12.3.07

Um "problema" de pontuação

O ex-inspector das Nações Unidas Hans Blix, que liderou as investigações ao armamento iraquiano antes do ataque contra o regime de Saddam Hussein, acusou George W. Bush e Tony Blair de terem manipulado o relatório que apresentou ao Conselho de Segurança sobre a situação no país.
Em entrevista à Sky News, Hans Blix afirmou que a invasão do Iraque "foi claramente ilegal" e acusou Tony Blair de não ter agido com transparência quando caucionou o uso da força militar."Eles [os Governos de Bush e Blair] puseram pontos de exclamação onde estavam pontos de interrogação. (...) Mas eles já foram punidos por isso. Perderam muita da sua confiança política", afirmou Hans Blix. O antigo inspector da ONU disse ainda que a guerra no Iraque poderia ter sido impedida se os seus colegas tivessem continuado a trabalhar no país."Se eles nos tivessem deixado continuar as inspecções durante mais alguns meses, teríamos conseguido ir a todos os locais considerados suspeitos pelos serviços secretos", afirmou Blix. "E, uma vez que não havia armas, teríamos respondido: 'Não há armas lado nenhum", concluiu.Mais de 130 militares britânicos, 3100 soldados norte-americanos e centenas de milhares de civis iraquianos já morreram desde a invasão do Iraque."

Alameda Digital n.º 6


Já está aí o excelente número 6 da Alameda Digital. Tendo como tema de fundo a Política Cultural e saliente-se a qualidade e quantidade dos textos com que vem melhorando de número para número.

No dossier "Política Cultural":

O SPN e a Guerra de Espanha - J. Luís Andrade
O mito do génio incompreendido e a sua função política - Carlos Bobone
Futuro do Cinema Português - João Marchante
Gramsci e as políticas kulturais - Pedro Guedes da Silva

Na secção de "Cultura":

Mar Português - José Valle de Figueiredo
Bruckner ou a singularidade de um génio - FSantos
Clínica das Letras - Bruno Oliveira Santos
"O seu a seu poema" de José Valle de Figueiredo - Martim de Gouveia e Sousa

Na secção de "História":

Federico Garcia Lorca Um assassinato às avessas? - J. Luís Andrade
João de Deus e a sua época - Mário Martins

Na secção "Nacional":

Organizar a resistência - Manuel Azinhal

11.3.07

Biblioteca wagneriana


Jordi Mota, Maria Infiesta
1995 Grabert-Verlag




Wagner na revista CEDADE

Winifred Wagner y Hitler - Pedro Varela
Winifred Wagner y Cedade - Jorge Mota
Personalidad de Winifred Wagner - José Tordesillas
Winifred: Una Vida - Eva Muns
1931-1944 Bayreuth bajo Winifred
Mis recuerdos de Winifred - Juan Massana
Syberberg filma - Javier Nicolas
Requiem
Wagner, Hitler y Cedade - Pedro Varela
Wagner, Marti Teixidor
Serntirse wagneriano - José Carlos Rios
Los antiwagnerianos
El músico del porvenir - Javier Nicolás
Wagner y el III Reich
Wagner visto por Cósima - Javier Nicolás
Rogelio de Egusquiza, un wagneriano desconocido - Jose Atienza Prado

3.3.07

Catálogo da Exposição Hergé

Neste ano do centenário do nascimento do mestre belga de Banda Desenhada, entre 20 dezembro de 2006 e 16 de Fevereiro de 2007, teve lugar a exposição sobre a vida e obras de Hergé, que decorreu no Centro Georges Pompidou, em Paris, e na qual foi lançado o catálogo Hergé par Hergé. Com o formato quadrado (15x15cm), com 1024 páginas e mais de 800 ilustrações e publicado numa parceria entre o Centre Pompidou e a Éditions Moulinsart. Tem 200 citações do próprio Hergé, retiradas de entrevistas e cartas, belamente ilustrado com capas raras, artes publicitárias, desenhos com crayons, sketches, quadrinhos e outros desenhos deste autor belga. A edição também inclui uma biografia e uma bibliografia básica, prefácios de Fanny e Nick Rodwell, dos Estúdios Hergé; Bruno Racine, presidente do Centro Pompidou; e Laurent Le Bon, curador do Museu de Arte Moderna. O preço do catálogo é de 35 euros.
A obra de Hergé continua a ser editada em todo o mundo. Em Portugal pela Editorial Verbo.
Tintin é imortal.

