«... De pé, olhos bem abertos, face ao Inimigo, unidos em bloco firme, os dentes cerrados, resistir, combater até à morte, na defesa do Património sagrado que herdamos, para, ao menos, salvarmos a honra do nosso nome. Descer as pontes da fortaleza - jamais!» Alfredo Pimenta, in Em Defesa da Portugalidade, p. 29, 1947.
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13.4.15
28.3.15
Na hora da morte de Goulart Nogueira: um Mestre Intemporal - Bruno Oliveira Santos
Na hora da morte de Goulart Nogueira
Um mestre
intemporal
A notícia não surpreendeu ninguém. Todos sabíamos que
Goulart Nogueira não podia resistir por muito mais tempo, acamado havia longos
anos na sua Beira adoptiva.
Conheci-o na década de 80. Encontrei-me com ele aqui e
ali, sobretudo nas tertúlias de Lisboa e do Porto, com Rodrigo Emílio, António
José de Brito, Rui Alvim e outros, que franqueavam a porta ao miúdo que eu era.
Admirava nele o poeta, o doutrinador, o escritor, o tradutor, o ensaísta, o dramaturgo,
o encenador.
Já ouvi dizer que foi um poeta fascista, um
reaccionário, arrumado assim para sempre na estante dos malditos e dos
impronunciáveis. É espantoso como gente responsável pode atrever-se a exame tão
superficial e a conclusão tão ignorante.
Nascido em 1924 em
Belém do Pará, no Brasil,
filho de pai português e mãe brasileira, chega a Portugal com seis anos para
viver com os avós paternos em Campia, cerca de Vouzela. Deixou obra larga e
meritória, a merecer a atenção dos investigadores imparciais.
Tempo
Presente
Poucos se dão conta da importância que assumiu, nas
fileiras nacionalistas, o projecto da Tempo Presente (1959-1961). A revista,
encabeçada por Fernando Guedes, António José de Brito, Caetano de Melo Beirão,
Couto Viana e o próprio Goulart Nogueira, propôs a destino um nacionalismo de
vistas largas, contra o patriotismo rançoso e estreito, que não estima a
afirmação das outras nações.
Aberta a todas as correntes artísticas, foi por
exemplo nas páginas da Tempo Presente que se apresentou pela primeira vez em
Portugal a chamada “Beat Generation”, de Allen
Ginsberg, William S. Burroughs e Jack Kerouac. A
rebeldia desses boémios norte-americanos conciliava-se com o inconformismo
daquela geração vanguardista.
O propósito daqueles rapazes,
quase todos na casa dos 30 e pico, foi claríssimo: num regime minguado de
capacidade criativa, era preciso privilegiar a consideração estética do fenómeno
político. As grandes batalhas ideológicas e políticas vencem-se ou
perdem-se culturalmente — e o
resto é conversa. Tratava-se, pois, de afirmar o primado da produção artística, como sumo sinal de identidade e da vitalidade de qualquer povo.
A Tempo Presente divulgou
correntes estéticas como o dadaísmo, o imagismo, o vorticismo. Trouxe até nós o
concretismo brasileiro, de Décio Pignatari e dos irmãos Haroldo e Augusto de
Campos. Recuperou os fascistas maltratados, de Ezra Pound a Drieu La Rochelle.
Apelou a uma jovem geração para que fosse verdadeiramente radical, no que de
melhor tem a palavra.
Florentino Goulart Nogueira é preponderante na
definição da linha cultural da revista, na qual chegam a colaborar, muito por
sua influência, nomes como Almada Negreiros, Agustina Bessa-Luís, Ruy Belo, Ana
Hatherly, Raul Leal, António Quadros, Agostinho da Silva, Álvaro Ribeiro, José
Blanc de Portugal, Fernanda Botelho, Cabral do Nascimento, Artur Bual, Júlio
Resende e Manuel Cargaleiro.
