22.5.07

Tintim em BD

Estes desenhos fazem parte do livro "Les B. D. de «l`extrême droite»" dos Cahiers Bédésup, n.º 54/56 do ano de 1991.

Grupo Bilderberg: a lista dos participantes

Graças ao investigador Daniel Estulin quer o Resistente quer o Admirável Mundo Novo publicam a lista dos participantes da reunião do Bilderberg 2007 em Istambul, a ter lugar entre os dias 31 de Maio e 3 de Junho, na Turquia.
Também o jornal Semanário tinha noticiado este encontro Bilderberg com o título "Durão e Balsemão garantidos, Guterres pode estar presente".
Passem por lá os olhos e vejam se descobrem nomes conhecidos.
Conhecem a secção portuguesa do Bilderberg?
Recomendo a leitura das 300 páginas do livro de Daniel Estulin, "Clube Bilderberg - Os Senhores do Mundo", editado pela Temas & Debates, em 2005.

21.5.07

Voltando à lenda do Sousa Mendes

Enviaram-me o primeiro artigo sobre a lenda do Aristides de Sousa Mendes publicado no jornal "O Diabo", no dia 27 de Julho de 2004, na página 20. Embora não esteja assinado não invalida a sua importância.
Desconhecia que o Fascismo em rede já o tinha editado. Pois aqui está e reza assim:

«A lenda do Aristides

«Eram dois irmãos gémeos, de prosápia afidalgada, vindos de Cabanas de Viriato, onde tinham solar conhecido e onde nasceram a 18 de Julho de 1885. Ambos se formaram em Direito pela Universidade de Coimbra. E ambos ingressaram na carreira diplomática, um em Maio de 1910 e outro em Junho do mesmo ano. Um chamava-se Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches, o outro César de Sousa Mendes do Amaral e Abranches.
Apesar da extrema igualdade de origem, rapidamente se distinguiram pela diversidade de qualidades, embora os dois fossem tidos por naturalmente bondosos, pacíficos, de bom trato e de formação familiar tradicional. Já em 1913 o César passara na carreira à frente do irmão, sendo promovido a 1.° secretário de Embaixada. E, em 1926, alcançou as plumas brancas dos diplomatas pela sua ascensão a Ministro Plenipotenciário de 2ª classe, tendo representado Portugal na chefia das Legações de Estocolmo, de Varsóvia, do México e de Berna. Numa breve passagem pela política, César de Sousa Mendes do Amaral e Abranches foi Ministro dos Negócios Estrangeiros, na última fase da Ditadura, em Governo já presidido por Oliveira Salazar. O irmão Aristides, porém, ia-se arrastando por postos consulares de minguado relevo, tendo falhado no concurso para conselheiro de Embaixada e acumulando processos disciplinares, porque, com frequência, as contas dos consulados por ele geridos... não andavam certas. Era bom homem, segundo se dizia. Mas também ganhara fama de limitados dotes intelectuais, tinha catorze filhos e, pelos postos por onde andara, constava ser propenso a aventuras dispendiosas, em proporção com os ganhos de que dispunha.
A guerra apanhou Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches no consulado de Bordéus. Aí choviam os pedidos de foragidos que pretendiam, a todo o custo, lhes fosse reconhecida a qualidade de portugueses e, com ela, passaportes que lhes permitissem alcançar lugares tidos por seguros. De harmonia com as instruções do Governo de Lisboa, o Aristides de Sousa Mendes, tal como os outros cônsules de Portugal naquela altura, foi largo na concessão de passaportes. Mesmo em casos em que,normalmente, essa concessão seria duvidosa, ou negada liminarmente. Porém, no caso do consulado em Bordéus, houve refugiados que, tendo beneficiado de tais facilidades, depois de servidos, se queixaram ao Ministério dos Negócios Estrangeiros por a concessão de passaportes ter sido condicionada por contribuições para obras assistenciais patrocinadas pelo cônsul. Dessas queixas proveio a devassa, o inquérito e a passagem à disponibilidade, ou à situação de aguardar aposentação, para o cônsul Aristides, a quem sempre foi abonada a pensão respectiva. Aquele funcionário achava-se próximo do limite de idade e o seu passado não o abonava especialmente, o que, admissivelmente, terá contribuído para a solução adoptada, não obstante o ambiente favorável de que gozava o irmão César, sempre beneficiado pela amizade do Embaixador Teixeira de Sampayo, Secretário-Geral do Ministério, e pela simpatia de Oliveira Salazar. Naturalmente que se os rendimentos de cônsul no estrangeiro sempre se tinham mostrado insuficientes para as necessidades de Aristides de Sousa Mendes, essa insuficiência se tornou mais acentuada quando retirado para o seu solar em ruínas de Cabanas de Viriato. Mas tal situação, comum a muitos outros diplomatas, não deveria ser levada à conta de ajuste de contas políticas, ou castigo por desobediência a ordens superiores, que não se terá verificado.
Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches foi, segundo dizem os que o conheceram, um homem bom, pouco dotado, talvez, para a carreira que seguiu, e infeliz nalguns passos da sua vida. Não merecia ser usado como joguete numa pseudo-glorificação que apenas visa, canhestramente, tentar demonstrar que Salazar não se mostrou favorável aos refugiados da guerra. Quem ainda se lembre das ruas de Lisboa, pejadas desses fugitivos da guerra e dos seus horrores, quem tenha colhido os depoimentos de muitos deles, sabe que isso não corresponde à verdade. Aristides de Sousa Mendes, sempre monárquico tradicionalista, fiel aos ideais do Estado Novo, nem sequer poderia enfeitar-se com os ouropéis de reviralhista e de revolucionário com que é costume ornar a memória de alguns. Realmente, não mereceu a especulação tecida em torno do seu nome. Esclarecedora quanto ao assunto parece ser a carta que o embaixador Carlos Fernandes recentemente dirigiu à Sra. D. Maria Barroso Soares. Tanto mais que o referido Embaixador sempre se mostrou afeiçoado ao Cônsul Aristides e compreensivo das dificuldades que ele experimentou em diversas ocasiões, só lhe repugnando as falsidades acumuladas e propaladas por motivo da constituição de uma "Fundação Aristides de Sousa Mendes" à qual aquela senhora preside. Realmente, o amor da verdade exige da gente de bem um particular empenhamento no desfazer de lendas mal engendradas.»