Degrelle, Tintin e Hergé





Celebrando centenário do nascimento e 24.º aniversário da morte de Hergé (Georges Rémy), o criador de Tintin, chamo a vossa atenção para Tintin mon copain e para a entrevista de Léon Degrelle a O Independente.
Infelizmente, a edição do livro de Degrelle não veio à luz como era seu desejo devido à sua morte em 1993. Felizmente, a entrevista dada ao jornal O Independente com o título de "Eu, SS Tintin" relata-nos toda a verdade sobre a projectada edição de "Tintin mon copain".
Entretanto, Degrelle tinha cedido uma cópia do seu manuscrito a um amigo belga.
Com a morte de Degrelle, só a família e esse amigo tinham na sua posse o manuscrito que foi publicado em França por livre iniciativa desse amigo belga, contra a vontade da família de Léon Degrelle. Essa edição "clandestina" e "pirata", na ordem de poucas centenas de exemplares, é uma raridade bibliográfica.


"O meu livro Tintin, mon copain vai tornar pública não só a verdadeira história de Hergé e a minha mas as duas, pois as nossas vidas coincidiram fraternalmente, fraternalmente, reencontrando-se sempre, quer na imensidão das Américas, ao longo dos milhares de quilómetros da frente russa ou no amargo exílio espanhol. Não se trata pois da vida de um dos dois comparsas, mas sim da vida de dois cúmplices, um deles criando a partir do imaginário e o outro construindo a partir da realidade, movidos através das circunstâncias mais imprevistas por entusiasmos e reacções idênticas."
"O meu livro Tintin, mon copain é a história conjugada do criador duma personalidade imaginária e de um homem de acção, ainda vivo, muito vivo, que juntos quiseram, criar esta Europa, que há cinquenta anos poderia ter sido salva. Um dia, talvez nos arrependamos amargamente de, em 1945, as nossas bandeiras não terem triunfado!"

In O Independente, caderno Viver n.º 98, 26 de Junho de 1992, págs. 18 a 22 e editado em opúsculo pela Associação Cultural "Amigos de Léon Degrelle" em 2003.

26.2.07

Leituras sobre as SS

Ediciones Hispanoamericanas. Buenos Aires, Argentina.


Ulisseia Editora. Lisboa.

Mapa europeu das SS


Eis aquele que é conhecido como o último mapa europeu idealizado nas SS.
É um estudo em que está patente toda a Europa das Etnias e não a Europa feita de Estados artificiais onde e conforme as circunstâncias histórico-políticas vão aumentando ou diminuindo as fronteiras do espaço geográfico e territorial.
Neste mapa, tudo está pensado: raça/etnia, sangue e solo!
Um novo conceito surge nas SS, a Europa das Etnias!

25.2.07

Respondendo ao Sr. Pedro Araújo Sampaio com o Rodrigo Emílio

Trago para o blogue quatro respostas ao sr. Pedro Araújo Sampaio que dada a extensão das mesmas e a sua pertinência me levam a fazê-las aqui e não na caixa de comentários.