O
doutrinador
O fascismo de Goulart era o de quem recusava o estúpido
materialismo e o determinismo absoluto, o de quem não queria ser escravo da
economia e do sentido da História. Na sua prosa moderna e verrinosa, insurgia-se
contra os "cautelosos, os temerosos,
os ponderados, os escaldados, os já pesados, os barrigudos, os burocratas, os
comedidos, os medianos, os medíocres, os instalados, os estanhados, os
insípidos, os cúpidos, os lúbricos, os puritanos, os em-ceroulas, os bigodudos,
os dedos mínimos, os pais-de-família (profissionais), os pais-da-pátria
(profissionais), os pais-da-rapaziada (proteccionais), os discursivos, os
financeiros, os banqueiros, os espertinhos, os broncos, os carneiros, os
gafanhotos, os camaleões, os tubarões, os de manteiga, os de banha, os de
ranço, os máquinas de calcular, os técnicos de corporativismo rocinante, os
assentados na engrenagem de corporativismo ronceiro, os muito piedosos, os
catolaicos, os beatíferos, os sempre na cauda, os 'sim, mas...', os estafermos
[…]” (Tempo Presente, n.º 10, Fevereiro de 1960, pág. 85).
Crítico velado do Estado Novo e inimigo figadal da
marcelice, afinfou nos oportunistas, nos rapazes da ideologia “Maria vai com as
outras”, sempre a ver para que lado pendem as coisas, laudatórios do regime que
estiver e da gamela a encher.
Como não fosse homem de meias-tintas, recusava
expressar-se por meias-palavras: “Eu
nunca fui salazarista; e, geralmente, por razões contrárias às dos
oposicionistas gritantes e constituídos; em nome dos meus princípios fascistas
e da consequente observação dos factos.” (Vanguarda, n.º 7, Setembro de
1970, pág. 4).
Fascista autêntico, assumindo as suas ideias sem
vergonha e de cara ao Sol, escreveu violentas diatribes contra a direita
clássica e conservadora.
O poeta
O seu registo poético é próprio e inovador. Sobressai na poesia de Goulart um talento chispante, revulsivo,
com perscrutações semânticas, ontológicas e metafísicas, inclusive esotéricas e
alquímicas, mas sempre numa linguagem pura —
além do escândalo da sua originalidade e dos temas.
Numa época em que os autores se revelam tão numerosos
e inautênticos, aceitadores da moda e da consigna, numa época de valores baralhados
e insultantes, Goulart Nogueira distinguiu-se a uma altitude invulgar. Pudessem
hoje compreendê-lo os críticos rasteiros das gazetas culturais.
Apesar de ter publicado apenas dois livros ântumos de
poesia, “Atlântida” e “Barco Vazio em Rio de Sombra”, além de várias
composições dispersas, a sua obra poética mereceu o exame atento e elogioso de David
Mourão-Ferreira, Jorge de Sena e Tomás de Figueiredo, entre outros. O último considerava-o
mesmo como o maior poeta português depois de Fernando Pessoa.
Mestre
intemporal
Goulart abraçou a cultura, toda a cultura, sem
melindres ideológicos. Foi poeta, declamador excelente, dirigiu jornais e
revistas, traduziu Kleist, Apollinaire,
Strindberg e Brasillach, escreveu páginas notáveis de doutrina, afirmou-se como
crítico e homem do teatro.
Amigo de Luiz Pacheco, trocou com ele variada
correspondência. Numa dessas cartas, que permanecem inéditas, Pacheco dirige-se
a Goulart com ironia terna: “Caro amigo (dos bons velhos tempos
salazaristas)”. Noutra missiva, o autor libertino e
abjeccionista avança deste feitio: “Mano
FLORENTINO: a minha mãe fazia anos hoje. Católico, monárquico e fascista,
acreditas que a alma dela me estará a guardar; monárquico, apostas na lei do
sangue, da hereditariedade (não são, de facto, palavras vãs). E o fascismo, em
Itália, que foi onde existiu, por cá caricatura e torpe, era de início um
movimento para a antiga grandeza romana. Acabou lá e cá, como se sabe […]”
Vale a pena ler e tresler Goulart. Os medíocres hão-de
apor-lhe um labéu qualquer e exigir silêncio sobre a obra portentosa.