A ler no Mneme: Um golem no Eliseu

Um golem no Eliseu

18.5.07

A Arte de Korolov






A ler no Mneme: Dever de memória

Dois postais sobre o Dever de memória:
-
para que despertemos sobre a imolação do engenheiro químico alemão, Reinhold Elstner, que a 24 de Abril de 1995 se imolou em público em Munique.
- um livro a ler,
o "Cruelles Moisons", sobre a "libertação" da Alemanha pelos Ali(en)ados, como os classificava Rodrigo Emílio!

16.5.07

No Manlius para ler

Lenine, Estaline e Racine sobre o elemento probatório e (in)criminal da apreensão de livros.
Vem cá baixo Marquês... que eles estão cá outra vez a respeito da perseguição política e profissional de que é alvo o José Pinto Coelho.
Lembrando Brasillach... e Goulart Nogueira. Um dos grandes poemas de Robert Brasillach, "Mon pays me fait mal", brilhantemente traduzido por Goulart Nogueira.

Filhos da mãe por Joaquim Letria


O jornal 24 Horas, de 02.04.2007, publicou na coluna "25.ª hora" um texto assinado por Joaquim Letria - a propósito da vitória de Salazar, o Grande Português no concurso televisivo Os Grandes Portugueses - que passo a transcrever.

«Filhos da mãe

Um concurso da TV fez mais antifascistas do que um bosque cria cogumelos. Quando estar contra Salazar dava 2 a 8 anos de cadeia, ninguém deu por tanto democrata. Afinal, estão aí vivinhos da costa e são mais do que as mães!
Arrependidos, pintados de fresco a viverem como não se vivia no fascismo. Ó pra eles, a gritarem contra Salazar que ganhou um concurso de TV destinado a somar chamadas de valor acrescentado à publicidade que certa audiência amgariou para a TV do Estado.
Aí estão políticos, sociólogos, analistas e comentadores a discutirem a vitória do ditador num programa que, na sua noite decisiva, não conseguiu mais do que um terceiro lugar mal medido no share, ao fim de 30 anos de democracia.
Antes que também cheguem os psicólogos para darem colo aos carentes, deixem-me dizer que penso que o velho ganhou o programa porque foi um filho da mãe melhor do que os filhos da mãe de agora e não meteu ao bolso um tostão que não fosse seu.
Pronto, agora gritem as vossas razões. Para mim, estas é que contam.»

