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1.3.11

Grandes manobras judaicas de sedução à extrema-direita europeia. Pierre Vial


No seio da comunidade judaica reina uma grande inquietação face às perspectivas que se lhe deparam. Em Israel, a evolução demográfica – dadas as diferenças nas taxas de natalidade entre judeus e árabes – vão dar a estes últimos, mais cedo ou mais tarde, uma posição maioritária. Que sucederá no dia em que esta massa se revoltar violentamente? A situação é igualmente inqueitante no que respeita à diáspora: em frança, como em outros países onde a imigração árabe-muçulmana não cessa de aumentar, os judeus são dominados por um sentimento de insegurança. O que é mais que justificado pois a comunidade poderá incorrer em graves perigos caso o impacto do conflito do Médio Oriente incendiar o planeta, tornando-se aquela o alvo de sangrentos ajustes de contas. Em face destas ameaças, que de modo algum são do domínio da ficção científica, surgiu a preocupação eem alguns meios judaicos de reforçar o seu potencial “militar” de auto-defesa, de se armar com o que for possível recolher, incluindo-se neste afã a procura de aliados – melhor dizendo, de tropas supletivas, estilo “harkis” – no seio da extrema direita europeia. Fazem-no por meio de uma argumentação simples mas eficaz junto dos ingénuos: todos os que devem fazer face à ameaça árabe-muçulmana devem unir-se em todo o mundo, esquecendo mágoas eventuais que ora comportam uma importância secundária. A estratégia não é nova. Aqueles que viveram a época da guerra da Argélia talvez se recordem de alguns factos reveladores: o apoio dado por Jean-Marie Le Pen à expedição de Suez, na qual participou e que foi montada para auxiliar Israel contra o Egipto; o papel desempenhado, no campo da “Argélia Francesa”, por Jacques Soustelle, de resto presidente da Aliança França-Israel; a participação activa (e eficaz) dentro da OAS de judeus “pieds noirs”. Hoje, com a presença massiva de imigrantes da África do Norte e da África Negra, o argumento da “união sagrada” entre judeus e europeus ganhou um peso novo (ainda mais necessária quanto, após a desastrada intervenção contra os navios que tentavam aportar a Gaza, Israel perdeu alguns apoios importantes). Este argumento é assinalado por algumas pessoas bem conhecidas no seio da extrema-direita europeia, havendo outras que também merecem sê-lo. Isto porque as eventuais vítimas das suas manobras devem ser alertadas quanto antes. Demos uma breve passagem pelos escrivãos ao serviço daquela manobra. Após as obras (aliás bem documentadas) de Alexandre del Valle (pseudónimo), que lhe permitiram ser bem acolhido no seio de diversos círculos de extrema-direita (até ao dia em que se soube que ele tinha sido convidado a discursar em reuniões do B’naï B’rith…); após “A Nova Questão Judaica” de Guillaume Faye (2007), que causou enorme consternação entre os seus amigos mais antigos; após o apoio constante de uma certa imprensa dita “de direita” – cujo melhor exemplo é Valeurs Actuelles, sob a direcção de um François d’Orcival desejoso de fazer esquecer o seu activismo de juventude – está em curso uma ofensiva de muito maior amplitude. Trata-se da operação Zemmour. Este jornalista, que participou, com Michel Gurfinkiel (da Valeurs Actuelles), numa reunião da loja “França” do B’naï B’rith, é um jornalista-vedeta do Figaro e autor de uma crónica diária na RTL que é seguida por muita gente. Tem o grande mérito de enunciar sem complexos algumas verdades simples respeitantes à imigração-invasão. Por exemplo, em “O Pequeno Irmão” (romance baseado no homicídio de um jovem judeu por um jovem árabe seu amigo de infância) ele descreve a França desta forma: “Um país de árabes e de negros. Milhões e milhões deles. Eles rebaixam a França. Com eles, tornamo-nos um país do terceiro mundo. Os franceses receiam-nos. Mas já não ousam dizer-lhes nada”. E resume-o por meio de uma fórmula-choque: “vivemos o fim do Império Romano” (Actualité Juive, 9 de Novembro de 2006). Tudo isto está bem observado e é útil referi-lo. Mas… A questão que se deve pôr é a seguinte: Zemmour está ao serviço de quem? Zemmour tem todo o gosto em lembrar as suas origens: “Os meus antepassados eram judeus berberes” (RMC, 7 de Janeiro de 2008). A sua família sefardita instalou-se em França por altura da Guerra da Argélia, tendo ele passado a infância em Drancy no seio da comunidade judaica local e tendo efectuado os seus estudos em escolas confessionais que seguiam uma educação judaica tradicional. Aplicou o princípio da endogamia, vital para qualquer comunidade, casando com uma sefardita, Mylène Chichportich. Ele não esconde os fortes laços sentimentais que tem para com a sua comunidade de origem (o que é natural). Quando começaram a correr rumores de que as suas estrepitosas declarações lhe poderiam trazer desagradáveis consequências a nível profissional pode-se ver como muitas pessoas se mobilizaram em seu favor, particularmente na internet, assinando petições. Será esse o motivo por que Zemmour no fim de contas não veio a ter problemas? Não seremos ingénuos a esse ponto. A nossa opinião é de que existe uma “operação Zemmour” com o objectivo de suscitar simpatia, no seio da direita da direita, pela mensagem que ele incarna: face à imigração-invasão, união sagrada dos europeus, americanos e judeus (sendo Israel o “bastião do Ocidente” face ao Islão, devendo ser apoiado incondicionalmente). Trata-se de uma grande marosca bem detectada por Henry de Lesquen: “Zemmour é o engodo que faz passar o veneno da ideologia dominante. (…) Ele tornou-se um “ícone” para a direita da direita, para uma multidão de pessoas que acha que a salvação virá novamente dos judeus, tal como há dois mil anos.” E quem é que beneficia com isto? “O sistema, no seu conjunto, que atribuiu ao missionário Zemmour a função de conduzir o rebanho da direita para a rede do politicamente correcto” (La Voix des Français, Maio de 2010). No plano puramente político a operação de sedução funciona bem. Com o