Lembrá-lo-ão decerto os seus discípulos da Oficina de
Teatro da Universidade de Coimbra, criada em 1966 e que viria a ser dirigida
por ele, para combater a ditadura cultural de esquerda no meio universitário.
Lembrá-lo-ão também os amigos e camaradas que o viram
penar duros meses na prisão, depois de Abril.
Lembro-o eu aqui nestas páginas como mestre intemporal
do nacionalismo português, na sua forma própria e autêntica de entender e sentir
Portugal. Os gigantes nunca morrem — e Goulart é
um deles.
Bruno Oliveira Santos
Bruno Oliveira Santos
3.3.15
8.10.14
Filme de Hollywood com Mussolini é descoberto nos EUA
"Um filme intitulado
The Eternal City, produzido no Verão de 1923 pelo americano Samuel Goldwyn e
com Benito Mussolini no elenco, foi descoberto nos Estados Unidos e será
projectado esta terça-feira em Itália, no Festival de Cinema Mudo de Pordenone.
Segundo o diário Il
Messaggero, o filme foi rodado menos de um ano depois de Mussolini e o seu
Partido Nacional Fascista marcharem sobre Roma, o que resultaria na sua tomada
do poder em Itália.
Há muito dado como
perdido, talvez por ser politicamente embaraçoso, The Eternal City foi
encontrado nos arquivos do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA) por uma
investigadora, Giuliana Muscio. Do filme restam apenas as duas últimas bobines,
equivalentes a 28 minutos.
Por que é que a
América democrática se deixou seduzir com pelo fascista Mussolini? Porque,
explica Muscio no catálogo do festival, “em 1923 um filme que glorificava
Mussolini e o fascismo não era para Hollywood uma tomada de posição tão
desconcertante quanto possa parecer a posteriori”. As paradas fascistas
pareciam feitas para o grande ecrã, o ditador era visto como um herói popular e
o seu anticomunismo deve ter parecido uma garantia mais do que suficiente a
Goldwyn.
Realizado por George
Fitzmaurice (que viria a trabalhar com Rudolph Valentino em O Filho do Sheik e
com Greta Garbo), The Eternal City adapta um best-seller homónimo do escritor
vitoriano Hall Caine, um melodrama que tem como pano de fundo as convulsões
políticas que abalam Itália na segunda metade do século XIX.
Nesta adaptação
cinematográfica rodada em Roma, a história é actualizada para o presente, com
fascistas e comunistas a lutarem entre si pelo controlo de Itália. Mussolini
limita-se a fazer de si próprio. Na cena final, ele é visto no seu gabinete no
Palácio de Veneza, concedendo uma amnistia ao herói do filme, acusado de um
crime político, deixando-o livre para se juntar à mulher que ama. O “Duce” terá
autorizado as filmagens com a condição de que o filme tivesse um cunho
pró-fascista. “De resto, os americanos olhavam com interesse para a figura de
um jovem líder que estava a pôr ordem no país, tido como um homem de acção, sem
conotações negativas”, explicou Giuliana Muscio ao Messaggero.
Em 1933, a Columbia
Pictures lançou o “documentário” Mussolini Speaks, supervisionado pelo próprio,
em que o líder fascista é retratado como um herói e salvador da pátria. Na
altura, a Columbia anunciou nas páginas da Variety que o filme estava a ser um
sucesso nos cinemas porque encontrava eco junto "de americanos de
gema" e poderia ser "a resposta às necessidades da América"."
Fonte: "Público"
Fonte: "Público"
17.4.14
3.11.13
10.10.13
6.10.13
6.7.13
Lançamento do livro "Fascismo Revolucionário" de Erik Norling n`A CASA
Iniciativa de um grupo independente de Dissidentes da Cultura e da Política dominantes, «A Casa» é um espaço aberto à participação de quem tenha ideias e projectos diferentes e interessantes para a construção progressiva de uma alternativa de Conhecimento e de Acção no nosso tempo, não conforme os quadros estabelecidos... pelo sistema, numa atitude a um tempo Tradicional e Vanguardista, Nacional, Identitária, Portuguesa e Europeia.