Joaquim Letria
In jornal "24 horas", 02.04.2007.

15.5.07

Mestre Lima de Freitas - I




Notas Soltas por Eng. Francisco Ferro - I

Do meu bom Amigo Sr. Eng. Francisco Ferro recebi estas Notas Soltas que passo a editar com todo o gosto.
“Notas Soltas

12 de Abril.
A deputada Odete Santos despediu-se do Parlamento numa cerimónia altamente comovedora, de tal modo invulgar que todas as bancadas a aplaudiram de pé! Eu acho bem: os militantes do P.C.P. autorizam o respectivo Comité Central a proceder à substituição de deputados quando o “colectivo” julgar conveniente, pelo que não constitui surpresa a decisão da D. Odete, fiel obediente da autoridade partidária. Foi o adeus de uma grande actriz, sem chamadas ao palco.
Quanto a qualquer juízo sobre o Parlamento, prefiro dar a palavra a gente mais ilustre e nessa linha, deixo aqui duas breves apreciações: a primeira de Eça de Queiroz, reza assim: “A deputação é uma espécie de funcionalismo para quem é incapaz de qualquer função. É o emprego dos inúteis”; a segunda, de Alfredo Pimenta, diz o seguinte: “Não são os incompetentes quem está apto a escolher os competentes (…) e essa situação ilógica só a instituição parlamentar podia consagrá-la”. Para quê comentários?

18 de Abril
Leio na imprensa que morreram em atentados no Iraque cerca de 200 pessoas. O ataque a esse País fundamentou-se na necessidade de derrubar um tirano e implantar a democracia, acabar com armas de destruição maciça (que nunca existiram) e garantir o progresso e a felicidade dos iraquianos. Se as coisas continuam assim, receio bem que, quanto fôr consolidada a democracia, já não haja sobreviventes naquele território onde nasceu uma poderosa civilização.

25 de Abril
Na sessão solene efectuada na Assembleia dos Partidos Políticos (mais conhecida por Assembleia da República), o P. R. interrogou-se sobre a conveniência de manter umas comemorações e um ritual a que já ninguém liga qualquer importância. Por mim, que também tenho direito a manifestar a minha opinião, direi que a melhor forma de comemorar o 25/4 é não o comemorar: os crimes cometidos em nome da Liberdade não permitem outra atitude, mau grado a dissonância do senhor Vasco Lourenço.
Em vez do 25 de Abril, comemorem antes a data do Tratado de Zamora onde foi reconhecida a nossa independência, comemorem o 1.º de Dezembro e o 10 de Junho, não se esqueçam de Aljubarrota e deixem a golpada abrilaica para a escumalha que a fez e dela se aproveita sem nenhum pudor.

Francisco Ferro”