apoio de redes no seio de movimentos da extrema-direita. Veja-se o caso de Fernand Cortès, cabeça de lista no Aude de uma liga do Bloc Identitaire nas últimas eleições regionais e que assinou a petição “Manter a razão”, lançada por sionistas “de direita”. Eis como ele explica a posição do Bloc Identitaire: “As suas relações com a comunidade judaica são boas (eu estou em boa posição para o afirmar pois estive na origem do seu desenvolvimento) e estão a tornar-se excelentes pois há cada vez mais judeus simpatizantes do BI e que o apoiam convictamente”. Questionada por militantes a propósito desta declaração a direcção do Bloc Identitaire nada respondeu. Quem cala consente… Já no Front National foi Marine Le Pen quem deu o mote: ela é membro do grupo Europa-Israel no Parlamento Europeu, ela fez votos (em vão, até à data) de realizar a peregrinação a Israel e, segundo Marc George, ex-secretário-geral de Egalité et Réconciliation, o movimento de Alain Soral, este último pôs em contacto Marine com Gilles-al de William Goldnadel, ultra-sionista e “notório agente israelita” (Rivarol de 14 de Maio de 2010). Quanto a Bernard Antony – em conflito com o FN devido a certas tomadas de posição de Marine – ele nunca escondeu que, enquanto cristão, se sentia profundamente ligado às origens judaicas do cristianismo – o que é perfeitamente lógico. Mas o mais importante não é isto mas sim o trabalho de influência levado a cabo por certos agentes de Israel, cujo protótipo é um certo Patrick Brinkmann. Oficialmente cidadão germano-sueco, ele dispõe de largos fundos supostamente provenientes da sua grande fortuna pessoal… Inicialmente ele escondeu o jogo. Após assistir à Table Ronde de Terre&Peuple em 2006 declarou ter ficado muito impressionado com essa reunião e manifestou a vontade de criar uma estrutura de ligação e de coordenação entre o maior número possível de movimentos identitários europeus, baptizada Kontinent Europa Stiftung (Fundação Continente Europa), que deveria tomar iniciativas ao nível de actividades internacionais baseadas na identidade europeia (veja-se Terre&Peuple Magazine, n° 32, edição do Verão de 2007). Tal iniciativa foi bem vista e como tal aprovada por Terre et Peuple em França, pelo Thule-Seminar na Alemanha e por Tierra y Pueblo em Espanha. Mas, quando os dirigentes destes movimentos sugeriram qe se organizasse um primeiro encontro europeu com o fim de divulgar a KES, Brinkmann hesitou. De tal forma que, progressivamente, tomou posições contraditórias com as suas primeiras tomadas de posição de uma forma tão ambígua que se é levado a questionar quais as suas verdadeiras motivações. De tal forma que Pierre Vial (Terre et Peuple) e Pierre Krebs (Thule-Seminar) decidiram cortar relações com ele. Tudo ficou mais claro recentemente quando Brinkmann anunciou a sua intenção de financiar generosamente, na Alemanha, certas campanas eleitorais de movimentos “de direita” fortemente hostis ao Islão, sob a condição de que essas organizações que beneficiariam da sua generosidade anunciassem o seu apoio a Israel. Foi desta forma que ele explicou o seu ponto de vista a uma agência noticiosa: “A nossa cultura europeia é judaico-cristã. (…) Foi um feliz acaso que entrelaçou o destino de judeus e cristãos. (…) Já visitei Israel, já fui a Yad Vashem, não como turista mas para chorar. (…) O judaísmo e a cultura europeia andam a par um do outro”. E foi ao ponto de de anunciar a organização, em 2011, de uma « peregrinação europeia” a Jerusalém, dado que é necessário “um entendimento entre a Europa e Israel com vista à sobrevivência de ambas”. Brinkmann criou relações continuadas com animadores de movimentos de extrema-direita em diversos países (entre os quais Áustria e Espanha, tal como foi recentemente revelado neste país por uma revista que é o equivalente à Playboy…), anunciando a pretensão de financiar as suas campanhas eleitorais (ele tem a reputação de ser rico mas podemo-nos interrogar sobre a verdaeira origem destes fundos…). Qual será, para esses movimentos, o preço político a pagar? Isto porque certos movimentos ditos “populistas”, cujos sucessos eleitorais revelam – o que em si é bom – uma vontade popular de resistir à invasão imigrante, revelaram-se, por outro lado, muito permeáveis à influência sionista. Na Holanda, o Partido para a Liberdade tem crescido a cada eleição. O seu chefe, Geert Wilders, foi exortar aos Estados Unidos a favor de “uma aliança dos patriotas face ao crescimento do perigo islamista”. Em Novembro de 2009 declarou o seguinte em Nova Iorque: “Venho à América com uma missão. (…) Eu apoio Israel. (…) pois é a nossa primeira linha de defesa. (…) Vivi nesse país e já o visitei dúzias de vezes. (…) Israel é um farol, uma luz na obscuridade do oriente, é a única democracia. A guerra contra Israel é uma guerra contra o Ocidente”. Claro que esta mensagem foi abundantemente divulgada em França, na internet, por páginas sionistas que insistem junto dos identitários europeus para que se realize a “união sagrada”. Por vezes usando termos inauditos, que em condições normais estariam sob a alçada da lei (mas…). Assim, um louco furioso que utiliza o pseudónimo (transparente para um sefardita) Charles Dalger apela ao massacre daqueles a quem chama “nazi-islamistas” (termo a que também recorrem outroa agitadores, cuja obsessão é bem reveladora). De resto, muito haveria a dizer sobre as relações de chefes de movimentos de extrema-direita europeus na Áustria, em Itália, na Dinamarca, com agentes de influência sionista. Sejamos bem claros: é evidente, indiscutível e imperativa a necessidade de lutar por todos os meios contra a invasão-imigração e nós colocamos toda a nossa energia neste combate para a identidade e a sobrevivência dos povos europeus. Mas mantenhamo-nos lúcidos. E, como tal, recusando-nos a cair em armadilhas e a sermos manipulados para servir de tropas de choque para a defesa dos interesses judaicos, ou seja, uma causa que, legitimamente, é dos judeus mas que por isso mesmo não é a nossa.
Pierre Vial»