1 - Folgo em saber que me deu razão no que diz respeito a D. Duarte Pio visto que não me contestou.
Meu caro, quer o Rodrigo Emílio quer o pretendente à «república coroada» foram combatentes e voluntários na Guerra do Ultramar. O sr. Duarte Pio foi piloto-aviador de reconhecidos méritos militares. Ora, se o sr. Duarte Pio fosse opositor não estaria em missão de soberania na guerra ultramarina.
O facto de o sr. Duarte Pio ter manifestado apoio ao 25 de Abril e ter feito várias profissões de fé na democracia não altera em nada o pensamento de Rodrigo Emílio sobre o princípio monárquico.
A esse respeito deixo-lhe aqui expressos os pensamentos de Rodrigo Emílio que era monárquico propriamente dito - e que fazem parte da sua tese da Direita intitulada «Por uma Direita moderna... muito antiga, que apele ao Chamamento Nacional - uma tese polémico-doutrinária».
No capítulo «Princípio Monárquico e Solução Real» escreve: «Devo igualmente dizer que, como monárquico (e monárquico que ainda agora preciosas razões, as razões de ouro em boa hora aduzidas pelo Conducator da histórica Legião de São Miguel Arcanjo, e carismático fundador da Guarda de Ferro, da Roménia, Corneliu Zelea Codreanu, num incomparável trecho de sua lavoura, acerca da permanente e irrefutável validade do ideal monárquico, e da lei que o rege — peça de doutrinação tão decisiva quanto mal conhecida, levando por título «A Monarquia e a Sua Lei» e que reza assim:
“À frente da Raça, e sobrepondo se aos seus núcleos de selecção, avulta a Monarquia. Recuso a república.
Ao longo da História, bons Monarcas houve, muitos deles óptimos, alguns débeis, outros maus; uns, honrados, e que fruiram do amor do(s) seu(s) povo(s) até ao fim da vida; outros houve a quem cortaram a cabeça.
Nem todos os Monarcas foram bons.
A Monarquia, em si, porém, sempre foi boa: é sempre boa.
Convém não confundir a instituição ou regime com os homens que, episodicamente, povoaram ou povoam uma e outro, deduzindo daí conclusões precipitadas e/ou daí retirando falsas consequências.
Pode haver maus sacerdotes e nem por isso é lícito admitir a eventualidade – ou advogar a necessidade — de se proceder à extinção e abolição da religião, à dissolução da Igreja, à refutação de Deus.
Há, seguramente que sim, Monarcas débeis, outros maus, mas não se segue daí que possamos, lá por isso, contestar ou rejeitar a Monarquia, pôr em dúvida e em causa a perene e sempiterna validade da mesma.
Na faina agrícola, a um ano bom sucede um mau, ou dois maus anos a fio seguem se, por vezes, a um bom; apesar disso, não passa pela cabeça de ninguém a ideia de abandonar a agricultura por tão pouco.
Faz um Rei o que quer? E então, nesse caso, quando é que Ele é grande, quando é que é pequeno? Quando é bom e quando mau?
Um Monarca não faz só o que bem Lhe apetece; um Monarca é pequeno quando faz o que quer, e grande quando faz o que deve.
Existe uma linha da vida da Raça. Um Monarca é grande e é bom sempre que se mantém fiei a essa linha, e dentro dela, e pequeno e mau na medida em que dela se afaste ou que a ela se oponha.
Esta é a lei da Monarquia.
Outras linhas há que podem também fascinar um Monarca: a linha dos interesses pessoais, a dos interesses de grupo, a dos de casta e extracção social, a dos interesses sectoriais, a linha dos interesses estrangeiros, seja ela abraçada intra ou
extramuros.Deve o Monarca postergá las, a todas, e seguir a linha da Raça.”
«O próprio fascismo é fenómeno de natureza retintamente monárquica, por boa e larga soma de razões, a começar numa, que é esta: o projecto fascista aponta, em cheio, apela em pleno, para a construção de um Estado acima das ordens e corpos sociais. Ora, como acentua António José de Brito — que, por sinal, também é monárquico, e monárquico propriamente dito —, «só um Poder» assim, «independente como o do Rei, consegue sobrepôr-se, duradoiramente, a todos os antagonismos societários».
Segue-se que o fascismo responde cabalmente a esse quesito.
Logo, e portanto, o princípio fascista não só não invalida nem contraria o monarquismo de ninguém, como até o reforça.