Situada muito próximo da estação da CP de Rio-de-Mouro/Rinchoa, na Linha de Sintra, acede-se pelo lado da Rinchoa - à direita de quem vai para Sintra.
Com espaço físico bastante para Livraria e sala de apresentações, conferências ou debate, servirá também de local de convívio e Informação permanentes.
2.2.12
15.10.11
20.1.11
Blogue de interesse: Libros ns en descarga directa
Libros NS en descarga directa é um blogue que possibilita o acesso a diversos livros do Index democrático em formato pdf.9.12.10
Já conhecem?
"Essencialmente dedicado ao período do Estado Novo, e a toda a sua Iconografia, Memorabilia, Distintivos, Uniformes, Medalhas, etc (1926-1974). Também poderão ser abordados temas de Militaria da 1ª e 2ª Guerra Mundiais, passando pela Guerra Civil de Espanha (1936-1939)."
26.10.10
Pensamentos de Alfredo Pimenta - XXIII
«Mussolini é (...) o homem poderoso que ergueu a Itália da Desonra e da Humilhação, e fez dela pedra forte e temida no xadrez do Mundo.Ai, se a Espanha tem cumprido o seu dever de lealdade para com aquelas duas nações que superiormente a ajudaram na sua luta contra o Comunismo, e a guerra de 1939 a 1945 tem tomado o rumo que todos os críticos militares e comentadores políticos asseguram teria sido, nesse caso, o seu — a Itália seria, agora, o segundo Império da Europa, e não se contariam as estátuas erguidas ao Duce em todas as cidades italianas, e é possível que em todas as igrejas e catedrais da Península, nas orações em honra do Rei, figurasse também o nome do Duce...
Mas foi vencido e martirizado, vilipendiado e caluniado de tal maneira que se diria não se poder ultrapassar o horror do massacre e do vilipêndio, da injúria e da calúnia. Mas ultrapassamo-lo, quando o condenamos à expiação mais degradante — a do silêncio, que quase significa a sua não existência.
A obra de Mussolini em todos os domínios da vida colectiva italiana é vastíssima e profunda.
Dir-se-ia que Mussolini, empunhando arado gigantesco, lavrara de lés a lés a Campina romana, abrindo sulcos fundos como abismos, e largos como oceanos.
«(...) Mas penso (...) que maior do que tudo isso é a resolução da Questão Romana, espinho cravado no coração da Igreja e no coração da Itália.
Qualquer que seja a opinião que se tenha sobre a forma dessa resolução, ninguém pode negar que foi uma resolução que veio ao encontro de todo o mundo católico.
Os Acordos de Latrão são a pedra mais fulgida de toda a sua obra de Duce da Itália.
Ainda que não tivesse feito mais nada, nos vinte e um anos da sua vida política, os Acordos de Latrão seriam motivo bastante para que o seu nome ficasse para sempre esculpido na história da Igreja e da Itália.
«(...) Quem ouve os homens de hoje, os que sobreviveram à derrota da Europa e à vitória das Democracias; quem, amanhã, daqui a anos ou a séculos, ler os homens de hoje, terá que ou formar juízos candentes como brasas, ou concluir esta coisa estupenda: Mussolini nunca existiu!» (...) Mussolini (...) não deixa rasto, não se menciona, e enterra-se a mil braças de profundidade, e some-se sob Himalaias de silêncio.
Desgraçadamente não exagero. Os factos são os factos, e contra eles não há considerações que valham.
(...) Em 21 de Junho de 1921, em Montecitorio, uma voz, a do deputado nacionalista Rocco, diz que não lhe parece impossível um acordo entre a Itália e o Vaticano.
Mas era necessário que «a nação italiana se pusesse de pé, e fossem dispersos os resíduos demo-maçónicos, que a Maçonaria fosse quebrada, e as forças católicas restauradas», para que o acordo encontrasse o seu momento próprio. Era indispensável ainda mais alguma coisa. Era indispensável, para me servir da expressão eloquente do Pontífice Pio XI, que existisse «um homem como aquele que a Providência» pôs diante de si, «um homem sem as preocupações da escola liberal», para ele Pontífice poder «restituir Deus à Itália, e a Itália a Deus».