25.2.11

As máscaras caem. Pierre Vial


(…) Chegando a ter que lamentar ter tido razão e preferiríamos ter-nos equivocado. Infelizmente... Os factos aí estão. Quando publiquei no número 44 de Terre et Peuple Grandes manobras judaicas de sedução à extrema-direita europeia” (1), não quis citar certos nomes, no benefício da dúvida. Hoje, já, não há dúvida.
De facto, uma delegação de representantes de movimentos “nacionalistas europeus” fazia visita de “peregrinação” a Israel nos princípios de Dezembro. Era constituída, entre outros, por Heinz~Christian Strache, presidente del FPÖ austríaco, Andreas Moelzer, eurodeputado del FPÖ, Filip Dewinter e Frank Creyelmans, do Vlaams Belang (sendo Creyelmans presidente da Comissão de Relações Externas do Parlamento flamenco), René Statkewitz e Patrick Brinkmann (do alemão Pro NRW). Recebida no Knesset, a delegação depositou uma coroa de flores no Muro das Lamentações (vejam as fotos de Strache y Moelzer com a kippah...), depois visitaram a fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza, onde se encontraram com oficiais israelitas de alta patente encarregados de explicarem a situação no terreno. Visitaram a cidade de Ashkelón, tiveram uma recepção pelo Presidente da Câmara de Sderot, entrevistas com o ministro Ayoob Kara, do Likud, com o rabino Nissim Zeev, deputado do movimento Shas (catalogado como de “extrema-direita”), ambos partidários do Grande Israel que implica a recusa da evacuação das colónias judaicas da Cisjordânia...
A razão oficial da presença de tal delegação era a participação num colóquio justificando a política israelita contra os palestinianos. Daí a “
Declaracão de Israel” apresentada pelos visitantes europeus afirmando: «Derrotamos os sistemas totalitários como o Fascismo, o Nacional-Socialismo e o Comunismo. Agora, encontramo-nos perante una nova ameaça, a do fundamentalismo islâmico, e tomaremos parte na luta mundial dos defensores da democracia e dos direitos do homem». Dewinter precisou: «Visto que Israel é o posto avançado do Oeste livre, devemos unir as nossas forças e lutar juntos contra o islamismo aquí e em nossa nossa casa». Em poucas palavras, a tramóia que já tinha denunciado anteriormente funcionou muito bem.
Esta gente, guiada pela preocupação de conseguir a qualquer preço uma carreira politicastra, escolheu o que Marine Le Pen chama a “desdiabolização”. Dito de outra forma, pôr-se ao serviço de Telavive. Lamentável e, sem dúvida, inútil cálculo.
Nós, temos uma linha clara: Nem kippah, nem kuffiya, nem kosher, nem halal, nem Tsahal nem Hamas. Não lutamos sem ser pelos nossos. Contra os invasores e exploradores.
Não, não morreremos por Telavive!
Pierre Vial»
(1) - O artigo “Grandes manobras judaicas de sedução à extrema-direita europeia” é a consequência lógica de um texto anterior de Pierre Vial intitulado “Por uma estratégia identitária na Europa” de 5 de Abril de 2010. Este último pode ser consultado na página de Tierra y Pueblo. O texto sobre as referidas “grandes manobras judaicas...” também pode ser consultado, originalmente em francês, em Terre et Peuple; e em castelhano, em Tribuna de Europa. Não menos interessantes textos relacionados com este tema fundamental que implica e marca una separação absoluta e clara entre o genuíno movimento identitário e social-patriota revolucionário europeu (representado, entre outros, por Terre et Peuple em França e Valónia, Thule-Seminar na Alemanha, Tierra y Pueblo, M.S.R. e Frente Nacional em Espanha, etc...) e a inegável extrema-direita burguesa, liberal, atlantista e pró-sionista até à médula (representada, entre outros, pelo Vlaams Belang na Bélgica, FPÖ na Áustria, Pro NRW na Alemanha, Sverigedemokraterna na Suécia, os autoproclamados “Identitaires” em França, sua correia de transmissão estratégica em Espanha, etc...) também podem ser consultados em Tribuna de Europa (artigo 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7) e no Foro Frentismo.

