«... De pé, olhos bem abertos, face ao Inimigo, unidos em bloco firme, os dentes cerrados, resistir, combater até à morte, na defesa do Património sagrado que herdamos, para, ao menos, salvarmos a honra do nosso nome. Descer as pontes da fortaleza - jamais!» Alfredo Pimenta, in Em Defesa da Portugalidade, p. 29, 1947.
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9.5.15
3.2.15
16.10.14
2.10.14
Memórias de arquivo
Em 1953, no Liceu de Alexandre Herculano, no Porto, editava-se um jornal orientado pelo professor de História e Filosofia, Dr. Cruz Malpique, com interessada colaboração dos alunos.
No n.º 5, com data de 31 de Maio, de que abaixo se reproduz o frontispício da autoria de Manuel Oliveira, aluno do 6.º ano, podia ser lido nas suas páginas centrais números 4 e 5, o seguinte título profético:
"Esta é a página dos poetas que talvez ainda um dia venham nas Histórias da Literatura ..."
No n.º 5, com data de 31 de Maio, de que abaixo se reproduz o frontispício da autoria de Manuel Oliveira, aluno do 6.º ano, podia ser lido nas suas páginas centrais números 4 e 5, o seguinte título profético:
"Esta é a página dos poetas que talvez ainda um dia venham nas Histórias da Literatura ..."
Um aluno do 5º ano, Manuel Alegre Duarte (que mais tarde se esqueceu do Duarte e passou a ser só Alegre), publicou aí um soneto intitulado "Heróis do Mar", dedicado à Mocidade de Portugal. Vai, mais abaixo, reproduzido por digitalização.
Será que o poeta que, na verdade, está hoje na nossa História da Literatura, ainda se lembra?
(repescado por Álvaro Lira, que em 1953 frequentava o 4.º ano, e que guardou alguns desses jornais)
17.4.14
3.11.13
21.4.13
13.4.11
Livro: Salazar e a Revolução Nacional. Mircea Eliade
Após duas projectadas e falhadas edições em Portugal no decénio passado, veio a lume este extraordinário “Salazar e a Revolução em Portugal”, sob a chancela da Esfera do Caos, de Mircea Eliade, reconhecido militante da Guarda de Ferro, referência maior da História das Religiões, romancista, novelista e adido cultural da Embaixada romena em Lisboa entre 1941-1945, tendo escrito durante essa permanência o Diário Português editado pela Guerra e Paz Editores, em 2008.
O livro é uma resenha histórica e documentada desde o regicídio até 1940 e de leitura obrigatória para todos – especialmente para os mais novos – já que percorre historicamente os primeiros quatro decénios da História de Portugal do séc. XX. Lamentáveis são as páginas de Apresentação e do Estudo Introdutório.
Logo, no primeiro parágrafo desta edição, o professor universitário nas universidades de Amesterdão e de Bucareste, Sorin Alexandrescu, escreve isto: «Para Lisboa é nomeado pelo marechal Antonescu, que tinha destronado o rei em Setembro de 1940 e esmagado, em Janeiro de 1941, uma revolta armada da Legião de Ferro, os nacionalistas de extrema-direita, admiradores de Hitler». Sorin Alexandrescu, Apresentação, p.9.
Não sabe o autor destas linhas que a Legião de Ferro nunca existiu! O que existiu foi a Legião do Arcanjo S. Miguel, criada a 24 de Junho de 1927, e a Guarda de Ferro, braço político-militar da Legião, criada a 20 de Abril de 1930.
«Deve-se também mencionar a distinção clara entre o Governo autoritário de Salazar e o partido extremista de direita, Os Camisas Azuis, chefiado por Rolão Preto…», p. 15.
Senhor Professor Alexandrescu nunca houve um partido chamado Os Camisas Azuis.
O que houve foi o Movimento Nacional-Sindicalista que usavam como uniforme a camisa azul. Aliás, Rolão Preto definia, no opúsculo “Nacional Sindicalismo” como “movimento nacional dos trabalhadores portugueses”.
O livro é uma resenha histórica e documentada desde o regicídio até 1940 e de leitura obrigatória para todos – especialmente para os mais novos – já que percorre historicamente os primeiros quatro decénios da História de Portugal do séc. XX. Lamentáveis são as páginas de Apresentação e do Estudo Introdutório.
Logo, no primeiro parágrafo desta edição, o professor universitário nas universidades de Amesterdão e de Bucareste, Sorin Alexandrescu, escreve isto: «Para Lisboa é nomeado pelo marechal Antonescu, que tinha destronado o rei em Setembro de 1940 e esmagado, em Janeiro de 1941, uma revolta armada da Legião de Ferro, os nacionalistas de extrema-direita, admiradores de Hitler». Sorin Alexandrescu, Apresentação, p.9.
Não sabe o autor destas linhas que a Legião de Ferro nunca existiu! O que existiu foi a Legião do Arcanjo S. Miguel, criada a 24 de Junho de 1927, e a Guarda de Ferro, braço político-militar da Legião, criada a 20 de Abril de 1930.
«Deve-se também mencionar a distinção clara entre o Governo autoritário de Salazar e o partido extremista de direita, Os Camisas Azuis, chefiado por Rolão Preto…», p. 15.
Senhor Professor Alexandrescu nunca houve um partido chamado Os Camisas Azuis.
O que houve foi o Movimento Nacional-Sindicalista que usavam como uniforme a camisa azul. Aliás, Rolão Preto definia, no opúsculo “Nacional Sindicalismo” como “movimento nacional dos trabalhadores portugueses”.