12.5.07

José Pinto Coelho e a Opus Dei


O meu amigo e camarada José Pinto Coelho é, hoje, alvo de uma notícia do Sol, referente à sua privada, segundo a qual o Colégio Planalto descobriu agora - há 24 anos que lecciona na escola! - que no seu corpo docente, há um professor que tem um enorme pecado, isto é, umas impurezas fascistas ou fascizantes em depósito como dizia o Rodrigo Emílio. O professor/pecador é José Pinto Coelho. Ainda dizem que os caminhos do Senhor são insondáveis...
Compreendo o alarme da direcção da escola que rapidamente e em força enviou uma carta aos pais dos alunos demarcando-se das posições políticas do professor e do novo pecador.
Ao mesmo tempo, decidiu retirar-lhe a turma do 7.º ano devido a "reformulações" e por "questões pedagógicas e de habilitações".
A mim parece-me bem e lógico mais a mais sendo José Pinto Coelho professor no Colégio Planalto há 24 anos. Pois, ainda há dias, o Ministério da (Des)Educação assinou um
protocolo para mudar ensino do 25 de Abril como noticiei, e havendo professores fascistas a ensinar como é que o ensino pode avançar? Portanto, é natural que não hajam professores fascistas no activo! Não interessam as qualidades lectivas do professor fascizante nem as gravíssimas consequências económico/financeiras que possam advir para um Pai que tem à sua responsabilidade uma família constituída por mulher e cinco filhos.
Pois é, o meu amigo e camarada está a ser alvo de uma campanha persecutória que visa a sua anulação pelos estrangulamentos económico e financeiro.
Temo que ao José Pinto Coelho nem a Virgem Santíssima nem o Espírito Santo o salvem pois quer a maçonaria de avental quer a de água e benta têm muita força.
Por estas e por outras, prefiro o Copus Night!

Algumas obras do Prof. António José de Brito







O fascista desiludido com a extrema-direita: Prof. António José de Brito


Saiu hoje no suplemento DN/Gente do Diário de Notícias um trabalho sobre o Prof. António José de Brito com o título "O fascista desiludido com a extrema-direita".
O texto é da autoria de Francisco Mangas tendo a conversa durado cerca de 2 horas, com momentos caricatos como a sessão fotográfica - cerca de 30 fotografias, calcula o Prof. Brito - com e sem chapéu dentro de casa, com diversos livros nas mão como me informou o Prof. Brito. Resumindo e concluindo da tal "conversa" resta isto!
O sr. Francisco Mangas manga connosco! O sr. Mangas teve uma oportunidade única de entrevistar um dos vultos do pensamento Político, da Filosofia, da Cultura em Portugal mas preferiu uma conversazinha só porque Salazar, o PNR e a extrema-direita estão na moda jornalística e com intuitos negativos de lançar a confusão e mal-estar na "extrema-direita".
O produto final do seu trabalho é isto!

«Ressurgimento da figura de Salazar é "pura nostalgia"