3.2.11

Livro: O Lóbi de Israel e a política externa dos Estados Unidos


A Tinta da China editou um livro bastante recomendável salvo umas, poucas, tiradas infelizes sobre o holocausto, os Protocolos Sábios de Sião que se calhar não permitiriam a publicação do livro O Lóbi de Israel e a política externa dos Estados Unidos.
Número de Páginas - 608.
P.V.P. - 29€

5.1.11

Tão humanitários que "eles" são


Israel informou Washington em 2008 que manteria deliberadamente a economia da Faixa de Gaza "à beira do colapso", mas que tentaria evitar uma crise humanitária no território, indicam telegramas diplomáticos publicados hoje pelo jornal norueguês Aftenposten.
Num telegrama diplomático datado de 03 de novembro de 2008 e atribuído à embaixada dos Estados Unidos em Telavive, diplomatas norte-americanos referem a vontade do Estado israelita em "asfixiar" o território palestiniano, sem o estrangular por completo.
O correio diplomático divulgado pelo Wikileaks mostra que Israel manteve Wasghinton informada sobre o bloqueio à Faixa de Gaza, muito criticado a nível internacional pelas graves repercussões que tem na economia local, que apresenta uma das taxas de desemprego mais elevadas do mundo.
"Como parte de seu plano abrangente de embargo contra Gaza, as autoridades israelitas confirmaram em várias ocasiões a intenção de manterem a economia da Faixa à beira do colapso sem, no entanto, chegar ao extremo", referem diplomatas norte-americanos num telegrama confidencial.
Israel queria ver a já enfraquecida economia do território palestiniano (onde mais da metade dos habitantes vive abaixo da linha da pobreza) a "funcionar ao nível mais baixo possível, mas evitando uma crise humanitária", acrescenta-se no mesmo despacho diplomático norte-americano.
Israel mantêm um forte bloqueio à Faixa de Gaza desde que o movimento palestiniano Hamas, que não reconhece o Estado hebraico, assumiu o poder em junho de 2007.
As regras do bloqueio têm sido revistas por Jerusalém após o ataque de Israel contra um barco turco que transportava ajuda humanitária para a região, em maio de 2010, mas ativistas internacionais pediram a suspensão total.»

3.1.11

Outra judiaria...