E o que dizer, já agora, da divisa de fundo do próprio nacional­‑socialismo, Ein Volk, ein Reich, ein Führer: — não encerrará ela um enunciado eminentemente monárquico?
Abreviando razões e resumindo-as de vez, acentuarei, enfim, que sou monárquico nacionalista por princípio e fascista por conclusão.»
2- Excerto de um texto ideológico do NSDAP: (...) A lei mais geral e mais impiedosa deste mundo é a luta pela vida e pelo seu desenvolvimento, a luta de raças pelo seu espaço vital(...) A raça mais importante é a raça nórdica, que conquistou mais de metade do globo graças à sua capacidade de trabalho e à sua combatividade (...)Destas raças a maior de todas é a raça alemã"- Partindo do princípio que os portugueses não são nórdicos e muito menos alemães, penso que não é necessário dizer mais nada.Meu caro, gostava que me dissesse qual a fonte desse «texto ideológico do NSDAP», o autor e o contexto da citação. A conclusão é sua!
A raça ariana comporta as raças nórdica, céltica, visigótica, godos e germânica. Germanos, são para além dos próprios, os celtas, visigodos, godos. Onde é que está que portugueses, espanhóis, franceses, italianos, etc., etc, são raças inferiores? Se o fossem decerto que os voluntários europeus que combateram nas Waffen SS teriam sido todos recusados.
3- Não conheci pessoalmente Rodrigo Emílio. Apenas me limitei a tirar conclusões daquilo que li no seu site. Para lhe ser sincero Rodrigo Emílio magoa-me na medida em que com a leitura de poemas como este que o Sr. tem aqui no seu site toda aquela aura nacionalista que o envolvia se esbate...Tenho pena que Rodrigo Emilio tenha sido apoiante de um regime(NAZI) que silenciou Gotffried Benn...
Várias vezes comentava o Rodrigo Emílio sobre o inêxito da política cultural do III Reich devido às diversas correntes e à falta de tempo bem como lamentava os casos do Gottfried Benn e do Hans Johst. Dizia sempre que o dramático era a vertente cultural do NacionalSocialismo ser quase toda francesa e não alemã, já que os franceses perceberam logo o que representava e o alcance do NacionalSocialismo do ponto de vista cultural e citava os nomes – por exemplo - de Drieu La Rochelle, Robert Brasillach, Céline e não se esquecia do norueguês Knut Hamsun.
Sobre a questão do «nazi» aqui lhe deixo outro trecho da supracitada tese de Direita e julgo que está dada a resposta pelo próprio.
«Como não sou nada impressionável, nem especialmente sensível a agressões psicológicas, sejam elas exercidinhas ad hoc ou ministradas por via verbal, «armo-me» de uma dose de paciência literalmente evangélica e passo a explicar caridosamente ao meu fraco e modesto antagonista que não só não há mal de maior em ser apodado de «nazi», como até é muito bom sinal, visto que «nazi» vem a ser a abreviatura inicial da palavra que, em alemão, significa «nacional» (nazional), ou da que, na mesma língua, quer dizer «nacionalista» (nazionalistisch). Assim sendo, aceito lindamente — e reclamo, reivindico mesmo, para mim — esse nobilitante epíteto de «nazi», desde logo como sinónimo de «nacionalista», que sou, sim, que sou, de facto, e na medida em que todo e qualquer «nacionalista» tem de ser, à letra, e por definição, e necessariamente, pois, um «nazi», sendo a inversa igualmente verdadeira, do ponto em que todo o «nazi» não pode, forçosamente, deixar de ser um «nacionalista», como aí fica por demais demonstrado, creio eu, depois de por mim brandidas, para o efeito, razões tanto mais decisivas quanto é certo serem elas do foro propriamente etimológico.»
4 - Para terminar digo-lhe que se quiser mais esclarecimentos (eu sei que isto é presunção) sobre o Nacional Socialismo está a vontade porque graças à sua pergunta sobre o eventual "arianismo português" já encontrei o Mein Kampf, o Dossier do Nacional Socialismo, volumes do Reichsgesetzblatt, etc.
Meu caro, uma vez mais lamento dizer-lhe que desconheço qualquer citação do Mein Kampf em relação ao «arianismo português». Li e consultei o Mein Kampf e nunca encontrei tal referência.