«(...) Mussolini preparara o ambiente: cedera a biblioteca do Palácio Chigi à Biblioteca Vaticana; restituíra o convento de Assis, restaurara o culto de dezenas de igrejas; fizera voltar muitos conventos ao poder das ordens religiosas; reconhecera títulos pontifícios; restabelecera o ensino católico nas escolas primárias; reimplantara o crucifixo nas escolas, nas repartições públicas e no Parlamento; instituíra capelães militares, e a assistência católica na Juventude e na Mocidade... Et j`en passe... E finalmente, promovera a reforma da legislação eclesiástica vigente, com a colaboração de três prelados romanos.»
«(...) Em 11 de Fevereiro de 1929, entre as onze da manhã e o meio-dia, no Palácio de Latrão, o Cardeal Gasparri e Mussolini assinavam três convenções que punham termo à Questão Romana.
Como é possível tentar-se arrancar isto da História? Como é possível pretender-se apagar isto da História? Como é possível defraudar-se a Verdade?
Dez anos depois, foi a guerra que as Democracias provocaram, procurando cercar, para as abafar, a Alemanha hitleriana e a Itália mussolínica.
Ao fim de cinco anos de luta, em que nem a Alemanha nem a Itália deram tudo quanto podiam dar, porque cedo começaram a sofrer as consequências da traição dos generais, na Alemanha, e da traição da Corte, na Itália, ao fim de cinco anos de luta, as Democracias venceram, morrendo Hitler sob os escombros da Chancelaria do Reich, morrendo Mussolini às mãos de agentes das Democracias.
Quatro anos depois, celebra-se em Roma, e no Vaticano, o vigésimo aniversário dos Acordos de Latrão.
Na manhã de 11 de Fevereiro de 1949, é recebido, no Vaticano, pelo Sumo Pontífice Pio XII, em audiência, «in Udienza solenne», o sr. De Gasperi, Presidente do Conselho da República italiana — liberal, democrática, maçónica e comunizante, que inscreveu na sua Constituição, por benevolência requintada dos comunistas, os Acordos de Latrão que tinham posto termo ao dissídio católico-italiano.
«(...) Na (...) Alocução de 13 de Fevereiro de 1929, o Papa Pio XI (...) que devia dizer que «fora nobremente secundado também pela outra parte». Esta outra parte que colaborara nobremente na resolução do dissídio era precisamente aquele homem despido dos preconceitos da escola liberal que o ajudara a restituir Deus à Itália e a Itália a Deus, e se chamou, em vida, e se chamará na eternidade da História, Benito Mussolini.
Como é que o Papa Pio XII celebra, e com toda a justiça, o nome de um dos autores dos Pactos de Latrão, e não tem sombra de palavra piedosa, humana e caritativa, para o outro, o que foi ignobilmente massacrado em Dongo por aqueles que levaram ao Poder Sua Excelência De Gasperi, Chefe do Governo italiano, que Sua Santidade recebeu em audiência solene?
Sempre quis acreditar que o Papa, mesmo em matéria política, saberia manter-se superior a paixões mesquinhas, a injustiças arrepiantes, a tentações que degradam. Temeu, porventura, Sua Santidade, ofender os ouvidos castamente democráticos do sr. De Gasperi, e do seu aliado o camarada Togliati, e do seu cúmplice o conde Sforza, pronunciando o nome do mártir do Dongo, que a Providência enviara a Pio XI, para que Deus voltasse à Itália, e a Itália voltasse a Deus? Receou, acaso, o Augusto Pontífice, irritar o herói democrático que caçou Mussolini e o executou cobardemente, miseravelmente?
Nem uma palavra, nem um pensamento! Nada. Mussolini nunca existiu! Os Acordos de Latrão foram única e exclusivamente obra de Pio XI. Ele os concebeu, ele os redigiu, ele os emendou, ele os promulgou, ele os impôs à Itália e à Catolicidade. Ele é o Pontífice de largas vistas e de coração magnânimo. Mussolini? Nunca existiu!
