10.5.07

No Dragoscópio: Urnofobia

Podem e devem ler no Dragoscópio uma dissertação sobre a Urnofobia.
Graças a Deus é uma doença infecto-contagiosa à qual sou imune.

Perigo de incêndio: À Queima-Roupa


Chegou hoje "À Queima-Roupa", em 1.ª edição numerada e dedicada, que o nosso Dragão fez o favor de compilar em formato de livro com 320 páginas labaréticas e que é uma antologia de textos publicados entre 2003 e 2007.
A qualidade da edição é excelente e de bom gosto.
Juntamente com o livro, uma dedicatória verdadeiramente escaldante que muito apreciei. Um autêntico bónus!
Já agora, fiquem sabendo que o Dragão ameaça com mais dois volumes. Vamos a isso, meu caro!

Caravela portuguesa

Salazar ganhou e então? por Brandão Ferreira


Salazar ganhou e então?

Salazar ganhou. Foi apenas um concurso mal engendrado, mas ganhou. Porventura porque tudo à volta da “competição” foi feito para ele perder. Salazar ter ganho parece-me natural. É apenas um corolário lógico da sua obra e da sua vida. Salazar foi um ganhador e até ao fim dos seus dias, nunca saiu derrotado de qualquer um dos seus empreendimentos. Até antecipou, a propósito de quererem dar o seu nome à agora ponte 25 de Abril (por acaso inaugurada a 6 de Agosto…), o que fariam à sua memória, anos depois. Além disso a verdade é como o azeite, vem sempre ao de cima. É verdade que aboliu os partidos políticos – ou melhor tentou reuni-los todos em um, que tivesse “de jure” e “de facto” a Nação como referência primeira e última. Mas a verdade nua e crua é que a culpa foi dos partidos que tinham gerado perturbações gravíssimas nos cem anos anteriores. Os portugueses estavam fartos deles (como estão a ficar novamente…). Salazar apenas formalizou o acto. Foi mais longe e institucionalizou uma doutrina que o sustentasse. É certo que perseguiu os comunistas. Mas que podia ele fazer? O Partido Comunista era, naqueles tempos (e hoje não aparenta ser diferente na sua essência), um partido revolucionário, que defendia acções violentas. Eram mutuamente exclusivos. Ora entre os milhões mortos na Sibéria e as poucas dezenas que passaram pelo Tarrafal, parece-nos que a escolha era óbvia. Entre ser independente e patriota ou ser marioneta de Moscovo, a escolha também aparenta ser cristalina. No mais, e convém ser sintético, António de Oliveira Salazar fez tudo certinho: era integro, modesto, nunca prometeu nada que não cumprisse, dava o exemplo, exercia a autoridade com humanidade e não se lhe conhecem vícios nem vilanias. E como o Professor António José Saraiva, que chegou a ser comunista e se tornou um eminente homem de cultura, reconheceu, em artigo no Expresso, Salazar possuía a “rara virtude da recta intenção”. Ora foi sobre esta figura impoluta de estadista que nasceu pobre, viveu pobre e pobre morreu, depois de ocupar o Poder (que muitos erradamente julgam ter sido absoluto), durante 48 anos, jazendo por vontade própria em campa rasa junto a seus pais, que caiu o odioso da esmagadora maioria dos filhos d’algo deste destroçado país, que se têm aproveitado das condições de mudança, porventura bem intencionada, que um grupo de militares criou, em 25 de Abril de 1974. E apesar da propaganda contumaz dos últimos 30 anos; dos paupérrimos compêndios de História por que se passou a ensinar nas escolas e da acção deletéria da esmagadora maioria das manifestações artísticas, a figura de Salazar ganhou, pela segunda vez uma votação como figura já histórica. Na prática, sem grandes hipóteses de contraditório fazendo lembrar “censuras” que se dizem combater… Afinal alguma lembrança existe na memória colectiva da população. E, infelizmente, os exemplos que lhe têm sido servidos, só podem reforçar essa lembrança. E, no nosso entender, todas as iniciativas que intentaram denegri-lo revelaram uma falta de honestidade intelectual tão grande, que levou inúmeros cidadãos a votar em Salazar, o que de outra forma não fariam. Como exemplo temos a tentativa espúria de o excluir à partida do concurso; depois os convidados para as diferentes sessões que maioritariamente atacavam a sua figura; a muito pouco séria atitude da apresentadora, Maria Elisa, que transpirou parcialidade; o lançamento de um livro sobre as “vítimas antifascistas”, apresentado por Mário Soares; uma quantidade apreciável de artigos e programas de rádio e TV a baterem no “odioso ditador”, etc., provocaram, estamos crentes, uma reacção de repulsa em fatias consideráveis da população. Mais uns apontamentos apenas: Cunhal ficou em segundo, o que só abona a favor da disciplina dos seus seguidores. Mas ele está deslocado neste concurso. Cunhal pertence a outro campeonato, por exemplo, “dos heróis internacionalistas”; “do melhor comunista da História”; “do maior persistente e coerente no erro”, etc. Nunca no dos grandes portugueses. Um homem que defendeu sempre até morrer, objectivamente, os interesses de uma potência estrangeira (até mesmo depois desta desaparecer!), não pode ser considerado patriota. Ora um português que não é patriota, não pode caber sequer na categoria dos “pequenos portugueses”. A votação em Cunhal, foi pois um equívoco. Aristides Sousa Mendes é um epifenómeno sem qualquer razão de ser. Até ao concurso era uma figura desconhecida de 99% dos portugueses. De repente apareceu uma história mal contada e fabricaram um mito… com pés de barro. Foi um equívoco por desinformação. Quanto ao desconhecimento relativo a figuras históricas de peso (é até escandaloso como na lista dos 100 mais estão incluídos alguns nomes e outros ausentes!), devia merecer das autoridades competentes uma leitura atenta. Tal é fruto da acção de quantos por razões ideológicas têm maltratado a História Pátria; pela leitura marxista da História que põe o acento tónico nas lutas de classes, nos movimentos das massas, no domínio dos meios de produção, etc., e renega os Heróis, ou qualquer outro evento que não encaixe na sua doutrina e, finalmente, por causa da União Europeia, que pretende esbater toda e qualquer rivalidade histórica entre os seus membros. Salazar tem resistido a tudo isto. É mais um feito notável.