Com os meus cumprimentos,
Nonas

23.2.07

A Arte de Fidus

Fidus (Hugo Höppener)
Pintor e Ilustrador alemão.
8 de Outubro de 1868. 23 de Fevereiro de 1948.



Em Espanha, direitos transexuais

Segundo o Público de hoje, na sua edição impressa, os transexuais - mais uma aberração - já ganharam a primeira batalha. Já têm aprovada uma nova lei de identidade do género. Se bem que não eu não saiba qual é o género em causa, decerto género alimentar não é...
A Espanha vai a todo o gás para o precípicio! E de que maneira!

22.2.07

Programa cultural para Sábado

No próximo sábado, dia 24 de Fevereiro, dois momentos culturais à escolha:
- às 15 horas, um espectáculo de poesia comemorativo do 80.º aniversário de David Mourão-Ferreira, na Livraria Verney em Santo Amaro de Oeiras (em frente à Igreja Matriz). José Campos e Sousa vai cantar e encantar com poemas musicados pelo próprio e António Tinoco vai recitar poemas de David Mourão-Ferreira.
A entrada é livre.
- às 16 horas, realiza-se no Salão Nobre do
Palácio da Independência, em Lisboa, uma sessão de apresentação e lançamento do livro "O seu a seu poema 1959-2002", antologia poética de José Valle de Figueiredo e com apresentação do Prof. José Carlos Seabra Pereira.
Que mais querem?
Pois é, têm razão. Como eu não podem estar em dois sítios ao mesmo tempo...