Cerca de 5,5 mil judeus receberam de forma fraudulenta US$ 42 milhões nos Estados Unidos pagos pela Alemanha, fazendo-se passar por vítimas do Holocausto, informou nesta terça-feira a promotoria de Nova York. Dezessete pessoas, responsáveis pela armação do golpe, foram acusadas de usar um fundo destinado a ajudar vítimas da perseguição nazista na Segunda Guerra Mundial, informou em um comunicado a promotoria.
Os supostos golpistas, em maioria de origem russa, aprovaram "mais de 5,5 mil candidaturas fraudulentas, que resultaram no pagamento a candidatos que não se qualificavam para os programas", acrescentou. "Se há uma instituição que se poderia supor imune à ganância e à fraude criminal é a Claims Conference, que ajuda diariamente milhares de pobres e idosos vítimas da perseguição nazista", disse o promotor do distrito sul de Nova York, Preet Bharara.
Um dos fundos fraudados entregava em um pagamento único US$ 3,6 mil a judeus que supostamente haviam sido evacuados de suas cidades de origem por causa da perseguição nazista. "Muitos dos que receberam os fundos fraudulentos haviam nascido depois da Segunda Guerra Mundial e pelo menos um deles sequer era judeu", indica a nota.
Após receber os cheques, os beneficiários pagavam uma comissão aos que organizavam a fraude. Um total de 4.957 pessoas receberam indenizações fraudulentas entre 2000 e 2009 de US$ 18 milhões. Em outro golpe, eram entregues mensalmente US$ 411 "aos que viveram em guetos durante 18 meses ou mais ou durante seis meses em campos de concentração ou de trabalho".
Mediante documentos e testemunhos falsos, 658 pessoas que fingiam ter sido vítimas da perseguição reivindicaram assim um total de US$ 24,5 milhões pagos pelos contribuintes da Alemanha. Onze dos suspeitos foram detidos nesta terça-feira e contra todos os eles pesam acusações por fraude passíveis de até 20 anos de prisão e uma multa de US$ 250 mil, informou a promotoria.»

28.9.10

Norman Finkelstein em Portugal: Lisboa, Porto e Coimbra

O programa de conferências:
Em Lisboa, dia 29 de Setembro às 18h30 no Auditório da Escola Secundário Luís de Camões: uma conferência com o título “The repercussions of Israel’s Cast Lead Operation for the future of its occupation of the Palestinian territories".
No Porto, dia 30 de Setembro às 18h00 na Cooperativa Árvore: uma conferência com o título “The repercussions of Israel’s Cast Lead Operation for the future of its occupation of the Palestinian territories".
No Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, dia 1 de Outubro às 11h00: uma conferência com o título “Myths and Realities of the Israel-Palestinian conflict”.

Os promotores das conferências são a Comissão Nacional de Apoio ao Tribunal Russell para a Palestina, o Centro de Estudos Sociais, o Grupo de Acção Palestina, o Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, o Sindicato dos Professores do Norte e a Fundação Mário Soares e a Cooperativa Árvore.

Uma nota biográfica sobre Norman Finkelstein:
Internacionalmente conhecido, Norman Finkelsten é um estudioso de temas que dizem respeito ao Sionismo, a Palestina e a ocupação israelita dos territórios palestinianos. É autor de vários artigos e livros com muito interesse nesse campo e é conferencista activo a favor dos direitos políticos e humanos do povo palestiniano e contra a ocupação israelita.
Judeu americano, filho de sobreviventes do Holocausto, Finkelstein aplica um humanismo universalista radical e consistente à sua crítica da ocupação israelita.
A sua crítica implacável da ocupação e dos seus apologistas tem-lhe custado muito, tendo a recusa da DePaul University em conceder-lhe tenure sido o resultado de intervenções sem precedentes e pressões notórias de lobbyistas sionistas (nomeadamente Alan Dershowitz).
A vida e o trabalho do Finkelstein foram objecto de um documentário recente com o título “American Radical”. (
http://www.youtube.com/watch?v=gpCypn2YXKY)
O seu livro mais recente, This Time We Went Too Far: Truth and Consequences of the Gaza Invasion (OR Books, New York, 2010 -
http://www.orbooks.com/our-books/thistime/) é uma análise crítica do massacre perpetrado por Israel em Gaza de Dezembro 2008-Janeiro 2009 com a Operação Chumbo Fundido. O seu livro The Holocaust Industry (A Indústria do Holocausto, foi editado em Portugal pela Edições Antígona, 2001) analisa criticamente as várias formas de aproveitamento oportunista da realidade do Holocausto pelo Estado de Israel e os seus apologistas para encobrir os crimes cometidos pela ocupação aos palestinianos.
Para mais, podem ver o seu website em
http://www.normanfinkelstein.com/