Nesse mesmo dia, em Roma, «nella chiesa di S. Ivo ala Sapienza», houve Missa Solene celebrada por Sua Eminência o Cardeal Pizzardo, para festejar o vigésimo aniversário da Conciliação.
Ao Evangelho, Sua Eminência falou aos assistentes, para lhes dizer que a Conciliação «é um dos maiores actos do grande Pontífice Pio XI que quis dar á sua queridíssima Pátria italiana a Paz de Cristo no Reino de Cristo». Para a alcançar, era necessária grande clareza de vistas e uma força de vontade verdadeiramente extraordinária. Ele conduziria «pessoalmente» as negociações, assumindo-lhes todas as responsabilidades. Não há nos Acordos de Latrão «uma linha, uma expressão, que não tenham sido objecto do seu estudo pessoal, da sua meditação, e principalmente das suas orações». Por fim, pediu aos presentes uma «oração pelo grande Pontífice, pelo Cardeal Gasparri, pelo advogado Pacelli, seus fiéis colaboradores».
Mussolini? Nunca existiu! E por isso nem um Padre Nosso e uma Avé-Maria pelo descanso da sua alma! Mas quando Roosevelt, maçon, filho da heresia luterana, cheio de preconceitos da escola liberal, morreu de morte natural, a Igreja deu-lhe as honras de exéquias solenes na Notre-Dame de Paris — contra as prescrições formais do Código Canónico! Para o pobre Mussolini, nem um Padre Nosso, Avé-Maria! É que sua Eminência o Cardeal Pizzardo nunca deu por ele, ao estudar a Conciliação!
No próprio dia 11 desse Fevereiro, o Osservatore Romano publicava extenso artigo sobre o acontecimento. Exposição histórica, na sua quase totalidade. Mas ao aproximar-se do fim, fala nos Acordos. Lembra o Pontífice Pio XI e... Francesco Pacelli.
Mussolini? Nunca existiu!
(...) Em 15 de Março de 1929, o Sacro Colégio, indo felicitar o Santo Padre pela assinatura dos Acordos de Latrão, louvando as suas disposições tão generosas e tão santas, enaltecera também as «disposições da Providência que servindo-se da alta sabedoria do eminente Chefe do Governo italiano e das nobres intenções do Augusto Soberano da Itália», permitiram esses Acordos.
E o Santo Padre, em resposta, confessava que as suas disposições tinham sido bem escolhidas «pelo Augusto Soberano da Itália e pelo seu Primeiro Ministro».
Então, Mussolini existia; Mussolini era gabado; Mussolini era lisonjeado. Então, Mussolini existia!
No primeiro telegrama expedido do Vaticano, depois de instituído o novo Estado, em 7 de Junho de 1929, dirigido a Victor Manuel, Pio XI não se esquecera de dizer que na benção que lhe enviava, e à Rainha, à Família Real, à Itália e ao Mundo, envolvia o seu «Real Plenipotenziario».
Então, Mussolini existia...
Agora...
Dir-se-ia que se adoptou como mot d`ordre sagrado, aquilo de Togliati, ao aprovar que se inserissem na Constituição da Itália os Acordos de Latrão, quando preconizava a substituição da «assinatura infamante do Fascismo que está no final daqueles Acordos, pela assinatura da República italiana».
Dir-se-ia que se pretende obedecer a esse mot d`ordre sinistro, — talvez por valer mais Togliati vivo, com os seus energúmenos, demagogos e bandidos, do que Mussolini morto, com a sua grandeza, o seu génio e a sua obra!
Não repugnou ao Osservatore Romano que se pudesse seguir a directriz de Togliati — e por isso escreveu que a Conciliação de 1929 não fora «obra de um regime político, mas de um governo italiano — reconhecido como os que o precederam».
Os governos que o precederam? Eram, na opinião de Pio XI, «os governos sectários ou submetidos ou enfeudados aos inimigos da Igreja, mesmo quando pessoalmente não eram talvez seus inimigos».