21.2.07

N`O Diabo: Esperem pela pancada por Walter Ventura

Esperem pela pancada
Graças ao Grande Arquitecto, televisões, rádios e jornais que, com toda a isenção, fizeram pela vida – neste caso, pela morte – o referendo lá pariu o ansiado “Sim”.
E foi bom.
Foi bom porque, caso contrário, teríamos no horizonte mais um ou vários referendo, até que a resposta politicamente correcta acabasse por aparecer, assim a modos desse concursozinho da D. Maria Elisa que se vai multiplicando e alterando, até que Salazar seja banido que mais não seja, para um vergonhoso segundo lugar.
Ora, os referendos, como as demais funçanatas da democracia reinante, custam-nos os olhos da cara e, como vocências muito bem sabem, já nem dinheiro temos para mandar cantar um cego por mais desafinado que o pobrezinho seja.
Pela parte que me toca, estou-me nas tintas. Como já disse, o aborto só me interessaria se retroactivo e até aos setenta e sete anos. Tanto mais que, tenho para mim, gente decente – e nisso não se englobam só os católicos, como andaram a insinuar, à míngua de argumentos, muitos defensores do “Sim” – não se mete em coisas dessas, antes pelo contrário. O aborto vai continuar tão livre como quase sempre foi, pese o número escasso de “piquenas” apanhadas com as mãozinhas sujas de sangue e as miudezas numa lástima muitas vezes sem retorno,
Depois, aqui para nós muito à puridade, verdade verdadinha que o “Sim” não veio alterar nada. As dez semanas vão revelar-se uma chatice tal como todas as outras listas de espera, do tamanho da légua da Póvoa, que já se estendem à porta dos nossos parcos hospitais. E, ainda por cima, há para aí uns energúmenos que se dizem médicos e que ameaçam com objecções de consciência, pensando, se calhar, que a vida já está inteirinha na barriga das mães e que deve ser ali tão inviolável como depois de aparecer à luz do dia.
Cá para mim, o que gostava de saber é se este Estado modernaço acha que o aborto, depois das tais dez semanitas da praxe, poderá considerar-se crime, embora tenha aprendido com o professor Marcelo que há crimes que não devem ser julgados nem sujeitos a condenação por mais levezinha que ela seja.
Mas se a lei só permite a morte dos inocentes até às dez semanas...
Também me faz alguma azia essa coisa do aborto – que não é uma interrupção mas um liquidação definitiva da gravidez – só ser permitida em estabelecimentos legalmente autorizados. Quererá dizer que essas estrénuas parteiras de vão de escada e arredores, depois de tudo que fizeram pelo progresso deste país, vão ficar fora da carroça e impedidas de praticar a sua nobre profissão? Não me parece justo, tanto mais que, além dos milhares de abortos realizados, muitas delas deram a cara (e mais do que isso), pelas campanhas a favor do “Sim”. Claro que, atrevo-me a apostar, muitos “estabelecimentos” serão rapidamente legalizados, entre eles as sucursais das famosas clínicas espanholas que, consta, já cá estão montadas à espera de autorização para iniciarem a hecatombe.
Mas, vá lá, as doces damas deste país, poderão fazer um aborto sempre que lhes dê na republicaníssima gana, sem terem de explicar carências económicas, complicações sociais, malformações do feto, violações adrede, descuidos de uma noite de Verão ou falta das necessárias condições em carros estacionados ali para as bandas das docas ou similares.
São livres. Finalmente, livres.
E tão livres este Estado de progresso considera estas damas tão progressistas que até entendeu isentá-las de qualquer aconselhamento que, sabe-se, bem poderia desorientar aquelas cabecinhas orientadas... na direcção do disparate.
Temos assim, pelo simples efeitos de uns pedacinhos de papel metidos numas latas regulamentares, um país moderno e exemplar que já pode sentar-se sem vergonha entre as nações civilizadas.
E, como alguns se apressaram a fazer notar, tal como dizia o saudoso Guterres aquando da inauguração daquela Feira, ali para os lados de Chelas, que nos custou uma pipa de massa que nunca mais acabamos de pagar e que agora é feira de vaidades para quem pode dar uns milhões por um apartamento: “Portugal está na moda”.
Finalmente, está na moda.
Depois disto, o necessário é não esmorecer e malhar o ferro enquanto ainda está quente. Já de seguida.
Espero que os “casais” homossexuais (esses ao menos não poderão abortar), possam adoptar criancinhas escapadas à matança legalizada para, nas horas vagas, brincarem aos papás e à mamãs.
E, claro, que os “homos” possam “casar-se livremente, com ou sem vestidinho de noiva imaculado, conforme os gostos de cada um.
Dois casos “consensuais” que dispensam a consulta popular e que atestam o grau civilizacional do nosso bom povo.
Depois, logo de seguida, espero um referendo para liberalizar a eutanásia, pondo-nos muito à frente de alguns países ditos modernos que andam a engonhar e nunca mais a autorizam.
Entretanto, podem por cá fora a tão esperada lei que nos proibirá fumar em locais públicos, casas de banho, jardins com menos de dez hectares e montanhas de altura inferior a cinco mil metros. Poderá não fazer grande coisa pela nossa saúde, que já está ameaçada pelo Serviço Nacional da dita – incapaz, apesar dos protestos do excelente ministro Correia de Campos, de acorrer aos padecimentos mais graves do que calos inflamados que, visivelmente, não estão em lista de espera – mas sempre serve de vingança à malta de fígado avariado que, até hoje, só tem as passadeiras de peões para se vingar de concidadãos aparentemente mais felizes.
E enquanto os bárbaros acampam às portas da cidade que, de resto (e de rastos), se debate com todo o tipo de desgraças, os referendos lá nos servirão para entreter o pagode, como se conta que os imperadores romanos faziam com o circo.
Isso e os concursos da D. Maria Elisa que, coitada, andava toda Contente (Domingues), até tropeçar nesse horrível-ditador-de-Santa-Comba que lhe só lhe tem dado desgostos e muita trabalheira para o expulsar do primeiro lugar que, muito francamente, nem sequer merece.