22.9.10

Público: A I República e os judeus. A conquista da cidadania



«O decreto de expulsão de 1496, seguido do baptismo forçado do ano seguinte, decretados por D. Manuel I, veio interromper abruptamente o florescimento das comunidades judaicas em Portugal. O estabelecimento da Inquisição, em 1536, acabaria com o anterior período de tolerância e destruiria paulatinamente as comunidades judaicas. Os primeiros passos em direcção à emancipação dos judeus foram dados pela legislação pombalina, no reinado de D. José I, particularmente através da Carta de Lei de 25/5/1773, com a muito simbólica abolição da distinção entre cristãos-novos e cristãos-velhos, isto é, o fim da discriminação judaica.
O processo de emancipação dos judeus portugueses foi prosseguido pelo Parlamento liberal que, em 31/3/1821, extinguiu definitivamente a Inquisição: "As Cortes Gerais Extraordinárias e Constituintes da Nação Portuguesa, considerando que a existência do Tribunal da Inquisição é incompatível com os princípios adoptados nas bases da Constituição, decretam o seguinte: 1.º - O Conselho Geral do Santo Ofício, as Inquisições, os Juízos do Fisco e todas as suas dependências ficam abolidas no Reino de Portugal."
Foi um novo ciclo para a vida judaica que se abriu em Portugal, porquanto já se estavam a organizar novas comunidades desde o início desse século, particularmente em Lisboa, Faro e Açores. Contudo, o liberalismo nunca transformaria em lei a existência real do judaísmo português, antes contornou pontualmente as situações, num consentimento tácito, de acordo com a Constituição de 1822: "A Religião da Nação Portuguesa é a Católica Apostólica Romana. Permite-se contudo aos estrangeiros o exercício particular dos seus respectivos cultos." A Carta Constitucional de 1826 fazia-lhe uma pequena alteração: "A Religião Católica Apostólica Romana continuará a ser a Religião do Reino. Todas as outras religiões serão permitidas aos estrangeiros com seu culto doméstico, ou particular, em casas para isso destinadas, sem forma alguma exterior de templo." Assim se explica que a Comunidade Israelita de Lisboa tenha sido tratada por "colónia inglesa" e a sua sinagoga Shaaré Tikvá ("Portas da Esperança") tenha nascido, vergonhosamente escondida do público, num quintal da Rua de Alexandre Herculano em Lisboa, em 1904, sem fachada para a via pública, como a lei impunha.

A República legaliza os judeus

Foi, de facto, a Primeira República que criou as condições para a legalização das comunidades judaicas. A Lei da Separação, publicada em 20/4/1911, era muito clara quanto à intenção do regime republicano em matéria de liberdade religiosa: "Artigo 2.º: A partir da publicação do presente decreto, com força de lei, a religião católica apostólica romana deixa de ser a religião do Estado e todas as igrejas ou confissões religiosas são igualmente autorizadas, como legítimas agremiações particulares, desde que não ofendam a moral pública nem os princípios do direito político português. Artigo 8.º: É também livre o culto público de qualquer religião nas casas para isso destinadas, que podem sempre tomar forma exterior de templo; mas deve subordinar-se, no interesse da ordem pública e da liberdade e segurança dos cidadãos, às condições legais do exercício dos direitos de reunião e associação e, especialmente, às contidas no presente decreto com força de lei."
Finalmente, os judeus podiam surgir à luz do dia sem receios de perseguições, praticar livremente o seu culto, abrir as portas da sinagoga de Lisboa e pensar em construir novas sinagogas, agora com fachada para a via pública.
A Comunidade Israelita de Lisboa (CIL) obteria a sua legalização a 9 de Maio de 1912, através de um alvará do Governo Civil de Lisboa. Como o regime republicano facilitava a reorganização da CIL, foram criadas várias instituições: o Boletim (1912); a Associação de Estudos Hebraicos Ubá-le-Sion (1912), organização cultural sionista; a Biblioteca Israelita (1914); o Albergue Israelita (1916), antecessor do Hospital Israelita; a Federação Sionista de Portugal (1920); a associação Malakah Sionith (1915), fundada por Barros Basto no Porto; a Escola Israelita (1922), obra de Adolfo Benarus; o Hehaver (1925), organização juvenil sionista, que desempenharia importante acção de apoio aos refugiados durante a 2.ª Guerra Mundial.
A República também veio criar condições favoráveis à descoberta do fenómeno criptojudaico nas Beiras e Trás-os-Montes. Foi o judeu polaco e engenheiro de minas Samuel Schwarz, contratado em 1915 para vir trabalhar em Portugal, quem desencadeou a chamada "Obra do Resgate", dirigida, a partir de 1926, pelo capitão Barros Basto, republicano "dos quatro costados", o responsável pelo ressurgimento e legalização da Comunidade Israelita do Porto em 1923, a construção da sinagoga Mekor Haim ("Fonte da Vida"), inaugurada em 1938 e a fundação de várias comunidades judaicas (27 entre 1924 e 1934).
Algumas figuras judaicas contemporâneas destacar-se-iam na vida pública do país durante a I República. Alfredo Bensaúde é um dos mais notáveis exemplos, ao ser convidado pelo ministro Brito Camacho, em 1911, para a criação do Instituto Superior Técnico, de que seria o seu primeiro director. Outro grande nome da Comunidade Israelita de Lisboa foi Joshua Benoliel, o introdutor e grande impulsionador da reportagem fotográfica em Portugal, tendo acompanhado os últimos anos da monarquia e os primeiros da República, que ficaram documentados em jornais e revistas. Quando se queria saber o que estava a acontecer no país, perguntava-se: "Onde está o Benoliel?", tal era a sua atenção aos acontecimentos. Só falhou o regicídio, porque já estava devidamente posicionado, com o seu equipamento fotográfico, junto ao Palácio das Necessidades, para receber e fotografar a família real. Assim se explica que não haja uma única foto desse episódio: o Benoliel não estava lá!...

