constituição de uma "Fundação Aristides de Sousa Mendes" à qual aquela senhora preside. Realmente, o amor da verdade exige da gente de bem um particular empenhamento no desfazer de lendas mal engendradas.»

A ler no Mneme: Um golem no Eliseu

Um golem no Eliseu