Walter Ventura
In O Diabo, n.º 1573, pág. 18, 20.02.2007

Um aviso e um desafio

Assistimos no passado dia 11 à vitória das forças anti-nacionais. Finalmente, abriu-se a caixa de pandora. Tudo o que é abjecto e dejecto vai-nos cair em cima. Vamos ter, provavelmente, a regionalização, a despenalização das drogas, o "casamento" e o “divórcio” homossexuais, a adopção de crianças por "casais" homossexuais e sei lá que mais. É o tempo de dissolução! É o Kali Yuga!
Estamos à beirinha do precipício, onde vamos cair mais cedo do que se pensa, face ao caminho - que despreocupada e alegremente! - estamos a percorrer e que poderá levar ao suicídio colectivo de um povo, de uma raça, de uma cultura.
As sociedades europeia e portuguesa estão feridas de morte, devido à indiferença, à apatia, à resignação, ao abdicar de princípios imutáveis e eternos que dela fizeram a sua grandeza.
Face a esta triste e desoladora realidade há que erguer barreiras e cerrar fileiras em defesa do que ainda resta e lutar até ao fim do nosso fim.
Sabemos que o Inimigo é poderoso: tem as suas hordas manipuladas e (co)mandadas para cumprirem o seu papel e que são, naturalmente, os (des)governos, os partidos, todas as organizações antinacionais, os orgãos de (des)informação/intoxicação que ao abrigo do politicamente correcto fazem o seu trabalho de demolição e de destruição nos planos físico, mental e espiritual.
Face a isto, temos a dizer ao Inimigo que estamos preparados para combater todas as batalhas políticas que se aproximam.
Estamos preparados para as travar mesmo sabendo que estas batalhas políticas serão perdidas quer pelo Número quer pelo Tempo como perdida militarmente foi a batalha da Segunda Guerra Mundial. Ainda assim, continuaremos o combate porque sabemos que estas vitórias do Inimigo no plano físico e terreno são vitórias de Pirro. Quanto mais perto estiverem de vencer e de criarem a Nova Ordem Mundial/Ditadura Mundial, mais rápida será a nossa resposta vitoriosa. Assim, venceremos a Guerra Sagrada! É o regresso do Último Batalhão e do seu chefe, Kalki!
A nossa esperança e a nossa certeza está na batalha metafísica, e aí sabemos - como vocês sabem - que a vitória será nossa!
Mais uma vez, a História cumprir-se-à e lei do Eterno Retorno também.

P.S. - Para aqueles que acham que o que acabo de escrever é um delírio, remeto-vos para dois exemplos: Covadonga e a saga "O Senhor dos Anéis" de J. R. R. Tolkien. A Covadonga é a história da resistência face ao inimigo semita e reconquista territorial. "O Senhor dos Anéis" é a história de um punhado de resistentes que consegue vencer as tropas multitudinárias de Mordor quando tudo fazia crer numa derrota face ao poder do inimigo quer em número quer em material.
Infelizmente e felizmente é o que irá acontecer dentro de poucos anos, porque a História repete-se. Então, entraremos numa nova era, numa nova idade.
Até lá, só nos resta resistir no meio das ruínas e combater porque temos de honrar os nossos antepassados, pois a nossa Honra chama-se Fidelidade!