Para afastar dúvidas, logo no início da conversa, na sua casa apinhada de livros, no Porto, António José de Brito esclarece: "Estou mais à direita de Salazar, porque eu sou fascista totalitário." Apressa-se a sacudir o rótulo de "racista biológico", e assim separa as águas em relação a grupos como o Partido Nacional Renovador (PNR). Este antigo professor de Filosofia na Faculdade de Letras do Porto, reprova a via "folclórica" que a "residual " extrema-direita portuguesa está a seguir.
António José de Brito, pensador de extrema-direita, licenciou-se em Direito e Ciências Jurídicas, em Coimbra, e doutorou-se no ano de 1979, em França, com a tese O Ponto de Partida da Filosofia. O autor de Destino do Nacionalismo Português (1962) não conheceu Salazar pessoalmente, e o único cargo que teve no Estado Novo foi o de secretário da Universidade Porto. Demitiu-se em 1975, "fui embora antes que me pusessem fora". Considerado um dos consolidados neo-hegelianos portugueses, só começou a dar aulas nos anos 80.
As suas obras mais polémicas são políticas: Sobre o Momento Político Actual (1969), uma crítica feroz a Marcelo Caetano, Diálogos de Doutrina Anti-democrática (1975), ou os estudos sobre Alfredo Pimenta, António Sardinha, Charles Maurras e Salazar reunidos na obra Pensamento Contra-Revolucionário (1996). Acusado de colaborar com a polícia política da ditadura, o seu caso acabou por ser arquivado: "Infelizmente não tive a honra de ser preso!"
António José de Brito tem o seu trabalho filosófico - quatro livros - publicado na Imprensa Nacional. Os ensaios políticos - como Pensamento Contra-Revolucionário ou Compreender o Fascismo - aparecem dispersos por pequenas editoras. O último texto doutrinário de sua autoria é A Actualidade do Fascismo, que serviu de posfácio ao livro Discursos da Revolução, de Benito Mussolini, editado pela Réquila. Recentemente voltou à polémica. Joshua Ruah falou pela comunidade judaica, declarando a sua indignação por um negacionista estar a ser editado na editora do estado.
Poderia parecer que as polémicas com a extrema-direita e o PNR agradariam a este professor. Mas António José de Brito está desencantado com a actividade política do PNR. "Eles fazem uma agitaçãozinha... umas coisas, uns cartazes, uma marcha - folclore apenas, faltam ideólogos de extrema-direita." Por exemplo: num congresso nacionalista, realizado há três anos, "elementos do PNR diziam que o Brasil era uma vergonha, porque havia lá muitos pretos, e não os ouvi claramente tomarem uma posição doutrinária: era um coisa de pele, racista". O fascista puro e duro assume uma posição sensivelmente diferente - e até prefere "alguns pretos" a certos brancos.
Em pleno Verão Quente, em 1975, num livro que publicou, lembra, ele próprio mostrava-se próximo de certos negros, dos que se bateram com a bandeira portuguesa. "Prefiro esses aos brancos do 25 de Abril, o Otelo, o Costa Gomes ou o Spínola, o traidor traído: a questão de pele para mim não é fundamental".
O católico e contra-revolucionário Salazar, ditador do "viver habitualmente", não era o "chefe" que desejou para guiar o País. Mas votou nele no concurso da RTP Os Grandes Portugueses. "Para mim, a figura mais importante da nossa História é o D. João II, mas como Salazar irritava muita gente, telefonei uma vez - votei no último dia".
O ressurgimento da figura de Salazar, que, pouco dias depois de ser o grande português, teve cerca 300 manifestantes em Santa Comba Dão a exigir a abertura de um museu, não entusiasma o velho fascista. "É um gesto de nostalgia, puramente sentimental." Em Portugal a extrema-direita é escassa: "a anti-imigrante e a outra, que talvez ainda seja mais residual". "Estritamente fascistas como eu há meia dúzia". E os salazaristas, para onde foram os seguidores do fundador do Estado Novo?
Os salazaristas votam no Cavaco, no PSD e no CDS." E não só, afirma o antigo professor de Filosofia , que bem conhece muito dessa gente. "Alguns, muito pensantes, os maquiavéis, ainda vão votar nos socialistas. Dizem que é uma táctica de infiltração."
Durante o Estado Novo, António José de Brito e Goulart Nogueira fundaram a revista Tempo Presente, de "coloração fascista", apoiada pelo regime: comprava um certo número de exemplares. Mas a irreverência, o "viver perigosamente" dos fascistas, depressa feriu a sensibilidade do ditador - que mandou cortar o apoio.
Nas relações da extrema-direita com Salazar, enfim, havia por vezes crispações.
António José de Brito é fascista monárquico. Duarte Nuno de Bragança, no entanto, não lhe "merece respeito nenhum" devido ao "desvio" que o pretendente fez aos princípios monárquicos. "Este é um rei que diz que é democrata. É mesma coisa que um papa dissesse que era muçulmano ou ateu." Aderiu ao 25 de Abril e, às vezes, "até se arma em António Sardinha!"
A prosa do nobel português não convence o velho fascista. "Parece que arranha o papel e a paciência." Leu quatro livros de José Saramago e ficou "francamente horrorizado". Afirma: "Disseram-me que no romance o Ano da Morte de Ricardo Reis pintava muito bem Lisboa. Pintava uma Lisboa só com chuva... se calhar estava a confundir com a cidade do Porto."
Conheci muitos Pinto Coelho, aquilo é uma longa dinastia. O líder do PNR não conheço", diz António José de Brito. "Eu não sou anti-imigrante, o José Pinto Coelho é. Mas não vou discutir com o PNR, não vale a pena, não vejo aí uma doutrina clara, vejo atitudes: ser contra os imigrantes é uma atitude." No seio do partido "alguns são antidemocratas, aí temos um ponto em comum".
Os governantes da nossa democracia, fácil de ver, não despertam qualquer simpatia a António José de Brito. O primeiro-ministro José Sócrates é "um entre muitos". Nunca vi os bancos serem tributados e têm lucros fabulosos." Mas isso é o que defende o PCP e o BE! "E não rem mal nenhum: se eles disserem que está sol, e estiver sol, eu também digo que está sol!»