João José Brandão Ferreira

Nota: Pilhado com a devida vénia do Grifo.

8.5.07

Louis de Funès em Les aventures de Rabbi Jacob

Uma excelente lembrança e recordação feita no Jantar das Quartas deste grande filme cómico francês com Louis de Funès, "Les aventures de Rabbi Jacob" de 1973.



A vitória de Sarkozy

A vitória de Nicolas Sarkozy vai fazer ajoelhar - uma vez mais e mais uma vez - a França perante os Estados Unidos e arrastar a Europa com ela.
É uma grande vitória dos interesses geopolíticos de Israel e dos Estados Unidos na Europa e no Médio Oriente para desgraça da França e da Europa.
As previsões feitas por
mim e por Manlius cumpriram-se. Infelizmente!
Leiam o curriculum vitae de Sarkozy e perceberão porquê!

7.5.07

Sobre a Terra Oca

Editora Europress. 1990. 203 páginas.
Edição brasileira da Editora Record. 257 páginas.
Edição portuguesa da Editorial Minerva. 1976. 223 páginas.

Neuschwabenland de Heinz Schön

Livro de grande qualidade gráfica, com fotografias a cores e a preto e branco, composto por 176 páginas, da autoria de Heinz Schön, sobre a expedição alemã de 1938/39 à Antártida, editado pela Bonus-Verlag, Posfach 10, D-24236 Selent, em 2004.
Tem um capítulo sobre a invasão militar norte-americana conhecida por Operação Highjump e um outro sobre a presença alemã no continente antártico.

Os Ovnis de Hitler

Da autoria de Nuno de Ataíde, foi editado pelas Edições Último Reduto, em 1996. O livro aborda as expedições polares do III Reich, a Terra Oca, os desaparecimentos dos U-Boat e os ovnis nacionais-socialistas. São 84 páginas de grande interesse.
O autor aborda também a missão da "Companhia de Destino Especial e o Reduto Alpino" e "As investigações de Otto Rahn e das SS em Montségur e Sabarthé".
Publicado em 1993, com 104 páginas e da autoria de Miguel Serrano onde é analisada documentação vinda a público no "Militarisches Taschenlexikon" - "Fachausdrucke der Bundeswehr" no ano de 1958.
Dado à estampa, no Brasil, em Abril de 2000, por O. D. Lavine este trabalho de 130 páginas onde são abordadas questões como a Terra Oca; os projectos de investigação e de contra-informação americanos como Sign, Grudge e Blue Book; a energia alternativa; os submarinos desaparecidos e os ovnis.

Livro a ler: Secret Nazi Polar Expeditions

Um livro recomendável a todos os que se interessam sobre esta temática. Consultem Zundelstore.

Dos Açores à Antárctida na imprensa

Duas notícias sobre o lançamento do livro "Dos Açores à Antárctida" e publicadas no jornal diário Correio da Manhã de 25.09.1998 e 19.11.1998.

Livro a ler: Dos Açores à Antárctida

Da autoria do luso-alemão Rainer Daehhnardt, "Dos Açores à Antárctida" editado pelas Publicações Quipu em 1998.
O livro, de 127 páginas, tem como tema a expedição alemã à Antártida em 1938/1939 sob o comando do comandante Alfred Ritscher e coloca ao nosso espírito e à nossa mente inúmeras perguntas.
Pergunta-se: o que têm os Açores a ver com a Antártida? A resposta é simples. Nos Açores, na Ilha do Faial esteve fundeado o navio-catapulta Schwabenland, donde partiu para a Antártida com a missão de cartografar o novo território alemão, Neuschwabenland.