Dar-se-à o caso de que a ingratidão dos Papas seja maior do que a ingratidão dos Reis?
Pensava e dizia Crispi que «o maior homem de Estado da Itália seria aquele que resolvesse a Questão Romana».
Mussolini resolveu-a. E resolveu-a tão bem, que ninguém teve a coragem de tocar na sua solução; antes a enxertaram na Constituição da República.
Mas Togliati propõe que se apague do instrumento diplomático em que essa solução está exarada, a «assinatura infamante» de Mussolini. E no Vaticano, faz-se-lhe a vontade; e, ao solenizar-se o vigésimo aniversário da resolução do grande dissídio, fala-se em toda a gente, mas condena-se ao mais profundo silêncio o nome de Mussolini.
É sacrilégio.
Estas minhas palavras, sendo de respeitoso protesto contra este silêncio, e de indignada revolta contra a injustiça e a falta de caridade, são também de enternecida homenagem ao grande e esclarecido espírito que, durante vinte anos, governou a Itália — «domando a anarquia; restabelecendo a ordem; fazendo respeitar a Monarquia; fazendo respeitar a Monarquia; restaurando a Religião; desenvolvendo o poder militar, naval e aéreo; estimulando e amplificando a colonização; fomentando todas as actividades do país; transformando pântanos em cidades; descobrindo minas; indo ao encontro de todas as acções pessoais, de todas as obras intelectuais, morais, educativas; cuidando da Juventude»...(1)
Nota:
(1) - Do prefácio ao Testamento Político de Mussolini, pp. IX,XXIII, Edições Ressurgimento, Lisboa, 1949.
24.10.10
Pensamentos de Alfredo Pimenta - XXII
«(...) Nunca fui fascista, no sentido próprio do termo. Mas encontrei-me com o Fascismo em tantas e tantas coisas, positivas ou críticas, que (...) não sendo fascista, não sei bem que mais seria preciso para que o fosse.
Mas o que não me oferece dúvidas é a admiração que sinto por Mussolini.»(1)
«Fica Mussolini na história dos povos, por muitas e ingentes obras. Nenhuma é tão grande como a da transformação da mentalidade italiana — transformação essa que fez dum povo de fainéants, o povo admirável que está a ser, nas batalhas árduas da Etiópia, o pasmo das gentes, pela sua resistência viril, pelo seu sacrifício alegre, pela sua vontade grave de ir até ao fim...»(2)
A Contra-Revolução minha contemporânea deu três génios políticos sadios que encheram esta primeira metade do século XX, e se projectarão através dos séculos, na história geral do Mundo: Mussolini, Hitler e Salazar. Cada um com o seu feitio, com as características criadas pelas circunstâncias pessoais ou mesológicas, com a sua finalidade temporal ou atemporal, cada um deles convencido da sua missão terrena capaz de ultrapassar a sua época.
Mussolini, criador do Império italiano; Hitler, criador do Império germânico; Salazar, espírito singularmente positivo, restaurador duma consciência nacional que naufragava a olhos vistos no cepticismo e no mais absurdo complexo de inferioridade que jamais se viu.
Concedeu-me Deus a ventura de ser contemporâneo destes três grandes gigantes políticos.
Falhou a sua obra? Já passou a hora desses impérios ou está para soar ainda? Só o Futuro o dirá.
Se o Império germânico renascer das cinzas que a Barbárie democrática semeou — não haja ilusões!, será o espírito hitleriano que há-de aquecê-lo e guiá-lo, contra tudo e contra todos. Da mesma forma, se o Império italiano ressuscitar da morte em que a Traição, a Cobardia e a Estupidez o sepultaram, há-de ser sacudido pela voz de Mussolini, e obediente ao seu mandato imperativo.
Salazar, chefe incontestado de um Povo de recursos materiais limitados... (...) Foi outro o seu sonho; é outro, o seu sonho.»