Uma pátria judaica em Angola

A República surgiu num período de grande agitação judaica mundial para a edificação de uma pátria para os judeus, vítimas de perseguições na Europa Oriental e de massacres, sobretudo na Rússia a partir de finais do século XIX. Portugal atravessou-se no caminho dos sionistas. O projecto de colonização judaica de Angola, discutido pelas autoridades republicanas portuguesas, chegou a ser uma possibilidade real. Foi o desconhecido deputado Manuel Bravo quem apresentou o projecto ao Parlamento, a 1 de Fevereiro de 1912, apontando para a colonização judaica do planalto de Benguela, em Angola. O deputado por Benguela, Caetano Gonçalves, ex-governador interino de Angola após a proclamação da República, proferiu um discurso notável: "Dir-se-á (...) que o judeu, comerciante e avarento, não contribui, com a sua fortuna e o seu trabalho, para o bem público. Não é exacto. Na Rússia, o judeu é principalmente trabalhador rural. Mas se por esse facto houvesse o risco de, ao cabo, certamente, de muitas dezenas de anos, a província de Angola proclamar a sua independência, Portugal pouco perderia e ganhariam imenso a humanidade e a civilização. Nós precisamos ser do nosso tempo. E o mundo não é monopólio de ninguém."
Por razões de ordem constitucional, o projecto deveria ser aprovado também pelo Senado e só em Maio de 1913 começaria a ser discutido. Em cima da mesa estavam os pareceres favoráveis das Comissões das Colónias e das Finanças. O senador Nunes da Mata expôs o seu inequívoco parecer: "Sob o ponto de vista do progresso e da riqueza da colónia, o resultado deve ser seguro, tendo em consideração os dotes de energia no trabalho e espírito de economia dos israelitas. Além da vantagem que deve resultar para a província de Angola, a proposta de lei representa um acto de justiça e de reparação para com uma raça que em todos os tempos tão perseguida tem sido e cuja expulsão em massa, em Dezembro de 1496, do território de Portugal, por D. Manuel I e depois de 1532 por D. João III, pela acção maléfica da Inquisição, o trágico morticínio nas ruas e praças de Lisboa em Abril de 1506, (...) constituem as nódoas mais negras de toda a história pátria. Esse êxodo dos israelitas, que foram levar as suas riquezas e actividades para Bélgica, Holanda, Itália e Grécia, e outros países, foi uma das causas principais da nossa decadência a partir do reinado de D. Manuel I. (...) Por conseguinte, se o Senado der o seu voto à proposta de lei, presta um bom serviço, e pratica um acto de reparação para com muitos descendentes dos israelitas que foram vítimas das crueldades dos nossos antepassados".
É a todos os títulos notável este "acto reparador" da expulsão quatrocentista dos judeus portugueses e das infamantes perseguições de Quinhentos em diante. Findo o debate, o projecto seria aprovado pelo Senado a 29 de Junho de 1913. Faltava o último passo legal: a aprovação conjunta das duas câmaras - Deputados e Senado -, como a Constituição exigia. Essa obrigação nunca seria concretizada. As proféticas palavras do deputado José Barbosa, uma semana antes da aprovação do projecto no Parlamento português, cumpriam-se: "A Pátria israelita, com que sonha o sionismo, não se reconstitui senão na Palestina; fora dessa região, não há meio de os Israelitas aceitarem a ideia de reconstituírem a sua Pátria". Assim seria, de facto.