Antártida, Ovnis, Terra Oca e submarinos


Fiquei surpreendido pelo facto de uma simples crítica do livro "Antártida, 1947" ter provocado tanto interesse em alguns dos meus leitores e que me tenham pedido para divulgar toda a informação.
Assim, disponibilizo a pouca informação que tenho e julgo ser um bom ponto de partida para os que queiram estudar as temáticas em causa.

3.5.07

Livro a ler: Antártida, 1947

Acabo de ler a extraordinária narração "Antártida, 1947 - La guerra que nunca existió", editada pelas Ediciones Nowtilus (Doña Juana I de Castilla 44, 3.ºC, 28027 Madrid - España, 2007), da autoria de Felipe Botaya, que ao longo das 366 páginas nos prende inteiramente a atenção. Recomendamos ao leitor que consulte a bibliografia para compreender que tem nas mãos uma obra séria embora na forma de novela histórica.
O livro trata essencialmente da conhecida Operação Highjump de 1947 comandada pelo contra-almirante norte-americano Richard E. Byrd cujo intuito real era, contrariamente ao que se afirma repetidamente, atacar e neutralizar o território alemão da Antártida, Neuschwabenland, descoberto e demarcado em 1938-39 pela expedição alemã Deustche Antarktische Expedition, antes do início da II Guerra Mundial, portanto.
A operação pretensamente científica veio a redundar num fracasso militar sem precedentes, fracasso que ficou conhecido como "a batalha dos pinguins".
Tudo começou com o episódio do submarino alemão U-2193 comandado pelo capitão Lippsmacher da Kriegsmarine, que no final de Agosto de 1945 solicitou a um barco pesqueiro argentino que o escoltasse até à base naval do Mar de la Plata.
Era o terceiro submarino alemão que aparecia em águas argentinas depois de terminado o conflito mundial, o que obviamente não podia deixar de intrigar seriamente o establishment norte-americano: como explicar que submarinos alemães saídos da Alemanha e da Noruega uma semana antes do fim da guerra aparecessem três meses depois ao largo da Argentina? De onde vinham, que rota seguiam e qual o seu destino? A Antártida?...
Meses mais tarde, a Marinha dos Estados Unidos recebeu do presidente Truman, do almirante Chester Nimitz e de James Forrestal, secretário de Estado da Defesa com plena autoridade sobre o Exército, Marinha e Força Aérea, a missão de preparar a invasão do território antártico alemão com um exército de 5.000 homens apoiados por aviões e navios de guerra, entre os quais o portaviões Philippines Sea e o submarino U-2193, o mesmo que se rendeu às autoridades argentinas. O comando e as operações militares foram confiadas ao conhecido explorador polar norte-americano Richard E. Byrd.
O U-2193, agora comandado pelo capitão americano de submarinos Patrick Malone, devia entrar na Base 211 alemã como uma manobra de diversão do planeado ataque aéreo, terrestre e naval. Era de supor que o efeito surpresa iria favorecer as tropas americanas…
Chegado à Base 211, o U-2193 comunica que leva feridos a bordo que deverá deixar numa base alemã da Antártida e é recebido por dois Ovnis. O submarino tenta forçar a passagem e tomar de assalto a fortaleza, mas é detido pelo contra-ataque alemão e a tripulação acaba por se entregar. O exército alemão neutraliza igualmente a invasão aérea e terrestre e um dos Ovnis captura o contra-almirante Byrd.
O general SS Hans Kammler informa o capitão Malone que a tripulação do submarino e ele próprio irão imediatamente para Santiago do Chile a bordo de um Ovni que deverá aterrar a cinco quilómetros da capital chilena. Aí chegados, fazem paragem a um camião que os leva à Embaixada americana. Regressados aos Estados Unidos, são interrogados pelos serviços especializados do Pentágono e devidamente “normalizados”, isto é, intimados a não revelarem o que se passou. O contra-almirante Byrd é internado num hospital psiquiátrico imediatamente depois de regressar aos Estados Unidos e o mesmo sucede ao secretário de Estado da Defesa, James Forrestal.
Ignora-se qual foi o fim de Byrd, mas sabe-se que Forrestal foi internado no tristemente célebre Hospital Bethesda de Maryland e que morreu dias depois. A versão oficial pretende que se suicidou, mas há razões para supor que foi suprimido deliberadamente.

2.5.07

Livro obrigatório: O atelier de Leopoldo de Almeida


"O atelier de Leopoldo de Almeida”, Lisboa, Pelouro da Cultura/Div. de Museus e Palácios, 1998, 152 pp. Preço: 12,47€.
Uma obra de grande qualidade sobre o extraordinário escultor Leopoldo de Almeida, o "Arno Breker português".

Nas Portas do Cerco: Um regicida no Panteão Nacional

A ler "Um regicida no Panteão Nacional" assinado por José Pinto Coelho e publicado nas Portas do Cerco.
Um tema que tem sido tratado n`
A Voz Portalegrense.