«(...) Esses três homens forjaram pelas suas próprias mãos o bronze das suas estátuas que nem as forcas de Nuremberga, sinistras ignomínias, nem os massacres de Dongo, torpezas hediondas, nem a morte natural e distante que todos nós esperamos que seja o fim de Salazar, poderão destruir.»(3)
«... Admirável coisa esta de defender causas vencidas, homens vencidos, sobre que as vagas alterosas da Vitória passam, altaneiras e invencíveis! Com essa defesa, não se colhem bens, nem louros; colhem-se antes desgostos e lágrimas. Mas fica-nos a consciência tão límpida como a água que brota de rocha virgem.»(4)
Mas o que não me oferece dúvidas é a admiração que sinto por Mussolini.»(1)
«Fica Mussolini na história dos povos, por muitas e ingentes obras. Nenhuma é tão grande como a da transformação da mentalidade italiana — transformação essa que fez dum povo de fainéants, o povo admirável que está a ser, nas batalhas árduas da Etiópia, o pasmo das gentes, pela sua resistência viril, pelo seu sacrifício alegre, pela sua vontade grave de ir até ao fim...»(2)

A Contra-Revolução minha contemporânea deu três génios políticos sadios que encheram esta primeira metade do século XX, e se projectarão através dos séculos, na história geral do Mundo: Mussolini, Hitler e Salazar. Cada um com o seu feitio, com as características criadas pelas circunstâncias pessoais ou mesológicas, com a sua finalidade temporal ou atemporal, cada um deles convencido da sua missão terrena capaz de ultrapassar a sua época.
Mussolini, criador do Império italiano; Hitler, criador do Império germânico; Salazar, espírito singularmente positivo, restaurador duma consciência nacional que naufragava a olhos vistos no cepticismo e no mais absurdo complexo de inferioridade que jamais se viu.
Concedeu-me Deus a ventura de ser contemporâneo destes três grandes gigantes políticos.
Falhou a sua obra? Já passou a hora desses impérios ou está para soar ainda? Só o Futuro o dirá.
Se o Império germânico renascer das cinzas que a Barbárie democrática semeou — não haja ilusões!, será o espírito hitleriano que há-de aquecê-lo e guiá-lo, contra tudo e contra todos. Da mesma forma, se o Império italiano ressuscitar da morte em que a Traição, a Cobardia e a Estupidez o sepultaram, há-de ser sacudido pela voz de Mussolini, e obediente ao seu mandato imperativo.
Salazar, chefe incontestado de um Povo de recursos materiais limitados... (...) Foi outro o seu sonho; é outro, o seu sonho.»
«(...) Esses três homens forjaram pelas suas próprias mãos o bronze das suas estátuas que nem as forcas de Nuremberga, sinistras ignomínias, nem os massacres de Dongo, torpezas hediondas, nem a morte natural e distante que todos nós esperamos que seja o fim de Salazar, poderão destruir.»(3)
«... Admirável coisa esta de defender causas vencidas, homens vencidos, sobre que as vagas alterosas da Vitória passam, altaneiras e invencíveis! Com essa defesa, não se colhem bens, nem louros; colhem-se antes desgostos e lágrimas. Mas fica-nos a consciência tão límpida como a água que brota de rocha virgem.»(4)
Notas:
(1) - Do prefácio ao Testamento Político de Mussolini, p. VI, Edições Ressurgimento, Lisboa, 1949.
(2) - O Império Colonial factor de civilização, p. 29, Agência Geral das Colónias, Lisboa, 1936.
(3) - Do prefácio ao Testamento Político de Mussolini, pp. VII/IX, Edições Ressurgimento, Lisboa, 1949.
(4) - In Três Verdades Vencidas - Deus - Pátria - Rei, p. 68, Org. Bloco, Lda., 1949.
(2) - O Império Colonial factor de civilização, p. 29, Agência Geral das Colónias, Lisboa, 1936.
(3) - Do prefácio ao Testamento Político de Mussolini, pp. VII/IX, Edições Ressurgimento, Lisboa, 1949.
(4) - In Três Verdades Vencidas - Deus - Pátria - Rei, p. 68, Org. Bloco, Lda., 1949.
18.7.10
28.4.10
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