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11.3.11
Livro: Traição a Salazar. José António Barreiros


Saíu no dia 4 deste mês, juntamente, com o jornal Correio da Manhã e pelo preço de 2,95€, «Uma história de de clandestinidade e de sabotagem, planos de espionagem e contra-espionagem.
N.º de páginas - 145.
2.3.11
Salazar: em cheio!
Na estreia do novo director, Duarte Branquinho, O Diabo, dá notícia nas páginas centrais do último livro sobre Salazar e cita um dos trechos do livro "António de Oliveira Salazar, Uma Cronologia" da autoria do Embaixador Fernando de Castro Brandão e acabado de vir a público pela Prefácio Editora.
«É em 20 de Fevereiro de 1962 que Salazar começa a manifestar desejo de se afastar do poder. Nesse dia, confessa a Franco Nogueira: "Estou com pressa de me ir embora. Não me dou com a nova mentalidade. Isto é só para safados".
E em 17 de Abril do mesmo ano, comentando as revoltas académicas, vaticina: "Se nada fizermos, antes de dez anos eles estarão sentados a esta mesa."»
E em 17 de Abril do mesmo ano, comentando as revoltas académicas, vaticina: "Se nada fizermos, antes de dez anos eles estarão sentados a esta mesa."»
A verdade é que os safados começaram a sentar-se, logo!, a 27 de Setembro de 1968, com Marcelo Caetano e a (mal)dita primavera marcelista para abancarem a 25 de Abril de 1974... até hoje!
Em 2008, Fernando Castro Brandão editou Estado Novo, Uma Cronologia na Livros Horizonte.
Prefácio Editora
R. Pinheiro Chagas 19 – 1º - 1050-174 Lisboa
tel.: 21314 33 78
fax: 21314 33 80
email: editora.prefacio@mail.telepac.pt
11.12.10
Até que enfim!
Cinco mil foi o número de assinaturas necessário para forçar a abertura das portas deste museu. Nasceu em 1940 pelas mãos da ditadura, com o nome de Pavilhão do Mundo Português. Era suposto ser uma construção temporária mas resistiu ao longo dos tempos para se tornar no Museu de Arte Popular (MAP). Esteve fechado ao público durante anos e até sofreu a ameaça de demolição. Mas o MAP vai reabrir completamente remodelado no dia 13, cheio de histórias para contar sobre si mesmo e Portugal.
Lá dentro o cheiro é a tinta. Os trabalhadores continuam a pintar, colar e serrar para deixar o espaço pronto para o dia de abertura. Apesar do ambiente de construção, a parede da entrada com grandes figuras de homens que carregam e arranjam redes de pesca, não deixa enganar. O mapa de Portugal, à direita, dividido por regiões, confirma o propósito do espaço: contar a história do povo português.
"Construtores do MAP: Um museu em construção" é o nome da exposição que estará patente durante seis meses. O objectivo é contar a história do museu e dos que estiveram envolvidos na sua construção. "Explicar quem eram estes construtores, artistas, arquitectos, ideólogos. Todo o percurso desde o princípio do século XX, até ao modernismo português" explica Andreia Galvão, actual directora do Museu de Arte Popular.
As origens do actual museu remontam a 1940, quando sob o regime salazarista foi construído o Pavilhão do Mundo Português. O espaço pretendia mostrar a identidade do país, dentro e fora dos seus limites. Em 1948 foi baptizado pelo nome que guarda até aos dias de hoje.
Com graves problemas de estrutura, encerrou em 2006, por decisão da ex-ministra da Cultura Isabel Pires de Lima que queria aí instalar o Museu da Língua Portuguesa. Entretanto muito burburinho se gerou à volta da instituição que reuniu cinco mil assinaturas a seu favor. Em 2009, a ministra da cultura, Gabriela Canavilhas anunciou que o Museu de Arte Popular renasceria.
"O museu está de pé e reabre com uma alavanca enorme do movimento cívico, por isso tem de ir ao encontro das pessoas" explica a directora. Andreia Galvão, arquitecta e professora, foi seleccionada num concurso público. Interessada neste período, a arquitecta acredita que esta é altura oportuna para um estudo científico e que antes "talvez não houvesse o distanciamento suficiente para fazer uma supra leitura". Andreia acrescenta, em tom de brincadeira, que "não se pode correr o risco, que é o que ninguém quer, de ser chamado fascista".
Entre a história de arte e a antropologia, a exposição é como uma viagem ao passado: do museu, da arte e da história do país. O espaço reúne entre 14 e 15 mil peças, que entretanto foram depositadas no Museu Nacional de Etnologia.
Destacam-se as famosas miniaturas que, para a directora, são "um dos pontos âncora da colecção". Estes objectos, que faziam parte da própria estratégia de comunicação do Estado Novo, apresentam "um Portugal amoroso, todo em pequenino", remata.
O nome do museu pode soar familiar à camada mais jovem. Foi o MAP que acolheu, em Novembro a última edição do Optimus Hype. Andreia Galvão confirma estas iniciativas são uma das formas de sustentabilidade dos museus e acrescenta que depois da reabertura "eventos com essa dimensão vão ser difíceis". Lado a lado com o museu, abrirá uma loja com produtos de artesanato.
Junto ao rio Tejo e à frente do CCB, este museu mostra outro tipo de arte: a regional. A directora rejeita a rivalidade com as formas de expressão contemporânea, declarando que "a arte não nasce do zero e todas as fontes de inspiração são válidas".»
9.12.10
Já conhecem?
"Essencialmente dedicado ao período do Estado Novo, e a toda a sua Iconografia, Memorabilia, Distintivos, Uniformes, Medalhas, etc (1926-1974). Também poderão ser abordados temas de Militaria da 1ª e 2ª Guerra Mundiais, passando pela Guerra Civil de Espanha (1936-1939)."
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