A representação do judeu durante a República

O regime liberal, para além de ter imposto a extinção da Inquisição, foi responsável por uma nova visão social do judeu. Ao invés de bode expiatório de todos os males, herança medieval invocada até ao tempo de Pombal, o judeu passou a ser visto como vítima. A literatura legou-nos vários exemplos de romance, poesia, teatro e ensaio, que demonstram uma atitude meio piedosa, meio paternalista em relação ao judeu. Era a tentativa de sublimação dos mais de três séculos de intolerância antijudaica.
Contudo, Portugal, que não reconhecia a existência da sua comunidade judaica, preferia efabular. A revista O Ocidente publicou, em 1878, uma gravura sobre desenho do pintor Columbano Bordalo Pinheiro, intitulada O Judeu Vendilhão. O texto explicativo dessa gravura não deixa muitas dúvidas de como a representação do judeu terá chegado à generalidade da população portuguesa nas vésperas da República: "Disperso pelo mundo, o povo de Israel procurou remir-se da pena cruel imposta à sua raça, pela actividade industrial e pelo esforço constante no trabalho. De povo maldito fez-se tribo comerciante, sendo-lhe assim possível, em muitas ocasiões, vingar-se nos contemporâneos da crueldade dos antigos opressores. (...) O Judeu Vendilhão, com quem o leitor depara hoje nas colunas do Ocidente, é decerto muito seu conhecido. Aquele tipo de finura é proverbial nessa raça activa e inteligente, e como estudo de figura colhida do natural em flagrante delito de impor a sua mercadoria aos pés, ao estômago e à crença dos cristãos, honra o lápis de Columbano Bordalo Pinheiro."
De acordo com esta visão finissecular, todos os judeus seriam comerciantes ou agiotas sôfregos de empréstimos a juros altíssimos. Ora, essa representação, embora ainda persistente na aurora do século XX, não encontrava correspondência com a realidade coeva. As notícias sobre os judeus durante a República referem-se predominantemente às áreas da cultura e da sociedade. São os cantores líricos, os músicos, os pintores, os actores, os escritores, os professores, os médicos: Joshua Benoliel, repórter fotográfico; Maurício Bensaúde, barítono; Adolfo Benarus, pintor e professor da Escola Industrial; Alfredo Bensaúde, fundador e director do Instituto Superior Técnico; Jaime Athias, secretário do presidente da República Canto e Castro; Levy Bensabat, secretário do presidente da República Teófilo Braga.
Subitamente, descobriram-se judeus na sociedade portuguesa. Afinal, existiam e tinham vida pública, não se escondiam na sinagoga como seres exóticos e marginais, tinham nomes e rosto e não revelavam nenhuma semelhança com o mítico "judeu vendilhão".

O anti-semitismo contra a República e os judeus


O moderno anti-semitismo também teve expressão em Portugal. Se essa corrente europeia, intolerante e racista, praticamente não se manifestou no nosso país entre meados do século XVIII e a primeira década do século XX, ao contrário do que acontecera particularmente na Alemanha, na Rússia e em França, o mesmo não podemos dizer para o período da I República, em que deram à estampa livros, libelos e artigos de opinião, sobretudo oriundos de correntes nacionalistas e integralistas, uma literatura apologética anti-semita, que acompanhou, à sua maneira, a onda racista europeia e a tentação, se não exterminadora, pelo menos expurgadora dos judeus da sociedade portuguesa.
Associado à reacção monárquica e nacionalista contra a República, surge um anti-semitismo ideológico, que teve expressão em livros, revistas e jornais. A Invasão dos Judeus (1925), de Mário Saa, pode ser considerada a "bíblia" dessa literatura anti-semita. Para Mário Saa, a República foi edificada pelos judeus, estava a ser governada por judeus, procurava servir secretos interesses dos judeus. Lisboa, apesar da "purificadora" acção da Inquisição, estaria a tornar-se, no entender de Saa, a "Nova Jerusalém", edificada pela "multiplicação da raça proscrita", com "aqueles pertinazes narizes e olhos, aquela debilidade de mentos (deficiências de queixo) e aquela expressão de ombros (...)". Aliás, o autor não tinha dúvidas quanto à evidente identificação de um judeu, através de uma simples observação à vista desarmada: "Não é difícil descortinar um judeu pela simples aparência. Com uma experiência de alguns anos, e muito mais por instinto que por experiência, qualquer pessoa está apta a apartar os hebreus dos não-hebreus. A fisionomia, o feitio dos ombros, o modo de andar (e, ainda que pareça exagero ou gracejo, o próprio modo de usar o chapéu, que, na generalidade, é mais puxado para a frente que para trás, por virtude, sem dúvida, da conformidade craniana), deixam-nos facilmente aperceber do tipo judaico."
Já em 1921, Mário Saa havia publicado um livro onde exibe uma despudorada afirmação na folha de rosto: "Entrar no Parlamento português é o mesmo que entrar numa sinagoga." No fundo, Saa via na República a vingança judaica: D. Manuel I havia decretado a expulsão dos judeus em 1496 e estes implantariam a República e expulsariam D. Manuel II em 1910.»


Jorge Martins é doutorado em História Contemporânea pela Faculdade de Letras de Lisboa (2006) e professor de História desde 1978. Pertence ao quadro da Escola Secundária Braamcamp Freire, Pontinha, é professor convidado do Instituto Superior de Ciências Educativas – Odivelas e investigador do Centro de Estudos de História Contemporânea Portuguesa do ISCTE – Lisboa. Tem exercido actividade de formador em centros de formação de professores e é autor de manuais escolares, obras de ficção e ensaio, designadamente, sobre história contemporânea, história local e estudos judaicos. É autor dos três volumes de Portugal e os Judeus, também publicados sob a chancela Veja.
A República e os Judeus (Nova Vega): Vols I, II e III.